Nasceu no dia seis de setembro de 1947, no meio da noite, precisamente às 9h, em Juazeiro do Norte, pelas mãos da parteira Dona Guidinha, Daniel Walker, filho de José Marques da Siva e de Maria Almeida Marques. Criança de muitas habilidades, de comandar brincadeiras na rua e de levar muito a sério os estudos. Possuía aptidão para muitas tarefas e em uma delas, se destacou com a escrita. Escreveu para jornais impressos, jornais radiofônicos e livros. E foi escrevendo sobre a vida do Patriarca de Juazeiro que conseguiu o maior destaque, quando em uma entrevista para o jornal Diário do Nordeste, o mentor da entrevista o chamou: “de Guardião da História do Juazeiro e do Padre Cícero”. Foi pioneiro na criação do Juazeironline, no nosso estado e posteriormente em 2008, o transformou em portaldejuazeiro.com, que está caminhando para atingir a marca de 3.500,000 tendo a frente a colaboração e parceria da amiga, Pautília Ferraz.
domingo, 6 de setembro de 2026
sábado, 5 de setembro de 2026
Texto
bíblico: Mt cap. 18, versos 15 a 20
Data: 6 de setembro
Dom Samuel Dantas, OSB
Muitas pessoas tendem a aceitar de bom grado a palavra de Cristo, considerando-a divina e proclamando-o como o maior entre os nascidos de mulher. Quando, porém, se trata da Igreja, pelo apóstolo chamada de corpo de Cristo e coluna e sustentáculo da verdade, surgem então dificuldades que muitos não conseguem superar. Eis porque é comum dizer-se “Cristo sim, Igreja não”, como se a Igreja fosse algo totalmente diverso de Cristo e sem relação de espécie alguma com ele.
Nas palavras ditas por
Cristo neste domingo, caso alguém caia em pecado, deve-se inicialmente
corrigi-lo a sós. O apóstolo Paulo exortava dois dos seus íntimos colaboradores
nas labutas do apostolado missionário a repreenderem os faltosos, de modo que a
repreensão está não apenas prevista nos escritos do Novo Testamento, mas é
abertamente ordenada. “Aqueles que pecam, repreende-os...” (1Tm 5, 20) “Assim é
que deves falar, exortar e repreender com plena autoridade”. (Tt 2, 15) “Para
tal homem, basta a censura infligida pela comunidade”. (2Cor 2, 6)
Se esta primeira tentativa não surtir efeito
algum, chame-se então duas ou três pessoas como testemunhas, para ver se a
pessoa faltosa se corrige. Caso este recurso também não produza qualquer
resultado, recorra-se por fim, como a última instância, a autoridade da Igreja,
a quem Cristo deu o poder de ligar e desligar. Aqui se chegando, parece que não
há mais o que se fazer. Se o faltoso não se emendar, se persistir no erro, se
não abandonar o pecado, diz Cristo, “seja para ti como o pagão e o coletor de
impostos”.
Quer o Senhor Jesus nos
ensinar de maneira muito clara que é grave não escutar a voz da Igreja, por
meio da qual ele próprio nos fala e nos instrui sobre o que é bom e o que não
é, sobre o que devemos fazer e o que é preciso evitar, para nosso bem.
Disse Cristo uma vez:
“Quem vos ouve a mim ouve e quem vos rejeita a mim rejeita”.
Quem se recusa a ouvir
a Igreja, que é o prolongamento visível do Cristo no tempo e na história, está
se recusando a ouvir Cristo que fala aos homens através de sua Igreja, por ele
constituída “sacramento universal de salvação”.
Jesus nos diz ainda que
“se duas pessoas se puserem de acordo para pedir seja o que for, isto lhes será
concedido por meu Pai que está nos céus”. (Mt 18, 19) Neste caso, dirá alguém,
se duas pessoas pedirem coisas extravagantes, como acertar na loteria ou a
morte de um inimigo, tal lhes será concedido, já que Jesus disse “seja o que
for”? Esta palavra de Jesus há de ser assim entendida: seja o que for para o
bem do solicitante, pois nem tudo o que se pede é bom, e se Deus nem sempre
dá-nos o que pedimos, é que ele sabe que aquilo não seria bom para nós e com
razão no-lo recusa. Eis porque as vezes nega para o bem o que se lhe pede,
ainda que nos possa parecer bom.
“Onde pois dois ou três
estiverem reunidos no meu nome, aí estou eu no meio deles”, conclui Cristo.
Cristo está presente no
meio daqueles que se reúnem em seu nome para adorá-lo e glorificá-lo como a seu
Deus e salvador; está acima de todos porque é Deus e por fim, está em nosso
íntimo quando em sua graça vivemos. “Eis que eu estou convosco todos os dias
até a consumação dos séculos”.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
CARIRI SEM CHAPADA? Não há Egito sem Nilo, nem Cariri sem Chapada do Araripe : Excelentes reflexões De PH
sábado, 29 de agosto de 2026
VIGÉSIMO SEGUNDO
DOMINGO DO TEMPO COMUM
Data: 30 de agosto
Texto proposto: Mt 16,
21 – 27
Dom Samuel Dantas, OSB
Para este mundo
enganador e enganado, corrupto e corruptor, ganhar é sempre ganhar e perder é
sempre perder, de modo que, segundo a lógica errada e falsa que normalmente
segue, quem ganha nunca perde e quem perde nunca ganha, salvo a derrota.
Para
o mundo, tudo se há de fazer por causa de ganhos e lucros e tudo se há de fazer
– não importa o que seja – para se evitar qualquer perda. É sabido – fartamente
o demonstra a experiência diária – que todos querem ganhar alguma coisa e a
ninguém agrada a ideia de perder. Haverá quem queira perder tempo, quem queira
perder dinheiro, quem enfim queira perder a vida? Repito: não há quem não
queira ganhar, e ao mesmo tempo não há quem queira perder. Que quer o
empresário a frente de sua empresa senão ganhar”? E o que teme ele senão
perder? Se ganha, ei-lo satisfeito; se, todavia, perde, vê-lo-eis triste e
abatido. Não é assim que funciona este mundo?
Ninguém
sem fé dirá que se pode ganhar perdendo e que se pode perder ganhando. E, no
entanto, é exatamente isso que a suprema verdade, nosso Senhor Jesus Cristo, nos
ensina neste domingo.
Engana-se
e muito quem julga que todo ganho é apenas bom e que toda perda é
necessariamente ruim. Uma perda que nos desperte de nossa sonolência e nos
aproxime de Deus é boa, ainda que seja perda, e um ganho que nos afaste de Deus
e da vida eterna, é ruim, mesmo que seja um ganho real. Quantas coisas tidas no
mundo como ganhos já levaram muitos a ruina e ao desespero. Quantas almas não
terão se condenado por causa daquilo que supuseram fosse um ganho!
Um
cidadão ganha uma fortuna e dias depois aparece morto; um homem sobe ao poder e
começa a ter problemas que antes não tinha e para os quais não consegue achar
solução; alguém se torna uma celebridade midiática e começa a sofrer todo tipo
de pressão que lhe estraga a saúde!
E
quantos exemplos não se poderia citar em profusão aqui de ganhos que nos derrotam
e de derrotas que bem no fundo são grandes vitórias porque nos trazem
preciosíssimos ensinamentos.
“Quem
quer salvar sua vida perde-a”, adverte-nos hoje Jesus. E por que? Porque querer
conservar a vida sem Deus que no-la deu e é o seu supremo autor equivale a nada
mais do que arruíná-la, primeiro aqui no tempo e depois na eternidade.
Tenhamos
por certo que de acordo com o Evangelho, ganhar neste mundo pode trazer
terríveis prejuízos a curto e a longo prazo e perder tem lá suas vantagens.
Ganhar ensoberbece e a soberba é o pior dos pecados, mas perder pode abrir
nossos olhos para ver nossos erros e nossos ouvidos para escutar a palavra de
Deus, tornando-nos assim mais humildes e próximos de Deus.
Nesta
vida e neste mundo, muito mais para se temer são as vitórias e os ganhos,
sobretudo pelo que vem depois, do que as perdas e derrotas.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
LUTO NO CARIRI | Morre aos 89 anos Huberto Cabral, memorialista cratense.
Morreu nesta segunda-feira, aos 89 anos, o jornalista e memorialista Huberto Cabral, natural do Crato e uma das vozes mais constantes na preservação da memória do Cariri cearense. Ele estava internado desde o dia 28 de julho, quando passou mal em sua residência e foi levado ao Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, onde permanecia sob cuidados intensivos em razão de uma infecção pulmonar.
Huberto Cabral dedicou mais de sete décadas ao ofício da comunicação, passando pelo jornal impresso e pelo rádio, num percurso que atravessou boa parte da história recente da região. Sua familiaridade com nomes, datas, ruas, edifícios e episódios do Cariri lhe rendeu o apelido de “enciclopédia viva”, designação que dizia menos de um acúmulo de curiosidades do que de um trabalho paciente de escuta, registro e conferência, sustentado ao longo de décadas em que a memória regional raramente contou com instituições capazes de guardá-la. Em 2019, recebeu da Universidade Regional do Cariri o título de Doutor Honoris Causa, reconhecimento que a academia prestou a um pesquisador formado fora dela.
Na fotografia que ilustra esta publicação, ele aparece com um exemplar do Almanaque do Cariri nas mãos, publicação que reunia informações sobre as cidades, o comércio, as festas e as figuras da região. É uma imagem que sintetiza bem o que ele representou: o homem que sabia onde estavam guardadas as informações e que se dispôs a compartilhá-las com quem procurasse, fossem jornalistas iniciantes, estudantes ou pesquisadores.
Deixo minha solidariedade à família, com os amigos e com todos os que trabalharam ao seu lado. A memória que ele ajudou a organizar segue disponível nos textos, nas entrevistas e nos programas de rádio que deixou, e por aqui, um admirador incorrigível.
Cariri das Antigas
Roberto Junior
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
domingo, 23 de agosto de 2026
VIGÉSIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto
bíblico: Mt 16, 13 – 20
Data:
23 de agosto
Dom Samuel Dantas, OSB
Se o inferno até hoje não conseguiu destruir a Igreja fundada por Cristo, é de se crer que todas as suas tentativas presentes e futuras também não conseguirão destruí-la. Se a Igreja devesse cair, pelo que lhe aconteceu ao longo dos séculos, já teria caído há muito tempo!
Voltaire, pensador
francês iluminista, inimigo declarado e violento da fé cristã escreveu com
acerto que o “cristianismo deve mesmo ser divino, pois do contrário, não teria
resistido a tantos absurdos”. Essa
palavra é exata e pode ser perfeitamente aplicada a Igreja, edificada sobre a
fé de Pedro, e cuja indestrutibilidade Jesus anunciou com as palavras que
sintetizam admiravelmente a passagem evangélica deste domingo: “as portas do
inferno não prevalecerão contra ela”.
Quando lemos esta
passagem bíblica, normalmente pensamos nas palavras ditas por Cristo a Pedro,
estabelecendo-o pedra sobre a qual edificou a sua igreja, sendo o próprio
Cristo o fundamento principal desta construção espiritual e sobrenatural, mas bem
mais importante do que aquilo que foi dito ao primeiro pastor supremo da
Igreja, é o que Jesus disse acerca da mesma Igreja, sendo esta naturalmente
maior do que Pedro, isto é, que as potências da morte não haveriam de prevalecer
contra ela. A verdade desta palavra é tão evidente, que um simples olhar para a
história da mesma Igreja a confirma. Apesar das perseguições que teve de
suportar desde a sua distante origem, apesar dos muitos escândalos que se
verificaram dentro de suas próprias paredes, causados por aqueles que deveriam
dar bom testemunho, apesar de tantas incompreensões, calúnias e injustiças de
que foi vítima, ela permanece de pé, por que foi dito por quem a fundou e a
estabeleceu como luz das nações: “as portas do inferno não prevalecerão contra
ela”, e o poder da morte não a destruirá, por mais que invista contra ela.
O inferno bem que
tentou destruí-la e arruína-la, mas tudo em vão! Continua tentando, mas a
Igreja, assistida por seu divino fundador e conduzida pelo Espirito Santo que é
a sua alma sobrenatural, a tudo tem resistido, sempre triunfando dos muitos
combates que nunca deixou de travar contra inimigos poderosos e perseguidores
cruéis. E a razão pela qual o inferno não consegue prevalecer contra ela é uma
só: a promessa indefectível feita por aquele que não pode mentir nem enganar,
porque é Deus e a verdade suprema e eterna. Confiando nesta palavra segue a
Igreja peregrina neste mundo em meio as consolações de Deus rumo à pátria
eterna.
Mataram Cristo, mas ele
ressuscitou três dias depois, conforme dissera. O inferno, que não dá tréguas a
Igreja nem de dia nem de noite, a persegue sem cessar, por meio dos seus
aliados que a odeiam e se erguem contra ela, mas a Igreja, a semelhança de
Cristo, firme permanece.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques




