SANTUÁRIO DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS
Frades Franciscanos Capuchinhos
Juazeiro do Norte _ Ceará
Fotos do jornalista Luiz Palmeira
DÉCIMO QUINTO DOMINGO DO
TEMPO COMUM
Texto bíblico: Mt 13, 1 –
23
Data: 12 de julho
Dom Samuel Dantas, OSB
Há
os que ouvem a palavra e não a compreendem. E quantos não são. Há os que,
ouvindo, até a acolhem com alegria, mas não tendo raízes, sobrevindo tribulação
ou perseguição, caem. Também estes, há em grande número! Há ainda aqueles cujos
cuidados do mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra que não frutifica.
Ouvintes desta espécie são igualmente numerosos. Finalmente, há quem ouça a
palavra semeada e a compreenda, o qual, dentre os quatro tipos de ouvintes aos
quais Jesus se refere neste domingo, é o único que produz fruto. Os outros três
também ouviram, mas uns por causa de uma coisa e outros por causa de outras,
nem compreenderam como tampouco produziram fruto.
Todos
nós sem exceção pertencemos a uma destas quatro categorias de ouvintes. A qual delas
será que pertenço eu, é preciso que nos perguntemos e respondamos a nós mesmos.
Lemos
na Escritura que em certa ocasião Jesus disse a um jovem rico: “Se queres ser
perfeito, vai vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu.
Depois vem e segue-me”. E a reação de
quem escutou a palavra do Senhor, qual foi? “Retirou-se triste porque tinha
muitos bens”. Eis, aqui um típico caso de alguém cujos cuidados do mundo e a
sedução das riquezas impediram a semente da palavra de frutificar!
A
Escritura atesta em vários de seus livros muitos outros casos, dos quais, alguns
podem aqui ser citados a título de exemplo para uma oportuna reflexão.
Lemos
no capítulo sexto do Evangelho de São João o longo discurso sobre o pão da
vida. E a reação de muitos que o escutaram qual foi? “A partir desse momento,
muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com ele”. (Jo 6,
66)
A
palavra foi semeada, foi ouvida, mas não foi compreendida. Outro exemplo que
aqui pode ser citado é a reação dos ouvintes diante da pregação de Estevão,
toda ela baseada na Sagrada Escritura. Lemos no capítulo sete dos Atos dos
Apóstolos: “Essas palavras os irritaram e eles rangiam os dentes contra Estevão”.
(Atos, 7, 54)
No
capítulo 22 do mesmo livro lemos que Paulo, em Jerusalém, dirigiu a palavra a
uma multidão de Judeus. E a reação dos que o escutaram qual foi? No versículo
22 do mesmo capítulo temos a resposta: “Os judeus, que tinham escutado Paulo
até essas palavras, puseram-se então a dar gritos: livrem a terra dum indivíduo
desses! Ele não deve ficar vivo”. (Atos, cap. 22, versículo 23)
Eis
pois alguns poucos exemplos que servem para atestar que até podemos escutar a
palavra que Deus nos dirige, mas isso não significa que vamos compreende-la e
menos ainda pô-la em prática. O apóstolo São Tiago em sua carta exorta-nos a
sermos praticantes da palavra e não apenas ouvintes que se iludiriam a si
mesmos. Escutar, pois, não é suficiente nem nos salvará se ficarmos só na
escuta.
O
demônio, que anda ao redor de nós como leão que ruge buscando a quem devorar, a
tribulação que pode nos desviar do reto caminho, se nossa fé não nos mostrar o
seu sentido providencial e para o que ela serve, os cuidados do mundo e a
sedução das riquezas que podem fazer com que nos esqueçamos das coisas
essenciais, conforme neste domingo nos alerta o Senhor Jesus constituem sérios
empecilhos ao seguimento de Cristo e a nossa santificação. Não permita Deus que
estes inimigos venham a obstaculizar a ação de sua palavra.
Fórum de Juazeiro do Norte é reinaugurado após reforma de R$ 10 milhões
A obra contemplou a implantação de uma sala de depoimento especial para a oitiva de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, modernização do sistema de climatização, entre outras melhorias.
O Fórum Desembargador Juvêncio Joaquim de Santana, no bairro
Jardim Gonzaga, em Juazeiro
do Norte, foi reinaugurado na última terça-feira (7) pelo
Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). De acordo com a Secretaria de Administração
e Infraestrutura (Seadi) do TJCE, mais de R$ 10 milhões foram investidos na ampliação e reforma do
prédio.
A obra contemplou a implantação de uma sala de depoimento
especial para a oitiva de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de
violência, além da modernização do sistema de climatização, reorganização dos
espaços internos, substituição das instalações elétricas e de rede e adequações
às normas de prevenção e combate a incêndios.
O presidente do TJCE, desembargador Heráclito Vieira de Sousa
Neto, afirmou que as melhorias estruturais devem contribuir para o
aprimoramento dos serviços prestados pela Comarca de Juazeiro do Norte.
José Carlos dos Santos
Professor titular do Instituto Federal do Ceará (IFCE)
e professor associado da Universidade Regional do Cariri (URCA)
Os lugares sagrados de Juazeiro do Norte
O dia 10 de junho de 2026
entra no calendário como um dia histórico para a cidade de Juazeiro do Norte. O
Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) aprovou por unanimidade o registro dos Lugares Sagrados
de Juazeiro como Patrimônio
Cultural Brasileiro. A experiência religiosa dos devotos
do Pe. Cícero constitui o
processo de sacralização dos espaços que foram historicamente construídos e são
dotados de práticas culturais e religiosas coletivas. O Juazeiro assume um
diferencial de todos os lugares de peregrinação do mundo.
A cidade se transforma num
grande santuário que se constitui no roteiro da fé, construído pelo próprio
romeiro. Quem sacralizou o Juazeiro foi o próprio romeiro.
Quem faz o caminho no
Juazeiro é o próprio peregrino. A visita à Matriz de Nossa Senhora das Dores é
o primeiro lugar de visitação dos peregrinos nordestinos. Continuando o seu
caminho, o devoto visita a Casa-museu e depois a Praça do Socorro, onde existem
ícones sagrados: o Memorial, a Casa dos Milagres, o Nicho, o Cruzeiro e a
Capela com o túmulo do sacerdote e o cemitério mais antigo da cidade. No
percurso, o devoto atravessa o Rio Salgadinho que representa o Rio Jordão. No
Trajeto. Sobe-se a ladeira
íngreme do caminho do Horto com a via sacra, a parada na casa de madrinha Dodó,
o monte Sinai, a pedra do joelho, até chegar no alto da colina
do Horto. Aqui está a
estátua do patriarca do Nordeste, o Casarão e a Igreja do Bom Jesus. O santo
sepulcro é o caminho do sacrifício, da mortalidade, da penitência
e do pagamento das
promessas. Além destes, os Santuários de São Francisco e do Sagrado Coração de
Jesus são lugares de práticas de devoções do caminhante nas estradas do
Juazeiro. Assim, os peregrinos foram transmitindo pela tradição oral e
construindo novos símbolos deste universo misterioso e encantado de Juazeiro.
A inscrição de Juazeiro no
livro de registro de lugares sagrados, promovida pelo Iphan, é um gesto
grandioso e contém um valor histórico imensurável de reconhecimento a uma
experiência singular e criativa de cultura e religiosidade do povo Brasileiro. Esse
ato de reconhecimento valoriza os protagonistas da nossa história, os romeiros,
que pela resistência, resiliência, fé e coragem nas suas
expressões religiosas
recriam os ritos simbólicos e místicos, atravessando o tempo numa longa
tradição de fé e na confiança que a cidade é
símbolo da construção sempre renovada da redenção da vida aniquilada
socialmente e a porta do paraíso da esperança de uma vida melhor e mais digna
que repousa a alma sertaneja.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
LAMPIÃO E SUA FALSA PATENTE DE CAPITÃO - Daniel Walker (2ª
Edição - 260 páginas)
VALOR: R$ 80,00 com frete incluso.
VENDAS: (88) 99685-5084
RESUMO:
O ano de 2026 marca o centenário da passagem de Lampião por
Juazeiro do Norte, um dos episódios mais debatidos da história do cangaço e
também da trajetória do Padre Cícero Romão Batista e do Dr. Floro Bartolomeu.
O que estava por trás da oferta da patente de capitão?
A promessa feita a Lampião poderia realmente ser cumprida?
Qual foi o verdadeiro papel desempenhado pelo Padre Cícero
nesse episódio?
Essas e muitas outras questões continuam despertando debates
entre pesquisadores e admiradores da história nordestina.
Foi sobre esse acontecimento que o renomado pesquisador
Daniel Walker se debruçou durante anos, resultando em uma obra lançada
originalmente em 2019, em tiragem extremamente reduzida de apenas 80
exemplares. Trata-se do último livro publicado pelo autor.
Agora, por ocasião do centenário da visita de Lampião a
Juazeiro do Norte, a Ladrilhos Editora tem a satisfação de apresentar ao
público a 2ª edição revista e ampliada de uma das mais instigantes pesquisas já
produzidas sobre o tema.
Uma leitura indispensável para quem deseja compreender, para
além dos mitos e das versões consagradas, os bastidores de um dos episódios
mais marcantes da história do Nordeste.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
Dona Vilani, a artesã que confecciona bonecos grandes no bairro Tiradentes
A minha
gatinha Princesa, que era de rua e adotei-a depois que foi atropelada. Cuidei
dela durante vários dias tentando adaptá-la ao ambiente saudável e aconchegante
da Vivenda do Amor, pra que convivesse
com seus outros irmãos. Zuzu, a mais velha, em janeiro fez 7 anos que é
moradora da Vivenda do Amor. Mill, o macho, encontrei-o debaixo de um banco na
Praça da Alegria, no Novo Juazeiro. A gatinha mignon, Sininho, adotei-a em um domingo
de adoção no Shopping e a Doçura também. A Princesa apresentou falta de
apetite, nada despertava a sua vontade de comer. Levamos pra Clínica
veterinária, sendo atendida pela médica veterinária, dra. Rebeca. Alguns exames
foram feitos, ultrassom, exames laboratoriais pra descobrir a causa desse
fastio, mas nada de melhora. Junto com Inês, minha secretária, usávamos uma
seringa com água ou papinha. E nada. Inês, então sugeriu, d. Neuma vamos levar
Princesa pra d. Vilani rezar, é a senhorinha que lhe falei que confecciona
bonecos grandes, assim a senhora vai conhecê-la. E assim nos dirigimos pra Rua
Martiniano Sampaio, no bairro Tiradentes, para que d. Vilani rezasse nela.
Paramos o carro, descemos tirei do carro a gaiola com Princesa e fui
apresentada a uma senhora baixinha, simpática e muito gentil. Falei que tinha
interesse em conhecê-la e os seus bonecos. Entramos na casa, mandou que
sentássemos e perguntou o que minha gatinha tinha, expliquei que há alguns dias
que não tomava água e nem se alimentava. Depois que rezou conversei sobre sua
vida, das amizades que tem com os vizinhos; dos animais de rua que alimenta e
cuida; do café que prepara para os garis nos dias que recolhem o lixo. E fora...
a boa risada que estrondou quando prosamos. Contou que frequentava muito a
Paróquia do Menino Jesus de Praga, mas as suas pernas cansadas já não a deixam ir,
e também uma hérnia que a incomoda bastante. Agradeci pela oração e nos
despedimos dela. Então pensei, vou escrever sobre a história dessa pessoa, humilde,
mas de coração enorme. Que se preocupa com o próximo, com os animais de rua, muito
amada pelos seus vizinhos e que nos ensina o poder da solidariedade.
Ela
mencionou uma revista que tinha sido entrevistada, e à pessoa que tinha dado a
revista, por sinal minha amiga, Tereza Maria. No outro dia quando a encontrei
na Igreja, falei da revista e a pedi emprestada.
A Revista faz parte do projeto Memórias Kariri, vinculado ao curso de jornalismo e que foi editada no ano de 2019. Um excelente trabalho que destaca a nossa cultura, a nossa gente.
DÉCIMO
SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto bíblico: Mt cap.
10, versos 26 a 33.
Data: 21 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
Há
uma coisa que todos deveríamos temer, mas nem todos a temem. Que coisa seja
essa no-lo diz Jesus neste domingo e no-lo lembra a Igreja a quem o Senhor
Jesus encarregou de nos nutrir para a salvação por meio da palavra revelada.
“Temei
muito mais, diz nosso Senhor, aquele que pode fazer perecer alma e corpo no
inferno”, depois de nos ter dito que não precisamos temer aqueles que matam o
corpo, mas não podem matar a alma”. (Mt 10, 28)
Um
dos males que há neste mundo cego é sem dúvida alguma, este: teme-se o que não
se deveria temer e não se teme aquilo que deveria nos inspirar um santo e
salutar temor. Há quem tema os homens e o que estes podem fazer, mas muito mais
se deve temer aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno. Quem
isto pode fazer claro está, que é Deus, a quem não podemos deixar de temer.
Esta
palavra dita por nosso Senhor e salvador, pode todavia, suscitar no leitor
desatento e desprevenido uma certa dificuldade não pequena, a qual consiste no
seguinte: se a suprema e eterna verdade disse expressamente que aqueles que
matam o corpo não podem matar a alma (por ser ela imortal) como diz depois que
a alma pode perecer? Não são apenas os homens que não podem matar a alma! O próprio Deus que a infunde no corpo não o
pode fazer, visto ser ela dotada de imortalidade, que aliás foi-lhe dada pelo
mesmo Deus ao cria-la. Neste caso, de que morte da alma falava o Senhor? A que
espécie de morte estava ele se referindo, quando estas palavras, pronunciou? A
solução desta aparente dificuldade encontramo-la no livro do Apocalipse. Aí se
lê que há uma segunda morte, bem diversa da primeira, pela qual todos hão de passar,
e muito mais terrível que ela.
A
primeira morte, como se sabe, ocorre quando a alma abandona o corpo,
consistindo a morte justamente nisso, a saber, na separação entre alma e corpo.
A segunda, e esta é a que se deve temer, muito mais terrível que a primeira,
consiste na separação eterna e definitiva de Deus, no caso de a alma se
condenar.
Quando
Jesus falou do perecimento da alma e do corpo no inferno era a esta última
morte que se estava referindo. Assim como um ser humano formado de um corpo
perecível e de uma alma imortal morre para o mundo quando sua alma imortal
deixa seu corpo perecível, morre definitivamente para Deus se morre rompido com
ele, isto é, em pecado grave.
Dos
homens não precisamos ter medo porque o máximo que nos podem fazer é privar-nos
desta vida mortal, o que, bem considerado e pensado não é coisa para se
lamentar, especialmente nestes difíceis tempos que atravessamos. Disse alguém
certa vez que “só teme morrer quem ainda não compreendeu direito o que é viver”
e em todos os tempos houve em vários povos a convicção de que a vida inspira
muito mais medo do que a morte.
A
Deus devemos ama-lo porque é Pai misericordioso. Não nos esqueçamos, todavia,
de que devemos também temê-lo, visto que é juiz. Temamo-lo, pois, porque a
Escritura diz-nos que ele é um fogo abrasador (Hb 12, 29) e que é terrível cair
nas mãos do Deus vivo. É bom pensarmos no que o próprio cordeiro de Deus, manso
e humilde de coração nos diz no Apocalipse: “Eis que eu venho em breve e trago
comigo a minha recompensa para pagar a cada um segundo as suas obras”. (Ap, 22,
12)
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM
Texto proposto: Mt, cap.
9, 36 - 10, 8.
Data: 14 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
O santo evangelista Mateus refere que o Senhor Jesus “vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas, porque estavam exaustas e prostradas, como ovelhas sem pastor.” (Mt, cap. 9, verso 36)
Em que as multidões do tempo de Jesus diferem das de hoje? Não será que as multidões de hoje são exatamente aquelas do passado com o agravante, porém que as de agora vivem e penam em tempos incomparavelmente mais tenebrosos e lamentáveis do que as que viveram no tempo do Senhor Jesus? É certo que as multidões de hoje padecem dos mesmos males dos quais padeciam as que viveram na época do salvador e de outros que são próprios destes dias! Foi para estas multidões que o Senhor lançou um olhar cheio de compaixão.
As
multidões de hoje também elas estão exaustas e prostradas! Exaustas de que,
pergunto-me a mim mesmo!
Haverá
atualmente neste mundo louco, confuso e perturbado em que vivemos um único ser
humano em algum privilegiado lugar que não esteja se sentindo por um ou mais
motivos exausto e prostrado? Podemos disso nos certificar quando eventualmente
conversamos com qualquer pessoa. Independentemente da classe social a que
pertença, da profissão que exerça, do quanto ganhe e do lugar em que
resida, suas palavras deixam entrever
que estamos diante de um pobre ser humano exausto, prostrado, como uma pobre
ovelha desviada que não tem quem a guie por um caminho bom e reto. Fulano está
exausto do trabalho, sicrano de sua família cheia de problemas, um está exausto
disto e outro daquilo e não falta quem esteja exausto até de si mesmo, de sua
vidinha limitada e vazia e não raro sem sentido, do mundo em trevas onde de
arrasta sem outra perspectiva que não seja comer, dormir, trabalhar fazendo sempre a mesma coisa e
divertir-se, quando o dinheiro contado
permite!
No
fundo, estamos todos cansados por alguma razão da qual nem sempre se tem
perfeita consciência e há milhões por aí que não conseguem descansar sequer
quando estão descansando!
Bem
antes que o Senhor Jesus manifestasse compaixão por estas ovelhas sem pastor,
das quais o mundo atual está cheio, ouçamos o que Deus dissera sobre multidões
em semelhante situação noutros tempos!
“Nós
todos como ovelhas éramos errantes”. (Is 53, 6) “Ovelhas desgarradas, eis o que
meu povo se tornou”(Jr 50, 6) “Meu rebanho se extraviou por todos os montes,
meu rebanho dispersou-se”(Ez 34, 6)
E
haverá descanso para os cansados? Nesta vida, toda ela uma corrida acelerada
para a morte da qual ninguém escapa, onde encontrar um lugar seguro em que se
possa descansar e restabelecer as forças gastas nas lides diárias? Em casa? Mas
em casa há trabalho! Viajando? Mas viajar também cansa! Numa pousada de luxo?
Mas de que adianta, se aquilo que as vezes nos cansa – nós mesmos e o que temos
dentro de nós – nunca nos abandona?
Compare-se
o tempo de descanso com o tempo de trabalho e ver-se-á que mais cansamos do que
descansamos!
O
ser humano descansa para tornar a cansar-se! cruel e trágico destino de todos
os que vivemos neste mundo! Há, pois, alguma esperança? Há um modo de não
fazermos parte de multidões cansadas e exaustas que não tem pastor? Sim! Se estamos
cansados, acheguemo-nos a quem disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados
e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou
manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas”, nosso
Senhor Jesus Cristo, que é Deus com o seu Pai na unidade do Espirito Santo,
pelos séculos dos séculos. Amém.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
Santuário São Francisco das Chagas
COMUNICADO
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. (Jo 11: 25-26)
Com profundo
pesar, comunicamos o falecimento de nosso querido Frei Raimundo Barbosa Filho,
OFMCap, ocorrido na tarde deste dia 08 de junho às 14h40.
Frei Barbosa
foi religioso e sacerdote que dedicou grande parte de sua vida ao serviço do
Evangelho, da Igreja e do povo de Deus.
Durante seu
longo e fecundo ministério sacerdotal, exerceu sua missão com amor,
simplicidade e espírito franciscano, tornando-se presença acolhedora e fraterna
para todos que dele se aproximavam. Seu sacerdócio foi marcado pela dedicação
aos mais humildes, pela escuta atenta e pelo compromisso incansável com a
evangelização.
Destacou-se,
de modo especial, por sua proximidade com os romeiros, acolhendo-os com
carinho, respeito e zelo pastoral. Foi um grande incentivador e apoiador das
romarias, reconhecendo nelas uma profunda expressão da fé popular. Com coração
de pastor, acompanhou gerações de peregrinos, fortalecendo sua caminhada de fé
e contribuindo para que as romarias fossem vividas como verdadeiros momentos de
encontro com Deus.
Seu legado
permanecerá vivo na memória dos confrades, dos romeiros, das comunidades e de
todos aqueles que tiveram a graça de partilhar de sua amizade, orientação e
testemunho cristão.
Neste
momento de dor, elevamos nossas orações ao Senhor da Vida, agradecendo pelo dom
de sua existência e de seu ministério sacerdotal. Confiantes na Ressurreição,
pedimos que Deus e a Mãe do Perpétuo Socorro o acolha em sua morada eterna e
lhe conceda a recompensa reservada aos servos fiéis.
Descanse em
paz, Frei Barbosa. Sua missão continua fecundando a vida da Igreja e o coração
dos romeiros que tanto amou e serviu.
Frei
Deusimar de Souza Silva, OFMCap
Pároco /
Guardião
Fonte: Santuário São Francisco das Chagas
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
DÉCIMO DOMINGO DO TEMPO
COMUM
Texto bíblico: Mt 9, 9 –
13
Data: 7 de junho
Dom Samuel Dantas, OSB
Um
homem sentado na coletoria de impostos chamado por Cristo para segui-lo? A
época em que isto se deu a função de coletor de impostos era desprezível. Um
homem cuja reputação entre os seus contemporâneos era péssima por fazer o que
fazia chamado pelo Filho de Deus para no futuro redigir sob a ação do Espírito
Santo o que hoje, decorridos tantos séculos, ainda lemos e escutamos com fé e
respeito? Sim, exatamente isso!
Poderia
aquele homem que estava sentado na coletoria de impostos exercendo seu vil
ofício imaginar para o que estava sendo chamado e no que se tornaria dali a
alguns anos quando Cristo lhe disse: “Segue-me?” (Mt 9, 9)
Esta
passagem bíblica deste domingo dá-nos ocasião de contemplar, maravilhados, as
escolhas de Deus, não raro tão difíceis de compreender quanto o próprio Deus, e
além disso, bem diferentes das nossas!
Entre
os que conviviam com o futuro evangelista, haveria um só pelo menos, que o
admirasse e por ele tivesse algum tipo de consideração? Em razão do odioso
cargo que exercia a resposta quase certa é que provavelmente não! Não se deve
também descartar a possibilidade de que até entre os seus fosse ele desprezado
e tido em pouca conta! Qual homem, pois, olhando apenas para o que ele fazia
regularmente, o teria escolhido para o cumprimento de uma altíssima missão, a
qual consistiria em redigir um documento que na sucessão dos séculos futuros
seria não apenas lido por milhões de cristãos, mas ainda amplamente comentado
por insignes doutores? Provavelmente nenhum!
Deus,
todavia, cujo olhar penetra onde o nosso não alcança, pondo nele o seu olhar
mais penetrante que o brilho do sol, disse-lhe: “segue-me!”
Mais
uma vez cumpre-nos admirar, sem pretender escrutar, as incompreensíveis obras
do altíssimo, o qual aliás, dissera bem antes pela boca de um dos seus
profetas: “Meus pensamentos não são os vossos pensamentos e os meus caminhos
não são os vossos caminhos”.
Para
formar o povo de Israel Deus escolheu Abraão que não o conhecia; para salvar
Jacó e seus descendentes escolheu José, o segundo mais novo de seu pai; para
libertar o povo de Israel do cativeiro do Egito enviou Moisés que não era um
perito na arte de falar; para ser o maior rei de Israel foi escolhido o filho
mais novo da casa de Jessé; como primeiro rei de Israel foi escolhido Saul,
membro da tribo de Benjamim, uma das menores dentre as tribos de Israel; como
primeiro pastor supremo da Igreja universal foi escolhido um humilde pescador;
como o maior pregador de todos os tempos escolheu quem dantes tinha sido
perseguidor de Cristo e dos cristãos.
Eis
porque é verdade que “o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir
os sábios; o que é fraco no mundo Deus o escolheu para confundir o que é forte:
aquilo que no mundo é vil e desprezado, aquilo que não é, Deus o escolheu para
reduzir a nada aquilo que é.” (1Cor 1, 27 e 28)
Depois
de termos admirados a escolha do homem-Deus, admiremos agora a humildade do
homem escolhido, que aliás, contrasta radicalmente com a soberba luciferiana do
homem do nosso tempo. Ao relatar seu chamado, poderia ter escrito: ao passar
Jesus me viu e me chamou. No entanto, cônscio de que não merecera ser chamado,
mas fora escolhido por um ato de misericórdia inteiramente gratuita, limitou-se
a escrever que Jesus vira um homem chamado Mateus e o chamara para que,
deixando tudo, o seguisse.
Se
aquele homem tivesse ficado onde estava quando foi chamado, se tivesse
preferido permanecer um cobrador de impostos, jamais teria se tornado o apóstolo
e evangelista Mateus. Antes de ser chamado Mateus era treva, mas depois
tornou-se luz, era cego e depois passou a enxergar, era pobre dos dons divinos
e depois tornou-se repleto deles, estava doente, mas com o chamado, recebeu o
dom da saúde, que antes não tinha, pelo menos a da alma.
Conta-nos
o mesmo evangelista que Jesus disse ainda depois de o ter chamado: “Não são os
que tem saúde que precisam de médico, mas os doentes”.
Perdoai-me,
ó Senhor, mas eu ouso respeitosamente discordar de vós. Quem tem saúde também
precisa de médico para não ficar doente. Se por um só momento vós deixardes de
assistir quem agora por mercê vossa está são, voltará a ficar doente. Excluindo,
vós e vossa santíssima mãe, todos estamos doentes de alguma coisa e não há
debaixo do céu hoje como não houve no passado nem haverá no futuro quem não
necessite de vós para ser curado de alguma coisa.
Juazeiro lembra o centenário de nascimento dos irmãos Adauto e Humberto Bezerra
Como forma de homenagem póstuma, o Portal M1 lembra o centenário de nascimento dos irmãos gêmeos Adauto e Humberto Bezerra, que transcorre nesta quarta-feira. Eles nasceram no Salgadinho em Juazeiro no dia 3 de junho de 1926 sob a proteção de José Bezerra de Meneses e Maria Amélia Bezerra de Meneses os quais trilharam por carreira militar, empresarial e na atividade política. Humberto morreu aos 93 anos, no dia 28 de março de 2020, e Adauto aos 94 anos no dia 3 de abril de 2021.
Eram membros de tradicional família política juazeirense e foram fundadores de uma das primeiras agências bancárias do município, além de usinas de algodão época em que o Cariri foi verdadeiro celeiro da cotonicultura no Ceará. Para marcar os 100 anos de nascimento dos dois, estátuas vão ser inauguradas às 17 horas desta quarta-feira (03) na rotatória da Avenida Leandro Bezerra no bairro Salgadinho. Várias outras homenagens serão prestadas pelos poderes públicos aos irmãos gêmeos.
O Coronel José Adauto Bezerra de Menezes começou sua carreira política como deputado estadual em três pleitos sucessivos: 1958, 1962 e 1966. No ano de 1974, foi escolhido para governar o Ceará pelo então presidente da república Ernesto Geisel. Depois, Adauto Bezerra foi eleito Deputado Federal como o mais bem votado do Nordeste em 1978 com mais de 117 mil votos e vice-governador, em 1982, tendo Gonzaga Mota como governador.
Quando governou o Ceará, Adauto criou a Secretaria para Assuntos Municipais e nomeou o irmão Humberto Bezerra como titular objetivando um relacionamento estreito com os prefeitos municipais. Ele construiu o interceptor oceânico para o saneamento de Fortaleza, ampliou bastante a rede de energia elétrica, construiu muitas estradas cortando o Ceará, Unidades Mistas de Saúde em todo o estado e ampliação do abastecimento de água para diversas cidades.
Já o irmão Francisco Humberto Bezerra de Menezes foi prefeito de Juazeiro (1963-1966), deputado federal (1967-1970/1975-1978) e vice-governador do Ceará (1971-1974). Além disso, exerceu o cargo de assessor técnico do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS). No ano de 1995 fundou a Associação Assistencial José Bezerra de Meneses em Juazeiro. Irmãos dos dois, Leandro foi vereador, Orlando foi prefeito, deputado estadual e federal e Alacoque senadora todos já falecidos a exemplo de Neide Bezerra. O único vivo é o empresário Ivan Bezerra.
Site M1 Demontieux Tenório
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
Conseguiu
nesse tempo recorde, colocar um novo telhado, que o outro estava próximo de desabar.
Reformou a Capela do Santíssimo e deu um novo visual com os vitrais. O forro
com lustres modernos, ar-condicionado e a pintura. Tudo perfeito para uma
acolhida para os paroquianos que acolheram o seu chamado para uma adesão em
massa para a reforma.
E na sua
fala na Missa da Solenidade da Santíssima Trindade, ele, assim se expressou: “minhas
irmãs e meus irmãos, sonhem, sonhem alto”,
porque é feliz aquele que põe em prática os seus sonhos! E é isto que estou
realizando, a pedido meu, o nosso Bispo aceitou o meu pedido e estou indo dar
continuidade aos meus na cidade de Bolonha na Itália.
E nós que
ficamos por cá, lhe desejamos muito sucesso nesse seu novo rumo com as bênçãos
do Menino Jesus de Praga.
Fonte: Leandro
Fotos: Genoveva
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques