sábado, 20 de junho de 2026
Tragédia na cidade de Tauá que vitimou sete atletas do basquete Juazeirense
A Prefeitura
de Juazeiro do Norte manifestou profundo pesar pelo infausto acontecimento, decretando luto por três dias pela morte dos jovens atletas.
DÉCIMO
SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto bíblico: Mt cap.
10, versos 26 a 33.
Data: 21 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
Há
uma coisa que todos deveríamos temer, mas nem todos a temem. Que coisa seja
essa no-lo diz Jesus neste domingo e no-lo lembra a Igreja a quem o Senhor
Jesus encarregou de nos nutrir para a salvação por meio da palavra revelada.
“Temei
muito mais, diz nosso Senhor, aquele que pode fazer perecer alma e corpo no
inferno”, depois de nos ter dito que não precisamos temer aqueles que matam o
corpo, mas não podem matar a alma”. (Mt 10, 28)
Um
dos males que há neste mundo cego é sem dúvida alguma, este: teme-se o que não
se deveria temer e não se teme aquilo que deveria nos inspirar um santo e
salutar temor. Há quem tema os homens e o que estes podem fazer, mas muito mais
se deve temer aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno. Quem
isto pode fazer claro está, que é Deus, a quem não podemos deixar de temer.
Esta
palavra dita por nosso Senhor e salvador, pode todavia, suscitar no leitor
desatento e desprevenido uma certa dificuldade não pequena, a qual consiste no
seguinte: se a suprema e eterna verdade disse expressamente que aqueles que
matam o corpo não podem matar a alma (por ser ela imortal) como diz depois que
a alma pode perecer? Não são apenas os homens que não podem matar a alma! O próprio Deus que a infunde no corpo não o
pode fazer, visto ser ela dotada de imortalidade, que aliás foi-lhe dada pelo
mesmo Deus ao cria-la. Neste caso, de que morte da alma falava o Senhor? A que
espécie de morte estava ele se referindo, quando estas palavras, pronunciou? A
solução desta aparente dificuldade encontramo-la no livro do Apocalipse. Aí se
lê que há uma segunda morte, bem diversa da primeira, pela qual todos hão de passar,
e muito mais terrível que ela.
A
primeira morte, como se sabe, ocorre quando a alma abandona o corpo,
consistindo a morte justamente nisso, a saber, na separação entre alma e corpo.
A segunda, e esta é a que se deve temer, muito mais terrível que a primeira,
consiste na separação eterna e definitiva de Deus, no caso de a alma se
condenar.
Quando
Jesus falou do perecimento da alma e do corpo no inferno era a esta última
morte que se estava referindo. Assim como um ser humano formado de um corpo
perecível e de uma alma imortal morre para o mundo quando sua alma imortal
deixa seu corpo perecível, morre definitivamente para Deus se morre rompido com
ele, isto é, em pecado grave.
Dos
homens não precisamos ter medo porque o máximo que nos podem fazer é privar-nos
desta vida mortal, o que, bem considerado e pensado não é coisa para se
lamentar, especialmente nestes difíceis tempos que atravessamos. Disse alguém
certa vez que “só teme morrer quem ainda não compreendeu direito o que é viver”
e em todos os tempos houve em vários povos a convicção de que a vida inspira
muito mais medo do que a morte.
A
Deus devemos ama-lo porque é Pai misericordioso. Não nos esqueçamos, todavia,
de que devemos também temê-lo, visto que é juiz. Temamo-lo, pois, porque a
Escritura diz-nos que ele é um fogo abrasador (Hb 12, 29) e que é terrível cair
nas mãos do Deus vivo. É bom pensarmos no que o próprio cordeiro de Deus, manso
e humilde de coração nos diz no Apocalipse: “Eis que eu venho em breve e trago
comigo a minha recompensa para pagar a cada um segundo as suas obras”. (Ap, 22,
12)
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
sábado, 13 de junho de 2026
DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto proposto: Mt, cap.
9, 36 - 10, 8.
Data: 14 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
O santo evangelista Mateus refere que o Senhor Jesus “vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas, porque estavam exaustas e prostradas, como ovelhas sem pastor.” (Mt, cap. 9, verso 36)
Em que as multidões do tempo de Jesus diferem das de hoje? Não será que as multidões de hoje são exatamente aquelas do passado com o agravante, porém que as de agora vivem e penam em tempos incomparavelmente mais tenebrosos e lamentáveis do que as que viveram no tempo do Senhor Jesus? É certo que as multidões de hoje padecem dos mesmos males dos quais padeciam as que viveram na época do salvador e de outros que são próprios destes dias! Foi para estas multidões que o Senhor lançou um olhar cheio de compaixão.
As
multidões de hoje também elas estão exaustas e prostradas! Exaustas de que,
pergunto-me a mim mesmo!
Haverá
atualmente neste mundo louco, confuso e perturbado em que vivemos um único ser
humano em algum privilegiado lugar que não esteja se sentindo por um ou mais
motivos exausto e prostrado? Podemos disso nos certificar quando eventualmente
conversamos com qualquer pessoa. Independentemente da classe social a que
pertença, da profissão que exerça, do quanto ganhe e do lugar em que
resida, suas palavras deixam entrever
que estamos diante de um pobre ser humano exausto, prostrado, como uma pobre
ovelha desviada que não tem quem a guie por um caminho bom e reto. Fulano está
exausto do trabalho, sicrano de sua família cheia de problemas, um está exausto
disto e outro daquilo e não falta quem esteja exausto até de si mesmo, de sua
vidinha limitada e vazia e não raro sem sentido, do mundo em trevas onde de
arrasta sem outra perspectiva que não seja comer, dormir, trabalhar fazendo sempre a mesma coisa e
divertir-se, quando o dinheiro contado
permite!
No
fundo, estamos todos cansados por alguma razão da qual nem sempre se tem
perfeita consciência e há milhões por aí que não conseguem descansar sequer
quando estão descansando!
Bem
antes que o Senhor Jesus manifestasse compaixão por estas ovelhas sem pastor,
das quais o mundo atual está cheio, ouçamos o que Deus dissera sobre multidões
em semelhante situação noutros tempos!
“Nós
todos como ovelhas éramos errantes”. (Is 53, 6) “Ovelhas desgarradas, eis o que
meu povo se tornou”(Jr 50, 6) “Meu rebanho se extraviou por todos os montes,
meu rebanho dispersou-se”(Ez 34, 6)
E
haverá descanso para os cansados? Nesta vida, toda ela uma corrida acelerada
para a morte da qual ninguém escapa, onde encontrar um lugar seguro em que se
possa descansar e restabelecer as forças gastas nas lides diárias? Em casa? Mas
em casa há trabalho! Viajando? Mas viajar também cansa! Numa pousada de luxo?
Mas de que adianta, se aquilo que as vezes nos cansa – nós mesmos e o que temos
dentro de nós – nunca nos abandona?
Compare-se
o tempo de descanso com o tempo de trabalho e ver-se-á que mais cansamos do que
descansamos!
O
ser humano descansa para tornar a cansar-se! cruel e trágico destino de todos
os que vivemos neste mundo! Há, pois, alguma esperança? Há um modo de não
fazermos parte de multidões cansadas e exaustas que não tem pastor? Sim! Se estamos
cansados, acheguemo-nos a quem disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados
e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou
manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas”, nosso
Senhor Jesus Cristo, que é Deus com o seu Pai na unidade do Espirito Santo,
pelos séculos dos séculos. Amém.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Iphan reconhece Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte como Patrimônio Cultural do Brasil
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Santuário São Francisco das Chagas
COMUNICADO
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (Jo 11: 25-26)
Com profundo
pesar, comunicamos o falecimento de nosso querido Frei Raimundo Barbosa Filho,
OFMCap, ocorrido na tarde deste dia 08 de junho às 14h40.
Frei Barbosa
foi religioso e sacerdote que dedicou grande parte de sua vida ao serviço do
Evangelho, da Igreja e do povo de Deus.
Durante seu
longo e fecundo ministério sacerdotal, exerceu sua missão com amor,
simplicidade e espírito franciscano, tornando-se presença acolhedora e fraterna
para todos que dele se aproximavam. Seu sacerdócio foi marcado pela dedicação
aos mais humildes, pela escuta atenta e pelo compromisso incansável com a
evangelização.
Destacou-se,
de modo especial, por sua proximidade com os romeiros, acolhendo-os com
carinho, respeito e zelo pastoral. Foi um grande incentivador e apoiador das
romarias, reconhecendo nelas uma profunda expressão da fé popular. Com coração
de pastor, acompanhou gerações de peregrinos, fortalecendo sua caminhada de fé
e contribuindo para que as romarias fossem vividas como verdadeiros momentos de
encontro com Deus.
Seu legado
permanecerá vivo na memória dos confrades, dos romeiros, das comunidades e de
todos aqueles que tiveram a graça de partilhar de sua amizade, orientação e
testemunho cristão.
Neste
momento de dor, elevamos nossas orações ao Senhor da Vida, agradecendo pelo dom
de sua existência e de seu ministério sacerdotal. Confiantes na Ressurreição,
pedimos que Deus e a Mãe do Perpétuo Socorro o acolha em sua morada eterna e
lhe conceda a recompensa reservada aos servos fiéis.
Descanse em
paz, Frei Barbosa. Sua missão continua fecundando a vida da Igreja e o coração
dos romeiros que tanto amou e serviu.
Frei
Deusimar de Souza Silva, OFMCap
Pároco /
Guardião
Fonte: Santuário São Francisco das Chagas
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
sábado, 6 de junho de 2026
DÉCIMO DOMINGO DO TEMPO
COMUM
Texto bíblico: Mt 9, 9 –
13
Data: 7 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
Um
homem sentado na coletoria de impostos chamado por Cristo para segui-lo? A
época em que isto se deu a função de coletor de impostos era desprezível. Um
homem cuja reputação entre os seus contemporâneos era péssima por fazer o que
fazia chamado pelo Filho de Deus para no futuro redigir sob a ação do Espírito
Santo o que hoje, decorridos tantos séculos, ainda lemos e escutamos com fé e
respeito? Sim, exatamente isso!
Poderia
aquele homem que estava sentado na coletoria de impostos exercendo seu vil
ofício imaginar para o que estava sendo chamado e no que se tornaria dali a
alguns anos quando Cristo lhe disse: “Segue-me?” (Mt 9, 9)
Esta
passagem bíblica deste domingo dá-nos ocasião de contemplar, maravilhados, as
escolhas de Deus, não raro tão difíceis de compreender quanto o próprio Deus, e
além disso, bem diferentes das nossas!
Entre
os que conviviam com o futuro evangelista, haveria um só pelo menos, que o
admirasse e por ele tivesse algum tipo de consideração? Em razão do odioso
cargo que exercia a resposta quase certa é que provavelmente não! Não se deve
também descartar a possibilidade de que até entre os seus fosse ele desprezado
e tido em pouca conta! Qual homem, pois, olhando apenas para o que ele fazia
regularmente, o teria escolhido para o cumprimento de uma altíssima missão, a
qual consistiria em redigir um documento que na sucessão dos séculos futuros
seria não apenas lido por milhões de cristãos, mas ainda amplamente comentado
por insignes doutores? Provavelmente nenhum!
Deus,
todavia, cujo olhar penetra onde o nosso não alcança, pondo nele o seu olhar
mais penetrante que o brilho do sol, disse-lhe: “segue-me!”
Mais
uma vez cumpre-nos admirar, sem pretender escrutar, as incompreensíveis obras
do altíssimo, o qual aliás, dissera bem antes pela boca de um dos seus
profetas: “Meus pensamentos não são os vossos pensamentos e os meus caminhos
não são os vossos caminhos”.
Para
formar o povo de Israel Deus escolheu Abraão que não o conhecia; para salvar
Jacó e seus descendentes escolheu José, o segundo mais novo de seu pai; para
libertar o povo de Israel do cativeiro do Egito enviou Moisés que não era um
perito na arte de falar; para ser o maior rei de Israel foi escolhido o filho
mais novo da casa de Jessé; como primeiro rei de Israel foi escolhido Saul,
membro da tribo de Benjamim, uma das menores dentre as tribos de Israel; como
primeiro pastor supremo da Igreja universal foi escolhido um humilde pescador;
como o maior pregador de todos os tempos escolheu quem dantes tinha sido
perseguidor de Cristo e dos cristãos.
Eis
porque é verdade que “o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir
os sábios; o que é fraco no mundo Deus o escolheu para confundir o que é forte:
aquilo que no mundo é vil e desprezado, aquilo que não é, Deus o escolheu para
reduzir a nada aquilo que é.” (1Cor 1, 27 e 28)
Depois
de termos admirados a escolha do homem-Deus, admiremos agora a humildade do
homem escolhido, que aliás, contrasta radicalmente com a soberba luciferiana do
homem do nosso tempo. Ao relatar seu chamado, poderia ter escrito: ao passar
Jesus me viu e me chamou. No entanto, cônscio de que não merecera ser chamado,
mas fora escolhido por um ato de misericórdia inteiramente gratuita, limitou-se
a escrever que Jesus vira um homem chamado Mateus e o chamara para que,
deixando tudo, o seguisse.
Se
aquele homem tivesse ficado onde estava quando foi chamado, se tivesse
preferido permanecer um cobrador de impostos, jamais teria se tornado o apóstolo
e evangelista Mateus. Antes de ser chamado Mateus era treva, mas depois
tornou-se luz, era cego e depois passou a enxergar, era pobre dos dons divinos
e depois tornou-se repleto deles, estava doente, mas com o chamado, recebeu o
dom da saúde, que antes não tinha, pelo menos a da alma.
Conta-nos
o mesmo evangelista que Jesus disse ainda depois de o ter chamado: “Não são os
que tem saúde que precisam de médico, mas os doentes”.
Perdoai-me,
ó Senhor, mas eu ouso respeitosamente discordar de vós. Quem tem saúde também
precisa de médico para não ficar doente. Se por um só momento vós deixardes de
assistir quem agora por mercê vossa está são, voltará a ficar doente. Excluindo,
vós e vossa santíssima mãe, todos estamos doentes de alguma coisa e não há
debaixo do céu hoje como não houve no passado nem haverá no futuro quem não
necessite de vós para ser curado de alguma coisa.





