terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lenha na Fogueira ! Ademar ou Benjamim? Por:Renato Casimiro

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Renato Casimiro
Caro Severo,
Você me pede uma opinião sobre o excelente depoimento de Nirez, com respeito à participação de Ademar Bezerra Albuquerque na realização do filme com Lampião. A rigor, não ouvi ali nada do que não seja o restabelecimento da verdade. Nirez tem a seu favor um zelo muito grande por tudo que lhe cerca, seja na fotografia, na música e em todas as suas manifestações de grande memorialista.
Não há dúvida que o seu depoimento procura esclarecer a verdade sobre aquilo que, historicamente, se aceitou como sendo uma ação de Benjamim Abraão.
É perfeitamente factível que as atenções de Ademar Bezerra Albuquerque para não perder a oportunidade de realizar o trabalho, através de Benjamim, sejam verdadeiras e incontestáveis. E nisto o Nirez juntou detalhes fornecidos pelo Chico Albuquerque com grande propriedade para firmar a veracidade das afirmativas. Procurando imagens do Juazeiro antigo, não encontrei em muitos anos uma só que pudesse ser referida ao “fotógrafo” Benjamim. E olhe que ele tinha tudo para fazê-lo, pois no período em que foi secretário do Pe. Cícero, Juazeiro se viu descoberto por uma quantidade enorme de visitantes ilustrados e o dia-a-dia da casa do padre era muito favorável a isto.

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Efetivamente, este período de Juazeiro e do Pe. Cícero (época em que Benjamim servia à casa do padre) é muito rico em imagens fotográficas e filmes. A propósito destes filmes, reproduzo o texto que apresentei em nosso então jornal eletrônico Juazeiro on line, na sua edição de 18.01.2009, numa coluna denominada Juazeiro, por aí, que ainda pode ser encontrado disponível em http://www.juaonline.info/.
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FILMOGRAFIA(I)...
  
Numa consulta à Cinemateca Brasileira (Secretaria do Audiovisual/Minc), São Paulo, localizei dados sobre os filmes realizados pelo sr. Lauro Reis Vidal, durante sua visita a Juazeiro, em 1925. Foram três películas: um filme original, de 1925, e dois outros montados nos anos 1939 e 1955.
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FILMOGRAFIA(II)...
 
O JOAZEIRO DO PADRE CÍCERO (Infelizmente, a Cinemateca Brasileira não possui este filme), é um documentário inscrito na categoria de curta-metragem/silencioso/não-ficção. O material original foi em 35mm, BP, 16q. Produção de 1925, em Fortaleza, onde foi lançado em 08.12.1925, no Cine Moderno. A produtora foi a Aba Film, de Adhemar Albuquerque, que fez a direção. Sinopses: "Surpreendente filme natural apresentando magníficos aspectos da região do Cariri em que se vêem: Joazeiro, Crato, Barbalha e outros lugares, assim como Missão Velha, Lavras, Quixadá, Ingazeiras, Fortaleza, etc. Impressionante vista do grande açude do Cedro". (Jornal do Comércio, 28.11.1926). "Trata-se de uma bela reportagem cinematográfica do Cariri, zona em que o padre Cícero exerce a sua infatigável atividade e o seu grande prestígio. O Joazeiro, a cidade do padre Cícero, é apresentada em seus diversos aspectos, mostrando o seu progresso, o seu povo, enfim tudo o que ali existe de importante. Além do Joazeiro, o público aprecia outros bonitos pontos do sertão cearense, destacando-se o Crato, Barbalha, Missão Velha e o colossal açude do Cedro, obra grandiosa da engenharia brasileira. De Fortaleza há algumas, como sejam o porto, o passeio Público e o Parque da Liberdade. Há também belos trechos da estrada de ferro e fotografias de Lampião e seu grupo. É um filme digno de ser apreciado. Não fatiga o espectador. Ao contrário, torna-se atraente pela variedade de cenas, que desenrola. Além disto satisfaz uma curiosidade: mostra o maior domador de homens dos sertões, o padre Cícero Romão Baptista, que se apresenta em diferentes cenas, entre o povo que o aclama, em sua residencia trabalhando, abençoando afilhados e romeiros, discursando, enfim de diversas maneiras é ele visto na tela". (Jornal do Comércio, 02.12.1926)
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FILMOGRAFIA(III)...
 
O JUAZEIRO DO PADRE CÍCERO, o segundo documentário, foi realizado em 1939, na categoria de curta-metragem/sonoro/não-ficção, a partir de um material original anterior, em 35mm, BP, com duração de 8min, 220m, 24q. A produção foi de Lauro Reis Vidal, no Rio de Janeiro.
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FILMOGRAFIA(IV)...

PADRE CÍCERO, O PATRIARCA DO JUAZEIRO, o terceiro documentário, foi realizado em 1955, na categoria de curta-metragem/sonoro/não-ficção, a partir do material original em 35mm, BP, com duração de 11min, 300m, 24q. A produtora foi a Filmes Artísticos Nacionais, do Rio de Janeiro, e a co-produção foi de Lauro Reis Vidal, tendo como direção Alexandre Wulfes. Por exigência da época, o documentário passou pela censura em 19.01.1955, com o certificado 31942, válido até 19 de janeiro de 1960.
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FILMOGRAFIA(V)...

Comentários: Observe que fotos de Lampião são referidas em período anterior à sua visita a Juazeiro, em 1926. Algumas das cenas destes documentários podem ser vistas em outras produções recentes, tanto para cinema como para tv. Na ilustração da coluna de hoje, o arquivo do Juaonline apresenta algumas delas, em fotos que foram obtidas por Raymundo Gomes de Figueiredo (anos 50), a partir de fotogramas destas películas. Especialmente sobre esta primeira película, encontro um registro cartorial firmado pelo Pe. Cícero nos seguintes termos:
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1931, 13 de novembro - DOCUMENTO DO PADRE CÍCERO CONCEDENDO AUTORIZAÇÃO EXCLUSIVA, AO SR. LAURO DOS REIS VIDAL, PARA EXIBIÇÃO DO FILME" JOAZEIRO DO PADRE CÍCERO E ASPECTOS DO CEARÁ. "ÍNTEGRA: " Amigo e Sr. Laudo Reis Vidal. Saudações. Consoante os seus desejos, pela presente, dou a V.S. a exclusividade absoluta para exibição e representação cinematográfica em "qualquer parte do país e fora dele" de filme que diz respeito a aspectos deste município ou fora dele, nos quais figure a minha pessoa. Assim autorizado poderá V.S. fazer a exibição de qualquer película authentica que tenha obtido, ou que possa obter, conforme melhormente consulte as suas conveniencias e as aspirações gerais do povo, a exemplo da que já é de sua propriedade. Joazeiro, 13, de outubro de 1931. Ass. Padre Cícero Romão Baptista.(Lo. B-l, N° de Ordem 10, p. 18)

No dia seguinte, o Pe. Cícero faz constar no mesmo livro do primeiro tabelionato uma outra comunicação, reafirmando a concessão do dia anterior e ampliando suas prerrogativas: 1931, 14 de novembro - DOCUMENTO DO PADRE CÍCERO CONCEDENDO AUTORIZAÇÃO EXCLUSIVA AO SR. LAURO REIS VIDAL, PARA IXIBIÇÃO DO FILME "JOAZEIRO DO PADRE CÍCERO E ASPECTOS DO CEARÁ. "Integra: "Amigo e Sr. Lauro Reis Vidal. Local. Reportando-me a minha carta passada onde lhe concedo a exclusividade de minha exibição cinematográfica ficando V.S. com plena autorização por ser o único habilitado a propagar o município de Joazeiro e minha pessoa, através da mesma exclusividade, em todos os tempos, como proprietário do filme "Joazeiro, do Padre Cícero e Aspectos do Ceará" ou outro qualquer filme que possa obter; sirvo-me da presente para juntar as fotografias e documentos que solicitou, em relação separada e por mim assignada, como elementos precisos para a via de propaganda acima citada. Encerrando, cumpre-me, de já, agradecer a sua manifesta boa vontade para comigo, os meus amigos e as coisas do Joazeiro. Saudações. Joazeiro, 14 de novembro de 1931. Ass. Padre Cícero Romão Baptista.( Lo.B-l, N° de Ordem 12, p. 19/20).
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O ano de 1925 foi pródigo para filmagens em Juazeiro. Conhecemos a película realizada em 11 de janeiro, quando da inauguração da estátua ao Pe. Cícero, na Praça Alm. Alexandrino de Alencar; conhecemos a película realizada em setembro, quando da visita da comitiva do presidente Moreira da Rocha; conhecemos a que foi realizada por Ademar Albuquerque/Reis Vidal; mas não conhecemos uma que teria sido realizada por iniciativa do então deputado estadual Godofredo de Castro, neste mesmo ano.

É muito mais provável que Ademar esteja como realizador em todas estas películas e este relacionamento teria servido para oferecer um treinamento mínimo para o que viria anos depois com o filme de Lampião, pois é neste ponto que o testemunho de Chico Albuquerque a Nirez é importante.

Não tenho dúvida em aceitar que Ademar e Benjamim tornaram-se parceiros, sendo este cliente daquele e a quem poderia realizar pelo motivo apresentado por Chico Albuquerque e Nirez, o da confiança de alguém que não o punha, e a seu grupo, em apuros com a repressão policial.
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Embora tenha feito isto, publicamente, em depoimento durante uma edição do Cine Ceará, anos atrás, aproveito a oportunidade para relatar brevemente o que me foi ensejado conhecer desta atividade cinematográfica de Benjamim. No início dos anos 80, eu e Daniel Walker adquirimos uma coleção de fotografias antigas de Juazeiro e alguns pequenos pedaços destas películas que o seu proprietário, Raymundo Gomes de Figueiredo, cidadão juazeirense, mantinha como acervo e no qual se incluíam livros e jornais, e a que deu o nome de Arquivo Benjamim Abraão.

Quando adquirimos e isto foi divulgado pelo Diário do Nordeste, o fato foi relevado como se tivéssemos adquirido o Arquivo “de” Benjamim Abraão. A família de Benjamim, através de seu filho, então residente em Niteroi e comerciante no Rio de Janeiro, Atalah Abraão, instruído por Eusélio Oliveira, resolveu mover uma ação contra nós dois e a levou adiante nas instâncias de Juazeiro do Norte e Fortaleza. Vencemos nas duas e o material nos foi devolvido, anos depois. Mais adiante, numa conversa com o ex-senador da república, José Reginaldo Duarte, cuja família criou nos arredores de Juazeiro, o filho de Benjamim, o sr. Atalah, nos chamou para uma conversa onde algumas coisas foram faladas a respeito da frustração que aquele ato determinou para nós e para a família, sobretudo porque ficou demonstrado que nós não havíamos comprado nenhum roubo, portanto, não éramos receptadores de um acervo, até então procurado.

O sr. Reginaldo Duarte nos lembrou, inclusive, que por vários anos, encontrando-se diversos rolos de filmes pertencentes a Benjamim (não se sabe se apenas outros que não o relativo a Lampião) num canto da casa, na localidade de Brejo Seco, proximidades do atual Aeroporto Regional do Cariri, guardados em latas...

...a garotada do sítio tomava aqueles rolos e os queimavam durante as festas juninas. Certamente que por conta do material cinematográfico de então, sua queima se assemelhava a uma chuva de prata, coisa que fazia a garotada delirar.

Este é o fim trágico, pelo qual, inclusive tivemos que pagar duramente por uma suspeita descabida, a partir da ignorância e má vontade do então, meu amigo, Eusélio Oliveira, que não se permitiu aceitar o convite para conhecer de perto o que tínhamos comprado. A grande indagação que ficou, como moral da história foi mais uma grande dúvida sobre o que teria feito ou não Benjamim Abraão, como fotógrafo e cinegrafista, aluno de Ademar.

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Em tudo o que mencionei antes e do que ouvi, destaco: Sem querer por fogo na fornalha e já pondo, enfatizo o que registra a ficha da Cinemateca, mencionada: Há também belos trechos da estrada de ferro e fotografias de Lampião e seu grupo. Não é interessante que haja estas fotografias tomadas em data(s) anterior(es) a 1926. Observar que no filme com Lampião, Benjamim aparece usando um bornal com a inscrição Aba Film. Nunca houve omissão de que a produtora foi a Aba Film, de Adhemar Bezerra Albuquerque, que (também) deve ter feito a direção, à distância. Por isto, o depoimento de Nirez corrobora com as indicações anteriores de que ele era, efetivamente, produtor, diretor e fotógrafo destas películas em torno de 1925. Entre 1925 e 1936, quando filma Lampião, certamente Benjamim já teria apreendido objetivas e eficientes lições para manejar a máquina. Em mais de 10 anos de relação profissional com Ademar, Benjamim só teria feito isto? A resposta se foi, desgraçadamente, no fogo ingênuo das crianças, em noitadas de São João, nos arredores de Juazeiro do Norte.

Renato Casimiro
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8 comentários:

ADERBAL NOGUEIRA disse...

Satisfeito, extremamente satisfeito, em ter colaborado para uma possível reviravolta histórica, a palavra do mestre Renato Cassimiro, a maior autoridade mundial em Juazeiro e Padre Cícero, para mim é como um carimbo de autenticação ao que Nirez nos relatou em depoimento. Ninguém é infalível claro, mas a afirmação vinda de quem vem, quem sou eu para ainda ter dúvidas. Como diz o nosso caipira, e doutor das caatingas Alcino, a história dá voltas que ninguém imagina. ADERBAL NOGUEIRA.

José Mendes Pereira disse...

Apesar de não conhecer essas regiões citadas pelo escritor Renato Casimiro, mas parabenizo-lhe pelo excelente artigo publicado.
Para os que são conhecedores das demais localidades, estão recebendo informações precisas, no momento certo, quando o Miguel Ângelo de Azevedo, o "Nirez" que juntamente com Christiano Câmara memorialistas e pesquisadores da história de Fortaleza, apresentaram ao escritor Aderbal Nogueira, vamos dizer assim, um furo sobre a possível ideia de filmar Lampião nas caatingas ter sido de Ademar Albuquerque.

José Mendes Pereira - Mossoró - RN.

Anônimo disse...

Sensacional postagema amigo Severo, as informações do professor Renato Casimiro enriquecem em muito a historiogarfia notadamente o episodio da filmagem de Lampião por Benjamim Abraão.

Parabens

Marcos Coimbra Paz
Fortaleza

Anônimo disse...

Nirez já nos merecia todo o crédito, agora com essa matéria do renomado professor e pesquisador das coisa do Juazeiro, Antonio Renato Casimiro, o que dizer, a não ser o que o Aderbal fala: A história dá voltas que ninguém imagina.

Pelegrino Lopes P.

Anônimo disse...

Queria ouvir a opinião de.Ant.Amaury, Frederico Pernambucano,Pres. da SBEC.Lemoel Rodrigues, e tambem de Napoleão Tavares.
Raimundo Brito.

Lima Verde disse...

Amigo Manoel Severo, boa noite, bacana a disposição do professor Renato Casimiro em discorrer sobre essa novidade do Caso Nirez/Ademar/Benjamim, na verdade a cada dia aprendemos mais; não que tenha feito muita diferença entre quem teve a ideia original, mas se resgata a verdade do fato histórico, a partir de pessoas que relmente são profundos conhecedores, como é o caso do Renato Casimiro.

Essa informação documental de Pe. Cícero ao primeiro tabelionato de joazeiro para a comunicação, sobre a concessão ao Senhor Lauro Reis Vidal, é simplesmente fantastico. Parabens aos amigos.

Saudações,

Fernando Cesar L Verde

ENGENHEIRO GMARLON disse...

Aderbal, o que mais chama a atenção e por não dizer pela forma tragicômica é saber que a memória de tantas outras passagens se foi com as foqueiras de são joão da meninada de juazeiro do norte, é mole?!

parabens ao grande pesquisador Renato Casimiro.

Marlon

Anônimo disse...

Quem talvez estivesse por tras de tudo isso era o padre Cícero.

Paulinho


Definida programação artística para Romaria das Candeias

O humorista piauiense João Cláudio Moreno será uma das atrações para a romaria das Candeias deste ano. Com o seu repertório de imitações, paródias e piadas ele fará um espetáculo como forma de garantir a terapia do riso ao romeiro. Será na noite do dia 31 de janeiro na Praça dos Romeiros logo após a celebração de missa na Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. No dia seguinte, 1º de Fevereiro, e no mesmo local, será a vez do show de músicas religiosas com o Frei Rinaldo Stecanela, que é um dos diretores e apresentadores da TV Século 21. Dessa vez, o sacerdote se fará acompanhar da sua Banda Trindade. No ano passado, ele foi bem aplaudido no show que fez para os romeiros. As duas apresentações já integram o calendário das comemorações relacionadas com o Centenário de Juazeiro. O prefeito Manoel Santana voltou a conclamar a todos no sentido da integração em nome de uma grande festa pelos 100 anos do município.(Texto e fotos de Demontier Tenório)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Quem se lembra do tempo em que as pessoas faziam o percurso Juazeiro-Crato-Juazeiro viajando num tipo de transporte coletivo muito conhecido no Brasil pelo nome de sopa? Pois bem, aí está a foto de um desses veículos pertencente à frota de Jacó & Cia. As sopas imperaram em Juazeiro e no Cariri até a chegada dos ônibus. Outro tipo de transporte coletivo também muito usado no passado para fazer o mesmo percurso foi a Kombi, produzida pela Volkswagen. Atualmente este percurso está sendo feito por meio de ônibus, van e metrô,este com apenas um ano de existência. Da sopa ao metrô foi um grande passo para o meio de transporte coletivo do Cariri. (Foto do acervo do professor Luiz Magalhães)

Novo Juazeiro tem moderno supermercado

O Bairro Novo Juazeiro acaba de receber mais um grande equipamento para fazer jus ao seu vertigionoso surto de desenvolvimento.Trata-se do Supermercado Nogueira visto na foto acima, localizado na Avenida Radialista Coelho Alves, em frente à Rádio Tempo FM. Este bairro até pouco tempo sem muita expressão comercial, desponta agora como um grande centro de negócios além de se notabilizar também como uma ótima opção residencial. Enquanto isto, sua população aguarda com visível ansiedade o início da construção do Shopping Juazeiro para alavancar mais ainda o desenvolvimento daquele bairro.

Base comunitária da GCM funciona no bairro Triângulo

A Prefeitura de Juazeiro implantou mais uma Base Comunitária de Segurança da GCM – Guarda Civil Municipal – atendendo agora a comunidade do bairro Triângulo. A nova base está funcionando na Escola de Ensino Fundamental e Médio Zila Belém. A Secretaria de Segurança Pública do município está disponibilizando um subinspetor e 12 guardas, uma viatura (motocicleta) e ht’s (rádio de transmissão). A Prefeitura já implantou bases comunitárias de segurança nos Bairros Frei Damião, Timbaúbas e Franciscanos. Segundo Cláudio Luz , Secretário de Segurança, “a operacionalização tem sido repleta de êxito porque além da preservação do patrimônio público, a partir destas bases, a Guarda tem atuado na prevenção a violência e combate ao trafico e uso de drogas e incentivado à prática esportiva”.
Esta foto do acervo do radialista Wilton Bezerra mostra o time de radialistas que disputou torneio de futebol society na sede campestre do Treze Atlético Juazeirense. Pela ordem, em pé, em sentido horário: Deca, Wilton Bezerra, Jurupi e Jussiê Cunha. Agachados: Ernane, Arnaldo, Heriberto Marques, Álbis Filho e Bosco Alves.