domingo, 23 de outubro de 2011

1ª Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social

A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte através de sua Controladoria e Ouvidoria Pública realizará nos dias 27 e 28 próximos a 1ª Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social. Será na Faculdade Leão Sampaio, campus Lagoa Seca. O evento tem como objetivo promover a transparência pública e estimular a participação democrática da sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública.

UNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DOS FILHOS E AMIGOS DO CARIRI
FORTALEZA

CONVITE

A União das Associações dos Filhos e Amigos do Cariri convida Vossa Senhoria e Excelentíssima família para o II ENCONTRO (BAILE DE CONFRATERNIZAÇÃO)
Data: 05.11.2011
Local: Náutico Atlético Cearense
Hora: 22:00h
Banda: Brasas Seis
Convite: R$ 15,00

Contatos:
Maria Socorro Lopes de Moura - 3246.2457 / 9181.6385
José Eduardo da Rocha Galdino - 3261.2061 / 8851.2648
José Édny Araújo Silva - 3287.2325 / 9936.2961
Francisco José de Lima - 3226.2120 / 9995.0104
José Ronald Brito - 3287.4977 / 9984.7822
Carmem Lúcia Sousa Pereira - 3234.5976 / 9982.0991
Francisco Alcides Germano - 3242.8409 / 8876.0912
Odílio Figueiredo Filho - 3249.2771 / 9161.3369
Maria Carmélia Pereira D'Alencar - 3234.6693 / 9909.6011
Almiro Francisco de Castro - 3234.1423 / 9925.9514.

Começam as ações para efetivação da Região Metropolitana

Criada por lei estadual em junho de 2009, a Região Metropolitana do Cariri (RMC) caminha lentamente para sair do papel. Está previsto para o começo do próximo ano o início dos trabalhos de uma consultoria que irá capacitar gestores e técnicos da região. Somente depois dessa etapa, será possível formar o Conselho de Desenvolvimento e Integração da Região Metropolitana do Cariri (CRMC), responsável por gerir a área.

Cabe ao Conselho, entre outras funções, a aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Metropolitano (PDDM), que deve apontar diretrizes para o crescimento dos nove municípios que integram a região metropolitana. São eles: Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Jardim, Missão Velha, Caririaçu, Farias Brito, Nova Olinda e Santana do Cariri. Somadas as populações de cada cidade, a RMC reúne aproximadamente 564 mil habitantes.

O coordenador do projeto Cidades do Ceará - Cariri Central, Adauto Oliveira, argumenta que, organizados na região metropolitana, os municípios poderão atrair mais investimentos federais e obras de infraestrutura. Segundo Adauto, apesar do suporte da Secretaria das Cidades, as prefeituras locais é quem têm que assumir a gestão da RMC.

“É preciso haver capacitação dos gestores na temática da governança metropolitana para que eles saibam como a região metropolitana pode contribuir para os municípios”, explica. Segundo Adauto, a licitação para a escolha de uma consultoria para fazer esse trabalho está prevista para novembro. Adauto explica que o trabalho da consultoria deve durar pelo menos seis meses.

Questionado sobre o porquê da demora na efetivação da RMC, Adauto diz que falta as prefeituras assumirem efetivamente a causa. “Não houve iniciativa local. Estamos assumindo e tentando dar suporte. Ano que vem é ano de eleição. Até lá, é preciso que esse processo esteja consolido para os outros governantes que virão”, lembra.

SAIBA MAIS 

Municípios que formam a Região do Cariri
 
Juazeiro do Norte: 249.939
Crato: 121.428
Barbalha:55.323
Jardim: 26.688
Missão Velha: 34.274
Caririaçu: 26.393
Farias Brito: 19.007
Nova Olinda: 14.256
Santana do Cariri: 17.170
 
Lei
A lei que cria a RMC foi sancionada em 29 de junho de 2009, mas ainda não tem ação efetiva na região. das cidades,o Crato é o maior em área, com 1.009,202 km².

Thiago Mendes
thiagomendes@opovo.com.br - http://www.opovo.com.br

DEBATE NA UFC

Explicitando cada vez mais o seu papel com respeito ao desenvolvimento do Estado do Ceará, e particularmente com as suas ações estendidas ao interior, há mais de uma década, professores, alunos e a gestão acadêmica está empolgada e motivada para realizar um grande debate sobre os caminhos que se abrem: de um lado a nova UFCA, do outro, novos campi que serão constituídos em Crateús e Russas. Esta coluna abre espaço para reproduzir matéria que saiu recentemente na revista da UFC (Universidade Pública, set/out, 2011).


































































sábado, 22 de outubro de 2011



Coisas do meu baú
Trago para os leitores da geração jovem, uma novidade e para a geração dos maduros coisas que fizeram parte de suas meninices. São figuras, santinhos, livrinhos de histórias que pertencem ao meu baú de sonhadora e com certeza muitos tiveram como hobby,  guardar os santinhos, figuras ou tiveram acesso a essas histórias.  
Relembro os santinhos como lembranças de primeira comunhão que os convidados recebiam. Os santinhos que costumávamos trocar ou presentear nossas colegas de escola. E os santinhos que o Colégio nos oferecia como lembrança de Retiro Espiritual, em se falando do Ginásio Mons. Macedo.



Os decalques (hoje se chamam adesivos) com motivos florais ou outros motivos que enfeitavam nossos cadernos escolares, livros, cadernetas ou diários que colocados na água descolavam a figura e era colocado onde se desejava.

 O Almanaque Biotônico e o livro de Monteiro Lobato contando a história de Jeca Tatu (que era muito doente e quando tomou Biotônico Fontoura melhorou) que eram distribuídos nas farmácias.

E finalmente recordo os livrinhos infantis Bonequinho de Massa, que se transformou num boneco com vida, num sonho de Juquinha. Que transformou e bagunçou uma cidade. E O Coelho Sabido, que ganhei de minha professora como prêmio de aplicação. Ele conta a sabedoria de um coelho que pediu um dinheiro emprestado para preparar uma roça, ao galo, à raposa, ao cachorro, a onça e ao homem. E como não conseguiu o dinheiro para pagar aos credores, combinou um mesmo horário para todos se encontrarem. O desfecho é bem interessante.

Naquele tempo a gente adquiria o hábito da leitura logo na infância. 








PROJETO EDITORIAL DO CENTENÁRIO

O lançamento dos primeiros vinte volumes da Coleção Centenário, integrante do mais amplo Projeto Editorial do Centenário de Juazeiro do Norte foi um grande sucesso. Disto, como coordenador do conselho editorial, ainda tenho que agradecer muito à municipalidade juazeirense, com a anuência e o empenho do Prefeito Manuel Santana. A este se somariam a Comissão do Centenário, o apoio financeiro do BNB e da UFC, a grande receptividade de autores e detentores de direitos autorais, da Editora Imeph que realizou o projeto gráfico, bem como do povo que prestigiou o empreendimento. Em duas oportunidades dos lançamentos, o próprio prefeito Santana nos estimulou para que isto continue e que a coleção cresça, oferecendo novos/velhos textos que engrandecem a bibliografia do patriarca e de sua cidade, por ele fundada. E vamos continuar, se tivermos sorte em conseguir novas adesões para os custos da empreitada. Na seleção para a escolha do que será editado até julho de 2012, dentre reedições de obras raras, novos textos e documentos acadêmicos, já estamos relacionando os que abaixo se nomeiam, como lista prévia a ser submetida ao seu novo conselho editorial. A lista fica aberta a novas adesões dos que desejam participar. Há critérios rígidos para manter a qualidade e o total de novas edições pode chegar a 20 títulos. Eis a lista preliminar, com apenas 15 obras, em ordem alfabética do sobrenome do autor:

CASTRO, Godofredo de – 1925 – Joazeiro na Assembléia Legislativa do Ceará.
CAVALCANTE, J.(oão) B.(atista) (de) H.(olanda) – 1934 – Um crime político.
COSTA ANDRADE, L.(eopoldino) – 1922 – Sertão a dentro. Alguns dias com o Padre Cícero.
GUIMARÃES, Terezinha Stella & DUMOULIN, Anne. – 1983 – O padre Cícero por ele mesmo.
GUSMÃO, A. – 1915 – O Ceará conflagrado.
LOPES (Ramos), (Francisco) Regis. – 1991 – Caldeirão.
MACEDO, M.(anoel) (Correia) (Pe.) – 1925 – Joazeiro em foco.
MENEZES, Octávio Aires de – 1963 – O Joaseiro e seu legítimo fundador.
MONT’ALVERNE Anchieta Martinez de – 2011 – Floro Bartholomeu (Artigos e Discursos).
SIMÕENS DA SILVA, (Antonio Carlos) – 1927 – O Padre Cícero e as populações do Nordeste.
THEOPHILO, (Marcos) Rodolpho – 1922 – A sedição de Juazeiro.
VIDAL, (Lauro) Reis – 1936 – Padre Cícero. Juazeiro visto de perto.
VIEIRA, Joaquim José (Dom) – 1899 – Cartas Pastorais sobre Os Factos do Joaseiro (1894-1899).
XAVIER DE OLIVEIRA, (Antonio) – 1920 – Beatos e cangaceiros. Estudo de psicologia social. 
XAVIER DE OLIVEIRA, Amália – 1984 – Juazeiro e suas memórias.

Destes, são originais os de autoria de Anchieta Martinez MONT’ALVERNE, Amália XAVIER DE OLIVEIRA e Octávio Aires de MENEZES. Todos os demais são reedições porque se tratam de obras raríssimas de serem encontradas, até para consultas em bibliotecas. O das Irmãs Therezinha Stella GUIMARÃES e Anne DUMOULIN é importantíssimo, muito procurado e as autoras deverão apresentar um texto bem ampliado ao da primeira edição, há quase 30 anos. Desejamos mencionar que, em vista do apoio financeiro já concedido, temos pela frente e com previsão para fevereiro próximo o lançamento de mais quatro volumes dedicados à literatura de cordel, como apoio do BNB. Quanto a esta nova lista, ela poderá ser modificada pelo conselho editorial, a quem cabe definir a lista final. Para a inclusão de Dissertações e/ou Teses de Doutoramento, as inscrições já podem ser submetidas pelos interessados, com a versão preliminar, desde que os originais sejam entregues, devidamente aprovados pelas respectivas bancas, até 28.02.2012. 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Roseana poupou e montou o mercadinho "Padre Cícero"


É consenso para especialistas em políticas sociais que crescimento econômico combinado com transferências de renda direta é a principal arma para combater a pobreza e a miséria. Esse é o principal caminho para a população em condições de vulnerabilidade ter uma inserção produtiva e ascender socioeconomicamente até o ponto de não precisar mais de benefícios governamentais. Nesse caso, as possibilidades são variadas e o processo leva tempo.
Roseana Cipriano de Lima, de 42 anos, recebia cerca de R$ 100 mensais do Bolsa Família desde o início do programa, em 2003. Moradora de Juazeirinho, município paraibano a 250 quilômetros de João Pessoa, ela usava o benefício para complementar a aposentadoria da mãe cega e todo o dinheiro era usado para "o dia a dia, comida e os gastos da casa". Nos últimos meses, a dona de casa começou a poupar R$ 20 todo mês graças à tarifa social de água e energia elétrica, que reduziu as despesas da casa.
Não demorou muito e dona Roseana armou uma tábua e passou a vender balas na porta de casa. Alguns meses e um empréstimo de R$ 500 com o irmão mais tarde, fizeram com que muita gente em Juazeirinho ficasse conhecendo o mercadinho "Padre Cícero". "Eu tenho muita fé no "Padinho", botei esse nome para ter proteção. E estamos indo bem, já devolvi o dinheiro do meu irmão, o cartão do Bolsa Família e dá para tirar uns R$ 600 livres por mês. À vista do que era antes, estamos ricos", brinca Roseana. Ela conta com a ajuda do marido desempregado, que cuida do comércio enquanto ela prepara o almoço, e do único filho, de 13 anos, que deixa as mercadorias organizadas.
Wagner Colaço, secretário municipal de Desenvolvimento de Juazeirinho, diz que dos 18 mil habitantes cerca de metade recebe o Bolsa Família. "São 2,3 mil famílias. Nosso esforço é fazer com que elas entendam que se conseguirem guardar alguma coisa podem ter maior independência financeira. Por isso estamos estimulando o pessoal a criar cooperativas, fazer cursos, e também estamos criando um programa de transferência de renda municipal, que é uma forma de fazer o dinheiro circular na cidade, já que não temos empresas nem fábricas."
Na periferia de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Ilda Domingos da Silva precisou recorrer ao Bolsa Família há alguns anos porque o marido a abandonou. Teve que trabalhar como diarista para pagar as contas da casa e sustentar os dois filhos. "[O benefício] Não era muito, mas comprava um leite, coisas que precisava, um lápis, um caderno para os meninos", recorda.
Foram tempos difíceis, que dona Ilda não gosta de lembrar. "São coisas do passado. Meu filho começou a trabalhar e ajudava em casa e meu marido, que trabalha de motorista, voltou para casa. Aí um dia quando vieram pedir para eu renovar o cartão eu decidi entregar, quem sabe não ajuda quem tem mais necessidade."
Valor Econômico. https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br