sábado, 25 de abril de 2026

 

QUARTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL

                                                                                                  Texto bíblico: Jo 10, 1 – 10

                                                                                                   Data: 26 de abril

 Diz-nos Jesus neste domingo que ele é a porta e quem por esta porta passar será salvo. Ser salvo, salvar-se!  Eis no final das contas a única coisa que verdadeiramente importa e comparado com isso todo o resto não passa afinal de inútil brincadeira de criança.

Todo ser humano tem diante de si dois caminhos radicalmente opostos, um dos quais conduz a salvação e o outro a eterna perdição. Em um extremo temos o Cristo que nos diz: “eu sou a porta, quem entrar por mim será salvo” e no outro aquele que foi chamado pelo mesmo Cristo o mentiroso desde o princípio, e que enganou nossos pais com uma mentira, precipitando-os das alturas em que se achavam no horrendo abismo da morte.

De um lado temos aquele que hoje nos diz ter vindo para que tivéssemos a vida em abundância, e de outro o que só veio para matar, roubar e destruir. Temos, pois, diante de nós a verdade e o grande mentiroso, a luz e as trevas, e é preciso escolher já e agora entre um e outro, não sendo lícito nem permitido a nenhum mortal ficar em cima do muro.

Em todo trecho deste domingo o Senhor apresenta ora o pérfido ladrão e assaltante sanguinário que não entra pela porta no redil das ovelhas, o qual é o diabo, a antiga serpente, ora o pastor que entra pela porta, o qual é ele em pessoa. Disse Jesus que os que vieram antes dele eram ladrões e assaltantes, ao que poder-se-ia acrescentar que nestes infaustos e tenebrosos dias que correm há também, e oxalá que não fossem poucos, pessoas assim, talvez muito piores do que aqueles que viveram no tempo do Senhor Jesus. Muitos, que hoje já tem matado, roubado e levado muitos a perdição e a grande prova de que assim é, temo-la no estado caótico e degradado do mundo atual. Não é acaso indiscutível e incontestável verdade que por toda parte vemos ou somos informados de mortes e roubos?  E também não é menos verdade que há uma multidão de perdidos que não sabe nem de onde vem nem tampouco para onde vai?

Na Escritura lemos que somente em Cristo há salvação, porque “não existe debaixo dos céus nenhum outro nome dado aos homens pelo qual importa que devamos ser salvos”. Só passando por esta porta salvítica a que é Cristo, o ser humano se salva da perdição eterna; somente por Cristo se tem acesso ao Pai eterno; só a graça de Cristo liberta o homem da tenebrosa escravidão do pecado; só a poderosa palavra de Cristo ilumina o homem, dando-lhe a conhecer para o que e para quem foi criado; enfim, só Cristo e mais ninguém salva o ser humano da eterna condenação. Fora dele não há outro caminho nem outra porta. Pode-se até passar por uma porta que não seja ele, mas não se vai chegar onde se quer; pode-se optar por trilhar um caminho que não seja o único e verdadeiro caminho, mas no fim encontrar-se-á algo totalmente diverso do que se estava procurando.

Ninguém em sã consciência quer ser roubado, morto e menos ainda perder-se, mas a depender da voz que se ouça, do caminho que se siga e da porta pela qual se entre é precisamente isso que poderá vir a acontecer. Entre, pois a porta das ovelhas e o que só veio para matar, roubar e destruir não há nem o que pensar... “Escolhe, pois, a vida para que vivas”, lemos na Escritura, e que aqui vem bem a propósito. Não façamos, pois, pouco caso da nossa salvação, pois se nos salvarmos está tudo ganho, mas se ao invés, nos, perdermos, está tudo perdido e perdido para sempre, irremediavelmente perdido!

Texto de Dom Samuel Dantas,

Publicado por Tereza Neuma Macedo Marques

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