domingo, 5 de junho de 2011

Onde comer bem

Aqui estão duas excelentes opções para se comer bem em Juazeiro do Norte: O Marco Polo e o Sirigado do Pedro, ambos na Lagoa Seca. Locais aprazíveis, com excelente cardápio e que são um atestado eloquente do grande salto de desenvolvimento atualmente em voga nesta cidade. Isto é progresso! 

FMJ divulga Centenário de Juazeiro

Este é o adesivo que a Faculdade de Medicina de Juazeiro está distribuindo para divulgar o Centenário de Independência deste município. 

Identificados os Canarinhos

Quando postamos esta foto pedimos aos leitores que identificassem os componentes dos Canarinhos do Cariri. Nosso fiel leitor, José Valdo Vasconcelos Bispo, atendeu a nossa solicitação e mandou a seguinte lista, com nomes citados a partir da primeira fila, da direita para a esquerda: 
1- Paulo Airton
2-Carlinhos
3-Jânio
4-Cacau(José Carlos)
5-Não lembro
6-Zé Newton
7-Cardoso
8-Demóstenes Barbosa
9-Não lembro
10-Binho Bezerra
11-João Luiz
12-Não lembro
13-Luiz Antônio (filho de Dr. Sátiro)
14-Carlito Teixeira
15-Neto (Sebastião Belarmino Neto)
16-Não lembro
17-Eu
18-Pai Ciço(?????)
19-Não lembro
20-Não lembro
21-"Sanquiu"(corruptela de Thank you, que era o apelido dele)
22-Ronaldo Nogueira( Xexinha )
23-Não lembro
24-Aldo
25-Robério (filho de Zé Isidro)
26-Robério Moreira (irmão de Moreira de Cicinha)
  

A um leitor anônimo

Um leitor, protegido sob o manto do anonimato, mandou um comentário para o blog protestando porque não concordamos que se pinte com cores partidárias prédios públicos. E somos contra mesmo, pois isso representa desperdício de dinheiro público em prol de propaganda político-partidária! Na época da administração de Dr. Salviano não existia este blog, porém seu editor nunca concordou com a pintura de prédios (e bancos de praça) com a cor do verde camaleão. E a razão é simples: quando entra um novo prefeito apaga tudo e pinta com a cor do seu partido, e assim o erro continua, desperdiçando mais dinheiro público. Nenhum município deve adotar cor partidária. Não somos contra a administração do prefeito do PT e a prova é tal que divulgamos aqui (de graça!) muitas notícias que são enviadas por sua assessoria de imprensa, mesmo recebendo críticas de leitores oposicionistas (do prefeito). Este blog não quer saber quem está no comando do município. Se a noticia é importante, o prefeito pode ser de qualquer partido, ela sai no blog. Ainda com respeito à cor do PT. É preciso ter cautela e exercer severa vigilância, porque do contrário a coisa vira bagunça e corre até o risco de descaracterizar monumentos  históricos, trocando suas cores originais pelas cores do partido, como, aliás, o PT fez aqui, com um monumento histórico construído pelo Padre Cícero. Esse monumento chegou a ser pintado de vermelho, mas felizmente o secretário de turismo e romaria, José Carlos dos Santos, teve o bom-senso de advertir sobre a besteira que fizeram, e o monumento foi pintado de novo, readquirindo as cores originais. Já pensaram no vexame que seria, se um dia um governador do Ceará, da área tucana, resolvesse pintar o prédio do Corpo de Bombeiros de azul, em substituição a cor vemelha tradiconal? 
E repetimos o que dissemos na postagem da notícia sobre o Memorial: ele está bonito porque foi reformado com cores sóbrias, sem ter o vermelho como a única cor. É bom que se entenda isso como um elogio.          

Novo shopping quase pronto


















Está quase pronto e com inauguração marcada para o dia 18 de julho o Juazeiro Open Mall, o mais novo shopping de Juazeiro do Norte. Quem passa pela Avenida Padre Cícero, saindo ou entrando na cidade, não resiste à tentação de olhar o andamento da obra que segue em ritmo bastante acelerado, como geralmente acontece com as obras da iniciativa privada. Inaugurações desse porte vão salvar a festa de comemoração do Centenário de Juazeiro. 
18 DE JULHO DE 1909. Circula o primeiro número do jornal O Rebate, fundado pelo cratense padre Joaquim Marques de Alencar Peixoto para advogar a causa da autonomia de Juazeiro. Faziam parte do corpo editorial além do padre Peixoto, Floro Bartolomeu da Costa, médico baiano, recentemente chegado ao povoado e o advogado provisionado juazeirense José Ferreira de Menezes. O gerente era Felismino de Alencar Peixoto, irmão de padre Peixoto. Sobre a formação da empresa que editou o jornal eis o que conta o escritor José Peixoto Júnior:
 "A empresa "Tipografia d' O REBATE", editora do semanário, constitui-se na forma de sociedade por ações, cada ação representada por uma "apólice" no valor de dez mil réis (l0$000). O capital recebe o reforço do "auxilio de patriotismo", que é doação de quantia inferior ao valor de uma ação. Arrecada para o capital um conto cento e dezessete mil reis (1.117$000). Em artigo fica esclarecida a insuficiência do capital para o investimento inicial, porém o padre Alencar Peixoto "inteirou de seu bolso". O prelo veio de Fortaleza em maio de 1909. A Tipografia presta serviços gráficos "com máxima presteza e nitidez" imprimindo cartas, cartazes, cartões de visita, recibos, rótulos, faturas. Estampado no canto superior direito da página de rosto o "Expediente", disposto verticalmente em onze linhas, a saber: "O Rebate publica-se semanalmente. Redator-chefe: padre Joaquim de Alencar Peixoto. Gerente: Felismino de Alencar Peixoto. Assinaturas: Ano 5$000. Semestre 3$500. Pagamentos adiantados. As publicações de interesse particular, os anúncios, dependem de contratos, sendo o pagamento adiantado. A redação não é responsável pelas publicações "ineditoriais", nem pelas publicações alheias, assinadas. Aceitam-se artigos de religião, ciência, literatura e etc., preenchendo certas condições. Redação, Gerência e Tipografia - Rua Padre Cícero, n° 343. Há presunção de que o título do jornal fosse inspirado no título do poema de Euclides da Cunha, escrito em 1883 intitulado “O Rebate”, dedicado aos padres".

Quem melhor descreveu a importância deste jornal foi o escritor e pesquisador juazeirense, Renato Casimiro, no seu livro Antes qu´eu m´esqueça, volume 1:
 "O Rebate se notabilizou por uma série de elementos que merecem destaque. Primeiro: o objetivo específico da criação da cidade, determinando, inclusive, pouco antes da instalação do município, em outubro de 1911, a sua extinção, lamentavelmente; segundo: sua periodicidade muito regular, semanal, em grande tamanho, para as dificuldades naturais de um prelo, naquela época; terceiro: um corpo de redatores de grande peso, como Alencar Peixoto, José Marrocos e Floro Bartolomeu; quarto: a polêmica mantida com o jornal cratense, sobretudo orientada pelo redator Floro Bartolomeu da Costa, com inúmeros e extensos artigos; quinto: a sua circulação gratuita pela cidade e arredores, com a animação de jovens da comunidade, em autêntica campanha de libertação, e com acompanhamento de banda de música; sexto: era um jornal “moderno", cuja paginação contemplava assuntos internacionais, políticos, sociais, culturais, e até uma seção de classificados e publicidade; sétimo; na seção de cultura, muitas vezes publicou literatura de cordel, de poetas como Leandro Gomes de Barros, e o mesmo redator, padre Alencar Peixoto se notabilizou como contista de grande expressão".
Depois a equipe passou a contar com a participação do professor cratense José Joaquim Telles Marrocos, que não fez parte da equipe inicial do jornal, conforme se depreende da efeméride de 19 de julho de 1909.

26 DE AGOSTO DE 1909. Os comerciantes juazeirenses que davam feira na cidade do Crato ficam visivelmente revoltados com as declarações do padre Antônio Tabosa Braga (participante da comitiva do bispo auxiliar de Fortaleza, D.  Manoel Antônio de Oliveira Lopes, na visita pastoral feita àquela cidade), o qual em seu discurso disse que o povo de Juazeiro era imundo e guiado por Satanás. Claro que fatos assim contribuíram para acirrar mais ainda os ânimos dos juazeirenses e aumentar em todos o desejo de emancipação.              Padre Cícero também ficou visivelmente preocupado com a situação e temendo maiores consequências sugeriu que os juazeirenses evitassem ir ao Crato nos próximos dias. Foi pior, pois muitos dos juazeirenses que trabalhavam no Crato abandonaram seus empregos sem prestar satisfações aos patrões e os feirantes de Juazeiro não armaram suas barracas na feira livre cratense, prejudicando a economia do lugar. E Padre Cícero, naturalmente, foi acusado de responsável pela situação, passando a partir daí a sofrer retaliações por parte das autoridades e da população cratenses.
A coisa se agravou de tal forma, atormentando a vida do Padre Cícero, que foi preciso Dr. Floro Bartolomeu com o pseudônimo de Manuel Ferreira de Figueiredo escrever um artigo no O Rebate, edição de 29 de agosto no qual rebateu:
"Se Padre Cícero fosse um sacerdote caviloso, embusteiro, hipócrita, usurário, maluco conforme dizem os inimigos da verdade, em tempo de grande agitação política, quando as localidades desta zona se estremecem ao peso das ameaças, a sua presença não seria a bandeira da paz, nem a sua palavra seria acatada e respeitada pelos vultos mais proeminentes".
 Mas não ficou só nesse artigo. Floro escreveu mais dois, usando o mesmo pseudônimo, os quais saíram nas edições 12 e 29 de setembro de 1909 de O Rebate. Mais tarde, em 1923, Floro lembraria este fato quando pronunciava um discurso na Câmara dos Deputados em resposta ao Dr. Paulo de Moraes Barros, membro da Comissão incumbida pelo Governo Federal de inspecionar as obras do Nordeste, vangloriando-se com estas palavras: “Disse tantas verdades, que não mais continuaram a triste campanha de difamação, e meteram, como sempre, a “viola no saco”, nada me respondendo.”
 (Extraído do livro: História da independência de Juazeiro do Norte, de Daniel Walker)



sábado, 4 de junho de 2011

Reinaugurado Memorial Padre Cícero

Foi realizada na noite de ontem a solenidade de reinauguração do Memorial Padre Cícero, o qual estava fechado para reforma há cerca de um ano. Esta foi a maior reforma que ele recebeu desde a sua inauguração. A parte mais importante da reforma foi a do auditório cujas poltronas receberam novo estofamento e o piso recebeu novo carpete, conforme se pode ver na foto acima. Felizmente o vermelhão afetado do PT  (já usado em muitos prédios públicos da Prefeitura) foi usado com moderação na nova decoração do Memorial. Por isso, ficou bonito. (Fotos de Demontier Tenório).