quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Artur Menezes no CCBNB

Realizou-se há pouco no Centro Cultural Banco do Nordeste o show com Artur Menezes, filho do engenheiro juazeirense Aldo Marcozzi Macedo e Silva.
O ARTISTA
Aos 25 anos Artur Menezes é o menino prodígio do blues nacional, já dedilha sua guitarra há 13 anos. Suas principais influências vão de Jimi Hendrix ao rei do baião Luiz Gonzaga, passando por Albert Collins e Johnny Wínter. Atualmente reside em São Paulo, onde além de shows, dedica-se aos estudos e dá aulas de música.
Com seu projeto solo, "Artur Menezes", compõe, toca guitarra e canta. Participou de várias edições do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga e do Ceará Music. O jovem músico também se apresentou em outros importantes eventos musicais e centros culturais do Ceará e de outros estados do Brasil.
Sempre em busca de maior aperfeiçoamento cursou a faculdade de Música na Universidade-Estadual do Ceará (UECE) e já passou duas temporadas morando em Chicago, nos Estados Unidos. Este tempo fora lhe rendeu bons contatos com músicos de renome internacional, com os quais tocou, por exemplo: John Primer, Linsey Alexander, dentre outros. Ele fez apresentações em diversos bares de blues, como B.L.U.E.S., Kingston Mines, Rosa's, Vine Tastings e Katherina's. Durante as temporadas em Chicago, Artur foi integrante da banda norte americana The Shakes e gravou com eládois discos ao vivo. Em 2010 foi a Inglaterra, onde teve oportunidade de subir ao palco do The Blues Kitchen, em Londres.
No Brasil, Artur Menezes apresentou-se ao lado dos grandes nomes do blues nacional, além de integrar o projeto Harmónicas Mercoblues, onde ao lado de Jefferson Gonçalves, acompanhou os gaitistas Nico Smoljan e Gonzalo Arraya. Entre canjas e abertura de shows, dividiu palcos com artistas do porte de Magic Slim, Big Time Sarah, Scott Hendefson, Rick Estrin, Peíer Mad Cat, destre outros.
Nesse Show, Artur Menezes trouxe composições autorais de seu novo disco "EarlyTo Marry" e conta dom a participação de Lucas Ribeiro (baixo) e WladimirCatunda (bateria).
PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES
- 11/2 - Centro Cultural BNB, 19:30h. Sousa (PB);
- 12/2 - Tênis Clube, 20h. Cajazeiras (PB);
- 17/2 - Botequim da Lagoa, 21h. São Luís (MA);
- 18/2 - Planeta Diário, 23h. Teresina (PI);
- 19/2 - Boemia, 22h. Teresina(PI);
- 23/2 - Centro Cultural BNB, 18h. Fortaleza (CE);
- 24/2 - Centro Cultural BNB, 13h. Fortaleza (CE);
- 25/2 - Tributo a Jimi Hendrix com Artur Menezes e Felipe Cazaux, Espaço Cultural asa do Blues, 19h. Fortaleza (CE).

Apreensão e multa de caminhão que despejava entulho no meio da Avenida do Parque Ecológico

Por volta das 21:00 horas de ontem (09 de fevereiro – quarta-feira) o motorista de caminhão Givanildo da Silva Alves que é proprietário do caminhão F4000, placa JLN 5191 de Arapiraca-Alagoas, foi flagrado pelo próprio Secretário de Segurança Pública Claudio Luz e pelo Sub-Secretário Afonso quando despejava entulho no meio da Avenida Antônio Pereira da Silva (ao lado do Parque Ecológico).

Estiveram na ocorrência guardas municipais, Departamento de Limpeza Pública, policiais do Ronda e agentes de trânsito que lavraram a devida notificação de trânsito e apreenderam o caminhão.

Esse fato pode valer como exemplo para muitos outros proprietários de veículos e carroças que cotidianamente despejam entulho e lixo nas ruas de nossa cidade. É preciso a colaboração de todos na fiscalização dos pontos de entulho e lixo e aqueles que não colaboram devem sofrer com a fiscalização da Secretária do Meio Ambiente e órgãos competentes.

Comunicação da SESP e SEMASP.

Ponto de Cultura Lira Nordestina consegue aprovação em importantes projetos

O Ponto de Cultura Lira Nordestina, coordenado pela Profa. Dra. Anna Christina Farias de Carvalho, inicia o ano com aprovação e implementação de trabalhos e projetos. Foram aprovados três projetos no Edital Mais Cultura Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa do Assaré, propostos pelos integrantes do Ponto de Cultura José Stênio Diniz, Cícero Lourenço Gonzaga e Anna Christina Farias de Carvalho. Também foi iniciada a execução do Projeto Interações Estéticas em Pontos de Cultura, FUNART Edição 2010, proposto pela pernambucana Amanda Senna, Artista Plástica formada pela Universidade Federal de Pernambuco e sua parceira Juliana Falcão, atriz de teatro e dança. O projeto Movimento e Voz em Cordel: Uma proposta de interação entre a Literatura de cordel, o Teatro de Mamulengo e o Teatro de Sombras, tem como objetivo principal dialogar com a produção literária e estética produzida pelo Ponto de Cultura, com a finalidade de elaborar cenas teatrais, a partir de oficinas com a comunidade. O Ministério da Cultura comunicou através de sua assessora Júlia Furia, que o Ponto de Cultura Lira Nordestina foi contemplado com uma antena GSat (internet), através do Ministério das Comunicações, o que beneficiará todo o campus do Pirajá.A coordenação ainda informa que a partir do cadastramento da Quitanda Cultural do Ponto de Cultura Lira Nordestina, no Sistema Nacional de Economia Solidária, o órgão irá contar com acompanhamento do empreendimento solidário através da assessoria de Heliane Aragão, a partir de março de 2011.

AEROPORTO II - Final
O Aeroporto de Fátima, junto à Floresta Nacional do Araripe, no alto da serra, foi efetivamente construído e iniciou suas operações. Salvo engano, ele foi construído a partir de 1953, com grande entusiasmo da parte de algumas lideranças, incluindo-se o Rotary local. Ainda hoje, no blog da instituição, pode-se ler, dentre as suas realizações: “Criação do Aeroporto de Fátima do Crato que depois, contra a vontade do povo do Crato foi transferido para a vizinha cidade Juazeiro do Norte”. Sem dúvida a definição de um aeroporto regional em Juazeiro do Norte, por critérios técnicos, pôs um pouco mais de lenha na fogueira da rivalidade histórica. Mas, concluído em curtíssimo tempo, embora ainda não asfaltado, o Aeroporto de Fátima terminou, na prática, sendo o regional, por algum tempo, embora não saiba precisar as datas. Os negócios continuaram sendo realizados pela firma de Ernani Brígido Silva, e a Aeronorte fez a substituição das aeronaves pelos famosos DC 3. Uma das rotas era São Luís-Codó-Caxias-Teresina-Fortaleza-Iguatu-Crato-Cajazeiras-Campina Grande-João Pessoa-Recife. A outra era São Luís-Urbano Santos-Chapadinha-Brejo-Parnaiba-Fortaleza-Iguatu-Crato. O Aeroporto de Fátima tinha, segundo a publicidade do agente da companhia, logo nesta época serviço de proteção ao vôo, rádio farol e rádio comunicação.

O Aeroporto de Juazeiro também foi construído em tempo recorde, pela determinação do prefeito José Monteiro. Em 15.09.1954 veio o Brigadeiro Reinaldo de Carvalho, ainda comandando a II Zona Aérea (Recife) para inaugurá-lo, com uma comitiva de cinquenta membros da Aeronáutica. Mas, as operações continuaram a ser feitas no Aeroporto de Fátima. Havia, naturalmente alguns transtornos. Em primeiro lugar a longa distância, na época, ampliada pelas dificuldades de estradas, só na piçarra. A outra era o tempo que, em determinada fase do ano fechava e impedia o pouso.

Somente em 05.02.1959 houve uma abertura, agora já pela Real Aerovias que operando aeronaves semelhantes, C 46, para 40 passageiros, faz o primeiro pouso em Juazeiro do Norte, na rota Rio de Janeiro-Fortaleza, com muitas escalas pelo interior de Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, principalmente.



A partir de agosto de 1961 a Varig com a aquisição de todo o Grupo Real, continuou a operar no Cariri, agora utilizando exclusivamente o Aeroporto de Juazeiro do Norte que, na prática, assume a sua condição de Aeroporto Regional do Cariri, mantendo basicamente a velha frota sob nova logomarca. Em 1965 a Varig desejou mudar a sua frota com base nestas velhas aeronaves e fez um acordo exclusivo para testar o Avro que acabara de ser lançado pela empresa Hawker Siddeley. Depois de uns 40 dias de testes a companhia aprovou e encomendou dez destes equipamentos que foram sendo entregues e introduzidos nas rotas entre 1967 e 1968. Na verdade, na fase de testes com o novo equipamento, o Aeroporto de Juazeiro recebeu em 11 de janeiro de 1966 o primeiro pouso de um Avro (HS 748) que cobria a rota Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Montes Claros – Januária - Carinhanha - Bom Jesus da Lapa - Xique-Xique – Petrolina - Juazeiro do Norte - Fortaleza (ida e volta), e isto se repetiu algumas vezes. E fez grande sucesso, pois a tecnologia havia sido alterada para aviões do tipo turbo-hélice, com turbinas Rolls Royce, em substituição aos velhos DC 3, C 46 e Convair. Nesta ocasião, a aeronave era a de prefixo PP-VDN, a primeira que tinha sido entregue e cujo fim de história foi um acidente em Pedro Afonso (GO), em 17.06.1975, com a morte do co-piloto Nilo Sérgio Lemos.

Ainda em 09.10.1967, alguns executivos da Varig estiveram em Juazeiro do Norte para verificar as providências com respeito a pista, comunicação e demais condições de operação do aeroporto. A comitiva da Varig já anunciava para meados de 1968 o início da operação comercial dos Avros. Na época, o Governador Plácido Castelo havia se empenhado com o prefeito Mauro Sampaio para prover as melhorias, especialmente a pavimentação da pista. O movimento do Aeroporto crescia e operava com pista precária, principalmente na temporada de chuvas, com 3 e às vezes 4 voos diários.

A questão de sua regionalização, embora tivesse sido equacionado pela decisão do segundo comando aéreo, ainda em 1953, para ser efetivada em 1961, permanecia gerando intranquilidades pela demora em ver resolvidas algumas demandas. Nesta fase de operação pelo município, com a supervisão da aeronáutica (Cabo Vieira, de saudosa lembrança) a Varig manteve a rota com Avros. Só em 11.12.1966 é que é inaugurada a iluminação do aeroporto do Cariri, graças à ação do Lions Club local e a mediação do deputado federal Leão Sampaio. A região era promissora e os negócios pareciam animadores, a ponto de Aldemir Sobreira comunicava que em breve a Cruzeiro do Sul estaria com loja de venda de passagens em Juazeiro (Tribuna de Juazeiro, 02.04.1967). Mas, ainda não seria uma segunda companhia a operar no Cariri.

Em 15.03.1968 pousa no Aeroporto Regional do Cariri o primeiro Avro (PP-VDR), às 15:10h. O aeroporto tinha estado interditado por um mês para obras, mas ainda não havia concluído as melhorias na pista. A Varig iniciava a divulgação do novo equipamento, nos jornais da região. As rotas serviam Fortaleza, Recife, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Contudo, ainda foram mantidos alguns dos velhos DC 3 para Recife. Somente para Fortaleza (ida e volta) os voos eram diários. Nesta época, também, a Esso Brasileira de Petróleo assumia o fornecimento de combustíveis para as aeronaves.

Dias antes, em discurso na Câmara Federal, o dep. Humberto Bezerra pediu ao Ministério da Aeronáutica a pronta intervenção para a solução dos problemas crônicos do Aeroporto Regional do Cariri. Na emergência, o governo do Estado, através de seus órgãos (Sevome e Daer) bem como a PMJN realizaram um mutirão o que permitiu o início das operações do aeroporto para o pouso do Avro. Encarecia Humberto, de forma veemente, as demais melhorias como balizamento, pavimentação e comunicação.

A questão da regionalização do aeroporto, com a sede que passou a ter, ainda era motivo de desconforto com certos setores da sociedade caririense. Numa matéria na Tribuna de Juazeiro, a respeito da velha questão das distâncias para as quatro cidades do Vale, Antonio Corrêa Celestino põe tudo às claras, de modo muito simples e direto.

Na edição de 17.08.1969, o jornal Folha de Juazeiro reproduz a informação de que o II Comando Aéreo ratifica a escolha que fizera ainda em 1953 para que Juazeiro do Norte abrigasse o Aeroporto Regional do Cariri. O Comando informa que já está em curso um projeto entre a Sevome e a PMJN no valor de 550 mil cruzeiros novos para a execução de obras, com dinheiro liberado pelo Ministério da Aeronáutica.

O asfaltamento da pista é, finalmente, iniciado em janeiro de 1970. E em 24 de outubro daquele mesmo ano o novo Aeroporto Regional do Cariri é reinaugurado pelo governador Plácido Aderaldo Castelo, o prefeito José Teófilo Machado e muitas autoridades. Dias antes havia tramitado na câmara municipal e aprovado por unanimidade: o novo nome do aeroporto era Aeroporto Regional do Cariri Governador Plácido Aderaldo Castelo.

A história ainda é longa e um dia prosseguiremos.

(Estes breves apontamentos sobre o Aeroporto Regional do Cariri estão hoje dedicados a João Sobreira Rocha, aeroviário prestimoso, por muitos anos na Varig – Juazeiro do Norte/Goiânia, atualmente na Rádio Universitária (Goiânia), que ainda saberá nos contar muitas outras histórias. Muito mais que estas.)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AFAJ ESCOLHE NOMES PARA ENTREGA DE COMENDA 2011

Na reunião ordinária de sua Diretoria, a AFAJ - Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte, escolheu ontem, dia 8, os nomes das três personalidades que serão agraciadas neste ano do Centenário de Juazeiro do Norte, com a Comenda Memórias do Juazeiro. Por votação secreta foram indicados: o Desembargador Valdetário Pinheiro Mota, o Deputado Orlando Bezerra de Menezes e o comerciante Luiz Gonçalves Casimiro.

VALDETÁRIO PINHEIRO MOTA nasceu em Fortaleza no dia 01.11.1911. Foi casado com Laura Bastos Mota de cujo consórcio nasceram seis filhos. Iniciou sua instrução primária no distrito de Suçuarana, no município de Iguatu, de onde saiu para Fortaleza. Foi formado pela Faculdade de Direito do Ceará, em 1936. Iniciou sua vida profissional na cidade de Acopiara, com ação profissional nas comarcas de Saboeiro, Várzea Alegre, Solonópolis, Iguatu e Senador Pompeu. Em 1939 ingressou na magistratura através de Concurso, e foi nomeado para a comarca de Milagres em 1939. Foi juiz de Direito das comarcas de Mauriti, Cedro, Missão Velha, Uruburetama, Lavras da Mangabeira e Juazeiro do Norte. Removido para Fortaleza atuou em várias zonas eleitorais, servindo ao Tribunal Regional Eleitoral. Recebeu medalha comemorativa do centenário do fórum Clóvis Beviláqua e em novembro de 1968 recebeu o Título de Cidadão Juazeirense. Foi nomeado Desembargador em 1967. Faleceu em Fortaleza, no dia 25.04.1968. É um dos patronos do Instituto Cultural do Vale Caririense, em Juazeiro do Norte, do Instituto dos Magistrados do Ceará, Com seu nome foi instituída a Medalha Desembargador Valdetário Pinheiro Mota.

ORLANDO BEZERRA DE MENEZES nasceu em Juazeiro do Norte, no sítio Salgadinho, no dia 25.01.1931 e faleceu em Fortaleza, no dia 02.08.2000, estando sepultado no jazigo da família no Cemitério do Socorro em Juazeiro do Norte. Concluiu o Curso de Contabilidade na Escola Técnica de Comércio de Juazeiro. Foi casado com a juazeirense Doralice (Dora) Neri Bezerra com quem teve dois filhos. Iniciou sua vida política como vereador, sendo eleito para dois mandatos consecutivos: 1951/1958; 1959/1962. Depois, foi prefeito (1971-1973) e realizou grandes obras como o Hotel Municipal, o Hospital Estefânia Rocha Lima, o Grupo Escolar Pe. Murilo de Sá Barreto, a Estação Rodoviária, um Centro Cultural, dotado de Teatro Municipal, e outras. Foi eleito deputado estadual em duas legislaturas (1975/1978; 1979/1982) e deputado federal em três mandatos consecutivos (1983/1986; 1987/1990 e 1991/1994), tendo participado da Constituinte de 1988. Afora sua vida política Orlando Bezerra desenvolveu intensa atividade empresarial à frente de empresas do grupo familiar, destacando-se no comando executivo da CIROL-Companhia Industrial de Óleos e Resíduos Ltda.

LUIZ GONÇALVES CASIMIRO nasceu no Sítio Carnaúba, distrito de São Francisco, município de Sousa, PB, em 06.12.1916 e faleceu em Juazeiro do Norte em 28.08.1989. Veio para Juazeiro do Norte aos cinco anos de idade, em 1922, na companhia de seus pais. Fez os seus estudos primários nos Colégio São Miguel, do Dr. Dinis, e do prof. Gondim. De volta à Paraíba, em 1927, transferiu-se para João Pessoa, onde fez o ginásio e curso Técnico de Comércio na Academia de Comércio Epitácio Pessoa. No serviço militar integrou-se ao Corpo de Bombeiros da Paraíba e foi telegrafista. De volta a Juazeiro, em 1940 trabalhou no DNERu - Departamento Nacional de Endemias Rurais, em Iguatu. Trabalhou no Cartório Machado e no Banco do Juazeiro, até 1953. Casou em 08.12.1948 com a professora Doralice Soares Casimiro e teve dois filhos. Ingressou no comércio, no ramo de material elétrico em 1954, mantendo sua organização até falecer. Participou das diretorias das instituições: Treze Atlético Juazeirense, Clube dos Doze (na sua restauração), Rotary Clube, Liga Brasileira de Rádio Emissão-LABRE, seção Juazeiro do Norte. Era filiado à Associação Comercial. Em 1988 foi-lhe concedido o título de Cidadão Juazeirense.

A entrega da Comenda Memórias do Juazeiro, aos familiares dos homenageados, acontecerá em Fortaleza, na noite do dia 25 de Março de 2011.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

RAIMUNDÃO ESTRÉIA NA TRIBUNA DA CÂMARA E COBRA APOIO PARA VÍTIMAS DAS CHUVAS

O deputado federal Raimundo Macedo estreou na tarde desta terça-feira na tribuna da Câmara dos Deputados fazendo um apelo ao Governo Federal para socorrer as famílias prejudicadas pelo excesso de chuvas no Ceará, principalmente na região do Cariri por conta do volume maior de precipitações. Antes, avisou ser um homem simples do sertão que sabe das dificuldades e demandas reprimidas especialmente no campo social o que vem sentindo cada vez mais nesses seus mais de 23 anos de atividades na vida pública

O parlamentar caririense fez referências as intempéries que ora causam secas e, noutras, cheias todas com sérios prejuízos para os camponeses e pessoas residentes no perímetro urbano. Raimundão citou em seu pronunciamento os casos recentes das fortes inundações nos municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Aurora e Lavras da Mangabeira atingidas por violentas chuvas. Nesse aspecto lembrou que o inverno está apenas começando e os rastros da destruição já são sentidos, conforme mostraram os veículos de comunicação.

Ele denunciou que órgãos como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e os servidores públicos no Ceará não estão suficientemente preparados para oferecer uma resposta assistencial à altura da grande população caririense. Na opinião do deputado, não basta decretar calamidade pública para obter atendimentos emergenciais, mas urge a necessidade de obras e ações preventivas e efetivas, dispensando o foco propagandístico e a suposta preocupação. Raimundão deixou o alerta para os governos no sentido de trocar as medidas paliativas por um enfrentamento mais direto às conseqüências causadas pelos efeitos climáticos devastadores. (Texto da Assessoria de Imprensa)

AEROPORTO PARTE II -Continuação
Sobre a construção de um aeroporto regional no Cariri, é interessante relembrar a posição do então Prefeito Filemon Teles numa entrevista em 1949. Perguntado pelo repórter: (- Sendo o Crato a cidade líder do Cariri e não dispondo, como outras menos importantes da Região Su1cearense, de um Campo de Aviação que nos sirva de Aeroporto, não preten¬de S. Excia. providenciar no sentido de que tenhamos também o nosso Campo, com proporção para aterrissagem de grandes aviões?) ele responde: “Sou um daqueles que muito têm pensado nesta lacuna do nosso progresso. Meu desejo, entretanto, era que se construísse um grande campo no Carirí, e que fôsse este localizado em Santa Rosa, pequeno povoado, que centraliza Triângulo Caririense: Crato, Juazeiro e Barbalha. Ali dispomos de vasta planície, adaptável facilmente, ao serviço de aterrissagem, com o conveniente de sa¬tisfazer as necessidades dos três lugares. O trabalho seria realizado em cooperação destes municípios com o Estado, podendo assim, não só a Região do Cariri, como o próprio Ceará, ganhar um gran¬de campo de aviação, e termos dado um passo na conquista de uma união mais estreita entre os municípios líderes do nosso rico e futuroso Vale. A nossa Comuna já criou uma verba especial para este fim e o nosso governo está grandemente interessado neste particular.”
A idéia do Aeroporto Regional em Santa Rosa não tinha a antipatia dos líderes juazeirenses e barbalhenses, justiça se faça. A questão tinha que ser avaliada, primordialmente, pelo comando da II Zona Aérea, sediada em Recife. Para ajudar a esclarecer este fato, pinçamos algumas expressões de Antonio Corrêa Celestino, em depoimento que escreveu alguns anos antes de sua morte.
“Era prefeito da cidade o ilustre cidadão José Monteiro de Macedo. Presidente (quase vitalício) da Associação Comercial do Crato, o honrado cidadão Tomaz Osterne de Alencar, sob cuja administração era a principal trincheira de defesa dos interesses do Município. Convidados por Tomaz Osterne, assinamos memorial dirigido ao Ministério da Aeronáutica, pleiteando a construção de um aeroporto para servir à Região. Oferecemos um terreno, nos limites comuns a Crato, Barbalha e Juazeiro, no Sítio Santa Rosa. O Ministério enviou comissão de peritos para examinar o terreno, que não foi aceito, sob a alegação da proximidade com a Serra do Araripe. (...)Convocamos uma sessão na Associação Comercial, e resolvemos ir a Recife, falar com o Brigadeiro Reinaldo de Carvalho, Comandante da Segunda Zona Aérea, a que estávamos subordinados. Havia em Juazeiro um pequeno Aeroporto, onde hoje se localizam a Estação Rodoviária, o Estádio Mauro Sampaio - O Romeirão, etc. Este Aeroporto localizava-se em terreno doado ao Ministério da Aeronáutica e era administrado por um funcionário da Aeronáutica, de nome Odilon, que nos informou: “conheço um terreno aqui no município de Juazeiro, a 4 km da Estrada de Ferro, 6 km da cidade, com piçarra em cima, onde se pode construir uma pista de 1.500 m, com um desnível de apenas 4 m”. O Ministério havia rejeitado o terreno onde funcionava aquele pequeno aeroporto, administrado por Odilon, que servia principalmente ao Correio Aéreo Nacional, onde muitas vezes aterrissou o Brigadeiro Eduardo Gomes, que descia para rezar na Matriz de N. S. das Dores, montado num jumento. Odilon prontificou-se a acompanhar-nos a Recife para tratar do assunto com o Brigadeiro. Fui a Crato, dei conhecimento da nossa viagem a Tomaz Osterne. Fui a Barbalha, participei ao Dr. Pio Sampaio, então Presidente do Centro de Melhoramentos de Barbalha, entidade à qual a Cidade deve tudo de bom que nela foi realizado, principalmente nas gestões de Antonio Costa Sampaio. Fomos então a Recife: eu, Edmundo Morais, Felipe Nery da Silva, Dr. Gregório Callou e Odilon. Levei comigo um mapazinho da Região do Cariri, que me sobrara da Campanha Pró Eletrificação, destacando os municípios em cores diferentes. Expusemos ao Brigadeiro as distâncias de cada município para os locais oferecidos por Crato e Juazeiro.

Para não me tornar muito prolixo tomarei apenas as quatro principais cidades: De Crato ao local por eles indicado, dista 15 km; de Barbalha 39 km; de Missão Velha por via direta 12km. O terreno por nós oferecido dista da Cidade do Crato, o mesmo que o oferecido pela Associação Comercial daquela cidade. Debatido o assunto com o Brigadeiro Reinaldo de Carvalho, fizemos-lhe convite para visitar o Cariri e verificar de visu, os terrenos oferecidos. Ele aceitou o convite, marcou a data e disse. “Irei ao Cariri e construirei o Aeroporto, no município que nos doar o melhor terreno. Em cima da Serra, somente por injunção política”. Ao que respondemos: “Não somos políticos; somos empresários, mas, se o fator política se impuser, naturalmente recorreremos a ele”. Contaríamos na certa, com o apoio do deputado Leão Sampaio, genitor do atual deputado Mauro Sampaio. O Brigadeiro ficou com o nosso mapazinho dos municípios do Cariri. Regressamos a Juazeiro. Nosso primeiro ato foi ir a Crato e Barbalha, avisar o dia e hora da chegada do Brigadeiro, e convidá-los para o recebermos com a sua comitiva. Pedimos também, que cada um que pretendesse reivindicar o aeroporto para seu município, escolhesse logo um bom terreno para oferecer para este fim.

No dia aprazado, lá estávamos, naquele aeroportozinho de Juazeiro, nós e os representantes da Associação do Crato. Barbalha não se fez presente. Da nossa comitiva, não podia estar ausente uma das figuras mais marcantes, sob certos aspectos, do comércio de Juazeiro: Jenário Oliveira. Sim, com J, terminando com rio. Homem de grandes qualidades, capaz de brigar, se fosse preciso, em defesa dos interesses da terra que lhe deu guarida e fortuna.
(...) A Jenário, coube conduzi-lo no seu bonito automóvel. Primeiro fomos ver o local oferecido pelo Crato. Em lá chegando, Jenário sai do carro e gentilmente abre a porta para dar saída aos seus passageiros e sentencia: “Aqui, Sr. Brigadeiro, é muito bom para construir o Aeroporto, porque quando o passageiro saltar do avião, a onça o come, e ele sequer terá a sensação feliz de apreciar a linda vista que se tem na descida para o Vale.” Voltamos para Juazeiro. Almoçamos no Clube dos Doze, que funcionava onde hoje está instalado o Banco do Estado do Ceará. Em seguida, fomos ver o terreno. Ali, como fizera em Crato, o Brigadeiro e sua comitiva andaram para lá e para cá, e depois de acurado exame, sentenciou: “Aqui construirei o Aeroporto do Cariri”. O Prefeito José Monteiro de Macedo comprou do industrial José Pedro da Silva, o terreno, por preço razoável, não porque o industrial quisesse ou precisasse vender, mas como colaboração para a construção do Aeroporto. Quando falamos que Odilon nos informara que no terreno e vizinhanças existia piçarra, é que, naquele tempo, no interior ainda não vivíamos a época do asfalto. Estas obras eram macadamisadas a piçarra. Tomaz Osterne não era de dormir no ponto: acabou conseguindo também a construção do Aeroporto do Crato, no local por eles oferecido, que funcionou algum tempo, concomitantemente ou alternativamente com o Aeroporto do Cariri. Conseguida a compra do terreno, entregue à Segunda Zona Aérea, entra de fato, a fase política do empreendimento. Chegou a vez do Deputado Leão Sampaio defender a criação das verbas e a execução da obra.