sábado, 11 de setembro de 2010

Geopark promove Seminário sobre projetos culturais

A Secretaria de Cultura, de Desenvolvimento Agrário e Instituto Agropolos, o Geopark Araripe, Ministério da Cultura (MINC) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) realizam nos próximos dias 13 e 14/09 o Seminário de Integração de Projetos Socioculturais do Geopark Araripe- Território Cariri.
O objetivo é formar a rede de Cultura Geopark Araripe, por meio dos projetos Mais Cultura, Tesouros Vivos e a rede Geopark para o desenvolvimento do turismo cultural sustentável territórial.
Temas como “Procedimento de Comunicação, Uso de Logomarcas, restrições do período eleitoral”, “Empreendedorismo e Geoprodutos” e “Territórios da Cidadania e Agricultura Familiar”, entre outros, serão apresentados.
Cerca de 149 participantes entre Gestores da Cultura, Meio Ambiente, Turismo, Conselhos Municipais de Meio Ambiente, técnicos, Geopark Araripe, Rede Mais Cultura, Bibliotecas Públicas e Comunitárias, Rede dos Territórios da Cidadania, MINC e Inec são esperados.
A programação dos dois dias começa a partir das 7h30 e encerram-se às 17h00. As palestras serão ministradas no Centro Regional de Referência da Saúde do Trabalhador, na Rua Tabelião João Machado, 195-A, Juazeiro do Norte.
Assessoria de Comunicação Geopark Araripe
Michel Macêdo
Assessor para Asssuntos de Comunicação
Sarah Menezes
Jornalista responsável
www.geoparkararipe.org
geoparknews@urca.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PADROEIRA VISITA MERCADO


Já está se tornando tradição a presença da imagem de Nossa Senhora das Dores no Mercado Central durante os festejos da Festa da Padroeira. Este ano ela esteve no dia 9. Durante todo o dia houve orações (terço dos homens e terço das mulheres), louvores, cânticos e no final da tarde a celebração de uma missa oficiada pelo Padre Monteiro. Os feirantes e visitantes se sentem bastante contentes com a presença da imagem da Padroeira de Juazeiro numa prova evidente do quanto a nossa padroeira é venerada. Os trabalhos de coordenação foram do casal Francisco e Tânia (da Paróquia de São Miguel) e da ministra da eucaristia, dona Adalgisa (do Santuário Basílica de Nossa Senhora das Dores).

MAIS LIVROS PARA JUAZEIRO

Na
manhã de ontem, quarta-feira, 8, a biblioteca municipal Dr. Posidônio
Bem, na Rua Santo Agostinho (quadro da bandeira), recebeu mais de 10
toneladas de livros, doados pela Fundação Anoch Rodrigues,  de Brasília.
O material  recebido será  utilizado no projeto “Uma Biblioteca em cada
comunidade”  que tem o objetivo de instalar bibliotecas comunitárias
nos seguintes bairros: Frei Damião, João Cabral, Antônio Vieira, Vila
Nova e no São Gonçalo,  na zona Rural de Juazeiro do Norte. Com este
projeto a prefeitura de Juazeiro do Norte, vai oferecer aos estudantes
dos bairros mais distantes da cidade e da zona rural acesso ao livro.
Vinte 
; bibliotecas serão montadas até julho de 2011, quando Juazeiro
comemora seu centenário. (ASCOM/PMJN)


domingo, 5 de setembro de 2010

A partida do meu sogro, Zeca Marques

Agosto de 2003. Viajamos a Aracaju, SE, para a comemoração do Dia dos Pais na residência do seu filho caçula, Jorge Luiz, que se encontrava com a saúde fragilizada e queria a presença dos pais e dos irmãos neste dia festivo. Havia também outro motivo: inaugurar uma praça construída no segundo andar de sua residência, para homenagear seu pai na comemoração dos seus noventa anos. Foi uma viagem especial justificada pela expectativa de ver a ideia maravilhosa do seu filho concretizada. Mas, ao chegarmos e ao presenciarmos o estado debilitado de Jorge, magro, pálido e sem disposição, ficando a maior parte do tempo deitado, foi aí que meu sogro, uma pessoa disposta, que praticava exercícios físicos, caminhava muito no comércio em busca das mercadorias necessárias para surtir sua lojinha de artigos religiosos e de ouro, sofreu um grande impacto. Seu coração já estava amargurado com a morte precoce de dois filhos (Walter e Samuel) e outro filho amado estava doente. Era demais para o peso dos 90 anos. Sua saúde ficou mais abalada, desde então. Aqui, acolá, uma gripe, pneumonia, intestino preso, a tristeza no seu semblante, a indisposição para o diálogo, para a conversa solta nos almoços dominicais. Na inauguração da praça, ele estava muito entusiasmado, feliz por receber um presente tão edificante de um filho, mas na ora de agradecer a homenagem, a voz tremeu. As lágrimas correram dos seus olhos. Sabia que seu filho não estava bem. Voltamos da viagem, sem o mesmo entusiasmo da ida, e ao chegarmos começamos os preparativos do aniversário dos seus noventa anos. Ficou combinado com os filhos, a reedição do livro de sua autoria Como eduquei meus filhos, com novo visual gráfico, com fotografias dos familiares, capa bem caprichada, para ser entregue no momento da comemoração do seu aniversário, no café da manhã que todo ano os irmãos maçons lhe ofereciam e também comemoravam o aniversário da loja a que ele pertencia, Evolução Nordestina. E assim aconteceu, uma manhã bonita, com os raios dourados do sol aquecendo nossas faces, foi entoado o Hino Nacional e a Bandeira Nacional hasteada por ele. No recinto, um café farto, com muitas guloseimas e no final da solenidade, Carlos Alberto, seu filho, falou e fez a entrega do presente, uma surpresa para ele, que era a reedição do livro, para ele autografar e distribuir com os familiares e com os amigos. Foi um dia muito animado, carregado de muita emoção. Muitos familiares estiveram presentes.
Mas com o passar do tempo, seu Zeca começou a apresentar lapsos de memória e D. Maria, minha sogra, falava que ele não queria mais conversar, não tinha mais animação para nada e nem queria se alimentar, e nem tampouco tomar água. Daniel resolveu levá-lo para um geriatra, achando que fosse depressão senil. O geriatra prescreveu alguns medicamentos, mas o resultado não foi o esperado. Continuava apático, só se animava um pouco nos domingos quando íamos almoçar em sua casa. Mas, fomos diminuindo estes almoços para não sobrecarregar minha sogra, que fazia questão de preparar o almoço. E assim, íamos sempre lá, bater um papo, brincar um pouco, mas o mutismo era o seu linguajar, a sua manifestação de que estava tudo bem. Algumas vezes o levávamos para passear de carro, apesar de ele não demonstrar nenhum entusiasmo. Aceitava somente para agradar dona Maria. Os dias passando e percebíamos cada dia mais o seu acabrunhamento, a sua indisposição para viver. Os membros endurecidos, as pernas não queriam mais obedecer, resolvemos contratar uma fisioterapeuta para acompanhá-lo com exercícios leves, com joguinhos para revigorar o seu raciocínio e o gosto de aumentar o seu tempo de vida com alegria. Até que ele aceitou de bom grado e dava até umas risadas quando Isabel, a fisioterapeuta, chegava para assisti-lo. Ultimamente nem isso ele estava querendo, ficava cochilando durante as seções de fisioterapia.
Ele sempre foi uma pessoa muito independente, talvez por ter nascido no Dia da Independência do Brasil, isto o fez uma pessoa batalhadora, influente e responsável por toda a sua família. Então, no meu entender ele não queria dar trabalho para ninguém, principalmente para sua amada esposa, que ele costumava dizer, “esta é minha mulher”, segurando no seu braço. Com ela foram setenta e dois anos de convivência amorosa, dedicada, harmoniosa e de bom exemplo. Deixa para todos nós, seus filhos, netos, bisnetos, noras, irmã, sobrinhos, cunhada uma grande lacuna. E aquela saudação que ouvia sempre dos seus lábios quando chegava a sua casa: “Como vai”? E também da frase que dizia quando me despedia, segurando em sua mão: “Já vai? tá cedo. Demore mais”. Ah, vou ter saudade e sei que algumas vezes irei chorar.
Foram quarenta e um anos de uma convivência sadia, de muitas experiências e ensinamentos adquiridos com ele. Um legado maravilhoso de amor dedicado à família. Vou guardar como lembrança sua, o seu sorriso, a sua afabilidade para comigo. E encerro a minha homenagem com as palavras que sua bisneta e neta minha, Heloísa, disse:
“Vó Maria, não chore, foi mais uma estrela que chegou no céu.”
Receba esta homenagem como forma de gratidão e estima.
Sua nora,
Tereza Neuma de Macêdo e Silva Marques
Em 8 de setembro de 2010


MAIS E-MAILS
A vida completa mais um ciclo. Começa um novo... Esperança e fé para todos.
Zé Valdo
Fortaleza-CE


Seu Zeca Marques fazia parte de minha família. Eu, Jorge, Zé Balbino, Daniel, Rosangela somos irmãos . Hoje seu Zeca e seu Zé Miguel (meu pai) confabulam juntos com Zuca, Samuel, Jorge e Walter capitaneados por Deus e pelo pe.Cícero lá no céu. Que os ensinamentos e ética sejam os norteadores dos que ficam. Do amigo e irmão Iderval Reginaldo Tenório
Salvador-BA.

sábado, 4 de setembro de 2010


ESTÓRIAS DO MURILO

Recolho em algumas entrevistas de Pe. Murilo à imprensa os esclarecimentos que ele, freqüentemente disseminava com os próprios romeiros, numa linguagem simples e direta, muito compreensível ao seu entendimento. É o caso da origem desta devoção que se celebra a cada dia dois de fevereiro. Ele dizia que “é porque a festa de Nossa Senhora das Candeias é a primeira festa de Nossa Senhora das Dores que existia no calendário, porque é o dia em que Nossa Senhora apresenta o menino Jesus no templo e escuta do velho Simião a profecia de que uma espada de dor traspassará seu coração. O padre Cícero que não podia celebrar a missa, benzia as velas lá na casa dele e vinha assistir a missa da purificação de Nossa Senhora. Como a devoção de Nossa Senhora aqui é envolvente essa festa é a mais antiga de Juazeiro.”

Pe. Murilo nos esclareceu como foi estabelecida a Procissão dos Caminhões, em 1974. “As coisas aqui vão nascendo conforme os romeiros descobrem. Eles têm uma mania de pedir para benzer os caminhões, e para eu não estar benzendo todo dia um, eu preferi juntar todos e dar uma recepção a eles, e fui me lembrando que talvez isso significasse muito pra eles. Realmente, o caminhão de romeiro e o ônibus que não vai pra essa procissão é como se fosse uma dor na alma do romeiro. Quando ele faz a promessa de vir, ele já se inclui como participante dessa noite festiva, dessa tarde festiva, tarde que Juazeiro atende ao chamado, por exemplo, nós pedimos a rua São Benedito para que as pessoas fossem para as esquinas, levando um pouquinho d’água, para o romeiro menor, para a criancinha que vem em cima do caminhão e que desde um hora da tarde esta agüentando o sol de setembro.”

Uma das cenas comuns nas romarias de Juazeiro do Norte é o ritual do romeiro e o chapéu que ele carrega na cabeça por todo o seu trajeto nos dias em que passa na cidade e para muito além da cidade, no seu retorno. Pe. Murilo nos esclarece este comportamento, porque “o chapéu de palha é um companheiro de todas as horas do romeiro, e as coisas mudaram, antigamente era falta de respeito você entrar na igreja com chapéu. Mas, se for o chapéu de palha, aí é um ornamento, faz parte da indumentária romeira, então, como a minha visão é popular, se hoje numa festa de casamento se coloca chapéu nas damas para ornamentação e elas entram, por que o romeiro num pode entrar com o chapéu? E, em segundo lugar porque é bonito, é um símbolo de nordestinidade e da nossa romaria.”

E sobre Juazeiro e Canindé, o que ele nos dizia? “A nossa romaria ela é pura e é nordestina, você não vê isso em Canindé. Há muita diferença. Primeiramente, a de Canindé não é nordestina, ela é cearense, riograndense do norte, e piauiense, embora seja maior a presença do Ceará, 200 vezes maior do que a presença do Ceará em Juazeiro. Porque aqui no Juazeiro houve as mãos da proibição da hierarquia. Enquanto lá em Canindé fazem é escangalhar. Pra você ver o que é peso de discurso. Hoje nós temos caminhões e ônibus da Serra Grande aqui, e nunca houve isso. Gente de São Benedito, de Viçosa. E todos os domingo vem cinco ônibus de Fortaleza, isso não só significa que a romaria de Juazeiro está puxando gente de Fortaleza, mas significa que muita gente do interior foi morar em Fortaleza e não perdeu a devoção.”

E a Romaria de Novembro? “Ela tende a ser maior, porque cada romeiro que assistiu e gostou, vai trazer um, não precisa você fazer propaganda de romaria no Juazeiro, receba bem o romeiro, que é ele quem vai dizer que rancheiro fulano de tal é ladrão, que beltrano não atende ele, nem que o padre fulano de tal acolhe você. A festa de novembro desse ano (1989) já vai ser muito grande. Porque agora houve umas incidências sérias, as chuvas em Alagoas, as enchentes no Recife... Como eles não podem deixar de vir, vão vir na festa em novembro. Em novembro vem também estudante demais, porque é feriado, e é também muito animado. A festa da padroeira também ainda tem um aspecto social muito forte, comunitário. É um momento de lazer, essas pessoas que vivem morrendo de trabalhar lá no cabo da inchada, na zona da mata, elas vem pra aqui se encontrar, dançar em carrossel, ir pra festa, ir pro cinema, esse tipo de coisa.”

SEMINÁRIO ARTEFATOS DA CULTURA NEGRA NO CEARÁ

Será realizado em Juazeiro do Norte, de 8 a 10 de setembro, o seminário Artefatos da Cultura Negra do Ceará, realização do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da UFC e do Núcleo de Africanidades Cearense.
PROGRAMAÇÃO - SEMINÁRIO
ARTEFATOS DA CULTURA NEGRA NO CEARÁ
DE 08 A 10 DE SETEMBRO DE 2010
LOCAL: SESC/JUAZEIRO
PROGRAMAÇÃO
DIA 08/09 NOITE
CONFERÊNCIA DE ABERTURA: As raízes africanas do couro e do gado brasileiro.
Dra. Viviane Lima (PUC/SP)
DIA 09/09: MANHÃ
DEFESA DE DISSERTAÇÃO (DE 8:00 às 12:00 h)
TÍTULO: Entre a escola e a religião: desafios para crianças de Candomblé em Juazeiro do Norte
MESTRANDA: Kássia Mota
DIA 09/09: TARDE
DEFESA DE TESE (de 14:00 às 17:30h):
TÍTULO: OS CONGOS DE MILAGRES E AFRICANIDADES NA EDUCAÇÃO DO CARIRI CEARENSE
DOUTORANDA: Cicera Nunes
Participação dos Congos de Milagres
DIA 10/09: MANHÃ
PALESTRA (de 08:00 às 10h): O negro no Ceará
Dr. Alex Ratts (UFG)
Video debate (de 10:00 às 12h): O Povo de Santo
Coordenação GRUNEC (Grupo de Valorização Negra do Cariri)
DIA 10/09 TARDE (de 14:00 às 17h):
PALESTRA: Africanidades e Afrodescendências na Educação Brasileira
Dr. Henrique Cunha Júnior (UFC)
Dra. Sandra Haydeé Petit (UFC)
Realização:
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - UFC
NÚCLEO DE AFRICANIDADES CEARENSE – NACE
Apoio:
SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO – SESC
GRUPO DE VALORIZAÇÃO NEGRA DO CARIRI - GRUNEC
NÚCLEO BRASILEIRO, LATINO AMERICANO E CARIBENHO DE ESTUDOS EM RELAÇÕES RACIAIS, GÊNERO E MOVIMENTOS SOCIAIS – N’BLAC
Curso de Extensão Iniciativas Negras; Trocando Experiências
Informações:
ciceranunes@hotmail.com
83 9620 4194
kassiamota@gmail.com

Como sabemos, Juazeiro teve no passado pessoas ilustres, outras bem populares, outras típicas do cotidiano e outras que se tornaram "lendas", as vezes do imaginário popular.Talvez o amigo esteja a pensar em certo senhor, que a despeito da "fama" que lhe dá auréola de (digamos, turrão, no bom sentido) objetivo em suas assertivas... não
é este de quem quero falar. Quando criança, ouvi muitas vezes alguém que pensava ser mais do que era, ou se vangloriava de qualquer assunto, sobre tal pessoa, dizia-se um tal ditado que se tornou "proverbial", naquelas épocas:"Só quer ser os TAMANCOS DE ROQUE". Daquela época, quem não se lembra? Mas, parece, que para tal ditado, existe uma rápida variante. Se eu estiver errado, me corrija...
Mas, com todo respeito, lembro-me do sacristão ROQUE, todo de branco, subindo a escadaria de madeira, que dava acesso para o campanário da igreja do Perpétuo Socorro.Meu avô morava muito próximo e sempre eu estava lá com minhas devotas tias. Ah, tempo bom, que não volta jamais...e ROQUE TOCAVA O SINO.
Desidério Ferreira
Fortaleza-CE