sábado, 10 de outubro de 2026

                    

VIGÉSIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           Texto bíblico: Mt 22, 1 – 14

                           Data: 11 de outubro

                           Dom Samuel Dantas, OSB

 Eis-nos diante de mais uma parábola neste domingo. Não nos deve parecer estranho que o Senhor Jesus tenha feito largo uso deste recurso pedagógico ao longo de sua vida pública, aliás tão em voga no seu tempo.

No início do Salmo 77 lemos: “Vou abrir a boca para uma parábola e tirar as lições do passado.” (Sl 77, 2) Disse Deus ao profeta Ezequiel: “Filho de homem, propõe um enigma e imagina uma parábola para a casa de Israel.” (Ez 17, 2) Nos oráculos de Oséias lemos: “Falarei aos profetas e multiplicarei as visões e pelos profetas falarei em parábolas.” (Os 12, 11)

Assim como na parábola contada por Cristo o rei que deu um banquete para as núpcias do seu filho mandou seus servos chamarem os convidados para o festim, Deus, ao longo dos séculos, convidou os seres humanos, os judeus em primeiro lugar, a participarem do seu reino, reino que o Senhor Jesus anunciou e do qual deu testemunho por meio de suas palavras e ações.

Há, todavia, algo de estranho, e poderíamos até dizer perturbador nesta parábola. Não são acaso as núpcias para os que são convidados a tomar parte, nelas,  uma coisa boa? Não são elas uma ocasião favorável para que os convidados se divirtam, comam, bebam, alegrem-se e se rejubilem? Quem, em sã consciência, recusaria o convite para tomar parte em uma festa nupcial? Certamente que ninguém! No entanto, é exatamente isso que nos deixa perplexos: a recusa daqueles a quem o convite foi feito!

O salvador diz que alguns dos que foram convidados não quiseram ir, e que outros, sem fazer caso do amável e irrecusável convite que lhes fora feito, foram-se um para seu campo e outro para seu negócio, tendo até havido alguns que chegaram ao inexplicável cúmulo de maltratar aqueles que foram enviados para os convidar.

O convite foi feito, mas os que primeiro foram convidados não quiseram ir!

No passado, Deus não deixou de convidar os seres humanos a participarem das núpcias do seu filho, isto é, do seu reino, mas muitos, infelizmente, não quiseram ir. Não obstante Deus lhes ter dito: “Eis que eu preparei o meu banquete, tudo está pronto, vinde as núpcias”, muitos optaram pelo seu campo, pelo seu negócio, e preferiram o que é menos importante, antepondo o temporal ao eterno.

Cristo mesmo é este rei que nos preparou um banquete eterno e por meio de sua Igreja, que no tempo e na história o prolonga, chama-nos para que tomemos parte nele. Ele continua a nos dizer hoje como o rei da parábola que deu um banquete para as núpcias do seu filho: “Eis que eu preparei o meu banquete. Tudo está pronto, vinde as núpcias.”

Há apenas duas coisas que podem ser feitas diante deste chamado: ou podemos aceitar o convite e tomar parte nas núpcias, ou então, à semelhança de alguns da parábola, não fazer nenhum caso da palavra que nos é dirigida, preferindo ir para o nosso campo ou o nosso negócio.

Cumpre-nos, porém, pensar e refletir conosco mesmos que ao rejeitar o convite de Deus é ao mesmo Deus que estaremos rejeitando. Tal rejeição, pensemos bem nisso enquanto temos tempo, tem consequências para agora e sobretudo para depois da morte. Ouvindo a voz de Deus, ponhamo-nos a caminhar, mesmo que para isso tenhamos de deixar negócio e campo para trás...!

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

sábado, 3 de outubro de 2026

 

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto bíblico: Mt 21, 33 – 43

Data: 4 de outubro  (A parábola dos vinhateiros homicidas)

Dom Samuel Dantas, OSB

“Escutai outra parábola”, continua Jesus dirigindo-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo.

Vós sabeis que uma parábola é uma história não real que contém um ensinamento de ordem moral ou espiritual. Disto decorre que o que Cristo nos diz neste domingo por meio da parábola não sucedeu de fato. O que porém, a parábola significa já ocorreu.

Quem é o proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre e por fim, arrendou-a a vinhateiros? No Antigo Testamento, o proprietário é Deus e a vinha o seu povo por ele mesmo plantada para que desses frutos que fossem do seu agrado.

No Novo Testamento, cujo centro é o Filho de Deus feito homem, o proprietário é o Senhor Jesus, e a vinha por ele plantada é a Igreja, na qual e por meio da qual é-nos comunicada a vida da graça e a salvação que ele nos mereceu pelo seu sacrifício expiatório oferecido no altar da cruz.

Diz-nos Cristo na parábola que “aproximando-se o tempo da colheita, o dono da vinha (Deus) enviou seus servos (os profetas) a sua vinha (seu povo) para que este, advertido, deixasse os seus maus caminhos e se voltasse arrependido para ele.

Antes da Encarnação do seu dileto Filho em nossa carne mortal, o Pai santíssimo enviou os profetas como seus servos. Na plenitude dos tempos, o enviado foi o Filho, o herdeiro de todas as coisas, a quem mataram, tal como o filho da parábola contada por nosso Senhor. O Filho por sua vez, que tinha sido enviado, enviou aos que escolhera. “Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos”, disse ele aos seus em certa ocasião. Seus enviados (os apóstolos) também foram mortos.

“Os vinhateiros”, ao invés de entregarem aos servos do dono da vinha os frutos a que tinha direito, que fizeram? Agarraram-nos e os maltrataram. A um moeram de pancadas, a outro mataram e a um outro apedrejaram. Na parábola, Jesus diz que o filho foi enviado por último. Na chamada história da salvação, todavia, o Filho vem logo depois dos profetas e depois dele vem os apóstolos.

Pedro, foi crucificado de cabeça para baixo; Paulo foi decapitado; Tiago foi morto à espada por ordem de Herodes; João Batista teve fim trágico na prisão; e Estevão foi apedrejado. E quantos dos fieis servos de Cristo não foram perseguidos pelos judeus da época de Cristo e pelos romanos durante sanguinárias perseguições contra a nascente Igreja?

Em um longo discurso feito perante autoridades judaicas, Estevão lhes lançou em rosto: “Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles chegaram a matar os que anunciavam, de antemão, a vinda do justo...” (Atos, cap. 7, verso 52)

O autor da carta aos Hebreus escreveu sobre estes homens: “Outros sofreram o esquartejamento, outros ainda sofreram a provação dos escárnios e do chicote e a das correntes e da prisão; foram apedrejados, foram serrados, morreram assassinados à espada...” (Hb cap. 11, versos 35 a 37)

Muitos profetas enviados por Deus foram mortos, assim como os apóstolos por Cristo enviados em missão para abrir os olhos do mundo. São os servos da parábola deste domingo. Com Cristo, o proprietário da vinha espiritual que é a Igreja, não se deu coisa diferente. Também ele, o filho da parábola, foi morto por aqueles que deveriam tê-lo acolhido. Não sem razão está escrito no Evangelho de João: “veio para o que era seu e os seus não o acolheram”.

Cristo conclui a parábola dizendo aos judeus endurecidos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a um povo que produzirá frutos”. O povo ao qual o Senhor se referia quando, estas palavras, pronunciou, é o povo de Deus que no Novo Testamento é a Igreja.

Quer Deus que sejamos árvores frutíferas, que demos frutos que os antigos judeus, aos quais em primeiro lugar foi dirigida a palavra, não deram. “O que glorifica meu Pai é que produzais fruto em abundância”.(Jo 15, 8) e que “o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 16)

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

ENCERRAMENTO DOS FESTEJOS ALUSIVOS AO SERÁFICO PAI FRANCISCO SEGUIDO DA PROCISSÃO

 No final da tarde e começo desta noite, após a celebração da Santa Missa,  presidida pelo Bispo Diocesano do Crato, dom Magnus Henrique, seguiu pelas ruas do bairro Franciscanos a procissão acompanhada por uma multidão de fiéis que atenderam ao chamado dos Capuchinhos para louvar e agradecer pela vida de quem foi na terra o protetor dos animais, das florestas, das águas e de toda natureza, por isso foi chamado do "Pai da Ecologia". 

VIVA SÃO FRANCISCO!

                                      ~





 




  Fotos e postagem de Tereza Neuma Macedo Marques   



Fotos Juazeiro em Fotos













segunda-feira, 28 de setembro de 2026

                                 

Com o tema “Esporte que Une, Educação que Transforma”, a Prefeitura de Juazeiro do Norte promoverá na quarta-feira, 30 de setembro, a abertura da 20ª edição dos Jogos Estudantis de Juazeiro do Norte – Jejuno’s.

A solenidade terá início às 15h30, no Ginásio Poliesportivo, e contará com a presença de milhares de estudantes/atletas, representantes das 106 escolas inscritas nos jogos, entre municipais, particulares, estaduais e federal.

Serão 25 modalidades, entre coletivas, individuais e especiais, como os Jogos Eletrônicos, Festival Parajejunos e Skate. Com recorde de inscrições, estima-se que, neste ano, mais de 7 mil estudantes/atletas, participem do Jejuno’s, divididos por zonas de competição.: Sul/oeste, Norte/leste, Central, e a fase final respectivamente.

FM Padre Cicero 104,5

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques       


sábado, 26 de setembro de 2026

 





VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                            Texto Bíblico: Mt 21, 28 – 32

                             Data: 27 de setembro

                             Dom Samuel Dantas, OSB

“Os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus”. (Mt, cap. 21, verso 31)

A quem Jesus disse estas palavras tão duras? Jesus as disse no templo, para os sumos sacerdotes e anciãos do povo quando estes perguntaram-lhe em virtude de que autoridade fazia ele certas coisas extraordinárias. Se Jesus realizou ante os olhos daqueles homens, coisas que apenas Deus e mais ninguém poderia fazer, era claro que a autoridade em virtude da qual ele realizava tais coisas só podia ser divina.

Para quem quisesse ver e acreditar a pergunta: “em virtude de que autoridade fazes isso ou quem te deu tal autoridade”? Não teria sentido algum, porque já estava respondida pelo que o senhor fazia. Eis porque Jesus, ao invés de lhes dar uma resposta, limita-se a fazer uma outra pergunta.

Mas como é possível que os coletores de impostos e as prostitutas, mal vistas, estas assim como aqueles, precedam no reino de Deus aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo? Estes não faziam parte da elite religiosa de Israel? Sim! Não eram eles os grandes responsáveis pela interpretação da lei de Moisés? Também... não eram aqueles homens escolhidos os intermediários visíveis entre Deus e o povo, revestidos de uma autoridade sagrada que lhes permitia ensinar aos outros os caminhos pelos quais se vai a Deus? Tudo isso é verdade, mas infelizmente, como sucede hoje em dia, não é menos verdade que o coração daqueles homens era mais duro que chumbo, razão pela qual não acreditaram, apesar de tudo o que viram.

Não adiantaria nada que Jesus lhes tivesse dito: faço isso em virtude da autoridade recebida do Pai que me enviou, foi dele que eu recebi a autoridade em virtude da qual faço tudo o que vedes e ouvis. Nem assim teriam crido; se não creram vendo com os olhos, menos ainda teriam crido escutando com os ouvidos. Quando não se quer crer, é inútil tanto o que se vê com os olhos como aquilo que com os ouvidos se escuta. Estando o coração humano fechado, nem a verdade divina entra pelos olhos nem penetra pelo sentido da audição.

Não foi à toa que Jesus disse: “os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus”. Dizendo isso, não há a menor dúvida que Jesus quis dizer que os coletores de impostos e as prostitutas, bem no fundo, eram melhores do que aqueles homens, talvez mais humildes, mais bondosos, mais caridosos e mais verdadeiros.

A história bíblica registrou o caso de dois coletores de impostos que foram agraciados pelo Filho de Deus. Um, que se chamava Levi, foi chamado por Cristo e se tornou, além de apóstolo, evangelista. O outro, também ele cobrador de impostos, e certamente odiado e desprezado por muita gente, acolheu Jesus em sua casa. Enquanto os sumos sacerdotes e os anciãos do povo questionaram a autoridade do Senhor, que faz este homem?

Ouçamos a Escritura. Que nos diz ela? “Zaqueu disse ao Senhor: pois bem, Senhor, eu reparto aos pobres a metade dos meus bens, e se prejudiquei alguém, restituo-lhe o quadruplo”. (Lc 19, 8) E o que diz Jesus sobre ele, louvando lhe publicamente a sinceridade?  “Hoje veio a salvação a esta casa, pois também ele é filho de Abraão”. (Verso 9)

E já que neste domingo Jesus se refere a prostitutas, lembremo-nos que três delas são citadas na Bíblia: Tamar, nora de Judá; Raab, elogiada na carta aos Hebreus e na carta de Tiago como uma mulher dotada de profunda fé, por causa de um ato que praticara em favor de espiões enviados por Josué, e por fim, Maria Madalena, a primeira pessoa a quem o Senhor jesus apareceu depois de ressuscitado dos mortos, incumbindo-lhe de anunciar aos apóstolos o que ela, antes mesmo deles, havia testemunhado.

...E bem mais que nos preceder no reino de Deus, as prostitutas e os coletores de impostos podem se salvar e nós não...

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques