terça-feira, 31 de março de 2026
Réplica da estátua do Padre Cícero Romão Batista, foi inaugurada na comunidade do Sítio Caldeirão, em Mauriti Ceara
O Hospital São Vicente, em Barbalha, adquiriu uma nova máquina de PET-SCAN, que realiza a detecção de sinais precoces de câncer, doenças cardíacas e neurológicas.
A árvore Juazeiro é declarada oficialmente como patrimonio natural e cultural
segunda-feira, 30 de março de 2026
Inicia-se a Semana Santa
domingo, 29 de março de 2026
Jean Nogueira ator juazeirense é homenageado pela Assembleia legislativa do Ceará no dia do teatro
sexta-feira, 27 de março de 2026
Semana do Padre Cicero comemora 182 anos de nascimento do Padre Cícero com grande festa

terça-feira, 17 de março de 2026
HÁ CINQUENTA ANOS FALECEU EM JUAZEIRO DO NORTE, PADRE SILVINO MOREIRA
Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos 50 anos da morte do Padre Silvino, que transcorre nesta terça-feira. Silvino Moreira Dias nasceu no dia 20 de agosto de 1904 no Sítio Timbaúbas, hoje bairro em Juazeiro, e morreu aos 72 anos no dia 17 de março de 1976. Ele foi o primeiro capelão da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Juazeiro e o seu corpo está sepultado no cemitério ao lado daquele templo.
Era filho de José Moreira Dias Sobreira e Ana Moreira de Souza, conhecida como Santa, de cujo casamento nasceram ainda Pedro, Raimundo, Vicente, Chiquinho, José, Olimpio, Antonio, Quintino, Carolina, Idalina, Heroína e Ermínia. Foi aluno do Seminário da Prainha em Fortaleza, mas sua ordenação aconteceu em Petrolina (PE) no dia 29 de junho de 1935 quase um ano após a morte de Padre Cícero e o Padre Silvino Moreira já tinha 31 anos de idade.
Naquele município pernambucano foi secretário do bispo, professor do Seminário Diocesano e Vigário. Ainda em Pernambuco, tornou-se Vigário de Exu e de Serrita. A partir de 1939, junto à Diocese do Crato, exerceu as funções de Pro-Pároco de Missão Velha, além de Vigário de Araripe, Iguatu e Barbalha. Em Juazeiro, a partir de 1946, Padre Silvino foi Capelão das Missionárias de Jesus Crucificado, Cooperador de Nossa Senhora das Dores e o primeiro Capelão do Socorro.
Ele se fez presente ao lançamento da pedra fundamental do Convento e Santuário dos Capuchinhos no dia 6 de Janeiro de 1950, em Juazeiro, quando ocorreu o brutal assassinato do monsenhor Joviniano Barreto a golpes de faca desfechados por um louco. Padre Silvino tinha o hábito de celebrar diariamente uma missa às 6 horas com duração de apenas 20 minutos.
Depois, o sacerdote seguia até o Sítio Boca das Cobras para a ordenha do gado num terreno de sua propriedade além de capinação o que sempre fazia de batina a qual usava constantemente. São poucas as homenagens ao mesmo em Juazeiro a partir de uma das ruas no bairro Limoeiro. Também deu nome à praça da Capela do Socorro na qual tem um busto em sua homenagem.
segunda-feira, 16 de março de 2026
HOMENAGEM PÓSTUMA
Juazeiro lembra hoje, exatos cinco anos de morte da professora Valba Gondim
Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos cinco anos de morte da professora Valba Gondim de Souza. Ela nasceu no dia 10 de outubro de 1932 em Jardim e faleceu aos 88 anos no dia 16 de março de 2021 no Hospital da Unimed em Juazeiro do Norte. A mesma foi diretora do Centro Educacional Moreira de Souza e morreu em consequência de complicações em decorrência da Covid.
Dona Valba – como era conhecida – era filha de Julio Barreto Gondim e Luzia Nilza Alcântara Gondim. Entre os anos de 1943 e 1945 cursou o 1º Grau no Grupo Rural Modelo de Juazeiro. Já a Escola Normal Rural foi o estabelecimento que a acolheu para o curso em nível de 2º grau entre 1946 e 1950 e a graduação em Pedagogia foi na Universidade Regional do Cariri (Urca).
Daí em diante fez uma série de cursos, a partir de 1964, em Fortaleza, começando pelo aperfeiçoamento em Educação Física. No ano de 1971 fez o curso de Yoga Integral na Faculdade de Filosofia do Ceará e, ano seguinte, integrou o curso de aperfeiçoamento para professor de Educação Física do Cariri. Ela participou ainda do Seminário o “Administrador Educacional” patrocinado pela Fundação Projeto Rondom, no município de Crato, no ano de 1979.
Dona Valba ficou viúva no dia 30 de maio de 2007 com a morte, aos 84 anos, do dentista e fundador do Guarani, Luiz Bezerra de Souza, com quem residiu durante décadas na Rua São José no centro de Juazeiro. Do casamento nasceram: Alexandre Julio (Administrador), Elisabete (Professora), Margarete (Geóloga), Eliana (Biomédica) e Luiz Eduardo (Dentista). Foi fundadora da Casa da Amizade do Rotary Clube de Juazeiro a qual presidiu no biênio 68/69.
Além disso, concursada em Educação Física pela Secretaria de Educação do Ceará e teve uma vida inteira dedicada ao magistério cumprindo com bastante dedicação a sua missão. De professora primária, passou para o ensino secundário e assumiu a vice diretoria do Centro Educacional Professor Moreira de Souza durante três anos. O trabalho competente e baseado na ordem e qualidade de ensino fez com que chegasse à direção geral da escola tendo sido a responsável durante oito anos.
Ela soube promover o nome da escola em diversos setores e atividades como é o caso dos Jogos Estudantis Juazeirenses quando arrebatou o troféu de campeão. Juazeiro ainda hoje lembra dos garbosos desfiles de 7 de Setembro promovidos por dona Valba com muita dedicação à frente do Moreira de Souza. Sempre animados com os seus pelotões de ginásticas, evoluções marcantes numa prova inconteste da criatividade dela e o amor à Educação Física.
domingo, 15 de março de 2026
HOMENAGEM PÓSTUMA
Juazeiro lembra hoje exatos 30 anos da morte de Dona Ednir Mendonça
Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos 30 anos da morte de Maria Ednir Bezerra de Mendonça, que transcorre neste domingo. Ela nasceu em Lavras da Mangabeira no dia 16 de março de 1927 e faleceu em Juazeiro no dia 15 de março de 1996 ou um dia antes de completar 69 anos, estando sepultada no Cemitério de Crato.
Era filha de Francisco de Paula Bezerra e Maria de Carvalho Bezerra e teve como irmãos Raimundo de Paula, José, Jaime Dorcy, Geraldo Magela, Maria Ieda Bezerra, Luiz Barbosa, Fernando, Maria Lasalete, Francisco Alberto Bezerra (Chico Alberto) e Vicente de Paula. Ainda jovem veio residir com a família em Crato, onde estudou no Colégio Santa Tereza e foi diplomada pela Escola Doméstica 19 de Maio.
Texto de Demontieux Tenório
sexta-feira, 13 de março de 2026
Aberto o edital da 10ª Mostra Poemas para Maria,
segunda-feira, 9 de março de 2026
A 44ª edição da Semana Padre Cícero acontecerá de 20 a 24 de março com uma programação diversificada
Antecipação da 5ª parcela do FUNDEF para março
Programação da festa de São José 2026 em Missão Velha
quinta-feira, 5 de março de 2026
Cariri Cangaço marcando a passagem do Centenário da vinda de Lampião a Juazeiro do Norte
Entre os dias 03 e 04 de março de 2026, Juazeiro do Norte
recebeu pesquisadores de várias partes do país para debater o centenário da
passagem de Lampião por Juazeiro do Norte, em mais uma edição do tradicional
Cariri Cangaço, seminário com quase duas décadas de existência.
O evento foi realizado no Centro Cultural Daniel Walker,
antiga estação ferroviária de Juazeiro do Norte, e contou com feira literária e
apresentações culturais, tendo como apoiador a Prefeitura Municipal de Juazeiro
do Norte.
Texto de Roberto Junior
Manoel Severo; abertura do Cariri Cangaço Centenário na Estação Ferroviária de Juazeiro do Norte, Centro Cultural Daniel Walker, 03/03/26
Participação
do homenageado, Daniel Walker, no Cariri Cangaço em 2018
"Excelentíssimas autoridades,
Senhoras e senhores,
Amigas e amigos do Cariri,
Recebo esta Comenda de Mérito Cultural com o coração
profundamente emocionado. Faço-o não apenas como Tereza Neuma, mas como
porta-voz de Daniel Walker — alguém que tem no Cariri não apenas um território
geográfico, mas um território de alma.
Daniel sempre acreditou que a cultura é a força que sustenta
um povo quando tudo mais vacila. Que ela é memória viva, é resistência, é
identidade. E é justamente isso que este momento representa: o reconhecimento
de que preservar, estudar e valorizar nossa história é um ato de compromisso
com as futuras gerações.
O Cariri é chão sagrado de histórias intensas — histórias de
luta, de fé, de coragem. Histórias que atravessam o cangaço, o sertão, o
misticismo e o imaginário popular. Histórias que não podem ser esquecidas,
porque nelas está a essência de quem somos. Daniel sempre defendeu que conhecer
o passado não é viver preso a ele, mas compreender as raízes que nos sustentam.
Receber este diploma, neste centenário tão simbólico, é mais
do que uma honra. É uma responsabilidade. É a confirmação de que o trabalho
dedicado à valorização da cultura nordestina ecoa além do esforço individual; ele
pertence à coletividade.
Daniel não pôde estar aqui fisicamente, mas sua gratidão é
imensa. Ele me confiou a missão de dizer que este reconhecimento não é apenas
dele — é de todos que acreditam que o sertão é potência, que o Cariri é celeiro
de saber, que a cultura popular é ciência viva, pulsante, digna de respeito
acadêmico e reverência histórica.
Ao Conselho do Cariri Cangaço, nosso mais sincero
agradecimento pela sensibilidade e pelo compromisso com a preservação da
memória nordestina. Aos pesquisadores, historiadores e amantes da cultura que
mantêm viva essa chama, nossa admiração.
Que continuemos contando nossas histórias com coragem. Que
continuemos honrando nossos antepassados. E que nunca nos falte a consciência
de que identidade não é passado morto — é herança viva.
Recebo este diploma com humildade, orgulho e profunda
emoção.
Muito obrigada."
Discurso que proferi ao receber o Diploma de Mérito Cultural
Cariri Cangaço.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques










































