sábado, 29 de janeiro de 2011

Juazeiro a Caminho do Centenário

Juazeiro na década de 20
Juazeiro na semana passada
A imagem atual, por si só, dispensava qualquer comentário, pois está explicita demais. Mas não resistimos à tentação de comentar alguma coisa. Naquele tempo, na década de 20, quando o movimento de veículos em nossa cidade era insignificante, era tolerável a presença de jumentos nas ruas do centro. Mas atualmente, com o caos em que se encontra o trânsito aqui, não deve ser permitido que esses animais - que são também utilizados como meio de transporte - trafeguem tranquilamente pela contramão, pois no trecho em que eles estavam quando a foto foi feita, aquela via (Rua São Francisco-Praça Padre Cícero) é de sentido único. Como eles são burros, não sabem disso, mas alguém precisa alertá-los. Mas o melhor mesmo, é não permitir a presença deles ali, pelo menos agora que o municipio caminha rumo ao seu Centenário, a fim de poupar os turistas de tão deplorável cena.

Saudades do Professor Luiz - Por Renato Casimiro

Desde que o fato aconteceu – sua morte repentina, a lembrança do Prof. Luiz Magalhães me vem à mente por inúmeros fatos dos quais muitos de nós, os que cursaram o Ginásio Salesiano, no início dos anos 60, especialmente entre 1961 e 1964, se lembrarão. Recolho dos meus guardados esta foto de uma excursão que fizemos em julho de 1964, para o Rio de Janeiro, a bordo de um ônibus da Viação Varzealegrense (de seu Chagas Bezerra). O prof. Luiz Magalhães era um dos que a instituição indicara para nos acompanhar, ao lado do então prof. de português, o Pe. Luiz Alberto Peixoto. Nesta foto, eis nos aí, às margens do Velho Chico, já tendo atravessado para a Bahia, na manhã do dia 02.07.1964, na localidade de Barra do Tarrachil. No “instantâneo” estamos, da esquerda para direita, na frente, agachados ou sentados: Antonio Onofre e Silva, João Macedo Cruz, José Waldizar Figueiredo, Francisco Wilton Silva Barbosa, Antonio Alves Carvalho, Diacir Andrade de Oliveira e José Hélio Freitas Brito; Por trás, em pé, na mesma ordem: Prof. Luiz Magalhães, José Wilson de Lima, Luiz Robério Alencar Gonçalves, Bento Leite Soares, João Tadeu Lustosa de Brito, Vivaldo de Carvalho Nilo, Francisco Eduardo van den Brule Matos, Antonio Renato Soares de Casimiro, José Marques Filho, José Evaldo de Alencar Santos, Antonio Magliônio Soares Feitosa e José Evandro Filgueiras Magalhães.

Padre Murilo: 53 Anos da chegada em Juazeiro

Em 6 de fevereiro de 1958, o padre Francisco Murilo de Sá Barreto chegou ao Juazeiro do Norte para iniciar a mais relevante missão evangelizadora da história do Cariri, culminando com a atitude corajosa de organizar as romarias em torno da figura do Padre Cícero. Sob as bênçãos da Mãe das Dores, desenvolveu com honra e louvor seu trabalho durante quarenta e oito anos.
Domingo, dia 06 de fevereiro de 2011, às 19h, na Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, haverá missa solene, quando comemoraremos 53 anos do encontro entre o jovem padre e o querido Juazeiro do Norte.
Sua presença é gratidão e reconhecimento. Mais um evento dentro das comemorações do Centenário de Juazeiro do Norte. Na oportunidade será distribuído o cordel em homenagem a Padre Murilo, de autoria de sua aluna Mária de Fátima Gomes.

Caos na saída de Juazeiro



As fotos acima mostram como ficou o movimento de ônibus no entorno do Santuário do Sagrado Coração de Jesus (Igreja dos Salesianos) por ocasião da Missa do dia 2o, em memória do Padre Cícero. Como aquela igreja já é uma grande atração turística para os romeiros está sendo bastante visitada. O problema é que não há espaço para estacionamento dos ônibus e assim eles ficam estacionados nas imediações da igreja, prejudicando sensivelmente o trânsito, uma vez que é justamente por ali que está a principal via de saída de Juazeiro. A situação tende a se agravar e a única solução é desocupar áreas em frente aquele Santuário para fazer o estacionamento dos ônibus, a exemplo que já está acontecendo na Basílica de Nossa Senhora das Dores, que é também outro grande centro de visitação romeira.



FOTOS ANTIGAS
Por Renato Casimiro
A rede mundial de computadores se tornou um espaço enorme para guardar imagens que estavam dispersas pelo mundo, em arquivos particulares ou institucionais. Disto, nós que vivemos com esta mania de procurar velhos flagrantes da história e do cotidiano de Juazeiro do Norte, temos colhido muitos frutos. E eu sou, na medida da minha disponibilidade um garimpeiro itinerante nesta tarefa. Ao acaso, exponho aqui algumas destas imagens recentemente encontradas.
Fotos 1 a 4: Das minhas lembranças, nos anos 50 (como em 1952, nestes flagrantes contidos no arquivo do CPDOC – da Fundação Getúlio Vargas, RJ) as atividades no campo experimental da velha e querida Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte eram momentos de grande significação vividos pelos docentes e alunos. Afinal, ali se tratava de realizar experimentalmente um dos avanços da pedagogia moderna, preconizada pelas linhas que estabeleceram a chamada Escola Nova. De tudo se conhecia um pouco sobre as culturas agrícolas. Assim foi plasmada a formação das professoras ruralistas, sob a batuta de Amália Xavier de Oliveira e de uma equipe de professores como talvez nunca se tenha visto reunida numa mesma escola da região. O tempo e a renovação modesta de seus quadros podem ter determinado a superação da Escola, nunca o seu fim.
Foto 5: A rua do Pe. Cícero, em 1952 (em foto do site do IBGE), quase no cruzamento com a atual Pe. Pedro Ribeiro da Silva. Na tranqüilidade de uma cidade de tão poucos veículos, uma rua principal com dupla mão. Descendo uma velha “sopa”, o ônibus de então, que se permitia levar carga por sobre o teto, e poucos passageiros. O posteamento da energia elétrica, um aqui, outro acolá, ainda era o original do serviço municipal, cuja geração estava nas proximidades do mercado público. Praticamente não se vê iluminação pública. Nas calçadas, ainda se podia encontrar revestimento feito de tijolo cru.
Foto 6: Rua São Francisco, quarteirão da Praça, começo dos anos 60 (em foto do site do IBGE). Ainda dá para lembrar a farmácia de Pedro Carvalho (antes o escritório de Odílio Figueiredo, e a sede da Soelca), o Cartório Machado, a pensão da mãe de meu amigo e colega do Salesiano (“Passarinho”), os sobrados, o CRP, o cine Avenida (depois, pensão de Zé Calado, e Hotel Municipal), a camisaria de Alcântara, o consultório de Dr. Possidônio da Silva Bem, a Tipografia Mascote, o ambulatório de Dade Magalhães, e um solitário pé de fícus benjamim no meio da rua...
Fotos 7 e 8: A feira dos sábados, em 1952 (em fotos do site do IBGE). Dois flagrantes (7-Rua São Pedro; 8-Rua Santa Luzia). No primeiro, revejo, quase no cruzamento das ruas São Pedro com São Francisco – início do “Quarteirão Sucesso” (Êêêêê, Darim), à direita, as duas portas que seriam do Centro Elétrico, de Luiz Casimiro, (a partir de julho de 1954). Depois, fecho os olhos e vou contando, do mesmo lado: Armazém Feijó, Casa Alencar, Bar e Sorveteria Havaí (Guimarães), Aliança de Ouro, Casa 1º de Maio (Burica), Casa Rosada (Vicente Teixeira), Casa das Meias (Mário Vidal), Casa Menezes (Zé Menezes Pereira), Farmácia São Vicente. No segundo, na Rua Sta. Luzia (entre as ruas São Paulo e São Pedro), revejo à direita, o escritório dos irmãos Almeida (José e Otacílio), logo depois o Cine Eldorado e segue na direção da Rua São Pedro. Do lado esquerdo, ao fundo, um pedaço dos prédios de comércio (vistos de lado e de costas), M. Oliveira (de Walkíria e Manoel Oliveira), de Zé Firmino e de José Gonçalves Magalhães. Pelo meio da rua, o comércio de cordas, estendidas de calçada a calçada. Se não tivesse cuidado, era queda na certa...
Fotos 9 e 10: Em Novembro de 1922, chega a Joazeiro, a comissão chefiada pelos srs. Ildefonso Simões Lopes (ex-ministro da Agricultura), General Cândido Mariano da Silva Rondon (Foto 9) e Paulo de Morais e Barros (deputado federal). Este é o mesmo Morais e Barros a quem Floro Bartholomeu da Costa teve que dedicar veemente discurso na câmara. Desta comissão faziam parte diversos engenheiros e um técnico americano que realizavam estudos pelo Nordeste, especialmente na área de atuação da Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS) (Foto 10). Fizeram visita ao Pe. Cícero e conheceram a cidade. As imagens são dos arquivos do CPDOC/FGV, RJ.

ERREI!!!!
RODRIGO SANTIAGO
Na coluna Juazeiro, por aí (dia 22, pp), cometemos uma imprecisão ao mencionar a participação do grande ator Rodrigo Santiago na minissérie Padre Cícero (Rede Gobo de Televisão, 1984), reproduzindo uma foto do ator Rodrigo Santoro. Efetivamente, “Rodrigo Santiago, ator de teatro e telenovelas participou de alguns momentos importantes da vida cultural do nosso país. No dia 18 de julho de 1968, quando o Brasil vivia sob o regime militar e as artes submetidas à censura o grupo CCC invadiu o teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou artistas e depredou o cenário. A peça era “Roda Viva”, um musical do Chico Buarque, com a Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Dois anos antes Rodrigo já tinha participado da novela “Somos Todos Irmãos”, na Tupi. Mas foi em 68 que ele começou pra valer na televisão, vivendo o Carlucho na novela que mudou a história: “Beto Rockfeller”. Em seguida fez “Super Pla” também na Tupi. Em 71 com “Nenê Bandalho” foi consagrado como ator do cinema. Em esteve em “O Rebu” na Globo. Voltou para a Tupi e integrou o elenco de “Vila do Arco” em 1975. Se ausentou da telinha para se dedicar ao cinema e ao teatro. Voltou para fazer "Gaivotas", na Tupi, “Os Imigrantes” na Bandeirantes, "Lampião e Maria Bonita" e "Padre Cícero (no papel do jornalista José Joaquim Telles Marrocos)" na Globo, a série independente "Joana" com Regina Duarte, exibida na Manchete e SBT, "Tenda dos Milagres" na Globo e a novela "Corpo Santo", na Manchete. Em 88 esteve em “Fera Radical” na Globo, onde fez também “Araponga”, “ O Amor Está no Ar” e vários episódios do “Você Decide”. Rodrigo morreu numa quarta-feira, dia 13 de outubro de 1999, de insuficiência cardíaca, em São Paulo, aos 56 anos. Como não tinha jeito de galã, foi sempre escalado para coadjuvantes. Nos últimos anos trabalhava também como professor de arte dramática da USP. Sua última aparição foi no filme “Cronicamente Inviável”, de 2000.” (http://www.museudatv.com.br) (Com nossas desculpas e um agradecimento ao leitor atento, o Pe. Francisco Roserlândio de Souza, Diocese de Crato.)

Aeroporto: Movimento de 2010 foi menor


Segundo dados oficiais do INFRAERO, o Aeroporto Regional do Cariri não atingiu em 2010 um melhor desempenho como o do ano anterior. Ficou cerca de 1,21% abaixo daquele, e bem distante do que seria sua marcha de expansão, considerando-se a projeção que estes dados poderiam antever. Todos são unânimes em afirmar que o potencial da área de influência deste aeroporto é muito grande e só esperamos que as últimas providências, para as solução das questões crônicas do equipamento sejam equacionadas, novas empresas e opções de vôos sejam disponibilizados, bem como sejam praticadas melhores tarifas, como em outras regiões do país.(Renato Casimiro)



Como é gostoso reviver bons tempos, relembrar fatos e acontecimentos passados que o tempo levou. Hoje, trago para apreciação dos leitores do blog do juaonline uma sequência de fotografias amareladas pelo tempo, mas que mostram ocasiões que marcaram épocas e que nos dias atuais já não existem, ou perderam o sentido.
A primeira foto mostra um tipo de montagem muito usada em destaque na sala de visita das residências. Denotava um padrão de vida mais elevado. A criança era focalizada em várias poses, com um colorido suave, como se fosse pintado. O fotógrafo já andava com os objetos que seriam utilizados na montagem, e visitava casa por casa perguntando se havia crianças para fotografar.
As fotos seguintes registram três tipos de formatura (Doutorando do ABC, Curso de Datilografia e Conclusão do Curso Ginasial); Convites de Aniversário, de Primeira Eucaristia e Participação de nascimento de filho.
Ah! que saudade! Estas fotos existentes no meu arquivo deixaram saudades mesmo. Coisas assim , tão comuns ontem, hoje com a era da informática onde tudo é rápido e deletável, não fazem mais parte do cotidiano da sociedade.
Por hoje, é só. Fiquem todos com um gostinho de saudade.
Não esqueçam dos comentários, das sugestões e de enviar matérias que podem ser aproveitadas e também fotos interessantes. Gostamos de novidades.Até lá.
E-MAIL RECEBIDO:
Oi! Parabéns pela sua contribuição ao blog. Suas lembranças são maravilhosas, as boas lembranças são sempre bálsamos para o espírito.Continuo achando que a escritora, historiadora, jornalista e a titular do blog vai ser Você. Continue, porque eu resolvi que não adivinho nada.Você sempre escreveu muito bem.Portanto estava claro a minha intuição. bjs Tereza Fátima.
RESPOSTA: Tereza: sabe que tão grande responsabilidade não quero assumir?. E outra coisa, não tenho fartura de assuntos como Daniel. Fico feliz em receber elogios de você, minha amiga, mas acho que desta vez você foi generosa demais. Continue enviando comentários, pois eles são sempre bem-vindos.