A primeira foto mostra o Guia Comercial do Cariri e a segunda a Agenda Cajazeiras, PB. As duas publicações tem a mesma finalidade: fazer publicidade das firmas comerciais existentes nas cidades. Ambas tem o mesmo padrão gráfico de impressão em cores. A diferença é o tamanho, pois enquanto a agenda do Cariri tem 48 páginas a de Cajazeiras tem 300. A de Cajazeiras é grande porque lá, propaganda é investimento, enquanto que aqui, é favor.
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Alcymar Monteiro desiste
O candidato Alcymar Monteiro
(PDT) acaba de retirar sua candidatura à prefeitura de Juazeiro do Norte,
segundo o mesmo, por falta de apoio político e inclusive de seu partido, o PDT.
Alcymar vinha se dedicando para disputar a vaga, mas não obteve sucesso na
busca de apoios, segundo ele, os nomes que disputarão a prefeitura não contam
com seu apoio.
Alcymar divulgou a seguinte carta
explicando os motivos da sua desistência:
Querido Povo de Juazeiro,
Durante mais de dois anos
percorremos todos os bairros, sítios, vielas e esquinas de Juazeiro. Nesse
tempo falamos de uma proposta nova, de uma nova maneira de fazer política,
acima de tudo limpa. Recebemos o afetuoso apoio do povo, cansado da mesmice e
da falta de renovação político-administrativa da nossa cidade. Infelizmente não
obtivemos a adesão de outras forças políticas, que preferiram se aliar ao
atraso.
Por meio de nossa carreira
artística já temos contato com as pessoas, mas nunca de maneira tão direta como
essa pré-campanha nos fez ter. Vimos o total abandono que a população de
Juazeiro se encontra, e que se tornou refém de grupos políticos organizados que
só pensam em si. Esse
não é um problema de apenas uma gestão, e sim de várias.
Descobrimos com muita tristeza
que a política juazeirense é feita na base da compra, da venda e da cooptação,
coisas que vão contra os nossos valores.A política de Juazeiro chegou a um
ponto da desmedida vontade de se perpetuar no poder de um lado e do outro, o
toma lá da cá, sem escrúpulos.
Lançamos nossa candidatura cheios
de esperança de mudar esse quadro, que tem prejudicado tanto o nosso povo.
Nossa proposta sempre foi de uma prefeitura técnica, ligada à sociedade civil
organizada e acima de tudo honesta, trabalhadora e dinâmica. Por tudo isso que
foi exposto, estamos retirando nossa candidatura à prefeitura de Juazeiro do
Norte.
Essa retirada não significa uma
derrota, e sim um momento estratégico de reflexão sobre o nosso futuro político
e o futuro de nossa gente. Essa reflexão nos faz enxergar as dificuldades
impostas pela realidade política local a nossa candidatura.
Entre comprometer os nossos
princípios e partir para o jogo do vale-tudo, da compra de apoios, e a retirada
da candidatura, preferimos o segundo caminho. Nessa caminhada só obtivemos o
apoio do PPL (Partido Pátria Livre), que esteve conosco desde o começo e a quem
agradecemos penhoradamente.
Além disso, sofremos um total e
completo abandono de nosso próprio partido (PDT), que não deve ter enxergado
nossa candidatura a segunda maior cidade do Ceará, como algo prioritário.
Agradecemos a todos os que acreditaram em nossa mensagem e proposta por um
Juazeiro Novo.
Agradecemos ao povo que nos viu
como a esperança de mudança e depositou em nossos ombros sua confiança.
Agradecemos também a toda nossa família, que se empenhou e trabalhou
diuturnamente ao nosso lado.
Torço para que o Padre Cícero
tome conta de Juazeiro e dos destinos de nossa gente, pois temos certeza que só
o poder divino pode interceder por nossa cidade. Não podemos apoiar nenhuma das
candidaturas que aí se encontram, pois, na nossa visão, nenhuma delas está
preparada, nem política nem moralmente, para dar ao nosso povo tão sofrido de
Juazeiro uma vida digna e melhor.
Juazeiro do Norte, 04 de julho de
2012.
Alcymar Monteiro
Alcimar Monteiro fez uma
constatação que desde algum tempo está explícita demais e é pena ele não ter sabido
disso antes. Foi preciso sofrer na própria carne para confirmar. Mas o que ele
disse na carta acima é a mais pura e vergonhosa realidade. E certamente lá do
alto do morro o Padre Cícero está vivo, mas morto de vergonha do seu povo e
bastante arrependido, pois não foi para ver o Juazeiro assim que ele lutou
tanto pela independência do Município. É triste, lamentável, vergonhoso, no
sentido mais extenso da palavra, porém é
preciso dizer porque é verdade: Juazeiro do Norte é desde algum tempo uma bolsa de negócios eleitorais, onde a
principal e única ação à venda – o voto do cidadão – é negociada de forma
inescrupulosa, num verdadeiro acinte à cidadania e a dignidade humana. Quem
participa desse negócio - comprando ou vendendo - sabe que está participando de
um negócio errado, vil, ilegal, desonroso, desonesto, mas como no mundo atual,
onde ser honesto é um milagre, ninguém dá
a menor importância. O importante, é como Alcimar finalmente constatou:
chegar ao poder abrindo a carteira (atitude praticada pelo comprador do voto) e trocar a cidadania
pelo vil metal (atitude praticada pelo vendedor do voto). Quem vende o voto e
contribui para eleger candidato imprestável, não poderá depois reclamar se a
cidade está ao abandono, sem as obras prioritárias na saúde, na educação, tão
prometidas pelos candidatos. Alcimar também falou que pretendia dar a Juazeiro,
se eleito fosse, uma administração técnica. No atual estágio em que hoje se
encontra Juazeiro é disso mesmo que a cidade precisa. Juazeiro é atualmente uma
das mais importantes cidades do Brasil, antes somente pela sua história, mas
agora por causa também do seu crescimento comercial, industrial e universitário.
Por isso, não comporta mais gestão pública de caráter eminentemente populista (de
enganação ao povo com esmolas), filantrópica, de ajuda aos amigos ou para
enriquecimento pessoal. Nada disso! Juazeiro hoje precisa de uma gestão técnica,
planejada, com ênfase às obras estruturantes, de reivindicações ousadas, coisas
que ajudem a consolidar o seu crescente desenvolvimento. O problema é saber se
o povo que vota também pensa assim. Pelo visto, parece que não.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Aba Cultural: quando a mania de colecionar se transforma num serviço à comunidade
Muita gente tem a mania de
colecionar coisas, mas o faz só para si. O acervo fica restrito ao ambiente
doméstico e geralmente inacessível à comunidade. Mas com o casal de colecionadores
Filomeno Araruna e Eridna não foi bem assim, porquanto o acervo acumulado ao
longo dos anos faz parte de uma instituição cultural, localizada no Bairro Novo
Juazeiro, prestando relevantes serviços
à com unidade.
O começo
Tudo começou com Filomeno ainda
jovem. Freqüentador assíduo dos Franciscanos ele começou guardando os livros
que recebia dos frades. Depois passou a colecionar embalagens de cigarros e o
entusiasmo foi tanto que enveredou por outros caminhos e a mania resultou num
grande acervo de coleções com mais de 50 itens, onde se destacam coleções de
cartões de visita, santinho de político, lembrança de missa do sétimo dia,
selos, bebidas em lata e garrafa, chaveiros, canetas, camisas de propaganda de
políticos, bonés, embalagem de sabonete, moedas, cédulas, cordel, livros e
jornais, afora suas coisas pessoais. Sua esposa também tem a mesma mania e
assim o casal passou a colecionar juntos, unindo os acervos que hoje,
gigantesco, forma um imenso patrimônio cultural que não para de crescer e cujas
prateleiras ocupam a maior parte dos cômodos de sua residência.
Nascimento da Aba
Chegou um tempo em que o casal
não se contentava mais em apenas colecionar e guardar para uso exclusivamente
pessoal. O melhor seria disponibilizar o acervo para a comunidade, pois a
biblioteca já estava grande e com bons livros para pesquisa principalmente dos
estudantes que moram no bairro a na vizinhança. Para materialização do sonho de
expandir e socializar o acervo contou com a ajuda do prefeito Carlos Cruz que sugeriu
que ele elaborasse um projeto, criando uma instituição, que a Prefeitura daria
a ajuda necessária. Assim, em 2001, nascia a Aba Cultural, com registro e
estatutos, em que ABA
significa Acervo, Biblioteca e Arquivo. A instituição tem diretoria formada com
membros da família do casal, sendo Filomeno, por um dever de justiça, seu
presidente vitalício.
A Aba Cultural faculta o acesso
público ao acervo e dispõe de setores de biblioteca, videoteca, hemeroteca,
cordelteca, fototeca etc. e oferece também acesso à internet para uso dos
estudantes em pesquisas escolares, recebendo boa visitação diariamente.
Fã Clube de Roberto Carlos
O casal é grande admirador de
Roberto Carlos e deu vazão a essa admiração fundando o Fã Clube FE RC, cujo
acervo inclui discos em vinil, CDs, vídeos e fotos do Rei. Há coisas
preciosíssimas.
Gravação de programas
Outro setor que dá grande
sustentação e faz da Aba Cultural um grande sucesso é o de gravação de vídeos.
Há mais de 20 anos Filomeno e Eridna gravam,
diariamente, diversos programas de televisão, entre as quais TV Globo (Jornal
Nacional, Fantástico, Globo Repórter, novelas, documentários etc. além, é
claro, do especial anual de Roberto Carlos) e TV Verde Vale (Jornal Verde Vale,
Cidade Alerta, A Tarde é nossa, de Marleide Duarte, Tribuna Livre etc.) Esse
acervo é o maior de todos e cresce todo dia.
É impossível avaliar a importância
do trabalho abnegado desse casal de idealistas que se dispõe a servir os outros
sem visar recompensa. Sem dúvida, é um trabalho incrível, de valor inestimável
e que precisa ser incentivado. Assim, quem quiser fazer doações para aumentar o
acervo da Aba Cultural eis o endereço:
Nas fotos abaixo uma pequena amostra do acervo da Aba Cultural
| Filomeno no Altar de São Francisco em 1965_Aba Cultural.jpg |
| FMA_Caderneta_Escola São Francisco_1965_1_Capa_Aba Cultural.PNG |
| FMA_Carteira de Cadeira Cativa do Romeirão_1979.07.18 |
| FMA_Carteira do Balneário Serra do Horto_1981.10.19_Frente_ |
| FMA_Carteira do Centro Estudantal Juazeirense_1976 |
| FMA_Carteira do Centro Estudantal Juazeirense_1976 |
| Fã-Clube FE RC.JPG |
| Fã-Clube FE RC.JPG |
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sepultamento de Dona Irene Rocha
Foi sepultada na tarde de hoje, no
Cemitério do Socorro, nesta cidade, a Sra. Irene Sousa Rocha, que faleceu ontem
aos 96 anos de idade. Dona Irene já estava doente há algum tempo. Ela foi casada
com o Sr. Antônio Rocha Figueiredo, pessoa bastante conhecida em Juazeiro do Norte,
especialmente no Bairro do Socorro onde manteve por muito tempo uma das bodegas
mais sortidas desta cidade. O casal teve quatro filhas: Ione (bancária aposentada do BNB), Iracema (empresária), Iara (empresária) e
Iandê (bancária aposentada do BEC), quatro netos (dois homens e duas mulheres) e uma bisneta.
Colocação de nova imagem do Padre Cícero atrai milhares de fiéis em Boca da Mata
Foi na tarde deste domingo, dia
01 que Boca da Mata movimentou milhares de fiéis devotos do Padre Cícero, em
razão da chegada da nova imagem do “santo dos nordestinos”. A movimentação
começou por volta das 14 horas, ainda no Distrito do Peri-Peri, onde o prefeito
Zé Tenório trouxe a imagem com mais de 4 metros de altura, em um caminhão da Usina
Triunfo, acompanhado por um guincho que possibilitou os trabalhos. Em seguida,
centenas de motociclistas e automóveis seguiram numa grande carreata rumo a
Praça Padre Cícero, recém reformada, onde milhares de fiéis acompanharam com
muita oração a fixação da imagem na praça. A imagem foi confeccionada na cidade
de Juazeiro do Norte – CE, e foi doada pelo prefeito Zé Tenório e pelo
industrial Jorge Tenório à comunidade católica e aos romeiros do Padre Cícero.
O prefeito Zé Tenório comandou os trabalhos de fixação da imagem, e em seguida,
falou emocionado ao grande público que observava o depositar da imagem. “Desde
que me entendo de gente que eu sou devoto do Padre Cícero, e é uma honra para
mim e minha família, em nome de meu pai Jorge Tenório, fazer essa doação.
Agradeço também ao Padre Nivaldo e a todo o povo católico de Boca da Mata pela
força e pelas orações feitas para que nossos objetivos sejam alcançados”, finalizou
Zé Tenório.
Missa do Padre Cícero
Próximo dia 20 de julho acontece
em Boca da Mata a maior missa em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista fora
do Juazeiro do Norte. Boca da Mata recebe nesta data milhares de romeiros de
diversas localidades e até de outros estados. A missa é celebrada pelo bispo
Dom Valério Brêda, e acontece na Praça Padre Cícero, que este ano estará sendo
reinaugurada, juntamente com a nova imagem do Padre Cícero. O evento ganhou
notoriedade nacional por ter como principal característica, além da
organização, a emoção estampada no rosto dos fiéis devotos do Padre Cícero, que
o consideram como o verdadeiro “santo dos nordestinos”
Por: André Rocha – colaborador
correspondente (http://www.correiodopovo-al.com.br)
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Coleção Xilogravuras de Juazeiro
O MAUC detém, sem exagero, um dos
maiores e mais valiosos conjuntos de matrizes xilográficas do País. Esse
trabalho de recolha e estímulo aos artistas se deve muito ao fundador e
primeiro Reitor da Universidade do Ceará, Antonio Martins Filho (1904/ 2002),
que trabalhou como aprendiz de artes gráficas em uma tipografia do Crato,
cidade onde nasceu. Imbuído da ideia de constituição de um acervo, a
Universidade do Ceará formou uma comissão constituída pelos artistas plásticos
Floriano Teixeira (1923/ 2000) e Sérvulo Esmeraldo (1929), e pelo crítico e
historiador da arte Lívio Xavier Jr. (1930). Eles foram ao Cariri, no início
dos anos 1960, com a incumbência de adquirir tacos, trazer cópias de matrizes,
e encomendar trabalhos aos artistas de extração popular, que atuavam em torno
da edição de folhetos de cordel, na lendária Tipografia São Francisco,
empreendimento do editor alagoano José Bernardo da Silva (1901 /1972),
estabelecido neste ramo, na cidade do Padre Cícero, desde 1926. Graças à
interferência destes emissários da Universidade do Ceará, a xilogravura,
anônima, que servia apenas como ilustração para as capas dos folhetos, novenas,
benditos, e rótulos para as manufaturas da região, deixou de ser artesanato
para se tornar arte. Nesse salto de qualidade, a xilogravura ganhou autores,
como Mestre Noza (1897/ 1983), Walderêdo Gonçalves (1920 / 2006), Antônio Lino
(1941), e José Caboclo (1941), integrantes de uma geração pioneira. A ideia de
arte vinha da peça única, ainda que pudesse ser diluída, posteriormente, pelo
próprio autor, como Noza fez com a Via Sacra, da qual temos pelo menos quatro
versões, ou com a Vida de Lampião, da qual circulam três variantes. A autoria
dava dignidade ao artista, até então artesão, trabalhador anônimo de gravuras
sem assinaturas e que se perderiam no esquecimento e na voragem do tempo, não
fosse essa possibilidade de ser identificada, catalogada, arquivada com tanto
zelo pelo MAUC. Exatos cinquenta anos depois, o baú é reaberto, o tesouro é
tornado público pela edição dos álbuns "Apocalipse", de Walderêdo
Gonçalves; "As aventuras de Vira-Mundo", de José Caboclo; e "A
Vida do Padre Cícero", de Antônio Lino. Incorpora-se a este conjunto uma
reedição de "A Vida de Lanpião (sic) Virgulino Ferreira", de Mestre
Noza, artista que dá nome ao atelier de gravura do MAUC e que se inscreve como
referência da escrita na madeira e da escultura em umburana. A Universidade
Federal do Ceará orgulha-se deste tesouro amealhado e faz questão de partilhar
esta fruição com aqueles que reconhecem a importância da criação, da
valorização da tradição e do patrimônio imaterial de nossa gente.
Jesualdo Pereira Farias
Reitor da Universidade Federal do
Ceará
Coube ao professor Gilmar de
Carvalho fazer a apresentação dos quatro xilogravuristas que compõem o acervo
da coleção. Os volumes da Coleção estão acondicionados numa bonita caixa de
papelão com apresentação esmerada e de muito bom gosto. Gilmar de Carvalho é
professor doutor da Universidade Federal do Ceará, escritor com vários livros
publicados, cidadão juazeirense e uma das pessoas que mais tem contribuído para
a divulgação e fortalecimento da xilogravura e da literatura de cordel de
Juazeiro e do Ceará.
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