sábado, 2 de julho de 2011































A foto acima mostra um grupo de jovens juazeirenses provavelmente numa festinha familiar. São identificados Domingos Mendonça, Francisco Noca, Galba Alencar, José Pedro, Samuel (todos em pé); sentados: Edilberto, Hildeberto Gonçalves, Vandemburgo, Flávio Cordeiro. Quem souber mais detalhes sobre a foto e o evento por favor nos informe por e-mail. 
Nota: No dia seguinte após a postagem recebemos informações de Rosângela e Vicente Reginaldo Tenório acrescentando mais detalhes sobre a foto acima. A formação exata é a seguinte: em pé: Domingos, Noca, Daltro, José Pedro, Cícero e Samuel. Sentados: Hindemburgo, Hildeberto, Wandemburgo, Higino e Flávio Cordeiro. A festa foi por ocasião da inauguração da Chush em Juazeiro. A foto é do arquivo de Wilton Bezerra.  

O famoso Bálsamo da vida


Em Juazeiro do Norte, artesanalmente se faz de tudo. Quando morei naquela cidade, comprovei esta realidade e os gozadores diziam naquela época que lá se fabricava de dinheiro até "relógio ômega de casca de melancia".
José Geraldo da Cruz, juazeirense de renome, foi político, farmacêutico, dentista e químico. Destacou-se em todas estas profissões, pois como político foi cinco vezes prefeito da cidade; como farmacêutico assistia ao Padre Cícero e manipulava qualquer receita; sendo dentista seu boticão fazia milagres e como químico deixou para nós a verdadeira panacéia, o "Bálsamo da Vida".
Ainda hoje existe a sua "Farmácia dos Pobres" e a fórmula do remédio milagroso ficou de herança para seu filho Carlos Cruz. Vejamos então algumas das propriedades de tão milagroso remédio. É indicado para: Uso interno - inflamação do fígado, cólica do estômago e intestino, dispepsias, afecções gástricas, boca seburrosa, excessos alcoólicos e todas as afecções do trato gastrointestinal. Uso externo -raladuras, queimaduras e ferimentos.
Quando ainda não existiam as colas modernas, em Juazeiro, o livreiro Aldeziro Carvalho Maia, descobriu e usava na sua tipografia a porção para evitar que a cola, feita de goma, apodrecesse; dizia ele que o "Bálsamo" também servia para "achar óclos", pois havia perdido o seu e quando foi tirar de uma prateleira a garrafa do remédio, ao olhar para cima, achou os "picinez" que havia esquecido sobre a cabeça.
E o milagroso "Bálsamo da Vida", ainda hoje fabricado e comercializado, acode ricos e pobres, como desejava que assim fosse seu inventor JOSÉ GERALDO DA CRUZ.
Texto enviado pelo nosso colaborador J. Ronaldo Brito, residente em Fortaleza, escritor, autor de vários livros.


Sepultamento comove Juazeiro

Comoção e dor no final da tarde de ontem, 1º, em Juazeiro do Norte, no sepultamento da família morta em um acidente de trânsito ocorrido na tarde da última quinta-feira, entre os municípios de Solonópole e Quixadá, na rodovia estadual CE-375. Quatro pessoas foram sepultadas neste Município e outra em Caririaçu.
Os corpos de José Jucier Fernandes, 49; da esposa dele, a professora Socorro Vânia Gonçalves Fernandes, de 47; e os filhos do casal, Juliana Gonçalves Fernandes, de 10 anos, e João Pedro Gonçalves Fernandes, de 8 anos; chegaram a Juazeiro do Norte por volta das 4 horas, vindos do Instituto Médico Legal (IML) de Iguatu. O velório aconteceu no Cemitério Anjo da Guarda.
O corpo de Raimundo Inácio de Oliveira, mais conhecido como Raimundo Soares, foi trasladado para Caririaçu e foi velado na Rua Carlos Morais. Ele era presidente do PMDB daquela cidade e pessoa bastante querida. A tragédia aconteceu por volta das 16 horas de anteontem, à altura do Sítio João Bento na zona rural de Solonópole. Um jovem, identificado como Lucas Simon Fernandes, foi o único sobrevivente do acidente na estrada.
O veículo Hilux preto, de placas, HXW-2765, inscrição de Juazeiro do Norte, que era dirigido por Jucier, passou direto em uma curva, caindo dentro do açude daquela localidade.
Jucier era auditor fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O único sobrevivente foi o adolescente Lucas Simon Fernandes, de 19 anos. Ele era parente das vítimas que morreram e escapou ileso.
Durante todo o dia de ontem, foi grande a movimentação no local. A tragédia causou comoção na cidade e muitas pessoas foram ao local do sepultamento prestar solidariedade à família enlutada. Às 15h30 foi celebrada uma missa de corpo presente e, em seguida, o sepultamento.
O trecho da Rodovia Padre Cícero onde ocorreu o acidente foi inaugurado no ano passado e reduz em 30 quilômetros a distância entre Juazeiro e Fortaleza, mas já foi palco de vários acidentes graves. Falta sinalização adequada.
Clique para Ampliar
O velório de quatro das cinco vítimas aconteceu no Cemitério Anjo da Guarda, onde dezenas de pessoas foram prestar solidariedade à família do auditor da Sefaz e da professora 

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER DIÁRIO DO NORDESTE

Demutran realiza excelente trabalho de sinalização

A população já está consciente de que as comemorações do Centenário de Juazeiro do Norte não serão como foi planejado pela primeira Comissão do Centenário. Uma coisa, porém, merece os parabéns deste blog. A Prefeitura através do Demutran está realizando um excelente trabalho de sinalização nas ruas da cidade, tendo em vista a organização do trânsito. Nas ruas principais, onde o tráfego de veículos é mais intenso, as sinalizações horizontais e verticais estão impecáveis. Agora, somente motoristas irresponsáveis colidem seus automóveis ao atravessar cruzamento, pois há placas de advertências e no asfalto, em letras bem grandes está escrito a palavra PARE. Mas infelizmente alguns motoristas continuam desrespeitando os sinais porque o Demutran não dispõe de agentes suficientes para exercer uma fiscalização adequada. Então, aqui vai uma sugestão: porque a Prefeitura não instala câmeras nos cruzamentos onde não é possível manter a presença física dos agentes? 
7 DE SETEMBRO DE 1910. A cidade acorda ao som dos acordes do Hino da Independência, executado pela Banda de Música Padre Cícero, sob a regência de mestre Pelúsio. Inconformados com os boatos que circulavam no povoado, segundo os quais o prefeito do Crato muito em breve “arrasaria a população” para o que contaria com auxílio da força armada federal, os juazeirenses se reúnem novamente em grande concentração para realização de um comício no qual foi dado oficialmente o primeiro grito de VIVA A INDEPENDÊNCIA DE JUAZEIRO, pronunciado pelo Sr. Paulo Maia Ferreira de Menezes, condutor da bandeira da independência confeccionada às pressas para esta finalidade. Ao meio-dia, em frente à redação de O Rebate, é renovada a manifestação. Às cinco horas da tarde há grande concentração popular em frente à residência do coronel José André. Daí a passeata avança pela Rua Grande (atual Padre Cícero), onde padre Alencar Peixoto, de cima de um palanque improvisado faz o mais violento discurso de toda a campanha. Terminou seu discurso empunhando a flâmula do jornal e finalizando, enfático:
 Este retalho de pano será a minha mortalha se porventura, na defesa do Juazeiro, eu morrer atravessado pela bala do cangaceiro inimigo ou pelo punhal do assassino.
 A multidão aplaudiu entusiasticamente. Na oportunidade, José Sebastião de Carvalho fala ao povo e é ardorosamente ovacionado. Mais uma vez o Hino da Independência é entoado e explodem os foguetes. Também falou Dr. Floro e foi igualmente aplaudido com entusiasmo. A população se dirigiu à casa do Padre Cícero e lá pediu insistentemente que ele falasse. E ele falou diante de uma multidão atenta e em silêncio. Pronunciou um pequeno discurso, afirmando entre outras coisas que: “Tinha fé em Deus e na virgem Mãe das Dores que ninguém mataria um povo porque defendia a sua liberdade”.
  A concentração termina em frente à redação do jornal, com a palavra do coronel Fausto Guimarães, ouvido atentamente à luz das estrelas. Juazeiro decidiu: estava independente do Crato!
  
11 DE SETEMBRO DE 1910. O Rebate publica artigo com o título “Como o Sr. Antônio Luís abusou do povo do Joaseiro”. Também dá destaque a alguns telegramas e cartas ameaçadoras do coronel Antônio Luís para o Padre Cícero.

14 DE SETEMBRO DE 1910. Empolgado com a campanha emancipacionista uma comitiva de Barbalha, chefiada pelo coronel João Raimundo de Macedo, veio a Juazeiro para hipotecar sua irrestrita solidariedade ao movimento. A comitiva é recepcionada com discursos, foguetes e músicas.

17 DE SETEMBRO DE 1910. Padre Cícero recebe a visita de uma comitiva da cidade de Barro, composta por cem pessoas sob a chefia do major José Inácio de Sousa. Esta luzida comitiva foi alvo de calorosa recepção a qual durou dois dias. Durante o banquete oferecido em sua homenagem, o embaixador de Barro visivelmente emocionado pronunciou vibrante discurso afirmando entre outras coisas que:
 Ali se achava juntamente com seus companheiros de comitiva para felicitar o Padre Cícero e o digno povo desta terra por ter-se libertado do jugo do seu maior inimigo, afirmando com toda sinceridade que aquela visita valia por um compromisso de solidariedade com o povo juazeirense, em qualquer emergência, fosse ela qual fosse.

25 DE SETEMBRO DE 1910 – “Quem não gostar que se morda”, com esse sugestivo título O Rebate abre sua edição desta data. A luta está renhida. De um lado Alencar Peixoto com sua pena mordaz, do outro o Correio do Cariri, do Crato, usando como arma o poderio político, desfechando golpes ferozes contra o Juazeiro.

10 DE OUTUBRO DE 1910 – Padre Cícero recebe carta de José Accioly Filho, presidente estadual do Partido Republicano Conservador, na qual ele fala da boa vontade de seu pai para elevar o Juazeiro à Vila. Manifesta, entretanto, o seu desejo de paz entre as duas cidades: Crato e Juazeiro.

17 DE NOVEMBRO DE 1910. O Rebate abriu a edição deste dia com um longo editorial com o título “Incoerência da Circular do Exmo. Sr. Bispo de Olinda Contra o Juazeiro e o Revmo. Pe. Cícero” com o qual repudia em alto e bom tom a divulgação pelo Correio do Cariri de  uma Circular assinada pelo bispo de Olinda, D. Luís Raimundo da Silva Brito, na qual recomendava  a exclusão do nome de Cícero para batismo de crianças, pois isso “era sinal de arraigado fanatismo”. Dentre outras coisas assim escreveu padre Peixoto no editorial:
 O que motivou esta circular, é preciso que o público conheça, foi tão-somente a contrariedade produzida no espírito de S. Exa. pela oposição dos habitantes dos sertões de Pernambuco à atitude pouco decente e anticristã assumida contra o Juazeiro e o Revmo. Padre Cícero pelos frades enviados em missão a essa zona ultimamente. Foi unicamente o despeito que originou tal medida por 'circular'; porque vocalmente S. Exa. nunca cessou de guerrear injustamente esta terra e este povo. Por todos, é sabido que, de há muito tempo, a única preocupação de alguns padres, por ordem ou por adulação a alguns bispos, quer missionando, quer paroquiando, é ridicularizarem a Religião Católica Apostólica Romana, com apreciações caluniosas contra o Juazeiro e o virtuoso Padre Cícero.
 Para melhor compreensão deste assunto vale a pena transcrever a referida circular, cuja divulgação era do interesse dos cratenses no sentido de desqualificar o Padre Cícero, no momento em que estava em curso, patrocinada por ele a emancipação de Juazeiro. Eis a circular do bispo:
 Revmo. Sr. Vigário. Chegando ao nosso conhecimento de que, infelizmente, se tem alastrado pelo interior desta Diocese a superstição, já pela Santa Sé condenada, dos embustes do Juazeiro, no Ceará, a qual tem obcecado os espíritos de nossos filhos que juntamente com os habitantes de outros Estados, em constantes romarias, não só abandonam sua casa e trabalho, mas chegaram a tal ponto de cegueira, que recusam crer e receber senão o que enganadamente julgam lhes impor o Padre Cícero, que devia ser o primeiro a lhes ensinar como se acham em erro, dando assim prova de sua obediência à S. Congregação que condenou seu desvio, somos obrigados a chamar a atenção de V. Revma. encarregando-o, em consciência, de esclarecer esses pobres iludidos, não consentindo em práticas tão prejudiciais. Outrossim, recomendamos que não aceite para batismo o nome de Cícero, que é o sinal de arraigado fanatismo. V. Revma. conhece o quanto nos obriga em consciência o decreto da S. Sé emanado da Congregação que fiscaliza a pureza da fé. Por isso, esperamos que não será moroso em cumprir com esse dever que lhe apontamos e Deus permita que vossos filhos dóceis à vossa advertência e conselho, ponham termo a esses desmandos. Bem sentido por este triste estado, enviamos a V. Revma. e aos vossos paroquianos nossa bênção pastoral.
Soledade, 26 de agosto de 1910
+ Luís, Bispo de Olinda” (Fonte: História da Independência de Juazeiro do Norte, de Daniel Walker)
Renovação do Sagrado Coração de Jesus

Esta prática tão difundida em nossa cidade, foi trazida pelo Padre Cícero logo que se instalou em Juazeiro, no ano de 1871. Como os habitantes da cidade gostavam de desordens e de bebedeiras o Padre Cícero muito sabiamente através de suas pregações foi incentivando cada paroquiano a colocar em local de destaque em seu lar a imagem  do Sagrado Coração de Jesus, fazendo a entronização que consistia em benzer as imagens e fazer a entrega da família para que fossem agraciadas com as bênçãos divinas. Para que seguisse todo ato orientado pelo Padre Cícero os donos da casa preparavam um altar que era uma pequena mesa forrada com uma toalha de cetim, bordada ou de renda, abaixo das imagens e em cima colocavam-se flores e castiçais com velas. Por preceito é o sacerdote que faz a entronização, por ser a primeira vez. O ato consiste em benzer as imagens, e a partir daí todos os anos a família renova o compromisso firmado com a fé, homenageando o Sagrado Coração de Jesus como seu protetor e benfeitor maior, celebrando com muita alegria e festejos a renovação ou consagração, reunindo familiares, amigos e vizinhos que participam das leituras e dos cânticos. No final é oferecido o “Café do Santo”, que antigamente era muito simples e consistia apenas em café com bolachas ou sequilhos. Hoje os costumes mudaram muito, e o antigo Café do Santo ficou bem sofisticado, sendo oferecidos vários tipos de bolos, salgadinhos, refrigerantes e até estão participando cantores para cantar os hinos e louvores. O modernismo chegou, mas acho até muito louvável porque é uma demonstração de muito respeito e amor ao Sagrado Coração de Jesus. A pessoa que oficializa a renovação é chamada de rezador ou rezadeira. Tenho no meu arquivo fotográfico vários tipos de imagens que fui clicando, em algumas residências de pessoas amigas  e aproveito para mostrar aos leitores. 


E-mails recebidos:
Oi prima!!
 Lembro do seu Chico Paladar e de d. Cesarina, eles moravam a poucas casas lá de casa, Seu Chico Paladar tinha uns ônibus que ficavam estacionados na rua, quando era à noite enchíamos os ônibus de tijolos, só para enfezá-lo. É tão bom lembrar esse tempo que vivemos.
 Beijão,
Francisco Marcelo Macêdo Leitão, Fortaleza-CE

Olá Prima,
Adorei as lembranças de Seu Chico Paladar e de Dona Cesarina. Morávamos quase vizinho e era assim mesmo, nossa aventura era olhar aquele monte de dinheiro, e imaginar o quanto ele era rico....
Os meninos à noite faziam guerra de baladeira com mamona, atirando nos ônibus que ele estacionava na rua... aprontávamos muito...quanta lembrança boa...continue prima, com esta coluna de recordações, pois ela nos faz muito bem...
 Beijos
Lúcia Macêdo, Fortaleza-CE