sábado, 7 de maio de 2011

No tempo da Poupança Credimus

A foto acima é do tempo em que as empresas de poupança funcionavam em prédios separados dos bancos. Esta mostra a agência da Caderneta de Poupança Credimus (na sua primeira localização, no local onde antes funcionou o Baú das Confecções) que fez muito sucesso em Juazeiro até ser vendida ao Bradesco. Pouco tempo depois ela deixou seu prédio na Rua São Pedro e se instalou dentro da própria agência do banco, na Rua Santa Luzia, e aí perdeu todo o seu charme original. No tempo da Credimus a gande atração que despertava a curiosidade dos clientes era o cofre gigante que ficava à entrada do prédio, girando as moedas e chamando a atenção dos transeuntes que passavam pela Rua São Pedro. Outra grande atração era o cofrinho para juntar moedas que era dado como brinde aos depositantes. Na época de lançamento de juros e correção monetária a agência ficava superlotada e a movimentação financeira era muito grande, mas ninguém temia assalto, pois isso naquele tempo (década de 70 em pleno regime de ditadura militar) nem pensar!  Abaixo mostramos a capa de um dos modelos da Caderneta de Poupança Credimus. Quem se lembra?

Família Sabiá

A foto histórica acima, que nos foi fornecida por Raimundo Araújo, mostra a Família Sabiá em Juazeiro do Norte. Ao centro, vemos, sentado, o patriarca da família, Antônio Venâncio Sabiá, carinhosamente conhecido como Paizinho Sabiá. Da direita para a esquerda, os filhos em ordem cronológica: Harry, Valdy, Wilson, Welaskes, Divo, Lurtizê, Patrique, Itanê, Paulo Ismat, Fernando, Antônio e Siralan. Sentadas, da direita para a esquerda as noras Iolanda, Terezinha, Darcy e Maria do Céu, e ainda os netos Bernadete, Murilo e Pedro Eugênio.

O HOMEM:  JOSÉ MARROCOS
Professor José Joaquim Telles Marrocos. Foi um dos maiores intelectuais e humanistas que o Cariri já teve. Natural do Crato, filho do padre João Marrocos, estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, mas não conseguiu se ordenar (foi expulso). Foi educador, fundou escolas em Crato e em Juazeiro. Jornalista destemido que muito contribuiu para a abolição da escravidão no Brasil, com destacada atuação no Rio de Janeiro, onde escreveu no jornal abolicionista Gazeta de Notícias, atuando ao lado dos famosos abolicionistas José do Patrocínio e Carlos de Laet. Em Fortaleza escreveu artigos inflamados no jornal O Libertador, protegido sob o pseudônimo de Wilberforce. Em Juazeiro foi grande defensor e principal arauto dos milagres ocorridos em 1889, quando a hóstia sangrou na boca da beata Maria de Araújo. Portanto, Marrocos tinha razões de sobra para se contrariar por não ter sido convidado para compor a equipe fundadora do jornal O Rebate.  Faleceu em Juazeiro no dia 14 de agosto de 1910.

O FATO:
19 DE JULHO DE 1909. Um dia após a inauguração do jornal O Rebate, o professor José Marrocos (que nesta época não estava em Juazeiro) magoado por não ter sido convidado para participar da inauguração do jornal, envia carta ao Padre Cícero dizendo entre outras coisas que:
 “Todo o sábado (17 de julho de 1909) passei à espera da participação da festa inaugural da imprensa do Joaseiro: queria selar com minha humilde assistência o novo progresso d'uma terra, que sempre foi de minha estima, e por cuja prosperidade trabalhei o pouco que me foi possível. Esperei em vão e desapontado senão muito contrariado assumi outros compromissos... Em todo caso muito senti não ter testemunhado o novo progresso do Joaseiro: mas creia-me que não sou nem posso ser-lhe indiferente e daqui mesmo exclamo: Viva o Joaseiro!” (Fonte: História da Independência de Juazeiro do Norte, de Daniel Walker)

Lembranças da Rua São José I - Dona Della
Hoje trago uma pessoa muito simpática, amável, dócil e educada com quem convivi por muitos anos frequentando sua casa. Trata-se de Landelina de Vasconcelos Bispo, carinhosamente chamada de Dona Della, residente na Rua São José, 793, próximo a minha residência. Ela foi professora do Círculo Operário São José e do Tiro de Guerra, pessoa muito responsável, nada a fazia faltar ao trabalho. Sempre a via com uma pasta contendo a chamada e os livros que  usava para ministrar suas aulas, e uma bolsa a tiracolo. Era muito querida pelos seus alunos, eles sempre a acompanhavam até a sua casa, isto porque ela trabalhava à noite. Muito dinâmica e batalhadora, não se satisfez só com a profissão de professora e investiu noutra profissão e criou em sua própria residência uma minifábrica de confecções de artigos para cozinha, como roupinhas para vestir  liquidificador, bujão de gás, toalha para fogão, pegador para geladeira etc. Confeccionados em plástico transparente tipo caroçudinho,  como se fosse umas bolinhas, de várias cores, amarelo claro com florzinhas, verde claro, azul claro, rosa com flores brancas, liso de várias cores... parece que estou vendo! Os fardos de plásticos, dentro dos rolos encostados na parede, era assim sua sala de trabalho. Lembro que quando ia para sua casa sempre a encontrava trabalhando, cortando o material para entregar para as funcionárias executarem o acabamento. As peças que confeccionava eram muito procuradas e por isso havia várias pessoas trabalhando para que dessem conta das encomendas. Os conjuntos, alguns feitos com aplicação de frutas, outros com tirinhas pregueadas como fluflu, com gatinhos, coelhos aplicados, a variedade era enorme. Ela usava muito a imaginação para criar modelos novos. A clientela era grande, abastecia as lojas do Mercado Público, algumas pessoas compravam para vender noutras regiões e vendia também no varejo para atender a alguma amiga que desejava comprar. Fui clientela dela. Também fabricou muita dorminhoca, a bonequinha que ficava deitada de bruços na cama. O material usado para confeccioná-la era pelúcia, de cor rosa ou azul. Tinha um rostinho lindo, olhos azuis e uma franjinha de cabelos louros dentro do chapéu. Apareciam somente as mãozinhas, os pés faziam parte do corpo. Na barriga pregava-se um zipper onde se guardava a roupa de dormir. Era uma gracinha. À medida que ia terminando de confeccioná-las ia colocando-as em cima da cama, ficava linda a fileira de bonecas expostas, o colorido chamava  atenção. Dona Della sempre cordial, risonha e com uma voz muito mansa, recebia as amigas e amigos dos filhos com muito carinho e sempre oferecia lanches. Lembro de um que apreciava bastante: goiabada de lata com queijo de coalho cortado os pedacinhos, que hoje tem um nome requintado - Romeu e Julieta. Ah, que tempo bom! Sempre que a encontrava na rua ela parava para me cumprimentar e  aproveitava para cobrar uma visita, isso quando eu já estava casada. É bom relembrar o tempo passado com pessoas que nos fizeram felizes e que nos deixaram saudades! Atualmente sua casa não existe mais, pois foi vendida, demolida  e o terreno incorporado à Clínica Hospitalar São José.          

Na montagem fotográfica acima vemos, no sentido horário: Dona Della, sua casa e alguns dos artigos que ela confeciconava (camisa de liquidificador, dorminhoca e toalha de fogão).
A dorminhoca pertence a Inácia Gomes e o conjunto de capas de liquidificador e fogão são de Iraci Moreira, a quem agradeço pela gentileza de me fornecer para fotografar.

E-MAILS RECEBIDOS
Oi Neuma, sou sua fã e do blog todo...você não esqueceu nenhuma das nossas brincadeiras infantis  noturnas. Naquele tempo,  quase sempre em todas    as calçadas  que  passávamos estavam    riscadas de carvão com a brincadeira   da  macaca. O importante é que todos participavam, independentemente do nível social ou financeiro. Nas férias, na fazenda de papai, os filhos dos trabalhadores todos participavam das rodas de ciranda, lado direito desocupado, entre outras. Fomos de uma época feliz!!!!!!
Tereza Fátima, Juazeiro
Oi minha amiga Tereza, você sempre presente acrescentando informações que enriquecem e trazem para o conhecimento dos nossos assíduos leitores o que aconteceu em épocas passadas e também fazendo lembrá-los de que também fizeram ou participaram de tais brincadeiras ou já ouviram falar.
Grata e um abraço, feliz Dia das Mães.
Tereza Neuma

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Região demanda curso em Hotelaria

A principal necessidade deste Município na área de educação superior é a criação de um curso de nível tecnológico em Hotelaria e Turismo, com ênfase em gestão. O pleito foi colocado ontem para a presidente do Instituto Centec, Geórgia Aguiar, pelo chefe de gabinete da Prefeitura do Município, Geraldo Carneiro, e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos. Do encontro, realizado no gabinete do prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana, ausente porque teve de atender a outro compromisso, participaram o diretor da Faculdade de Tecnologia Centec Cariri, Raimundo Gangeiro, e Albeniza Noronha, da diretoria de Ensino do Instituto Centec. Como justificativa, os secretários informaram que para o Município convergem 96 cidades que movimentam em Juazeiro do Norte 50 mil pessoas por dia, 20% da população, a entrar e sair. De acordo com a Prefeitura, Juazeiro do Norte está consolidada como polo de educação superior com 11 instituições e 67 cursos de graduação e pós-graduação. A cidade possui 20 hotéis, 319 ranchos de romeiros, 11 pousadas e 162 restaurantes e bares. Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e Urca, José Carlos dos Santos disse que as áreas de Turismo e Hotelaria constituem uma grande carência local de profissionais capacitados.
"Não adianta oferecer cursos de curta duração como o de garçom, com 200 horas de aula, mas dar uma formação mais consolidada", argumentou o secretário. Ele também defendeu a oferta de curso de Informática no nível tecnológico na Fatec Cariri. "Este campo está muito aberto", afirmou.
O diretor da Fatec Cariri ofereceu cursos de 260 horas para capacitar pessoal na área de serviços em construção civil, de eletricista predial, gesseiro, pedreiro, carpinteiro etc. José Carlos informou que as secretarias recorrem à Pasta de Obras, que tem a missão de cuidar dos desafios da cidade na área mais ampla do urbanismo, para resolver consertos que poderiam ser resolvidos por pessoal capacitado da próprias pastas.
Por ano, o Governo do Estado investe na Fatec Cariri R$ 450 mil em custeio e R$ 3,3 milhões em pagamento de pessoal por meio do Instituto Centec, informou Geórgia Aguiar. A presidente do Centec propôs, e os secretários aceitaram, agendar uma reunião do diretor da Fatec Cariri com os secretários de Saúde, Educação, Ação Social e Meio Ambiente para apresentar os serviços do Centec e no que a instituição pode interagir para atender as demandas locais.


Representantes do Centec e Prefeitura de Juazeiro traçam ações de desenvolvimento do turismo
FOTOE TEXTO DE: ELIZÂNGELA SANTOS - Diário do Nordeste

Foi lançada ontem, no restaurante Marco Polo, em Juazeiro do Norte, a Cariri Revista. A solenidade contou com a presença de muitas autoridades políticas da região do Cariri, com representação das prefeituras de Crato e Barbalha e nenhuma oficialmente de Juazeiro. Estiveram presentes os deputados federais Arnon Bezerra, Raimundo Macedo, Manuel Salviano,  Domingos Neto e Antonio Balman  e o deputado estadual Sineval Roque. Nenhum vereador de Juazeiro compareceu e isto deu o que falar. A Cariri Revista tem como editora geral a jornalista Tuty Osório e  como diretores Isabela Bezerra e Renato Fernandes. É formada por uma equipe de jovens talentosos que trabalha com muito profissionalismo. A revista traz em sua matéria de capa  um trabalho sobre Espedito Seleiro, o famoso Mestre do Couro de Nova Olinda, pessoa hoje conhecida nacionalmente. A revista se apresenta como mais um canal de divulgação das potencialidades do Cariri e sua pauta está bem estruturada. Tem conteúdo e visual dignos das grandes publicações do gênero. A tiragem é de 30 mil exemplares. Também haverá um lançamento em Brasília. 

Praça da Biblia
















Após a saída da feirinha da troca da praça em frente ao estádio Romeirão, a prefeitura de Juazeiro do Norte vai fazer uma reforma nesse espaço, e entregar a Praça da Bíblia. A  ordem de serviço para a concretização da Praça da Bíblia será assinada nesta sexta-feira, 6, às 17 horas, pelo prefeito Dr. Santana, no local onde será feita a reforma. De acordo com Rafael Apolinário, secretário de Infraestrutura,  o valor da reforma é de R$ 149 mil, sob a responsabilidade da GRPA Construções, e será entregue em 90 dias. Os recursos para a obra são do próprio município. A reforma constará de  arborização, construção de quiosque e de um coreto, implantação de uma academia popular, colocação de novos bancos e  playground. A praça terá ainda bem no centro, a construção de um monumento em homenagem à Bíblia. A ideia do prefeito Dr. Santana é melhorar esse espaço, deixando-o humanizado, servindo como ponto de encontro das famílias juazeirenses. A  praça vai melhorar o aspecto urbanístico do bairro e do estádio Romeirão.
Fonte: Secretaria de Infraestrutura