sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

                                                                                                   Imagem do Google

QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                       Texto bíblico: Mt 5, 13 – 16

                                             Data: 8 de fevereiro

                                               Dom Samuel Dantas

 Que éramos nós, irmãos e irmãs, antes que nos chamasse por pura bondade a verdadeira e eterna luz senão apenas trevas e escuridão? Onde estávamos nós mergulhados antes que o Senhor Jesus nos iluminasse senão no fundo de um abismo trevoso? Antes de ser chamado e liberto pela graça de Cristo um ser humano só pode ser treva e nada mais que treva!

Assim, ou nos ilumina aquele que é a verdadeira luz ou nosso destino é permanecer na treva ou para ser mais exato, ser treva!

Hoje ouvimos Cristo dizer aos apóstolos umas palavras que devemos tomar como sendo dirigidas a nós também, seus discípulos. “Vós sois o sal da terra”, e logo em seguida: “vós sois a luz do mundo.”

Antes de terem sido chamados, aqueles homens eram insípidos e vazios; eram treva e viviam na treva. Não tinham sabor algum e por isso ou não serviam para nada ou então, o que dá no mesmo, serviam para muito pouco. Se depois vieram a se tornar o sal da terra, isso só ocorreu porque um dia o Senhor lhes disse: “vinde em meu seguimento e eu farei de vós pescadores de homens.” Eles, lemos no Evangelho, tendo-o escutado, puseram-se imediatamente a segui-lo.

Antes que Cristo os escolhesse e para junto de si os chamasse, eles eram trevas. Tornaram-se luz porque creram na luz, porque a seguiram e porque aderiram a ela.

O apóstolo João escreveu em sua primeira carta que “Deus é luz e que nele não há resquício algum de treva”. Nós, porém, mesmo os que cremos e fomos iluminados por aquele que disse: “eu sou a luz do mundo” somos uma mescla confusa de luz e de treva. Não há descendente algum de Adão e Eva em cujo interior não haja algum tipo de treva, ainda que pequena.

Com bastante frequência, se nos observarmos bem veremos que muitos dos nossos pensamentos, palavras, ações e intenções são densas e profundas trevas. Há em todos nós sem exceção a luz e a treva, o bem e o mal, o belo e o horrendo, a possibilidade de fazer o certo e a de fazer o errado.

Devemos ser o sal da terra, mas isso só será possível se nos ajudar quem disse: “vós sois o sal da terra.” Ninguém se torna sal por si mesmo, mas é tornado sal por aquele cujo poder que opera em nós e capaz de fazer infinitamente além do que podemos pedir e imaginar. Devemos ser luz, mas para que cheguemos a brilhar, precisamos da graça daquele que nos assegurou: “sem mim, nada podeis fazer”.

É Cristo e somente ele que converte o insípido sal, dando-lhe poder de salgar; é Cristo e apenas ele que transforma as trevas em luz. A grande e eterna luz que desceu a este abismo de escuridão que é o mundo, te diz hoje, te diz agora: tu és o sal da terra; tu és a luz do mundo. Sal, salga; luz, ilumina!

“Outrora éreis trevas; agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.” (Ef 5, 8) “Todos, com efeito, sois filhos da luz, filhos do dia.” (1Ts 5, 5) Por fim, Paulo exorta-nos a que “rejeitemos as obras das trevas e revistamos as armas da luz.” (Rm 13, 12)

“A luz veio ao mundo”(Jo 3, 14) disse o Senhor Jesus falando de si próprio, já que ele é a grande luz. E hoje, essa luz que destruiu a morte e trouxe a luz e a vida em abundância(2Tm 1, 10) nos diz: “Vós sois a luz do mundo.” Unidos a luz, crendo na luz, amando a luz, obedecendo a luz nós seremos luz, brilhando neste mundo de trevas como astros resplandecentes. Amém.

 

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


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