QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto bíblico: Mt 5, 13 – 16
Data: 8 de fevereiro
Dom
Samuel Dantas
Assim, ou nos ilumina
aquele que é a verdadeira luz ou nosso destino é permanecer na treva ou para
ser mais exato, ser treva!
Hoje ouvimos Cristo
dizer aos apóstolos umas palavras que devemos tomar como sendo dirigidas a nós
também, seus discípulos. “Vós sois o sal da terra”, e logo em seguida: “vós
sois a luz do mundo.”
Antes de terem sido
chamados, aqueles homens eram insípidos e vazios; eram treva e viviam na treva.
Não tinham sabor algum e por isso ou não serviam para nada ou então, o que dá
no mesmo, serviam para muito pouco. Se depois vieram a se tornar o sal da
terra, isso só ocorreu porque um dia o Senhor lhes disse: “vinde em meu
seguimento e eu farei de vós pescadores de homens.” Eles, lemos no Evangelho, tendo-o
escutado, puseram-se imediatamente a segui-lo.
Antes que Cristo os
escolhesse e para junto de si os chamasse, eles eram trevas. Tornaram-se luz
porque creram na luz, porque a seguiram e porque aderiram a ela.
O apóstolo João
escreveu em sua primeira carta que “Deus é luz e que nele não há resquício
algum de treva”. Nós, porém, mesmo os que cremos e fomos iluminados por aquele
que disse: “eu sou a luz do mundo” somos uma mescla confusa de luz e de treva.
Não há descendente algum de Adão e Eva em cujo interior não haja algum tipo de
treva, ainda que pequena.
Com bastante frequência,
se nos observarmos bem veremos que muitos dos nossos pensamentos, palavras, ações
e intenções são densas e profundas trevas. Há em todos nós sem exceção a luz e
a treva, o bem e o mal, o belo e o horrendo, a possibilidade de fazer o certo e
a de fazer o errado.
Devemos ser o sal da
terra, mas isso só será possível se nos ajudar quem disse: “vós sois o sal da
terra.” Ninguém se torna sal por si mesmo, mas é tornado sal por aquele cujo
poder que opera em nós e capaz de fazer infinitamente além do que podemos pedir
e imaginar. Devemos ser luz, mas para que cheguemos a brilhar, precisamos da
graça daquele que nos assegurou: “sem mim, nada podeis fazer”.
É Cristo e somente ele
que converte o insípido sal, dando-lhe poder de salgar; é Cristo e apenas ele
que transforma as trevas em luz. A grande e eterna luz que desceu a este abismo
de escuridão que é o mundo, te diz hoje, te diz agora: tu és o sal da terra; tu
és a luz do mundo. Sal, salga; luz, ilumina!
“Outrora éreis trevas;
agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.” (Ef 5, 8) “Todos, com
efeito, sois filhos da luz, filhos do dia.” (1Ts 5, 5) Por fim, Paulo
exorta-nos a que “rejeitemos as obras das trevas e revistamos as armas da luz.”
(Rm 13, 12)
“A luz veio ao
mundo”(Jo 3, 14) disse o Senhor Jesus falando de si próprio, já que ele é a
grande luz. E hoje, essa luz que destruiu a morte e trouxe a luz e a vida em
abundância(2Tm 1, 10) nos diz: “Vós sois a luz do mundo.” Unidos a luz, crendo
na luz, amando a luz, obedecendo a luz nós seremos luz, brilhando neste mundo
de trevas como astros resplandecentes. Amém.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

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