sábado, 3 de outubro de 2026

 

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto bíblico: Mt 21, 33 – 43

Data: 4 de outubro  (A parábola dos vinhateiros homicidas)

Dom Samuel Dantas, OSB

“Escutai outra parábola”, continua Jesus dirigindo-se aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo.

Vós sabeis que uma parábola é uma história não real que contém um ensinamento de ordem moral ou espiritual. Disto decorre que o que Cristo nos diz neste domingo por meio da parábola não sucedeu de fato. O que porém, a parábola significa já ocorreu.

Quem é o proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre e por fim, arrendou-a a vinhateiros? No Antigo Testamento, o proprietário é Deus e a vinha o seu povo por ele mesmo plantada para que desses frutos que fossem do seu agrado.

No Novo Testamento, cujo centro é o Filho de Deus feito homem, o proprietário é o Senhor Jesus, e a vinha por ele plantada é a Igreja, na qual e por meio da qual é-nos comunicada a vida da graça e a salvação que ele nos mereceu pelo seu sacrifício expiatório oferecido no altar da cruz.

Diz-nos Cristo na parábola que “aproximando-se o tempo da colheita, o dono da vinha (Deus) enviou seus servos (os profetas) a sua vinha (seu povo) para que este, advertido, deixasse os seus maus caminhos e se voltasse arrependido para ele.

Antes da Encarnação do seu dileto Filho em nossa carne mortal, o Pai santíssimo enviou os profetas como seus servos. Na plenitude dos tempos, o enviado foi o Filho, o herdeiro de todas as coisas, a quem mataram, tal como o filho da parábola contada por nosso Senhor. O Filho por sua vez, que tinha sido enviado, enviou aos que escolhera. “Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos”, disse ele aos seus em certa ocasião. Seus enviados (os apóstolos) também foram mortos.

“Os vinhateiros”, ao invés de entregarem aos servos do dono da vinha os frutos a que tinha direito, que fizeram? Agarraram-nos e os maltrataram. A um moeram de pancadas, a outro mataram e a um outro apedrejaram. Na parábola, Jesus diz que o filho foi enviado por último. Na chamada história da salvação, todavia, o Filho vem logo depois dos profetas e depois dele vem os apóstolos.

Pedro, foi crucificado de cabeça para baixo; Paulo foi decapitado; Tiago foi morto à espada por ordem de Herodes; João Batista teve fim trágico na prisão; e Estevão foi apedrejado. E quantos dos fieis servos de Cristo não foram perseguidos pelos judeus da época de Cristo e pelos romanos durante sanguinárias perseguições contra a nascente Igreja?

Em um longo discurso feito perante autoridades judaicas, Estevão lhes lançou em rosto: “Qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles chegaram a matar os que anunciavam, de antemão, a vinda do justo...” (Atos, cap. 7, verso 52)

O autor da carta aos Hebreus escreveu sobre estes homens: “Outros sofreram o esquartejamento, outros ainda sofreram a provação dos escárnios e do chicote e a das correntes e da prisão; foram apedrejados, foram serrados, morreram assassinados à espada...” (Hb cap. 11, versos 35 a 37)

Muitos profetas enviados por Deus foram mortos, assim como os apóstolos por Cristo enviados em missão para abrir os olhos do mundo. São os servos da parábola deste domingo. Com Cristo, o proprietário da vinha espiritual que é a Igreja, não se deu coisa diferente. Também ele, o filho da parábola, foi morto por aqueles que deveriam tê-lo acolhido. Não sem razão está escrito no Evangelho de João: “veio para o que era seu e os seus não o acolheram”.

Cristo conclui a parábola dizendo aos judeus endurecidos: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a um povo que produzirá frutos”. O povo ao qual o Senhor se referia quando, estas palavras, pronunciou, é o povo de Deus que no Novo Testamento é a Igreja.

Quer Deus que sejamos árvores frutíferas, que demos frutos que os antigos judeus, aos quais em primeiro lugar foi dirigida a palavra, não deram. “O que glorifica meu Pai é que produzais fruto em abundância”.(Jo 15, 8) e que “o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 16)

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

ENCERRAMENTO DOS FESTEJOS ALUSIVOS AO SERÁFICO PAI FRANCISCO SEGUIDO DA PROCISSÃO

 No final da tarde e começo desta noite, após a celebração da Santa Missa,  presidida pelo Bispo Diocesano do Crato, dom Magnus Henrique, seguiu pelas ruas do bairro Franciscanos a procissão acompanhada por uma multidão de fiéis que atenderam ao chamado dos Capuchinhos para louvar e agradecer pela vida de quem foi na terra o protetor dos animais, das florestas, das águas e de toda natureza, por isso foi chamado do "Pai da Ecologia". 

VIVA SÃO FRANCISCO!

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Fotos e postagem de Tereza Neuma Macedo Marques