quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Registramos o falecimento o professor Geová Magalhães Sobreira neste dia 24 de fevereiro

Lamentamos, com pesar, o falecimento do professor Geová Magalhães Sobreira, um professor que muito contribuiu para a memória e cultura do Cariri, e se dedicou a pesquisar e escrever sobre a história de Juazeiro do Norte.
Economista e escritor, o Professor Geová Magalhães Sobreira pesquisou amplamente e foi reconhecido como o maior colecionador de xilogravuras do Brasil. Deu destaque a preservação da memória histórica cultural do Cariri, conntando que seu acervo inclui documentos históricos sobre o Padre Cícero, obras de arte popular caririense e muitos registros sobre o teatrólogo cearense B. de Paiva.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

 ASSINATURA DO CONTRATO COM A LADRILHO EDITORA, PARA A 2ª EDIÇÃO DO LIVRO, LAMPIÃO E SUA FALSA PATENTE DE CAPITÃO, AUTORIA DE DANIEL WALKER                                                                            

Foi assinado ontem (20/02) o contrato entre a Ladrilhos Editora e D. Tereza Neuma Macedo Marques, viúva do historiador Daniel Walker. 

Ao longo de uma carreira extensa, Daniel Walker contribuiu de modo indelével para a preservação e o entendimento da História de Juazeiro do Norte.

 Em 2026, a Ladrilhos irá publicar a segunda edição de Lampião e sua falsa patente de Capitão, última obra de Daniel Walker, cuja reedição chega no centenário da passagem de Lampião e seu bando por Juazeiro do Norte. 

Eu, enquanto amigo e admirador de Daniel e de sua obra, sinto-me feliz e grato pela confiança depositada por D. Tereza Neuma e dos seus filhos, Michel e Daniel Junior.

Texto de Roberto Junior

Postado por Tereza Neuma

                   

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

                     SE O BRASIL FOSSE UMA FAMÍLIA...

                                             Francisco Demontieux Fernandes (Jornalista).


Aprendemos na escola que o Brasil é uma república federativa com 26 estados e o distrito federal. Até aí tudo bem, mas, se cada um desses entes federados fosse alguém de carne e osso, formando uma família, como seria essa gente?

A mãe, obviamente, seria a Bahia. Uma mãe com imensa prole gerada depois de sucessivas desilusões amorosas, com filhos e filhas que a visitam esporadicamente e, no lar materno, comem, bebem, dormem e deixam a casa na maior bagunça e com vaso sanitário entupido quando vão embora pedindo dinheiro para completar a passagem e deixando-a cheia de saudades e mais dívidas.

O pai seria S. Paulo. Um pai que se acha provedor e autossuficiente, mas reclama até na hora de reajustar a pensão alimentícia de sua exclusiva responsabilidade.

A avó seria Minas Gerais, daquelas vovozonas que empaturram os netos de pão de queijo, doce de leite e enche, de cachaça, o bucho dos adultos.

O avô seria o Rio Grande do Sul. Tradicionalista, cheio de histórias e segredos, que nos visita sempre na companhia dos netos: Santa Catarina, que se julga europeia, mas zerou na prova de redação e só atingiu 200 pontos no último ENEM e o neto Paraná, aquele que vem para o churrasco trazendo apenas 3 latas de Itaipava, bebe todo estoque de haineken e ainda sai falando mal da gente.

O Rio de Janeiro seria aquele tio que era rico, ficou pobre e agora vive fugindo dos agiotas, mas não perde a pose, tanto que recentemente comprou financiada uma camioneta em 96 parcelas, mas já atrasou a primeira.

O Espírito Santo seria aquele primo generoso que emprestou o cartão de crédito ao tio Rio de Janeiro e agora está com nome sujo no SERASA.

O Ceará seria aquele tio que nos visita trazendo delícias como carne de sol, queijo coalho, rapadura de coco, doce de buriti, cajuína e uma rede cheia de varandas.

A Paraíba seria aquela irmã fofoqueira que quando contestada não assume nada e diz: NEGO.

Pernambuco seria aquele irmão valentão que não leva desaforo para casa.

Alagoas seria aquela cunhada, que há 10 anos foi morar na baixada fluminense, ficou só 2 meses por lá, voltou e até agora só fala chiando.

Sergipe seria aquele sobrinho baixinho e gorducho que fica furioso quando comparado a um toco de amarrar jegue.

O Rio Grande do Norte seria aquele cunhado diabético e hipertenso, que exagera no refrigerante e no sal, corre para a UPA e pede atestado médico para apresentar no trabalho.

O Piauí seria aquele irmão bacana que a gente só lembra dele na hora de pedir um favor.

O Maranhão seria aquele primo que ganhou muito dinheiro na Serra Pelada, torrou tudo na farra com carteado e cabarés e agora, na liseira, tenta se aposentar como garimpeiro.

Goiás seria aquela prima bonitona que se casou com um fazendeiro rico, depois que o velho adotou Tocantins, o filho que ela teve quando adolescente.  

Mato Grosso e seu irmão gêmeo Mato Grosso do Sul seriam aqueles primos que ganharam dinheiro grilando terras e agora se escondem dos oficiais de Justiça.

Rondônia seria aquela prima que casou com um caminhoneiro e agora ninguém sabe onde ela foi parar.

O Acre seria aquele primo que a gente sabe que existe, mas, mora tão longe que ninguém nunca o viu.

Amazona seria aquela prima que, de férias, foi passear na floresta, experimentou um chá chamado Santo Daime e por último foi vista cruzando a fronteira do México com os Estados Unidos.

O Pará seria aquele cunhado esperto que não visitava ninguém, foi morar muito distante e liga todo final de mês, de olho na herança, perguntando pela saúde do sogro e da sogra. Essa alma quer reza.

E Brasília? Seria aquela primeira neta, xodó da família inteira, que teve 2 filhos na adolescência, Amapá e Roraima, criados pela avó desde que saíram da maternidade, mas quando repreendidos reagem de forma exaltada: “Você não é minha mãe”. A primeira neta estudou em bons colégios, tinha perspectivas de futuro brilhante, mas vive drogada e prostituída nas mãos de traficantes de influência e ladrões de verbas do orçamento secreto.

Agora desafio o leitor a identificar alguém de sua própria família no meio deste clã chamado Brasil. Na minha, encontrei vários.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


domingo, 15 de fevereiro de 2026

                   

                   SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                                                          Texto bíblico: Mt 5, 17 – 37

                                                                                          Data: 15 de fevereiro

                                                                                          Dom Samuel Dantas 

Longo texto...texto longo(...)

A lei proibia o homicídio, e Jesus proíbe o encolerizar-se contra o próximo; a lei proibia o adultério, e Jesus proíbe cobiçar uma mulher; a lei concedia ao homem o direito de repudiar sua mulher em alguns casos previstos, dando-lhe um certificado de repúdio, mas Jesus ensina que quem repudiar sua mulher, salvo no caso de união ilícita, expõe-na ao adultério. Por fim, acerca do juramento, a lei dispunha uma coisa, mas o seu divino autor, o supremo legislador ensina outra bem diversa: em hipótese alguma se deve jurar.

O sentido da passagem evangélica deste domingo está contido nas suas palavras iniciais: “Não penseis que vim suprimir a lei ou os profetas. Não vim suprimir, mas cumprir.” Não se deve pensar, o que seria um grave erro de funestas consequências, que Jesus, o Filho de Deus, veio abolir a lei antiga dada por Deus a Moisés no Sinai substituindo-a por uma nova. Não se trata disso!

O que na lei de Moisés se condenava, na nova lei também se condena; o que foi proibido na antiga lei, também é proibido na Nova lei de Cristo. O adultério é pecado na lei e é pecado no Evangelho; o adultério é crime na lei de Moisés e crime no Evangelho de Cristo. Na lei proíbe-se o juramento, e no Evangelho, acha-se, a mesma condenação  pois, também Cristo, o novo Moisés, proibiu, formalmente que se jurasse.

Neste caso, qual é a diferença entre o que está escrito na lei de Moisés e o que Cristo ensinou? A diferença está no que o Senhor Jesus acrescentou com sua autoridade divina e que não constava na antiga lei.

Tomemos como exemplo ilustrativo para melhor compreensão do que estamos dizendo o que estava formalmente disposto na lei mosaica acerca do adultério, e que era: “Não cometerás adultério.” Eis o que estava escrito na lei. Acaso o Filho de Deus disse que doravante o adultério poderia ser cometido porque ele não era mais pecado? Claro está que não!

Não se lê, todavia, na lei antiga que “qualquer um que olha para uma mulher cobiçando-a no seu coração já cometeu adultério com ela.” (Mt 5, 28) Isto não estava escrito, mas a partir de Cristo também isto é pecado, não sendo doravante necessário que um homem tenha íntima relação com uma mulher para incorrer no grave delito de adultério.

Assim, não cometer adultério é lei, mas não olhar para uma mulher cobiçando-a em seu coração é Evangelho de Cristo.

Em matéria de perfeição, o Evangelho é bem mais exigente do que a lei. Não adulterar, conforme o disposto na lei é sem dúvida uma grande coisa, mas não é tudo nem basta. O Senhor Jesus nos pede mais e exige que façamos bem mais do que aquilo que está escrito na lei, a qual é santa, justa e boa.

Homicídio é pecado manifesto, mas na nova lei de Cristo, que não derroga nem suprime a antiga, mas apenas condu-la a sua perfeição, encolerizar-se contra o próximo, conquanto menos grave que o homicídio, também o é.

Para entrarmos no reino dos céus deve nossa justiça ultrapassar a dos escribas e dos fariseus, e para ultrapassa-la não é suficiente não matar: precisamos não nos encolerizar; não é bastante não cometer adultério, precisamos evitar cobiçar com o coração.

 A lei permitia ao homem repudiar sua mulher, despedindo-a, mas Jesus é claro: “o que Deus uniu por sua bênção, não separe o homem.”

Se a lei e os profetas se cumpriram em Cristo, como ele então a suprimiria? Não disse ele que era preciso que em sua mesma pessoa se cumprisse o que estava escrito na lei dada por Deus a Moisés e a seu povo?  Em suma, o autor da lei não poderia jamais aboli-la, mas apenas dar-lhe pleno cumprimento, que aliás foi o que ele fez.


Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

                                                                  
Juazeiro lembra hoje 80 anos da morte do Beato José Lourenço do Caldeirão da Santa Cruz

      Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos 80 anos da morte do Beato José Lourenço, que transcorre nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro. José Lourenço Gomes da Silva nasceu em outubro de 1872 em Pilões (PB) e morreu no dia 12 de fevereiro de 1946 em Exú (PE) aos 73 anos. Ele chegou ao Juazeiro em 1890 com 18 anos na companhia dos pais e três irmãos quando conheceu Padre Cícero época das repetidas transformações da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo.

     Foi em terras indicadas pelo sacerdote, no ano de 1926 no Sítio Baixa Dantas em Crato e no Caldeirão dos Jesuítas, que ele criou um modelo de agricultura coletiva, onde tudo que era produzido era partilhado com todos. Foi essa liderança do Beato José Lourenço que passou a incomodar muitos a partir do próprio Floro Bartolomeu o qual chegou a mandar prendê-lo. Com a morte de Padre Cícero, as hostilidades aumentaram contra o beato e seu povo até a dizimação do Caldeirão já reunindo milhares de pessoas.

     Na madrugada do dia 11 de maio de 1937 dois aviões e 200 soldados destruíram o povoado e metralharam os colonos, dizimando aquele povo pacífico cerca de três anos após a morte de Padre Cícero. Os que não morreram na hora foram caçados por policiais e jagunços a serviço dos coronéis e muitos morreram degolados. Após ver a destruição do seu projeto, o Beato José Lourenço foi embora para Exu (PE), aonde tentou idêntica iniciativa sem êxito no Sítio União e ali morreu vítima da peste bubônica.

      Denominado Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, era uma fazenda na Serra do Araripe mais precisamente no Distrito de Santa Fé, onde o beato reuniu seguidores de vários estados e muitos até encaminhados pelo próprio Padre Cícero. Baseado na orientação do sacerdote, passou a desenvolver o projeto baseado na oração e no trabalho. Durante dez anos a comunidade se transformou num local de fartura e alimento para a alma.

       Entretanto, os poderosos passaram a rejeitar a iniciativa enxergando como atitude comunista e deflagrando um processo de combate. Por sua verve comunitária e fraterna, o beato era antipatizado pelos coronéis que se sentia incomodados e considerando um “mau exemplo” semelhante a Canudos (BA). Após a morte no Pernambuco, o corpo do beato foi trazido a Juazeiro e deveria ter sido velado na Capela de São Miguel, mas o vigário Monsenhor Juviniano Barreto, não aceitou a entrada do corpo e nem a missa. 

      Nisso, o velório do Beato José Lourenço teve que ser improvisado em frente à capela e em meio a uma chuva forte durante a madrugada. Porém terminou sepultado no Cemitério do Socorro após arrombarem uma porta lateral. Ainda hoje existe toda uma auréola de respeito ao túmulo do beato José Lourenço bem ao lado da Capela do Socorro. O acesso de remanescentes do Caldeirão à lápide somente ocorre com os pés descalços e dizem que o túmulo é lavado com perfumes.

Crédito do portalmiseria Demontieux Tenório

Foto: Cariri das Antigas

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

                                                                                                   Imagem do Google

QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                       Texto bíblico: Mt 5, 13 – 16

                                             Data: 8 de fevereiro

                                               Dom Samuel Dantas

 Que éramos nós, irmãos e irmãs, antes que nos chamasse por pura bondade a verdadeira e eterna luz senão apenas trevas e escuridão? Onde estávamos nós mergulhados antes que o Senhor Jesus nos iluminasse senão no fundo de um abismo trevoso? Antes de ser chamado e liberto pela graça de Cristo um ser humano só pode ser treva e nada mais que treva!

Assim, ou nos ilumina aquele que é a verdadeira luz ou nosso destino é permanecer na treva ou para ser mais exato, ser treva!

Hoje ouvimos Cristo dizer aos apóstolos umas palavras que devemos tomar como sendo dirigidas a nós também, seus discípulos. “Vós sois o sal da terra”, e logo em seguida: “vós sois a luz do mundo.”

Antes de terem sido chamados, aqueles homens eram insípidos e vazios; eram treva e viviam na treva. Não tinham sabor algum e por isso ou não serviam para nada ou então, o que dá no mesmo, serviam para muito pouco. Se depois vieram a se tornar o sal da terra, isso só ocorreu porque um dia o Senhor lhes disse: “vinde em meu seguimento e eu farei de vós pescadores de homens.” Eles, lemos no Evangelho, tendo-o escutado, puseram-se imediatamente a segui-lo.

Antes que Cristo os escolhesse e para junto de si os chamasse, eles eram trevas. Tornaram-se luz porque creram na luz, porque a seguiram e porque aderiram a ela.

O apóstolo João escreveu em sua primeira carta que “Deus é luz e que nele não há resquício algum de treva”. Nós, porém, mesmo os que cremos e fomos iluminados por aquele que disse: “eu sou a luz do mundo” somos uma mescla confusa de luz e de treva. Não há descendente algum de Adão e Eva em cujo interior não haja algum tipo de treva, ainda que pequena.

Com bastante frequência, se nos observarmos bem veremos que muitos dos nossos pensamentos, palavras, ações e intenções são densas e profundas trevas. Há em todos nós sem exceção a luz e a treva, o bem e o mal, o belo e o horrendo, a possibilidade de fazer o certo e a de fazer o errado.

Devemos ser o sal da terra, mas isso só será possível se nos ajudar quem disse: “vós sois o sal da terra.” Ninguém se torna sal por si mesmo, mas é tornado sal por aquele cujo poder que opera em nós e capaz de fazer infinitamente além do que podemos pedir e imaginar. Devemos ser luz, mas para que cheguemos a brilhar, precisamos da graça daquele que nos assegurou: “sem mim, nada podeis fazer”.

É Cristo e somente ele que converte o insípido sal, dando-lhe poder de salgar; é Cristo e apenas ele que transforma as trevas em luz. A grande e eterna luz que desceu a este abismo de escuridão que é o mundo, te diz hoje, te diz agora: tu és o sal da terra; tu és a luz do mundo. Sal, salga; luz, ilumina!

“Outrora éreis trevas; agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.” (Ef 5, 8) “Todos, com efeito, sois filhos da luz, filhos do dia.” (1Ts 5, 5) Por fim, Paulo exorta-nos a que “rejeitemos as obras das trevas e revistamos as armas da luz.” (Rm 13, 12)

“A luz veio ao mundo”(Jo 3, 14) disse o Senhor Jesus falando de si próprio, já que ele é a grande luz. E hoje, essa luz que destruiu a morte e trouxe a luz e a vida em abundância(2Tm 1, 10) nos diz: “Vós sois a luz do mundo.” Unidos a luz, crendo na luz, amando a luz, obedecendo a luz nós seremos luz, brilhando neste mundo de trevas como astros resplandecentes. Amém.

 

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Dia 06 de fevereiro : 68 anos da Chegada do Padre Murilo como Vigário da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores em Juazeiro do Norte

68 anos da chegada de Mons. Murilo como vigário da Mãe das Dores em Juazeiro. A vida, escola onde não há férias, como nos ensina a observação de para choque de caminhão, Vai, lentamente , nos propondo maneiras novas de comportamento. -" para onde tu irás,fulano"? Sempre escutei: " só não quero ir para o ginásio do Crato, só não quero ficar em Juazeiro " Foi na Festa de São Sebastião, da Capela do Brejo-Seco, junto a conterrâneos e parentes, que Mons. Lima abriu o bico e disse que o Bispo lhe dava o jovem barbalhense, como auxiliar. A partir dessas notícias, não tivemos mais tranquilidade. Á Colônia barbalhense em Juazeiro é organizada influente e representativa, porém, sem bairrismo. Acomodou-se cedo. Juazeiro é receptivo. Tempo houve em que o padre, o prefeito, o promotor, o juiz de Juazeiro eram barbalhenses que emprestavam seus talentos à terra do padre Cícero. "Cheguei em Juazeiro no dia 06 de fevereiro de 1958, primeira quinta-feira do mês, às 15:00 hs, sendo logo levado de início ao confessionário, lugar que tomei como espaço para exercer o apostolado do perdão e misericórdia de Deus. Conduziram-me meu pai, tio Zuzinha e minha prima Leda Correia que me ofereceram seu jeep e sua amizade. Antes da volta para as confissões, depois de jantar na residência do Mons. Lima, à Rua Dr. Floro, as associações deram boas vindas ao cooperador. Agradeci e lhes disse que estava aqui, não porque quisesse, tivesse pedido, manifestasse vontade, mas porque o Bispo me havia designado. Quero mostrar o aspecto teólogico do envio. Não me entenderam bem e, depois, sugeriram-me tentasse dar explicações. Recusei-me. Esta preocupação de não acomodar a pastoral às bajulações e subserviência marcaria meu comportamento, até hoje. Pago caro, porque sou refratário à turibulação e acapachamento. À noite, diante do Santíssimo Sacramento, como todas as demais quintas-feiras, coloquei ao Senhor minha consagração a este povo. A hora Santa foi rezada sem som, ao seco. Aquelas palavras -" As oliveiras do Horto refletem ao pálido clarão da lua uma sombra sinistra. É noite. Jesus está Só!" Adaptava-as à minha situação, pedindo a Nossa Senhora das Dores que me ajudasse a ser fiel. Não foi Juazeiro que me fez devoto de Nossa Senhora das Dores. Já a amava, muito. Baía, minha tia mais velha, mãe cristã em Barbalha, já me ensinava a vê-la forte, ao pé da Cruz. A partir daquele primeiro instante, fui doado ou emprestado à Paróquia, para servir. O paroquiato com Mons. Lima durou, em termo de provisão canônica de 28 de janeiro de 1958, com chegada a Juazeiro, à tarde de 6 de fevereiro de 1958, até maio de 1962, quando Mons. Lima não gozou mais de saúde necessária para garantir a tarefa e as obrigações se acumularam na pessoa do padre Murilo. Entretanto, Mons. Lima continuou provisionado pároco até a minha nomeação como vigário ecônomo, datada de 28 de fevereiro de 1976. A partir de então, assumi, de direito e de fato, a condução paroquial de Nossa Senhora das Dores, na galeria de seus eméritos guias espirituais:- Mons. Esmeraldo, Mons. Macedo, Mons. Lima, Mons. Juviniano." Sá Barreto, Francisco Murilo. Testemunho, Serviço e Fidelidade. 1998. Colaborador : Elias Romeiro