Texto bíblico: Mt 22, 1 – 14
Data: 11 de outubro
Dom Samuel Dantas, OSB
No início do Salmo 77
lemos: “Vou abrir a boca para uma parábola e tirar as lições do passado.” (Sl 77,
2) Disse Deus ao profeta Ezequiel: “Filho de homem, propõe um enigma e imagina
uma parábola para a casa de Israel.” (Ez 17, 2) Nos oráculos de Oséias lemos: “Falarei
aos profetas e multiplicarei as visões e pelos profetas falarei em parábolas.”
(Os 12, 11)
Assim como na parábola
contada por Cristo o rei que deu um banquete para as núpcias do seu filho
mandou seus servos chamarem os convidados para o festim, Deus, ao longo dos
séculos, convidou os seres humanos, os judeus em primeiro lugar, a participarem
do seu reino, reino que o Senhor Jesus anunciou e do qual deu testemunho por
meio de suas palavras e ações.
Há, todavia, algo de
estranho, e poderíamos até dizer perturbador nesta parábola. Não são acaso as
núpcias para os que são convidados a tomar parte, nelas, uma coisa boa? Não são elas uma ocasião
favorável para que os convidados se divirtam, comam, bebam, alegrem-se e se
rejubilem? Quem, em sã consciência, recusaria o convite para tomar parte em uma
festa nupcial? Certamente que ninguém! No entanto, é exatamente isso que nos
deixa perplexos: a recusa daqueles a quem o convite foi feito!
O salvador diz que alguns
dos que foram convidados não quiseram ir, e que outros, sem fazer caso do
amável e irrecusável convite que lhes fora feito, foram-se um para seu campo e
outro para seu negócio, tendo até havido alguns que chegaram ao inexplicável
cúmulo de maltratar aqueles que foram enviados para os convidar.
O convite foi feito,
mas os que primeiro foram convidados não quiseram ir!
No passado, Deus não
deixou de convidar os seres humanos a participarem das núpcias do seu filho,
isto é, do seu reino, mas muitos, infelizmente, não quiseram ir. Não obstante
Deus lhes ter dito: “Eis que eu preparei o meu banquete, tudo está pronto,
vinde as núpcias”, muitos optaram pelo seu campo, pelo seu negócio, e
preferiram o que é menos importante, antepondo o temporal ao eterno.
Cristo mesmo é este rei
que nos preparou um banquete eterno e por meio de sua Igreja, que no tempo e na
história o prolonga, chama-nos para que tomemos parte nele. Ele continua a nos
dizer hoje como o rei da parábola que deu um banquete para as núpcias do seu
filho: “Eis que eu preparei o meu banquete. Tudo está pronto, vinde as
núpcias.”
Há apenas duas coisas
que podem ser feitas diante deste chamado: ou podemos aceitar o convite e tomar
parte nas núpcias, ou então, à semelhança de alguns da parábola, não fazer
nenhum caso da palavra que nos é dirigida, preferindo ir para o nosso campo ou
o nosso negócio.
Cumpre-nos, porém,
pensar e refletir conosco mesmos que ao rejeitar o convite de Deus é ao mesmo
Deus que estaremos rejeitando. Tal rejeição, pensemos bem nisso enquanto temos
tempo, tem consequências para agora e sobretudo para depois da morte. Ouvindo a
voz de Deus, ponhamo-nos a caminhar, mesmo que para isso tenhamos de deixar negócio
e campo para trás...!
Postado por Tereza
Neuma Macedo Marques
VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO
DO TEMPO COMUM
Texto bíblico: Mt 21, 33 – 43
Data: 4 de outubro
(A parábola dos vinhateiros homicidas)
Dom Samuel Dantas, OSB
“Escutai outra
parábola”, continua Jesus dirigindo-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do
povo.
Vós sabeis que uma
parábola é uma história não real que contém um ensinamento de ordem moral ou
espiritual. Disto decorre que o que Cristo nos diz neste domingo por meio da
parábola não sucedeu de fato. O que porém, a parábola significa já ocorreu.
Quem é o proprietário
que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu
uma torre e por fim, arrendou-a a vinhateiros? No Antigo Testamento, o
proprietário é Deus e a vinha o seu povo por ele mesmo plantada para que desses
frutos que fossem do seu agrado.
No Novo Testamento,
cujo centro é o Filho de Deus feito homem, o proprietário é o Senhor Jesus, e a
vinha por ele plantada é a Igreja, na qual e por meio da qual é-nos comunicada
a vida da graça e a salvação que ele nos mereceu pelo seu sacrifício expiatório
oferecido no altar da cruz.
Diz-nos Cristo na
parábola que “aproximando-se o tempo da colheita, o dono da vinha (Deus) enviou
seus servos (os profetas) a sua vinha (seu povo) para que este, advertido,
deixasse os seus maus caminhos e se voltasse arrependido para ele.
Antes da Encarnação do
seu dileto Filho em nossa carne mortal, o Pai santíssimo enviou os profetas
como seus servos. Na plenitude dos tempos, o enviado foi o Filho, o herdeiro de
todas as coisas, a quem mataram, tal como o filho da parábola contada por nosso
Senhor. O Filho por sua vez, que tinha sido enviado, enviou aos que escolhera.
“Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos”, disse ele aos seus em certa
ocasião. Seus enviados (os apóstolos) também foram mortos.
“Os vinhateiros”, ao
invés de entregarem aos servos do dono da vinha os frutos a que tinha direito,
que fizeram? Agarraram-nos e os maltrataram. A um moeram de pancadas, a outro
mataram e a um outro apedrejaram. Na parábola, Jesus diz que o filho foi
enviado por último. Na chamada história da salvação, todavia, o Filho vem logo
depois dos profetas e depois dele vem os apóstolos.
Pedro, foi crucificado
de cabeça para baixo; Paulo foi decapitado; Tiago foi morto à espada por ordem
de Herodes; João Batista teve fim trágico na prisão; e Estevão foi apedrejado.
E quantos dos fieis servos de Cristo não foram perseguidos pelos judeus da
época de Cristo e pelos romanos durante sanguinárias perseguições contra a
nascente Igreja?
Em um longo discurso
feito perante autoridades judaicas, Estevão lhes lançou em rosto: “Qual dos
profetas vossos pais não perseguiram? Eles chegaram a matar os que anunciavam,
de antemão, a vinda do justo...” (Atos, cap. 7, verso 52)
O autor da carta aos
Hebreus escreveu sobre estes homens: “Outros sofreram o esquartejamento, outros
ainda sofreram a provação dos escárnios e do chicote e a das correntes e da
prisão; foram apedrejados, foram serrados, morreram assassinados à espada...”
(Hb cap. 11, versos 35 a 37)
Muitos profetas
enviados por Deus foram mortos, assim como os apóstolos por Cristo enviados em
missão para abrir os olhos do mundo. São os servos da parábola deste domingo.
Com Cristo, o proprietário da vinha espiritual que é a Igreja, não se deu coisa
diferente. Também ele, o filho da parábola, foi morto por aqueles que deveriam
tê-lo acolhido. Não sem razão está escrito no Evangelho de João: “veio para o
que era seu e os seus não o acolheram”.
Cristo conclui a
parábola dizendo aos judeus endurecidos: “O reino de Deus vos será tirado e
será dado a um povo que produzirá frutos”. O povo ao qual o Senhor se referia
quando, estas palavras, pronunciou, é o povo de Deus que no Novo Testamento é a
Igreja.
Quer Deus que sejamos
árvores frutíferas, que demos frutos que os antigos judeus, aos quais em primeiro
lugar foi dirigida a palavra, não deram. “O que glorifica meu Pai é que
produzais fruto em abundância”.(Jo 15, 8) e que “o vosso fruto permaneça.” (Jo
15, 16)
Postado por Tereza
Neuma Macedo Marques
No final da tarde e começo desta noite, após a celebração da Santa Missa, presidida pelo Bispo Diocesano do Crato, dom Magnus Henrique, seguiu pelas ruas do bairro Franciscanos a procissão acompanhada por uma multidão de fiéis que atenderam ao chamado dos Capuchinhos para louvar e agradecer pela vida de quem foi na terra o protetor dos animais, das florestas, das águas e de toda natureza, por isso foi chamado do "Pai da Ecologia".
VIVA SÃO FRANCISCO!
Com o tema “Esporte que Une, Educação que Transforma”, a
Prefeitura de Juazeiro do Norte promoverá na quarta-feira, 30 de setembro, a
abertura da 20ª edição dos Jogos Estudantis de Juazeiro do Norte – Jejuno’s.
A solenidade terá início às 15h30, no Ginásio Poliesportivo,
e contará com a presença de milhares de estudantes/atletas, representantes das
106 escolas inscritas nos jogos, entre municipais, particulares, estaduais e
federal.
Serão 25 modalidades, entre coletivas, individuais e
especiais, como os Jogos Eletrônicos, Festival Parajejunos e Skate. Com recorde
de inscrições, estima-se que, neste ano, mais de 7 mil estudantes/atletas,
participem do Jejuno’s, divididos por zonas de competição.: Sul/oeste,
Norte/leste, Central, e a fase final respectivamente.
FM Padre Cicero 104,5
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques