domingo, 30 de novembro de 2025

 

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO LITÚRGICO A

Texto bíblico: Mt 24, 37 – 44

Data: 30 de novembro

Dom Samuel Dantas, OSB

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, fala-nos neste primeiro domingo do tempo litúrgico do Advento de dois tempos distintos. Primeiro se refere ao passado: “Tal como foram os dias de Noé” (cap. 24, verso 37) para logo em seguida falar do futuro: “Assim será a vida do filho do homem”. (verso 37 de novo) “Foram” indica o que já foi e “será” o que está por vir.

Estas expressas palavras constituem a máxima prova de que o dilúvio universal narrado em Gênesis não é mito simbólico nem mera ficção poética como pensam, alguns, mal informados, senão que trata-se de um evento histórico realmente ocorrido, ainda que não seja possível precisar com exatidão matemática a data exata em que se deu. Fosse outro o caso, e Jesus não teria estabelecido uma comparação entre ele e sua futura vinda na glória.  Mas, por que razão terá o Senhor Jesus comparado uma ocorrência passada com algo que só se vai realizar no futuro? Talvez porque, é lícito pensa-lo a partir das suas próprias palavras, as pessoas do tempo em que viveu Noé viveram exatamente como viverão as pessoas que aqui estiverem quando Cristo vier para julgar o mundo, e como aliás, poder-se-ia acrescentar, tem vivido muitas pessoas nos dias de hoje.

Não é tão difícil saber como foram os dias de Noé. Basta abrirmos o livro do Gênesis e aí encontraremos a resposta. “O Senhor viu que a maldade do homem se multiplicava na terra: o dia todo seu coração não fazia outra coisa senão conceber o mal”. (Gn 6, 5) Um pouco adiante se lê: “Deus olhou a terra e a viu corrompida, pois toda carne tinha pervertido sua conduta na terra”. (Gn 6, 12) Eis aí em que pé as coisas estavam nos dias de Noé, e como elas certamente estarão quando Cristo voltar, já que ele mesmo disse: “Tal como foram nos dias de Noé, assim será a vinda do filho do homem”. Leia-se, pois, o que a Escritura declara sobre o tempo de Noé e aplique-se sem tirar nem pôr aos últimos tempos!

Os homens e as mulheres de hoje acaso não comem, bebem, casam-se e se dão em casamento? Isto é o que faziam os seres humanos no tempo em que o patriarca Noé viveu; isto é o que farão os do tempo futuro quando o Senhor aparecer no céu revestido de glória e majestade, e isto enfim, é o que estão fazendo quase todos nesta época.

O Senhor Jesus exorta-nos hoje a que vigiemos, porque, diz-nos ele, “não sabeis o dia em que vosso Senhor virá”. (cap. 24, verso 42) Nosso Senhor é Cristo e sua futura vinda é mais certa do que qualquer tipo de certeza que se possa alcançar neste mundo e nesta vida. Nós não sabemos o dia em que nosso Senhor virá como tampouco sabemos o dia em que nós iremos a ele quando soar para nós a hora derradeira. Bem pode ser que nós não estejamos mais aqui quando do seu retorno, mas é impossível não irmos a ele, dado que todos sem exceção temos de morrer. Não sabendo, pois, o dia em que virá quem prometeu que um dia voltaria, é bom e salutar pensarmos que talvez hoje ou amanhã teremos de partir desta que se acaba para a que não passa nunca. Não sabemos o dia em que ele virá, mas sabemos pela fé e pela divina Revelação que há de vir, conforme professamos no Credo: “donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”. Não sabemos o dia em que nós iremos, mas temos certeza de que mais dia menos dia chegará a nossa vez de ir.

“Estai preparados, conclui Jesus, pois numa hora que não pensais é que vem o filho do homem”, ele próprio. As pessoas do tempo de Noé, das quais disse Jesus que comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, de nada suspeitavam até que veio o dilúvio que sepultou a todas na eterna escuridão. Pelo testemunho da Escritura que não mente nem engana sabemos que daquela terrível catástrofe apenas oito pessoas foram salvas. É evidente não haver problema de espécie alguma em comer, beber, casar-se e dar-se em casamento. Se, todavia, limitarmos nossa vida neste mundo a tão pouco como muitos fizeram, farão e continuam fazendo atualmente, corremos o risco de ficar para trás. Tal não permita aquele que “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2,4) que é Cristo, o qual, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina agora e para sempre. Amém.


Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

domingo, 23 de novembro de 2025

 


                    SOLENIDADE DE CRISTO, REI DO UNIVERSO

Texto bíblico: Lc 23, 35 – 43

Data: 23 de novembro

Dom Samuel, OSB 

Não houve, não há e nunca haverá neste mundo rei que não teve, tenha e terá coroa, cetro, reino e exército numeroso ao seu dispor. O rei, porém, cuja realeza gloriosa a Igreja hoje celebra por toda a terra não teve nada do que possuem os reis da terra. Se, pois, Cristo Jesus senhor nosso em momento algum de sua curta vida não possuiu nenhum destes adereços pomposos que são usados pelos reis deste mundo, como então haveremos de entender o sentido da solenidade litúrgica que hoje se celebra, nosso Senhor Jesus Cristo, rei do universo?

Que Cristo seja rei infere-se da Escritura. Lê-se em um Salmo: “Deus é rei e se vestiu de majestade; revestiu-se de poder e de esplendor”. Ora, se Deus é rei e se Cristo é Deus, conforme no-lo atestam várias passagens do Novo Testamento, segue-se como conclusão necessária e rigorosa que Cristo, cuja divindade a Igreja confessa no Credo e proclama na Liturgia é ele próprio “rex sempiternus”, isto é, rei eterno. Se o é, nada mais natural que a Igreja, seu corpo, lhe dedique uma festa em que se destaca, celebra e exalta o admirável mistério de sua universal realeza.

Entende-se que Cristo não seja rei ao modo dos reis deste mundo quando se pensa e considera no que ele disse a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo”. Se o seu reino não é deste mundo, sua realeza em nada se parece com a dos reis da terra, destinada alias a passar. Eis porque ele não é rei do modo como o são os potentados terrenos. Com efeito, todo rei mortal começa a reinar em um dado momento de sua vida e deixará de ser rei quando a morte o vier buscar. No caso de Cristo, posto que ele é Deus, sempre foi rei, é rei e seguirá sendo rei para sempre. Seu reino não é deste mundo, porque como jamais teve início, tampouco terá fim.

O santo profeta Daniel, inspirado por Deus, referiu-se a um reino que “jamais será destruído e cuja realeza não será deixada a outro povo”. (Dn 2, 44) Ainda sobre a realeza do Deus feito homem, lê-se no mesmo profeta: “sua realeza é uma realeza eterna; todas as soberanias o servirão e a ele obedecerão”. (Dn 7, 27) O autor da carta aos Hebreus escreveu: “Nós recebemos um reino inabalável”. (Hb 12, 28) o qual outro não pode ser senão aquele que tem a Cristo como rei. De fato, ele é rei de um reino que não passará. É para este celeste reino que somos chamados de acordo com Paulo: “Deus que vos chama a seu reino e sua glória”. (1Ts 2, 12)

Cristo é chamado por Paulo em sua primeira carta a Timóteo de “rei dos reis e Senhor dos Senhores”. (1Tm 6, 15) “Ele é o rei dos séculos”, lê-se na mesma carta. (1 Tm 1, 17) Não menos claro é o testemunho do Apocalipse: “O cordeiro (Cristo) os vencerá, pois é Senhor dos Senhores e rei dos reis”. (Ap 17, 14) “Sobre seu manto e sobre sua coxa traz inscrito um nome: rei dos reis e senhor dos senhores”. (Ap 19, 16) No livro dos oráculos do profeta Jeremias lemos: “O Senhor Deus é verdade, ele é o Deus vivo, rei para sempre”. (Jr, 10, 10) Cristo disse: “Eu sou a verdade”. Logo tais palavras aplicam-se com toda propriedade ao Senhor Jesus, rei para sempre.

Ao falar sobre o juízo futuro, disse Cristo, segundo o evangelista Mateus: “Quando o filho do homem vier em sua glória (o filho do homem é ele).Então o rei (Cristo se chama de rei)...(Mt 25, 31 – 34)

Um dos ladrões, suspenso com Cristo na cruz e padecendo a mesma pena, disse a Jesus: “Lembra-te de mim quando vieres como rei”. Admirável confissão da realeza de Cristo. Pilatos também a reconheceu quando disse aos Judeus: eis o vosso rei.

Celebremos, pois, com fervor, a realeza de nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo, único Deus por todos os séculos dos séculos. Amém.


Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Exibição do espetáculo teatral Padre Cicero : A vida de um santo do povo no pátio do Santuário Nossa Senhora das Dores às 20 hs do dia 20 a 23 de novembro

Exibição do espetaculo teatral Padre Cicero : A vida de um santo do povo no pátio do Santuario Nossa Senhora das Dores as 20 hs do dia 20 a 23 de novembro . Um grande sucesso de público com promoção do ministério da Cultura

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

COP30 -Especialistas fazem previsão: qual será o maior desafio ambiental da Terra nos próximos 25 anos?

O que é a COP 30? A COP 30 é a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um dos principais fóruns globais voltados para o combate às mudanças climáticas e a promoção da sustentabilidade. O evento reúne líderes mundiais, representantes de governos, ONGs, empresas e especialistas para discutir e estabelecer ações que limitem os impactos do aquecimento global. Objetivos da COP A principal missão da COP é garantir a implementação das metas estabelecidas no Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a COP 21, em que países se comprometeram a limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Entre os objetivos da conferência, estão: Promover a redução das emissões de GEE; Ampliar o financiamento climático para países em desenvolvimento; Estimular a transição para economias de baixo carbono; Fortalecer a resiliência às mudanças climáticas em comunidades vulneráveis. Especialistas fazem previsão:qual será o maior desafio ambiental da Terra nos próximos 25 anos? Em levantamento exclusivo, o g1 ouviu mais de 30 pesquisadores e ambientalistas; maioria vê aumento de desastres climáticos e risco crescente de escassez de água. Por Poliana Casemiro, * g1 20/11/2025 00h01 O que as previsões apontam para os próximos 25 anos na Terra? O g1 ouviu mais de 30 especialistas de referência mundial, ambientalistas e personalidades com voz ativa no debate climático para saber o que podemos esperar. O que eles dizem é que este período do futuro do planeta será marcado por extremos climáticos cada vez mais severos. Esse material faz parte de um especial do g1 para a COP30, a conferência do Clima da ONU, que esse ano acontece no Brasil. Veja as respostas abaixo. eventos extremos..................13 escassez de água.............9 calor extremo..........5 desmatamento e perda da biodiversidade....4 refugiados climáticos ..1 crise alimentar..1 No fio da navalha’ O ano de 2050 se tornou um símbolo da corrida climática. É o horizonte das metas globais de neutralidade de carbono, mas também o ponto em que, sem cortes drásticos nas emissões, o planeta pode ultrapassar o limite de 2 °C de aquecimento médio global – considerado o limite seguro para a humanidade. Esse prazo não é novo: ele é citado há pelo menos duas décadas por cientistas do clima e serve como referência para os acordos globais de redução de emissões. A questão é que o mundo avançou sobre essa meta e, em vez de reduzir, as emissões seguem aumentando. E o que antes parecia distante agora é uma realidade próxima. Os reflexos dessa crise já são visíveis: as enchentes no Rio Grande do Sul; a pior seca já registrada na Amazônia em 2024; os incêndios devastadores na Califórnia causados pela seca; e a temporada de furacões mais intensa dos últimos anos nos Estados Unidos; a mudança drástica do ciclo de chuva que fez crescer vegetação no Saara. E esses são só alguns dos extremos que o mundo vem experimentando. O que os especialistas ouvidos pelo g1 acreditam é que estamos “no fio da navalha” e que o futuro do planeta é o de uma Terra com tempestades, secas, enchentes, furacões e ondas de calor mais intensas e frequentes. Entre os entrevistados estão nomes de destaque da ciência e da defesa do meio ambiente, como: Johan Rockström (Suécia) e Rashid Sumaila (Nigéria), vencedores do Tyler Prize, o “Oscar do Meio Ambiente”; William Magnusson (Austrália), que já integrou a lista dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo; Laurent Lebreton (Nova Zelândia), pesquisador da Ocean Cleanup, projeto global que busca retirar plásticos dos oceanos; Maria Fernanda Lemos (Brasil), especialista em adaptação às mudanças climáticas e coautora de relatórios do IPCC, o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas. "Quero que as pessoas saibam que o nosso clima está realmente no fio da navalha – estamos levando a Terra ao limite da sua resiliência – mas que o resultado não depende do acaso, e sim de uma escolha. O que fizermos nos próximos anos vai definir o caminho. O fracasso não é inevitável. — Johan Rockström, pesquisador climático e vencedor do Tyler Prize, o “Oscar do Meio Ambiente” "As pessoas que estão conscientes dos enormes desafios que a humanidade enfrenta precisam encontrar uma maneira de fazer com que aqueles que estão inconscientes se tornem conscientes." — Rashid Sumaila, economista ambiental nigeriano Cada vez mais pessoas estão cientes de que a crise é real e que vem sendo sentida. — Kongjian YU, arquiteto que criou o conceito de cidade esponja e morreu em setembro de 2025 Água e calor: as faces da mesma crise Logo atrás dos eventos extremos, os especialistas apontaram a escassez de água como a segunda maior ameaça. Reservatórios baixos, rios sob pressão e estiagens prolongadas comprometem a vida humana. Não só porque pode não haver água para beber ou para a higiene básica, o que também é um risco à saúde. Mas também pela pressão por alimentos. ➡️ A humanidade vem expandindo e isso vai aumentar a demanda por alimentos. Sem água, não há como gerar abastecimento suficiente. A terceira grande preocupação é o calor extremo, que está diretamente ligado à falta de água: quanto mais quente, menos umidade se mantém na superfície da Terra. O calor também traz impactos diretos sobre a saúde, o trabalho e a produção de alimentos. Tudo isso, coloca em risco a sociedade. Países tropicais, como o Brasil, tendem a sentir esses efeitos com mais intensidade. Em um clima que já é naturalmente quente, qualquer acréscimo de temperatura agrava riscos de desidratação, pressão alta, doenças respiratórias e mortes prematuras, especialmente entre crianças e idosos. Não ceder ao ceticismo Para os especialistas, há uma urgência uníssona: o mundo precisa agir agora para evitar que o futuro se transforme em uma sucessão de crises. No entanto, ainda há esperança. Para isso, eles pontuam que é necessária uma ação conjunta da sociedade e empresas para pressionar por políticas de proteção e adaptação para enfrentar os extremos. Sou uma otimista com algum ceticismo. Preciso acreditar que ainda há tempo para mudar e fazer diferente, porque do contrário a gente se paralisa, estaciona, entrega os pontos e desiste. Creio que ainda podemos dar uma guinada radical no plano macro, mas tenho ciência de que esta é a parte mais difícil, porque precisamos de união para pressionar os tomadores de decisão, muitos deles trabalhando não a nosso favor, mas de grandes corporações regidas pelo lucro. — Helena Rizzo, chef de cozinha brasileira que atua em defesa de uma culinária sustentável. Minha esperança é que, por meio de ação contínua, pressão pública e reconhecimento do nosso futuro compartilhado, as nações desenvolvidas acelerem seus compromissos com o financiamento climático e com perdas e danos (...) Estou otimista de que enfrentar a crise climática é possível. — Fatou Jeng, jovem ativista climática e ex-assessora do secretário geral da ONU *Colaboraram: Júlia Carvalho, Roberto Peixoto e Talyta Vespa. Fonte G1

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Novas inscrições para o programa Minha Casa Minha Vida em Juazeiro do Norte

fonte ascompmjn

Justiça manda implantar imediatamente a linha de onibus no Horto

A ausência de transporte coletivo no bairro Horto, em Juazeiro do Norte, acabou se transformando em um caso judicial. Depois de receber queixas de moradores e reunir informações em um Inquérito Civil, o Ministério Público do Ceará levou o tema à Justiça, pedindo a retomada da linha destinada à comunidade.
O problema surgiu porque a Via Metro Cariri, responsável pela linha nº 11 desde o contrato firmado em 2016, não iniciou a operação do trajeto. Mesmo após apresentar ao MP uma proposta de horários, a empresa não colocou o serviço em prática, descumprindo a obrigação prevista nacolocou o serviço em prática, descumprindo a obrigação prevista na concessão. Diante da investigação e das cobranças, o promotor José Carlos Félix da Silva destacou que o Horto precisa contar com transporte público regular, seguro e funcional, como qualquer outro bairro do município. A decisão judicial foi assinada em 31 de outubro. Nela, o Judiciário determinou a revelia da concessionária e ordenou que o Município e a Via Metro implementem imediatamente a linha nº 11, restabelecendo o atendimento à população. fonte:caririnoticias

A inauguração do maior monumento do mundo em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, no Crato ganhou repercussão na imprensa internacional.

REPERCURSSÃO MUNDIAL 🗺 | A inauguração do maior monumento do mundo em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, no Crato,foi noticiada no principal jornal eletronico dominical o Fantastico e também em rede nacional no programa Ana Maria Braga , além disso, ultrapassou as fronteiras do país e ganhou repercussão na imprensa internacional. Os principais jornais da Itália e da Argentina noticiaram a chegada da estátua de 54 metros de altura, superior em tamanho ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Entre os jornais que repercutiram a inauguração estão Il Messaggero, Corriere della Sera, La Nación e Clarín. fonte:
miséria

domingo, 16 de novembro de 2025

 


TRIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO

            DO TEMPO COMUM

                                                                 Texto bíblico: Lc 21, 5 – 19

                                                                  Dom Samuel, OSB 

                                                                  Data: 16 de outubro

 Alguns homens, o evangelista não diz se os mais íntimos ou outros que não eram tanto, falaram a Jesus acerca da ornamentação do templo de Jerusalém, que realmente devia ser esplêndida, com potencial de encher de gozo os olhos de qualquer observador, mesmo que este não fosse um perito em grandes construções arquitetônicas, qual devia ser o famoso templo dedicado ao todo poderoso.

Jesus, porém, conhecendo o futuro que aqueles homens iludidos pela aparência ignoravam, diz-lhes em poucas palavras o que estava reservado aquele imponente monumento: “Do que contemplais, dias virão em que não restará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” (Lc, 21, v. 5 – 6)

Se neste mundo já houve um lugar que em virtude de sua eminente sacralidade deveria ter sido poupado da ruina por aquele mesmo a quem era dedicado, tal era sem dúvida o célebre templo de Jerusalém, erguido por ordem de Deus que quis nele habitar como numa espécie de residência permanente. No entanto, sequer o templo foi poupado da destruição, vindo abaixo no ano 70, quando o general Tito, reduziu-o sem piedade a um montão de ruínas.

Diz-se que São Jerônimo, o famoso intérprete e tradutor da Bíblia, ao saber da queda de Roma, sem conseguir reprimir as lágrimas e conter a emoção que o invadira, teria exclamado: “Se Roma caiu, o que vai ficar de pé?” Se o templo, casa de oração para todos os povos, espaço sagrado tão caro ao coração do povo escolhido, não se manteve de pé, que é que existe neste mundo, sem excluir o mesmo mundo, que um dia não ruirá irremediavelmente?

Houve quem dissesse e tenha crido que a causa da destruição do templo foi os pecados horrendos que no seu interior eram regularmente cometidos por aqueles que tinham a obrigação moral de zelar pela sua pureza e santidade. Quer isto seja verdade ou não, o fato sabido e inconteste é que não ficou pedra sobre pedra, cumprindo-se a predição feita pelo filho de Deus.

A lição é clara como o sol: não importa quão grande e bela possa ser alguma coisa; não importa que alguém seja rico, poderoso ou famoso. Hora virá para tudo e para todos em que “não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.”

Assim como o maior império de todos os tempos um dia caiu e assim como veio abaixo o mais sagrado e o mais suntuoso dos templos antigos, tudo neste mundo e nesta vida caminham a passos ligeiros para sua fatal ruína, não havendo para esta suprema lei exceção de espécie alguma. Roma e o templo de Jerusalém pareciam indestrutíveis, destinados a permanecer para sempre, mas, como não podia deixar de ser, porque o soberano do universo assim o decretara, soou a fatídica hora para uma e outro. E o resultado? “Não ficou pedra sobre pedra. Tudo foi destruído.”

Quando, pois, nos sentirmos tentados a apegar-nos seja lá ao que for que neste mundo exista, lembremo-nos desta palavra da eterna verdade que não mente e a ninguém engana: “dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” Não haverá exceção para ninguém, e coisa ou criatura alguma há de escapar do veredito inapelável.

Do que nós contemplamos agora, “dias virão em que não restará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” Pensemos sempre nisso!

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Inauguração do Monumento de Nossa Senhora de Fátima na cidade do Crato

Inauguração do Monumento de Nossa Senhora de Fátima na cidade do Crato neste 13 de novembro de 2025
De 10 a 13 de novembro, os fiéis viveram um tempo de graça e peregrinação com a visita da Imagem Peregrina Mundial de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal.
A Diocese de Crato vivenciou entre os dias 10 e 13 de novembro, um tempo de graça e renovação da fé com a realização do Jubileu Mariano Diocesano, que contará com a Peregrinação da Imagem Peregrina Mundial de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal. A programação se estenderá por diversas cidades, paróquias, hospitais e instituições, culminando com a inauguração do monumento de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Crato. O evento marca uma nova visita da Imagem Peregrina ao povo do Cariri, setenta e dois anos após sua primeira passagem pela região. Naquela ocasião, a presença de Nossa Senhora de Fátima deixou marcas profundas na religiosidade local: o aeroporto recém-inaugurado recebeu o nome da Virgem, e no mesmo local foi erguido o primeiro monumento dedicado a Ela. Atualmente, creches, escolas, ruas e até um bairro inteiro carregam o nome e a devoção à Senhora de Fátima, expressão viva da fé de um povo que a tem como intercessora e protetora. A programação do Jubileu teve início no dia 10 de novembro, com a chegada da Imagem Peregrina Mundial ao Aeroporto de Juazeiro do Norte, seguida de missa solene e procissão luminosa na Basílica Nossa Senhora das Dores, marcando a abertura da Jornada Mariana Diocesana. Nos dias seguintes, a Imagem visitou Barbalha e Crato, passando por paróquias, hospitais, instituições sociais e presídios, levando conforto espiritual e esperança aos corações. O ponto alto da celebração aconteceu ontem, no dia 13 de novembro, em Crato, com a Peregrinação Diocesana. A programação incluiu momentos de oração, missa solene na Sé Catedral, terço mariano e a bênção e inauguração do monumento de Nossa Senhora de Fátima, com a homilia de Dom Magnus Henrique bispo da diocese, encerrando o evento com um show católico. Durante a celebração,foi concedida bênção apostólica e indulgência plenária aos fiéis que participaram da peregrinação. Foi um evento extremamente marcado pela emoção dos fieis e que marca a inauguração da maior estatua de Nossa Senhora de Fátima a maior do mundo dedicada à Virgem conta com 54 m de altura. A Região do Crajubar hoje conta com as imagens do Padre Cícero em Juazeiro , em processo histórico de beatificação. em Barbalha o monumento a Santo Antonio e em Crato a majestosa Nossa Senhora de Fátima. E viva Nossa Senhora de Fátima !!!!!! fonte: diocesedo Crato; mãe das dores, drones seridó,pautilia ferraz

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

2ª Passagem da imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima por Juazeiro e região do Cariri

Juazeiro do Norte se prepara para viver mais um momento histórico de fé e devoção! Após 72 anos, a cidade volta a receber a Imagem Peregrina Mundial de Nossa Senhora de Fátima, nos dias 10 e 11 de novembro de 2025, como parte da Jornada Mariana Diocesana.
Criada conforme as orientações da Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima, a Imagem Peregrina foi coroada em 13 de maio de 1947, em Portugal, e desde então percorre o mundo levando uma mensagem de paz, amor e esperança. Entre 1947 e 2003, a imagem original viajou mais de 630 mil quilômetros, passando por 64 países e tocando o coração de milhões de fiéis.
Em Juazeiro, a Imagem chegou no dia 10 de novembro, às 15h, vinda diretamente de Portugal. A programação inclui visitas a paróquias, hospitais, presídios e instituições sociais da região, com um dos momentos mais esperados sendo a acolhida na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, símbolo vivo da fé do povo nordestino.
imagens: site mãe das Dores, midias sociais, tereza neuma, pautilia ferraz e nicanor araruna

Registros da primeira visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Juazeiro do Norte, em 1953.

Registros da primeira visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Juazeiro do Norte, em 1953.
Entre 1951 e 1954, Juazeiro do Norte viveu três ocasiões marcantes de reverência a Nossa Senhora de Fátima. A primeira foi a construção de uma capela. O terreno, localizado na então Rua Nova (atual Avenida Dr. Floro), em frente à Rua Izabel da Luz, era antigamente o primeiro cemitério da cidade. Amália Xavier, em suas memórias inéditas, recorda que nesse local existia uma capelinha erguida pelo primeiro capelão, padre Pedro Ribeiro da Silva, demolida em 22 de janeiro de 1939. Em seu interior foram sepultados o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro e sua esposa, Rosa Josefa do Sacramento. A decisão de construir sobre o antigo cemitério partiu de orientações da saúde pública, que buscavam evitar problemas sanitários causados pela exposição de restos mortais em razão do afundamento do terreno. Lamentavelmente, não houve o devido cuidado para que fossem exumados os ossos do casal fundador de Juazeiro, nem de outras pessoas de famílias importantes do início da povoação. Amália lembra ainda que a imagem de Nossa Senhora das Dores, uma preciosidade que se encontrava na antiga capelinha, foi levada para o Arco da Rua Padre Cícero, para marcar a passagem da imagem peregrina de Fátima.
O terreno pertencia ao patrimônio da Igreja Matriz, e Amália Xavier, então diretora do Ginásio Santa Terezinha, que funcionava ao lado, assumiu o compromisso perante o bispado de construir uma capela para uso das alunas. Em 10 de abril de 1951 foi lançada a pedra fundamental, e em 13 de maio de 1953 o bispo Dom Francisco benzeu a nova Capela, agora em honra de Nossa Senhora de Fátima. Nesse mesmo dia, a imagem chegou a Juazeiro e percorreu a cidade em um carro-andor preparado para o evento, sendo colocada no altar-mor com patrocínio financeiro do casal Maria e Ângelo de Almeida. Num segundo momento, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima chegou novamente a Juazeiro do Norte na tarde de 14 de novembro de 1953, conduzida pelo sacerdote português padre Demontiez. O percurso da imagem entre o Colégio Salesiano e a Igreja Matriz foi uma verdadeira apoteose. O Arco, já mencionado, havia sido construído pelo prefeito José Monteiro de Macedo em 1952, para marcar essa visita. Na ocasião, o momento também serviu como inauguração desse marco. Após ser visitada na Matriz, a imagem seguiu para a Capela do Ginásio e, no dia seguinte, continuou sua peregrinação pelo Brasil. A terceira ocasião ocorreu com a recepção de uma nova imagem vinda de Fátima, destinada ao altar-mor do Santuário que o vigário Monsenhor José Alves de Lima desejava construir. O projeto previa uma concepção arquitetônica arrojada, com três naves superpostas, nas quais seriam colocadas as imagens de Nossa Senhora de Fátima, do Coração Imaculado de Maria e de Nossa Senhora das Dores. Texto: Renato Casimiro para o Portal de Juazeiro.

domingo, 9 de novembro de 2025

 

                  DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO

                                                                  Texto bíblico: Jo 2, 13 – 22

                                                                  Data: 9 de novembro

                                                                  Dom Samuel OSB

Celebra-se hoje a dedicação da Basílica do Latrão, construída pelo imperador Constantino, mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade de Roma e do mundo, catedral do Papa.

Se a Igreja universal celebra festivamente a igreja do Papa, sucessor de Pedro, parece-me que seria muito natural que a passagem evangélica deste domingo fosse aquela em que Cristo disse a Pedro que sobre ele edificaria a sua igreja, dando-lhe então de maneira simbólica as chaves do reino dos céus. No entanto, a Igreja põe diante dos nossos olhos a passagem que refere a expulsão dos vendilhões que haviam convertido o templo de Jerusalém, figura da Igreja, num antro de bandidos.

Aparentemente, pois, o texto proposto parece impróprio para a festa que hoje se celebra. Se, todavia, olharmos para a história da Igreja, não podemos deixar de reconhecer que em certos momentos sombrios convém-lhe.

Jesus, tendo feito um chicote com cordas, expulsou do templo vendedores de bois, de pombas e de ovelhas bem como a cambistas que ali se haviam instalados, espalhando o dinheiro e derrubando suas mesas.

Facilmente se compreende esta atitude de Jesus se se pensa em quem ele era e se consideramos o que o templo, em cujo interior absurdos estavam ocorrendo – significava à época. Se o templo era dedicado e consagrado a Deus, e sendo Jesus Deus, era muito natural que se indignasse com o que nele estava ocorrendo.

Lê-se no 23º capítulo do segundo livro dos Reis que o pio rei Josias “ordenou ao sumo sacerdote, aos segundos sacerdotes e aos guardas do limiar que mandassem retirar do templo do Senhor todos os objetos fabricados em honra de baal, de Asherá e de todo o exército celeste”. (2Rs 23, 4) Se pois, um rei mortal, ordenou que assim se fizesse, porque não convinha que certas coisas estivessem num espaço reservado e dedicado ao culto do único e  verdadeiro Deus, o que havia de fazer o homem-Deus quando encontrou o templo que também lhe era dedicado infestado de compradores e vendedores senão o que fez?

Não nos deve causar nenhuma estranheza que Cristo tenha encontrado no templo de Jerusalém, vendedores e cambistas, porque em sua Igreja, nas épocas mais sombrias, haveria vendedores e compradores de dignidades eclesiásticas, sem excluir a maior delas.

Quem conhece um pouco da história da Igreja, o novo templo de Deus, a construção espiritual erguida por Cristo para nela habitar e por meio dela iluminar e santificar o mundo, não ignora que no passado houve quem a quisesse converter numa casa de negócios. Dentro dela muita coisa foi comprada e muita coisa foi vendida a preço de ouro ou quem sabe até por preço módico!

Sabemos pelo Segundo livro dos Macabeus que dois homens indignos compraram por dinheiro a dignidade de sumo sacerdote. Se tais coisas indecentes sucederam no seio do povo da primitiva aliança, também ocorreram na história da Igreja que o Senhor Jesus fundou.

O evangelista Lucas relata nos Atos dos Apóstolos que um certo Simão quis comprar com dinheiro o dom de Deus, que é o Espírito Santo, para que aqueles a quem ele impusesse as mãos o recebessem. “Mas Simão, quando viu que o Espírito Santo era dado pela imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro. Concedei-me, disse, a mim também este poder, afim de que aqueles a quem eu impuser as mãos recebam o Espírito Santo”. (Atos, cap. 8, v. 18 – 19)

Quando o Senhor Jesus expulsou com um chicote de cordas as pessoas que comercializavam no templo apenas fez o que era preciso fazer. Agiu como Deus ofendido pela depravação humana!

Escreveu o apóstolo Paulo: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?  Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós”. (1Cor 3, 16 – 17). É certo que neste templo que somos nós há sem dúvida vendedores de bois, de pombas e cambistas, isto é, orgulho, vaidade, ambição, maledicência, falsidade, para só ficarmos com algumas coisas de que todos nós estamos cheios. Roguemos, pois, a Cristo, que outrora entrou no templo de Jerusalém, que entre no templo que somos nós e dele expulse tudo o que de menos digno aí encontrar. Entra Senhor, nós te pedimos e expulsa com teu divino poder quem nos tem prejudicado. Aqueles homens converteram o templo de Deus em um antro de bandidos. Nós, porém, podemos converter o templo de Deus que somos nós em algo incomparavelmente pior.

Cuidemos com desvelo deste templo que somos nós para que não nos suceda se torne ele um covil de ladrões, um antro de bandidos!

Se Jesus, sempre tão manso e tão misericordioso chegou a fazer uso do chicote, derrubando mesas e expulsando aqueles homens do templo, o que não deve ter sentido quando viu com seu divino olhar que tudo abarca homens no interior de sua Igreja comprando e vendendo! Se Jesus expulsou do templo de Jerusalém homens que compravam e vendiam animais irracionais, que não fará ele com aqueles que talvez pensem no seu íntimo que a casa de oração para todos os povos não passa talvez de um balcão de negócios onde tudo pode ser comprado e vendido por dinheiro? O templo de Deus, isto é, a sua Igreja, é santo e como lugar santo, onde Deus habita, há de ser respeitado.

Postado por Terezaq Neuma Macedo Marques.

sábado, 8 de novembro de 2025

Concurso : Altares de fé e devoção

Altares de fé e devoção! A cidade se prepara para viver um momento de fé e beleza com o Concurso Altares de Fé e Devoção, em homenagem à segunda passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima Mundial. No dia 10 de novembro, ruas, casas e comércios se encherão de luz e emoção durante a procissão luminosa, celebrando a união e a espiritualidade do povo juazeirense.
Sem necessidade de inscrição, basta decorar sua fachada, calçada ou estabelecimento e participar desse gesto coletivo de fé e amor à Santa Peregrina. Resultado: 11 de novembro, às 6h, na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores. Fonte: @prefjuazeirodonorte

Programação do Jubileu Mariano Diocesano e a inauguração do Monumento de Nossa Senhora de Fátima, em Crato.

E já o mundo inteiro te venera e considera o amparo seu!” Em comunhão e alegria, a Diocese de Crato vive um tempo de graça e devoção mariana com a celebração do Jubileu Mariano Diocesano e a inauguração do Monumento de Nossa Senhora de Fátima, em Crato. Confira e participe da programação :
Um marco de fé, esperança e consagração, que reúne todo o povo do Cariri sob o olhar amoroso da Virgem Santíssima. 🙏✨ 📅 Confira a programação

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

     


       Depois da reconciliação, fieis agora pedem a beatificação

Muita gente está vibrando com a reconciliação da Igreja com o Padre Cícero, anunciada domingo passado pelo Bispo do Crato, e já pensa em sua beatificação. É claro que a Diocese do Crato não está pensando nisso, pelo menos por enquanto. Mas que o caminha agora está aberto, disso não há a menor dúvida. Antes e durante mais de um século com a pecha de punido com a suspensão de ordens e banido da Igreja como embusteiro, seu nome jamais poderia compor uma lista para uma possível beatificação. Dentro desse contexto era absolutamente impossível. Porém, doravante com a ficha limpa na Igreja que finalmente reconheceu e agora exalta as suas virtudes e o apresenta como modelo, tudo fica mais fácil e é possível, sim, se pensar, mais tarde na sua beatificação. É prudente ninguém alimentar esperança de que isso aconteça logo, pois lá no Vaticano, como se sabe, parece que os cardeais não costumam primar pela rapidez em suas decisões. Mas por outro lado, não será bom cultivar o pessimismo nem descartar nenhuma possibilidade, pois como o Papa Francisco é imprevisível pode haver alguma surpresa. Se depender de milagres, dizem os devotos mais ardorosos do Padre Cícero, não vai ter problema algum porque eles são abundantes e não será difícil comprová-los. Dom Fernando certamente já deve estar prevenido porque sabe que, se a cobrança da reabilitação depois consumada em reconciliação foi intensa, mais ainda o será quando a beatificação porventura estiver em curso. Na verdade, como é visível, os devotos do Padre Cícero só vão sossegar mesmo, quando ele for canonizado, com direito a altar nas igrejas, pois de fato é como tal que muitos sempre o consideram. Na minha opinião, a reconciliação do Padre Cícero abre caminho para sua beatificação que depois abrirá caminho para sua canonização. A resposta a isso só o tempo dirá.

 Agora entendam o que significa a reconciliação do Padre Cícero:

Reabilitação é recuperação de ordens que estavam suspensas. Reconciliação é apagar qualquer oposição a ação do Padre Cícero. A Diocese de Crato deu entrada ao processo de reabilitação pelo fato de o Padre Cícero ter morrido suspenso de ordem, porém como o padre já havia falecido e as punições cessadas, não tinha o que o Papa reabilitar. A Reconciliação é mais ampla que a Reabilitação pois, é uma aceitação e reconhecimento dos frutos feitos através das romarias e devoção ao padre Cícero, propiciando uma maior aproximação dos romeiros com toda a Igreja Católica”

Daniel Walker, escritor e pesquisador da vida do Padre Cícero, em agosto de 2016.

 Postado por Tereza Neuma Macedo Marques