domingo, 1 de novembro de 2026

 

                 SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS                                                                                               1º Domingo do Tempo Comum

                                                   Texto bíblico: Mt, cap. 5, versos 1 a 12

                                                   Dom Samuel Dantas, OSB

É bem possível que a Igreja, exímia pedagoga, tenha escolhido a passagem evangélica acerca das bem-aventuranças para a solenidade de todos os santos que neste domingo se celebra porque tal passagem não apenas os define admiravelmente, como a todos eles se aplica indistintamente. Afinal, o que é um santo senão um pobre de coração, um manso, um puro de coração, um misericordioso, alguém que agiu em prol da paz no tempo em que viveu, alguém que certamente foi perseguido pelos injustos por causa da justiça, pela qual sofreu e lutou? E como não pensar e recordar que os santos foram insultados, perseguidos, e que disseram muito mal contra eles por causa de Cristo, em quem creram e a quem amaram mais que tudo e mais que todos?

Quer Deus que sejamos santos e nós devemos empenhar-nos seriamente em sermos santos. Procurem as pessoas sem fé e sem temor de Deus dinheiro, poder, honras mundanas e gloríolas passageiras. Nós, porém, que recebemos a graça de crer naquele que é santo, busquemos com todas as nossas forças a santidade, sem a qual, adverte-nos o autor da carta aos Hebreus, ninguém verá o Senhor.

Uma quantidade imensa de textos bíblicos poderia aqui ser citados, mas como não podemos e nem devemos alongar-nos em demasia, citemos apenas alguns dos mais expressivos colhidos em ambos os Testamentos.

“E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”. (Ex 19, 6)

“Santificar-vos-eis para serdes santos, pois eu sou santo”. (Lv 11, 44)

“Sêde santos, pois eu sou santo, eu, o Senhor vosso Deus”. (Lv 19, 2)

“Pertencei a mim, santos, como eu sou santo”. (Lv 20, 26)

“Santificai-vos, portanto, para serdes santos”. (Lv 20, 7)

Diz-nos o apóstolo Paulo na carta aos Efésios que “Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo para “sermos santos e irrepreensíveis, sob o seu olhar no amor”. (Ef 1, 4)

“Sede santos, vós também, em todo o vosso procedimento”. (1Pd 1, 15 e 16)

“Sede perfeitos como vosso Pai Celeste, é perfeito”.

Empenhemo-nos, pois em sermos o que devemos ser, isto é, santos, pois tal é a vontade de Deus.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


sábado, 24 de outubro de 2026

 

TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto proposto: Mt 22, 34 – 40

Data: 25 de outubro

Dom Samuel Dantas, OSB 

Um legista interroga Jesus sobre qual era o grande mandamento da lei. Se um legista conhecia a lei não podia ignorar por certo qual fosse o grande mandamento da mesma lei. Se sabia, por que interroga o mestre? Certamente não para saber o que não era possível que ignorasse na qualidade de legista. O evangelista deu a razão da interrogação: “Perguntou-lhe para o por a prova”. (Mt cap. 22, verso 35)

“Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração”. Eis a resposta dada pelo Senhor Jesus a quem o interrogou!

Se os seres humanos pusessem em prática o primeiro e o maior de todos os mandamentos, síntese da lei divina, quão diferente seria este mundo do que é! Quem conseguisse, amar a Deus com todo o seu ser, alma e pensamento seria um prodígio, seria nada menos que um milagre vivo e palpável!

Lamentavelmente, porém, segundo se pode ver e constatar, não são muitos os que amam a Deus como ele deveria ser amado. Há quem se ame a si mesmo ou a tantas coisas de todo coração, de toda alma, e de todo ser...

O modo como o ser humano deve amar aquele que o criou e o salvou, no-lo manifesta hoje Jesus com palavras tão claras que nós podemos tranquilamente dispensar de qualquer comentário.

Se deves amar a Deus de todo coração, todo teu coração há de ser dele e de mais ninguém. Não pode nem deve o coração humano amar algo ou alguém mais do que a Deus, pois se o fizer, estará pondo no lugar de Deus algo que não é ele, invertendo assim a reta ordem do amor. Quer Deus que o amemos mais que tudo e mais que todos e assim há de ser.

Eis como se há de amar quem primeiro nos amou para que nós, por nossa vez, o pudéssemos amar. Mas se tu amas a Deus, o que já é uma grande felicidade, não o atribuas teu amor a ele a ti mesmo, como se disso fosses capaz, mas com humildade, temor e tremor rende graças a quem tornou-te capaz de ama-lo.

“E agora, Israel, o que o Senhor Deus espera de ti? Ele espera que o temas, amando e servindo o Senhor teu Deus”. (Dt 10, 12) “Amarás o Senhor teu Deus”. (Dt 11, 1) “Amarás o Senhor teu Deus com todo teu coração, com todo teu ser, com todas as tuas forças”. (Dt 6, 5)

Quanto a amar o próximo como a si mesmo, que alguns reputam tarefa impossível, decorre isto como natural consequência daquele amor com que se ama a Deus, pois quem a Deus ama, por causa deste amor com que ama a Deus, há de amar o seu semelhante. Amá-lo-á em Deus e por causa dele, no que aliás, consiste, a caridade verdadeira e sobrenatural.

“Isto vos ordeno: amai-vos uns aos outros”. (Jo 15, 17); “Amai-vos ardentemente uns aos outros”. (1Pe 1, 22); “Amai aos irmãos”. (1Pd 2, 17) “Amemo-nos uns aos outros”. (1Jo 4, 7)

Aquele que nos diz por meio de Jeremias: “Com amor eterno te amei”.  Jr 31, 3) bem merece que o amemos de todo coração, com todas as nossas forças e com todo nosso ser. Amemo-lo, porque nisso está nossa felicidade, nossa salvação e nossa vida.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

 É tempo de celebrar a fé, renovar a esperança e caminhar juntos sob o olhar amoroso de Mãe Rainha!

De 08 a 18 de outubro a Comunidade Mãe Rainha convida vocêd e toda a sua família para vivermos dias especiais de oração, devoção e fraternidade, com Missas, Novena, Celebração da Palavra, quermesse, atrações musicais, bingos muito mais!

Capela Mãe Rainha

Rua Menino Jesus de Praga, 242 - Novo Juazeiro

Juazeiro do Norte\CE








                                                Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


Fotos Tereza Neuma












sábado, 17 de outubro de 2026

ESTUDANTE DE JUAZEIRO GANHA MEDALHA DE OURO EM COMPETIÇÃO NACIONAL


metropolescariri O talento jovem do Cariri ganha destaque nacional com uma conquista que valoriza a educação e o conhecimento científico. Maria Clara, estudante do 9º ano do Colégio Elit, em Juazeiro do Norte, conquistou a medalha ouro na MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes).

Filha e aluna do professor Ciswal Santos, a jovem demonstra que a dedicação aos estudos e o interesse pela ciência podem abrir caminhos para grandes realizações.

A conquista representa motivo de orgulho para Juazeiro do Norte e para toda a região do Cariri, além de incentivar outros estudantes a explorar o universo da ciência, da tecnologia e da inovação.

Uma conquista que destaca o potencial da juventude caririrense e fortalece o orgulho da educação regional!

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

SANTA TERESA D' ÁVILA, DOUTORA DA IGREJA E PATRONA DOS PROFESSORES

Obra de Santa Teresa de Jesus, Doutora da Igreja, executada pelas mãos da artesã auto-didata, Helena dos Santos. Sua oficina no início, funcionou na Rua São José já no finalzinho da rua, próximo do Beco das Cobras e, ficava em frente ao Convento das Irmãs de Jeus Crucificado.

Essa imagem recebi do compadre José Carlos Pimentel, seu genro.

Na excursão em comemoração aos 100 anos da Missa que o Padre Cícero Romão Batista celebrou na Capela de São Carlos Ao Corso em Roma, uma comitiva comandada pelo Padre Murilo de Sá Barreto e 43 juazeirenses estiveram presentes nesse momento histórico e incomum.

                                                              Helena dos Santos, autora da obra    
                                                                                                                                                                 Foto de Petrus

                 


 Obra feita pela artesã Helena dos Santos                                            
 Data em que foi feita a obra, esculpida abaixo

                                                                

                                                                  Visita da Excursão ao Convento de Santa Teresa D’ Ávila, Espanha                      

                                    

                  
                      Muro que circunda o Convento em Àvila, Espanha                                         sala do convento em que estão seus objetos pessoais
                                                                                  
                 Fotos do Google                                                                
                                         Postado por Tereza Neuma Macedo Marques                                                                     
                                          

                                                          
                                                                                                                 
                                                               

               

                                   

 

Postagem de Tereza Neuma Marques 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

sábado, 10 de outubro de 2026

                    

VIGÉSIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           Texto bíblico: Mt 22, 1 – 14

                           Data: 11 de outubro

                           Dom Samuel Dantas, OSB

 Eis-nos diante de mais uma parábola neste domingo. Não nos deve parecer estranho que o Senhor Jesus tenha feito largo uso deste recurso pedagógico ao longo de sua vida pública, aliás tão em voga no seu tempo.

No início do Salmo 77 lemos: “Vou abrir a boca para uma parábola e tirar as lições do passado.” (Sl 77, 2) Disse Deus ao profeta Ezequiel: “Filho de homem, propõe um enigma e imagina uma parábola para a casa de Israel.” (Ez 17, 2) Nos oráculos de Oséias lemos: “Falarei aos profetas e multiplicarei as visões e pelos profetas falarei em parábolas.” (Os 12, 11)

Assim como na parábola contada por Cristo o rei que deu um banquete para as núpcias do seu filho mandou seus servos chamarem os convidados para o festim, Deus, ao longo dos séculos, convidou os seres humanos, os judeus em primeiro lugar, a participarem do seu reino, reino que o Senhor Jesus anunciou e do qual deu testemunho por meio de suas palavras e ações.

Há, todavia, algo de estranho, e poderíamos até dizer perturbador nesta parábola. Não são acaso as núpcias para os que são convidados a tomar parte, nelas,  uma coisa boa? Não são elas uma ocasião favorável para que os convidados se divirtam, comam, bebam, alegrem-se e se rejubilem? Quem, em sã consciência, recusaria o convite para tomar parte em uma festa nupcial? Certamente que ninguém! No entanto, é exatamente isso que nos deixa perplexos: a recusa daqueles a quem o convite foi feito!

O salvador diz que alguns dos que foram convidados não quiseram ir, e que outros, sem fazer caso do amável e irrecusável convite que lhes fora feito, foram-se um para seu campo e outro para seu negócio, tendo até havido alguns que chegaram ao inexplicável cúmulo de maltratar aqueles que foram enviados para os convidar.

O convite foi feito, mas os que primeiro foram convidados não quiseram ir!

No passado, Deus não deixou de convidar os seres humanos a participarem das núpcias do seu filho, isto é, do seu reino, mas muitos, infelizmente, não quiseram ir. Não obstante Deus lhes ter dito: “Eis que eu preparei o meu banquete, tudo está pronto, vinde as núpcias”, muitos optaram pelo seu campo, pelo seu negócio, e preferiram o que é menos importante, antepondo o temporal ao eterno.

Cristo mesmo é este rei que nos preparou um banquete eterno e por meio de sua Igreja, que no tempo e na história o prolonga, chama-nos para que tomemos parte nele. Ele continua a nos dizer hoje como o rei da parábola que deu um banquete para as núpcias do seu filho: “Eis que eu preparei o meu banquete. Tudo está pronto, vinde as núpcias.”

Há apenas duas coisas que podem ser feitas diante deste chamado: ou podemos aceitar o convite e tomar parte nas núpcias, ou então, à semelhança de alguns da parábola, não fazer nenhum caso da palavra que nos é dirigida, preferindo ir para o nosso campo ou o nosso negócio.

Cumpre-nos, porém, pensar e refletir conosco mesmos que ao rejeitar o convite de Deus é ao mesmo Deus que estaremos rejeitando. Tal rejeição, pensemos bem nisso enquanto temos tempo, tem consequências para agora e sobretudo para depois da morte. Ouvindo a voz de Deus, ponhamo-nos a caminhar, mesmo que para isso tenhamos de deixar negócio e campo para trás...!

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

sábado, 3 de outubro de 2026

 

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto bíblico: Mt 21, 33 – 43

Data: 4 de outubro  (A parábola dos vinhateiros homicidas)

Dom Samuel Dantas, OSB

“Escutai outra parábola”, continua Jesus dirigindo-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo.

Vós sabeis que uma parábola é uma história não real que contém um ensinamento de ordem moral ou espiritual. Disto decorre que o que Cristo nos diz neste domingo por meio da parábola não sucedeu de fato. O que porém, a parábola significa já ocorreu.

Quem é o proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre e por fim, arrendou-a a vinhateiros? No Antigo Testamento, o proprietário é Deus e a vinha o seu povo por ele mesmo plantada para que desses frutos que fossem do seu agrado.

No Novo Testamento, cujo centro é o Filho de Deus feito homem, o proprietário é o Senhor Jesus, e a vinha por ele plantada é a Igreja, na qual e por meio da qual é-nos comunicada a vida da graça e a salvação que ele nos mereceu pelo seu sacrifício expiatório oferecido no altar da cruz.

Diz-nos Cristo na parábola que “aproximando-se o tempo da colheita, o dono da vinha (Deus) enviou seus servos (os profetas) a sua vinha (seu povo) para que este, advertido, deixasse os seus maus caminhos e se voltasse arrependido para ele.

Antes da Encarnação do seu dileto Filho em nossa carne mortal, o Pai santíssimo enviou os profetas como seus servos. Na plenitude dos tempos, o enviado foi o Filho, o herdeiro de todas as coisas, a quem mataram, tal como o filho da parábola contada por nosso Senhor. O Filho por sua vez, que tinha sido enviado, enviou aos que escolhera. “Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos”, disse ele aos seus em certa ocasião. Seus enviados (os apóstolos) também foram mortos.

“Os vinhateiros”, ao invés de entregarem aos servos do dono da vinha os frutos a que tinha direito, que fizeram? Agarraram-nos e os maltrataram. A um moeram de pancadas, a outro mataram e a um outro apedrejaram. Na parábola, Jesus diz que o filho foi enviado por último. Na chamada história da salvação, todavia, o Filho vem logo depois dos profetas e depois dele vem os apóstolos.

Pedro, foi crucificado de cabeça para baixo; Paulo foi decapitado; Tiago foi morto à espada por ordem de Herodes; João Batista teve fim trágico na prisão; e Estevão foi apedrejado. E quantos dos fieis servos de Cristo não foram perseguidos pelos judeus da época de Cristo e pelos romanos durante sanguinárias perseguições contra a nascente Igreja?

Em um longo discurso feito perante autoridades judaicas, Estevão lhes lançou em rosto: “Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles chegaram a matar os que anunciavam, de antemão, a vinda do justo...” (Atos, cap. 7, verso 52)

O autor da carta aos Hebreus escreveu sobre estes homens: “Outros sofreram o esquartejamento, outros ainda sofreram a provação dos escárnios e do chicote e a das correntes e da prisão; foram apedrejados, foram serrados, morreram assassinados à espada...” (Hb cap. 11, versos 35 a 37)

Muitos profetas enviados por Deus foram mortos, assim como os apóstolos por Cristo enviados em missão para abrir os olhos do mundo. São os servos da parábola deste domingo. Com Cristo, o proprietário da vinha espiritual que é a Igreja, não se deu coisa diferente. Também ele, o filho da parábola, foi morto por aqueles que deveriam tê-lo acolhido. Não sem razão está escrito no Evangelho de João: “veio para o que era seu e os seus não o acolheram”.

Cristo conclui a parábola dizendo aos judeus endurecidos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a um povo que produzirá frutos”. O povo ao qual o Senhor se referia quando, estas palavras, pronunciou, é o povo de Deus que no Novo Testamento é a Igreja.

Quer Deus que sejamos árvores frutíferas, que demos frutos que os antigos judeus, aos quais em primeiro lugar foi dirigida a palavra, não deram. “O que glorifica meu Pai é que produzais fruto em abundância”.(Jo 15, 8) e que “o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 16)

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

ENCERRAMENTO DOS FESTEJOS ALUSIVOS AO SERÁFICO PAI FRANCISCO SEGUIDO DA PROCISSÃO

 No final da tarde e começo desta noite, após a celebração da Santa Missa,  presidida pelo Bispo Diocesano do Crato, dom Magnus Henrique, seguiu pelas ruas do bairro Franciscanos a procissão acompanhada por uma multidão de fiéis que atenderam ao chamado dos Capuchinhos para louvar e agradecer pela vida de quem foi na terra o protetor dos animais, das florestas, das águas e de toda natureza, por isso foi chamado do "Pai da Ecologia". 

VIVA SÃO FRANCISCO!

                                      ~





 




  Fotos e postagem de Tereza Neuma Macedo Marques   



Fotos Juazeiro em Fotos













segunda-feira, 28 de setembro de 2026

                                 

Com o tema “Esporte que Une, Educação que Transforma”, a Prefeitura de Juazeiro do Norte promoverá na quarta-feira, 30 de setembro, a abertura da 20ª edição dos Jogos Estudantis de Juazeiro do Norte – Jejuno’s.

A solenidade terá início às 15h30, no Ginásio Poliesportivo, e contará com a presença de milhares de estudantes/atletas, representantes das 106 escolas inscritas nos jogos, entre municipais, particulares, estaduais e federal.

Serão 25 modalidades, entre coletivas, individuais e especiais, como os Jogos Eletrônicos, Festival Parajejunos e Skate. Com recorde de inscrições, estima-se que, neste ano, mais de 7 mil estudantes/atletas, participem do Jejuno’s, divididos por zonas de competição.: Sul/oeste, Norte/leste, Central, e a fase final respectivamente.

FM Padre Cicero 104,5

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques       


sábado, 26 de setembro de 2026

 





VIGÉSIMO SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                            Texto Bíblico: Mt 21, 28 – 32

                             Data: 27 de setembro

                             Dom Samuel Dantas, OSB

“Os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus”. (Mt, cap. 21, verso 31)

A quem Jesus disse estas palavras tão duras? Jesus as disse no templo, para os sumos sacerdotes e anciãos do povo quando estes perguntaram-lhe em virtude de que autoridade fazia ele certas coisas extraordinárias. Se Jesus realizou ante os olhos daqueles homens, coisas que apenas Deus e mais ninguém poderia fazer, era claro que a autoridade em virtude da qual ele realizava tais coisas só podia ser divina.

Para quem quisesse ver e acreditar a pergunta: “em virtude de que autoridade fazes isso ou quem te deu tal autoridade”? Não teria sentido algum, porque já estava respondida pelo que o senhor fazia. Eis porque Jesus, ao invés de lhes dar uma resposta, limita-se a fazer uma outra pergunta.

Mas como é possível que os coletores de impostos e as prostitutas, mal vistas, estas assim como aqueles, precedam no reino de Deus aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo? Estes não faziam parte da elite religiosa de Israel? Sim! Não eram eles os grandes responsáveis pela interpretação da lei de Moisés? Também... não eram aqueles homens escolhidos os intermediários visíveis entre Deus e o povo, revestidos de uma autoridade sagrada que lhes permitia ensinar aos outros os caminhos pelos quais se vai a Deus? Tudo isso é verdade, mas infelizmente, como sucede hoje em dia, não é menos verdade que o coração daqueles homens era mais duro que chumbo, razão pela qual não acreditaram, apesar de tudo o que viram.

Não adiantaria nada que Jesus lhes tivesse dito: faço isso em virtude da autoridade recebida do Pai que me enviou, foi dele que eu recebi a autoridade em virtude da qual faço tudo o que vedes e ouvis. Nem assim teriam crido; se não creram vendo com os olhos, menos ainda teriam crido escutando com os ouvidos. Quando não se quer crer, é inútil tanto o que se vê com os olhos como aquilo que com os ouvidos se escuta. Estando o coração humano fechado, nem a verdade divina entra pelos olhos nem penetra pelo sentido da audição.

Não foi à toa que Jesus disse: “os coletores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino de Deus”. Dizendo isso, não há a menor dúvida que Jesus quis dizer que os coletores de impostos e as prostitutas, bem no fundo, eram melhores do que aqueles homens, talvez mais humildes, mais bondosos, mais caridosos e mais verdadeiros.

A história bíblica registrou o caso de dois coletores de impostos que foram agraciados pelo Filho de Deus. Um, que se chamava Levi, foi chamado por Cristo e se tornou, além de apóstolo, evangelista. O outro, também ele cobrador de impostos, e certamente odiado e desprezado por muita gente, acolheu Jesus em sua casa. Enquanto os sumos sacerdotes e os anciãos do povo questionaram a autoridade do Senhor, que faz este homem?

Ouçamos a Escritura. Que nos diz ela? “Zaqueu disse ao Senhor: pois bem, Senhor, eu reparto aos pobres a metade dos meus bens, e se prejudiquei alguém, restituo-lhe o quadruplo”. (Lc 19, 8) E o que diz Jesus sobre ele, louvando lhe publicamente a sinceridade?  “Hoje veio a salvação a esta casa, pois também ele é filho de Abraão”. (Verso 9)

E já que neste domingo Jesus se refere a prostitutas, lembremo-nos que três delas são citadas na Bíblia: Tamar, nora de Judá; Raab, elogiada na carta aos Hebreus e na carta de Tiago como uma mulher dotada de profunda fé, por causa de um ato que praticara em favor de espiões enviados por Josué, e por fim, Maria Madalena, a primeira pessoa a quem o Senhor jesus apareceu depois de ressuscitado dos mortos, incumbindo-lhe de anunciar aos apóstolos o que ela, antes mesmo deles, havia testemunhado.

...E bem mais que nos preceder no reino de Deus, as prostitutas e os coletores de impostos podem se salvar e nós não...

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

terça-feira, 22 de setembro de 2026


Em setembro de 2020, escrevi sobre o Padre Ferreirinha, em minha coluna, Vivenda do Amor. O texto completo pode ser acessado pelo link abaixo: 

Padre Ferreirinha, o Missionário dos necessitados

Postado por: Tereza Neuma Macedo Marques

PADRE FERREIRINHA, O PADRE DOS POBRES E NECESSITADOS, DESPEDE-SE DA CIDADE DO SERVO DE DEUS PADRE CÍCERO

 

Juazeiro do Norte, 19 de Setembro de 2026


A Comunidade Salesiana de Juazeiro do Norte (CE) agradece, imensamente, ao P. José Ferreira de Lima, SDB, pelos 19 anos dedicados à missão nas terras do Padre Cícero. O nosso amado Padre Ferreirinha residia em nossa comunidade desde 2007. Já tendo morado em nossa cidade em outras ocasiões. Na última sexta-feira, dia 18, foi transferido para a Comunidade Salesiana do Bongi, em Recife (PE), a fim de receber melhores cuidados e acompanhamento de sua saúde. No Bongi, o Padre Ferreirinha foi acolhido pelo diretor da comunidade, P. Anderson Avelino, SDB, e pelos demais irmãos salesianos que ali residem.

Aos 98 anos, Padre Ferreirinha marcou profundamente a história de nossa cidade, especialmente por sua presença carismática nas celebrações no Santuário Sagrado Coração de Jesus, pelo atendimento às confissões e pela caridade para com os mais pobres. Nos últimos anos, impossibilitado de celebrar os sacramentos por conta de sua saúde, o Padre Ferreirinha ofereceu a toda a nossa comunidade, de modo especial aos pré-noviços, um belo testemunho de vida de oração.

O Padre José Ferreira de Lima nasceu em Mata Grande (AL), em 27 de janeiro de 1928. Filho de uma família de romeiros, mudou-se, aos oito anos, para Juazeiro do Norte, onde, posteriormente, foi oratoriano e aluno do Colégio Salesiano São João Bosco. Depois do aspirantado e o noviciado em Jaboatão, fez sua primeira profissão religiosa em 31 de janeiro de 1952. Cursou Filosofia em Natal, realizou o tirocínio de três anos em Belém-Carmo e estudou Teologia em São Paulo. Foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1961.

Continuemos rezando pela vida e pela saúde do Padre Ferreirinha. Que o Bom Deus e a Virgem Auxiliadora continuem a abençoá-lo e a acompanhá-lo neste novo momento de sua caminhada.

Fraternalmente,
P. Francisco Ataíde, SDB - Diretor da Comunidade Salesiana de Juazeiro do Norte

O nosso santo irmão, Pe. Ferreirinha, foi transferido para Recife. Passará a compor a comunidade religiosa do Bongi.

Ele aceitou lucidamente e de bom grado a transferência, com espírito religioso e com bom humor.

Fui acolhê-lo no aeroporto com o Pe. Anderson.
O Pe. Laércio, da Comunidade Salesiana de Juazeiro veio com ele até Recife.

- Aproveito para agradecer aos irmãos de Juazeiro do Norte que, no presente e no passado, se desdobraram em cuidados e fraternidade para com o nosso irmão. Que Deus os recompense pelo testemunho fraterno de caridade e amor.

- Agradeço ainda ao povo de Deus e aos colaboradores de nossa casa, aos paroquianos da @igrejasalesianos_juazeiro , aos amigos e amigas, aos consagrados e padres de nossa @diocesedecrato , a todos aqueles tocados pelo zelo e testemunho do nosso irmão. Obrigado

- Aos irmãos do Bongi, Recife: muito obrigado pela acolhida. Vocês recebem mais um tesouro de testemunho salesiano.

Rezemos por ele e por sua adaptação.

Fraternalmente,

Padre Francisco Inácio, SDB
Inspetor salesiano.

Instagram @igrejasalesianos.juazeiro
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

 


sábado, 19 de setembro de 2026

                        VIGÉSIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto bíblico: Mt 20, 1 – 16

Data: 20 de setembro

Dom Samuel Dantas, OSB

 Alguns acontecimentos registrados nos relatos evangélicos poderão nos ajudar a compreender o que Cristo nos ensina por meio da passagem evangélica deste domingo. 

Começa Cristo dizendo que “um senhor de casa saiu de manhã ainda bem cedo afim de contratar operários para sua vinha”. O evangelista Mateus escreveu que Jesus, andando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos – Pedro e André – e os chamou. (Mt 4, 18 – 19) Eis aqui o senhor da casa (Jesus) contratando operários (Pedro e André) para trabalhar em sua vinha. Prossegue Jesus dizendo na parábola que o senhor da casa, tendo saído pela hora terceira, viu outros e os contratou para que também eles fossem trabalhar na sua vinha. O mesmo Evangelista Mateus observa que logo depois, Jesus chamou mais dois homens – Tiago e João – isto é, mais dois novos operários para trabalharem na sua vinha, que hoje nós sabemos ser a igreja fundada por ele para a salvação dos povos. Neste mesmo evangelho, lemos ainda que mais tarde, o próprio Mateus, autor do relato, foi chamado por Jesus a segui-lo.

Por fim, lemos ainda na parábola que quase no fim do dia, outros trabalhadores foram contratados para trabalhar na vinha do senhor da casa. Aqui, podemos pensar no caso excepcional do apóstolo Paulo, o último a ser chamado para o apostolado, mas não por causa disso o menor entre os apóstolos. Lembremo-nos que ele foi chamado depois da morte e da ressurreição de Cristo, não tendo convivido pessoalmente com o salvador, como sucedeu com os outros apóstolos. Mesmo tendo sido o último a ser chamado, nem por isso deixou de ser tão apóstolo como aqueles que tinham sido chamados antes dele para fazer parte do seleto grupo de íntimos do Senhor Jesus.

Esta parábola aplica-se também aos que foram chamados por Deus a colaborar na obra da salvação iniciada no Antigo Testamento, portanto, antes da vinda do Filho de Deus ao mundo. Chamou Deus Noé, Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Josué, os juízes, Samuel, Davi, e enfim os profetas. Estes homens foram chamados por Deus em diversos momentos da chamada história da salvação, mas todos eles cooperaram com Deus na sua obra, todos foram salvos, e todos vão receber o prêmio da eterna salvação como herança.

Para Deus o que importa é que atendamos o seu chamado, independentemente da hora em que fomos convocados para trabalhar na sua vinha e do tempo de duração do nosso labor.

Judas foi apóstolo, escolhido por Cristo e foi dele que o Filho de Deus disse: “Melhor fora para este homem não ter nascido”. Um ladrão que foi crucificado com ele, sem méritos nem boas obras de que pudesse se orgulhar, mereceu ouvir: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

Nosso Senhor conclui a parábola deste domingo dizendo-nos que “os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos”.

José era um dos mais jovens dos seus irmãos, e todavia era o mais amado por seu pai, tendo depois se tornado vice rei do Egito; Davi era o mais jovem entre os seus irmãos, mas foi ele quem se tornou rei de Israel; Abraão teve dois filhos mas não foi o primeiro, que era Ismael, que se tornou o filho da promessa; Isaac teve dois filhos, Esaú e Jacó, mas foi o segundo e não o primeiro que foi abençoado por seu pai.

Os que hoje ocupam os primeiros lugares, amanhã poderão estar nos últimos, e vice-versa. Na passagem do tempo para a eternidade muita coisa pode mudar! Pensemos nisso...

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques