Terminou há pouco a procissão de Nossa Senhora das Candeias. Este evento anual encerra o ciclo das três grandes romarias de Juazeiro do Norte que se inicia em setembro. Abaixo mostramos alguns flagrantes fotográficos captados pela nossa câmera e também pela câmera de nossa colaboradora Pautília Ferraz (que captou imagens noturnas).
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Falecimento de Afonso Campos
Faleceu hoje, aos 74 anos, em Juazeiro o Sr. Afonso Campos. Ele era pessoa bastante conhecida em nossa cidade, torcedor entusiasta do Vasco e do Icasa, times que lhe proporcionavam momentos de muita euforia, quando ganhava, e muita consternação, quando perdia. Aposentado como servidor público do INSS, gostava de ocupar parte do seu tempo jogando dominó (sem apostar) com amigos na calçada de um prédio na Rua São Pedro, conforme mostra a foto abaixo captada pela nossa câmera. No dia 18 de junho do ano passado ele comemorou festivamente suas bodas de ouro de casamento com dona Francisquinha, com quem teve quatro filhos, evento que foi notícia neste jornal eletrônico. O velório está acontecendo na residência onde ocorreu o óbito, na Rua Santa Rosa, 917, e o sepultamente será manhã, às 9 h no Cemitério do Socorro.
Seu Afonso (de camisa branca) descontraidamente jogando dominó com amigos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
No ano em que se comemora o Centenário de Jorge Amado (10-08-2012), vários livros serão lançados na Academia de Letras de Ilhéus. Escritores da Bahia e de outros estados estão sendo esperados até agosto, entre eles Dr. Geraldo Menezes Barbosa, de Juazeiro do Norte, que lançará “A UM SOPRO DO INFINITO”. O livro conta a história verídica de uma senhora paranormal que reside em Juazeiro, conhecida popularmente como Maria Raios X.
Três danças
A Associação Dança Cariri, através do Prêmio Klauss Vianna 2010 de Dança da FUNARTE, convida para o espetáculo TRÊS DANÇAS nos dias 02, 03 e 04 de fevereiro de 2012 ás 20h no Teatro Patativa do Assaré SESC -Juazeiro do Norte/CE.
O espetáculo é resultado do projeto Três Danças- processos coreográficos - Ceará - Dança - Brasil, que proporcionou a montagem de três trabalhos inéditos dos coreógrafos Aline Valim (PR), Erik Breno(PB) e Sueli Guerra(RJ) com elenco e produção caririense, sendo mais uma ação de fomento e produção da dança cênica nesta região, através dessa Entidade.
Chamas da Fé
Ninguém sabe a data exata do início da Romaria das Candeias em Juazeiro do Norte. Segundo contam os biógrafos do Padre Cícero tudo começou quando um romeiro veio a Juazeiro e foi pedir orientação. Como ele disse que era artesão, então o padre pediu que ele ficasse aqui e fizesse candeeiro. O romeiro seguiu o conselho, começou a fabricar, mas nada de vender. Sua produção já estava muito grande e ele foi informar a Padre Cícero, pois tinha feito muito candeeiro, contudo, não havia conseguido vender nenhum. O padre disse que ele continuasse a fazer e não se preocupasse. Depois de algum tempo, numa de suas pregações aos romeiros e moradores do povoado, Padre Cícero pediu que todos comprassem candeeiro para fazer uma bonita procissão das Candeias. E assim o artesão vendeu tudo.
Histórias e lendas fazem parte da rica cultura popular desta cidade. De concreto sabemos que atualmente as Candeias se constituem numa das três grandes romarias, ao lado da Padroeira e de Finados. São milhares de pessoas oriundas de todo o Nordeste, as quais percorrem centenas de quilômetros espontaneamente, todas motivadas em pisar neste solo considerado sagrado e obter ou agradecer as bênçãos de seu padrinho. O ponto alto da Romaria das Candeias é sua procissão de velas, verdadeiro espetáculo da fé, a mais pura manifestação popular, apoteose de luzes a qual traduz todo o misticismo e devoção desta nação romeira.
Na procissão de velas cada chama representa uma esperança, seja por tempos chuvosos com consequente boa colheita, seja por dias melhores com menos violência, ou mesmo por um pedido particular de cura. São as chamas da fé deste povo simples e humilde, mas que em conjunto simboliza este gigante Juazeiro do Norte.
Também durante a procissão podemos ouvir a canção popular das romarias, marca registrada de Juazeiro, a qual é entoada pela multidão num coral emocionante. Canção que também ganhou o mundo através do filme Central do Brasil.
Ninguém poderia imaginar que um milagre protagonizado por uma costureira negra e pobre, a beata Maria de Araújo, e por um padre de um pequeno vilarejo fosse estopim de tamanha manifestação popular, que muitos tentam explicar, mas poucos obtêm êxito.
Não há explicação, é tudo sentimento. É ouvir a multidão cantar os versos “Bendita e louvada seja a luz” e “Nos caminhos de Juazeiro nunca ninguém se perdeu” e apenas se emocionar. Esta é a essência. Isto é Juazeiro do Norte.
*Texto elaborado com a colaboração do historiador Daniel Walker.
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