sábado, 11 de julho de 2026

                
DÉCIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                                        Texto bíblico: Mt 13, 1 – 23

                                                                        Data: 12 de julho

                                                                        Dom Samuel Dantas, OSB 

Há os que ouvem a palavra e não a compreendem. E quantos não são. Há os que, ouvindo, até a acolhem com alegria, mas não tendo raízes, sobrevindo tribulação ou perseguição, caem. Também estes, há em grande número! Há ainda aqueles cujos cuidados do mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra que não frutifica. Ouvintes desta espécie são igualmente numerosos. Finalmente, há quem ouça a palavra semeada e a compreenda, o qual, dentre os quatro tipos de ouvintes aos quais Jesus se refere neste domingo, é o único que produz fruto. Os outros três também ouviram, mas uns por causa de uma coisa e outros por causa de outras, nem compreenderam como tampouco produziram fruto.

Todos nós sem exceção pertencemos a uma destas quatro categorias de ouvintes. A qual delas será que pertenço eu, é preciso que nos perguntemos e respondamos a nós mesmos.

Lemos na Escritura que em certa ocasião Jesus disse a um jovem rico: “Se queres ser perfeito, vai vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”.  E a reação de quem escutou a palavra do Senhor, qual foi? “Retirou-se triste porque tinha muitos bens”. Eis, aqui um típico caso de alguém cujos cuidados do mundo e a sedução das riquezas impediram a semente da palavra de frutificar!

A Escritura atesta em vários de seus livros muitos outros casos, dos quais, alguns  podem aqui ser citados a  título de exemplo para uma oportuna  reflexão.

Lemos no capítulo sexto do Evangelho de São João o longo discurso sobre o pão da vida. E a reação de muitos que o escutaram qual foi? “A partir desse momento, muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com ele”. (Jo 6, 66)

A palavra foi semeada, foi ouvida, mas não foi compreendida. Outro exemplo que aqui pode ser citado é a reação dos ouvintes diante da pregação de Estevão, toda ela baseada na Sagrada Escritura. Lemos no capítulo sete dos Atos dos Apóstolos: “Essas palavras os irritaram e eles rangiam os dentes contra Estevão”. (Atos, 7, 54)

No capítulo 22 do mesmo livro lemos que Paulo, em Jerusalém, dirigiu a palavra a uma multidão de Judeus. E a reação dos que o escutaram qual foi? No versículo 22 do mesmo capítulo temos a resposta: “Os judeus, que tinham escutado Paulo até essas palavras, puseram-se então a dar gritos: livrem a terra dum indivíduo desses! Ele não deve ficar vivo”. (Atos, cap. 22, versículo 23)

Eis pois alguns poucos exemplos que servem para atestar que até podemos escutar a palavra que Deus nos dirige, mas isso não significa que vamos compreende-la e menos ainda pô-la em prática. O apóstolo São Tiago em sua carta exorta-nos a sermos praticantes da palavra e não apenas ouvintes que se iludiriam a si mesmos. Escutar, pois, não é suficiente nem nos salvará se ficarmos só na escuta.

O demônio, que anda ao redor de nós como leão que ruge buscando a quem devorar, a tribulação que pode nos desviar do reto caminho, se nossa fé não nos mostrar o seu sentido providencial e para o que ela serve, os cuidados do mundo e a sedução das riquezas que podem fazer com que nos esqueçamos das coisas essenciais, conforme neste domingo nos alerta o Senhor Jesus constituem sérios empecilhos ao seguimento de Cristo e a nossa santificação. Não permita Deus que estes inimigos venham a obstaculizar a ação de sua palavra.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sexta-feira, 10 de julho de 2026

                

Fórum de Juazeiro do Norte é reinaugurado após reforma de R$ 10 milhões

 A obra contemplou a implantação de uma sala de depoimento especial para a oitiva de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, modernização do sistema de climatização, entre outras melhorias.

 

O Fórum Desembargador Juvêncio Joaquim de Santana, no bairro Jardim Gonzaga, em Juazeiro do Norte, foi reinaugurado na última terça-feira (7) pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). De acordo com a Secretaria de Administração e Infraestrutura (Seadi) do TJCE, mais de R$ 10 milhões foram investidos na ampliação e reforma do prédio.

A obra contemplou a implantação de uma sala de depoimento especial para a oitiva de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, além da modernização do sistema de climatização, reorganização dos espaços internos, substituição das instalações elétricas e de rede e adequações às normas de prevenção e combate a incêndios.

O presidente do TJCE, desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, afirmou que as melhorias estruturais devem contribuir para o aprimoramento dos serviços prestados pela Comarca de Juazeiro do Norte.

“Todo o processo de reestruturação para tornar esse espaço melhor, mais acolhedor, confortável, completamente climatizado, com acessibilidade, dotado de equipamentos modernos, é fruto do trabalho de muita gente. As gestões do Tribunal de Justiça têm tido essa responsabilidade de cumprir um plano estratégico, que cobre um espaço de 10 anos",
afirmou. 

portalm1.com.br Rogério Brito 
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

quinta-feira, 2 de julho de 2026

            

                José Carlos dos Santos

                Professor titular do Instituto Federal do Ceará (IFCE)

                e professor associado da Universidade Regional do Cariri (URCA)

Os lugares sagrados de Juazeiro do Norte

 

O dia 10 de junho de 2026 entra no calendário como um dia histórico para a cidade de Juazeiro do Norte. O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou por unanimidade o registro dos Lugares Sagrados

de Juazeiro como Patrimônio Cultural Brasileiro. A experiência religiosa dos devotos

do Pe. Cícero constitui o processo de sacralização dos espaços que foram historicamente construídos e são dotados de práticas culturais e religiosas coletivas. O Juazeiro assume um diferencial de todos os lugares de peregrinação do mundo.

A cidade se transforma num grande santuário que se constitui no roteiro da fé, construído pelo próprio romeiro. Quem sacralizou o Juazeiro foi o próprio romeiro.

Quem faz o caminho no Juazeiro é o próprio peregrino. A visita à Matriz de Nossa Senhora das Dores é o primeiro lugar de visitação dos peregrinos nordestinos. Continuando o seu caminho, o devoto visita a Casa-museu e depois a Praça do Socorro, onde existem ícones sagrados: o Memorial, a Casa dos Milagres, o Nicho, o Cruzeiro e a Capela com o túmulo do sacerdote e o cemitério mais antigo da cidade. No percurso, o devoto atravessa o Rio Salgadinho que representa o Rio Jordão. No

Trajeto. Sobe-se a ladeira íngreme do caminho do Horto com a via sacra, a parada na casa de madrinha Dodó, o monte Sinai, a pedra do joelho, até chegar no alto da colina

do Horto. Aqui está a estátua do patriarca do Nordeste, o Casarão e a Igreja do Bom Jesus. O santo sepulcro é o caminho do sacrifício, da mortalidade, da penitência

e do pagamento das promessas. Além destes, os Santuários de São Francisco e do Sagrado Coração de Jesus são lugares de práticas de devoções do caminhante nas estradas do Juazeiro. Assim, os peregrinos foram transmitindo pela tradição oral e construindo novos símbolos deste universo misterioso e encantado de Juazeiro.

A inscrição de Juazeiro no livro de registro de lugares sagrados, promovida pelo Iphan, é um gesto grandioso e contém um valor histórico imensurável de reconhecimento a uma experiência singular e criativa de cultura e religiosidade do povo Brasileiro. Esse ato de reconhecimento valoriza os protagonistas da nossa história, os romeiros, que pela resistência, resiliência, fé e coragem nas suas
expressões religiosas recriam os ritos simbólicos e místicos, atravessando o tempo numa longa tradição de fé e na 
confiança que a cidade é símbolo da construção sempre renovada da redenção da vida aniquilada socialmente e a porta do paraíso da esperança de uma vida melhor e mais digna que repousa a alma sertaneja.


Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


JUAZEIRO SAGRADO recebe oficialmente títulos de patrimônio cultural com seus sítios e eventos históricos reconhecidos pelo IPHAN

Neste dia 1º de julho no Memorial Padre Cícero aconteceu a Cerimônia de Titulação dos Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte como Patrimônio Cultural do Brasil.
A cerimonia foi toda em forma de cordel e contou com a apresentação de grupos de cultura locais, além das falas dos representantes do poder executivo, também do Clero como o bispo diocesano Dom Magno e os padres Cicero José do Santuário Diocesano Nossa Senhoras das Dores (Casa da Mãe das Dores ) , Padre Leandro do Instituto Salesianos, da Universidade Regional do Cariri e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Os critérios formam definidos e houve a escolha de dez locais reconhecidos pelo Iphan foi resultado de um estudo técnico iniciado em 2018, com a participação de pesquisadores, instituições deensino e do próprio instituto. Os locais contemplados no município incluem o Complexo do Horto, composto pela Colina com a Estátua do Padre Cícero, a Ladeira do Horto, o Museu Vivo e a Igreja do Bom Jesus do Horto. Também fazem parte a Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, a Capela do Perpétuo Socorro, onde ficam os restos mortais do Ppadre Cícero, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Rio Salgadinho, o Santuário de São Francisco das Chagas, a Casa dos Milagres, a Casa Museu Padre Cícero e o Memorial Padre Cícero.
Reconnhecendo também o fenomeno crescente das romarias onnde a fé de milhões de romeiros, visitantes,transformam Juazeiro do Norte no destino de peregrinação e vivenciam neste "solo sagrado" uma experencia impar já reconhecido e enaltecido. O artista Luiz Fidelis foi connvidado ppelo bispo e cantou as algumas de suas composições que enaltecem Juazeiro, sua cultura, o Rio Salgadinho entre outros citados pelo poeta e cantor.
Foi exibido um vídeo onde declarações das estimadas irmã Annette e irmã Anna Tereza, do professor historiador e memorialista Daniel Walker , Renato Dantas, Monsenhor Murilo (in memoriam) entre outros citavam esses espaços e eventos.
imagem Rozelia Costa. O Sr. Davidson Guimarães, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), afirmou que o reconhecimento dos lugares religiosos de Juazeiro do Norte como Patrimônio Cultural do Brasil reflete um valor já atribuído pela sociedade aos espaços de devoção ligados ao município. “O Iphan reconhece como patrimônio aquilo que a sociedade já entende que é patrimônio cultural” para a titulação foram observados a relevancia desses espaços e a identidade deles também com os romeiros que já o declararam como esppaços em que reconhecem toda afetividade desde a "Casa da Mãe das Dores" , seus lugares liturgicos como a Capela do Socorro , igreja dos Salesianos, a estátua do Padre Cicero, incluindo também o Memorial Padre Cícero , bem como o fenomeno das romarias em Juazeiro do Norte. Com uma parceria , pesquisadores locais e da URCA como a professoras Fatima Pinho, Renata Marinho entre outros,contribuiram sobremaneira para preservação desses espaços. Lembramos que em 2005 a historiadora do IPHAN Olga Paiva ( in memoriam) já apresentava essas propostas e que motivos que se tornaram na época "impeditivos"como "intervenções" como a coluna do relógio na Capela do Socorro. Encerrando a cerimônia, foram homenageados e certificados um representante de cada lugar sagrado (mantenedor) e dois guardiões de cada local, reconhecidos por sua relação e atuação na preservação desses espaços. imagens Pautilia Ferraz, Rozelia Costa , outras midias

terça-feira, 30 de junho de 2026


                                                Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
 

sábado, 27 de junho de 2026

                                              

LANÇAMENTO - PRONTA ENTREGA

LAMPIÃO E SUA FALSA PATENTE DE CAPITÃO - Daniel Walker (2ª Edição - 260 páginas)

VALOR: R$ 80,00 com frete incluso.

VENDAS: (88) 99685-5084

RESUMO:

O ano de 2026 marca o centenário da passagem de Lampião por Juazeiro do Norte, um dos episódios mais debatidos da história do cangaço e também da trajetória do Padre Cícero Romão Batista e do Dr. Floro Bartolomeu.

O que estava por trás da oferta da patente de capitão?

A promessa feita a Lampião poderia realmente ser cumprida?

Qual foi o verdadeiro papel desempenhado pelo Padre Cícero nesse episódio?

Essas e muitas outras questões continuam despertando debates entre pesquisadores e admiradores da história nordestina.

Foi sobre esse acontecimento que o renomado pesquisador Daniel Walker se debruçou durante anos, resultando em uma obra lançada originalmente em 2019, em tiragem extremamente reduzida de apenas 80 exemplares. Trata-se do último livro publicado pelo autor.

Agora, por ocasião do centenário da visita de Lampião a Juazeiro do Norte, a Ladrilhos Editora tem a satisfação de apresentar ao público a 2ª edição revista e ampliada de uma das mais instigantes pesquisas já produzidas sobre o tema.

Uma leitura indispensável para quem deseja compreender, para além dos mitos e das versões consagradas, os bastidores de um dos episódios mais marcantes da história do Nordeste.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Dona Vilani, a artesã que confecciona bonecos grandes no bairro Tiradentes

A minha gatinha Princesa, que era de rua e adotei-a depois que foi atropelada. Cuidei dela durante vários dias tentando adaptá-la ao ambiente saudável e aconchegante da Vivenda do Amor,  pra que convivesse com seus outros irmãos. Zuzu, a mais velha, em janeiro fez 7 anos que é moradora da Vivenda do Amor. Mill, o macho, encontrei-o debaixo de um banco na Praça da Alegria, no Novo Juazeiro. A gatinha mignon, Sininho, adotei-a em um domingo de adoção no Shopping e a Doçura também. A Princesa apresentou falta de apetite, nada despertava a sua vontade de comer. Levamos pra Clínica veterinária, sendo atendida pela médica veterinária, dra. Rebeca. Alguns exames foram feitos, ultrassom, exames laboratoriais pra descobrir a causa desse fastio, mas nada de melhora. Junto com Inês, minha secretária, usávamos uma seringa com água ou papinha. E nada. Inês, então sugeriu, d. Neuma vamos levar Princesa pra d. Vilani rezar, é a senhorinha que lhe falei que confecciona bonecos grandes, assim a senhora vai conhecê-la. E assim nos dirigimos pra Rua Martiniano Sampaio, no bairro Tiradentes, para que d. Vilani rezasse nela. Paramos o carro, descemos tirei do carro a gaiola com Princesa e fui apresentada a uma senhora baixinha, simpática e muito gentil. Falei que tinha interesse em conhecê-la e os seus bonecos. Entramos na casa, mandou que sentássemos e perguntou o que minha gatinha tinha, expliquei que há alguns dias que não tomava água e nem se alimentava. Depois que rezou conversei sobre sua vida, das amizades que tem com os vizinhos; dos animais de rua que alimenta e cuida; do café que prepara para os garis nos dias que recolhem o lixo. E fora... a boa risada que estrondou quando prosamos. Contou que frequentava muito a Paróquia do Menino Jesus de Praga, mas as suas pernas cansadas já não a deixam ir, e também uma hérnia que a incomoda bastante. Agradeci pela oração e nos despedimos dela. Então pensei, vou escrever sobre a história dessa pessoa, humilde, mas de coração enorme. Que se preocupa com o próximo, com os animais de rua, muito amada pelos seus vizinhos e que nos ensina o poder da solidariedade.

Ela mencionou uma revista que tinha sido entrevistada, e à pessoa que tinha dado a revista, por sinal minha amiga, Tereza Maria. No outro dia quando a encontrei na Igreja, falei da revista e a pedi emprestada.

A Revista faz parte do projeto Memórias Kariri, vinculado ao curso de jornalismo e que foi editada no ano de 2019. Um excelente trabalho que destaca a nossa cultura, a nossa gente.  

 E como gosto muito de valorizar o que temos de bom, de mostrar os nossos valores, os personagens e criadores de ideias que muito temos nessa cidade que é rica em religiosidade e de fé, vamos então, conhecê-la.

                      Na entrada da casa, a sala dos Santos. A maior parte deles, foi presente 

                
       Na frente de sua casa

              
Confeccionando os bonecos e as bonecas, encosto de portas
 Foto Memórias Kariri


Durante três dias na semana ela expõem os bonecas na calçada, a espera dos coletores de lixo que recebem de suas mãos o café quentinho e o pão com manteiga e a satisfação que sente em agradá-los, coloca as xícaras em uma mesinha



Fonte: Memórias Kariri 2019


Postado por: Tereza Neuma Macedo Marques