terça-feira, 7 de agosto de 2012

Duas colunas do jornalismo de 35 anos atrás


NEM TUDO É FOFOCA
HEDELITA

Esse Tibério tem saída para tudo: quando indagado pelas novidades "QUENTES" da cidade ele respondeu:"-Só o tempo".

O nosso amigo Lemos que por muitos anos gerenciou o "PUMA", inaugurou recentemente a "CANTINA DO LEMOS", localizada na Rua Alencar Peixoto, 48l. Disse-nos o Lemos que para quem deseja pechinchar o lugar é ideal.

A Associação Comercial de Juazeiro do Norte vai homenagear o sr. José Siebra na próxima quinta-feira as 20 horas. O local será provavelmente a AABB.

Hoje o "nat" do primeiro aninho da garotinha Patrícia, filha do casal Joãozinho e Francisquinha. Felicidade total.

Neste 22 do corrente, a festa do JUBILEU DE OURO da Prof. Amália Xavier de Olivei ra. 50 anos de sacerdócio a frente do magistério juazeirense. Só a criação da primeira Escola Normal Rural do País e a pesquisa  em torno com Padre Cícero, no livro "O PADRE CÍCERO QUE EU CONHECI", já justifica plenamente as homenagens.

Rádio Iracema hoje aniversariando. 26 anos de pioneirismo em Juazeiro. A coluna se congratula com todos os que fazem o rádio na Iracema. Desde o gerente Coelho Alves, até o contínuo Nadiê. Uma família da pesada fazendo um rádio super-moderno. Nosso abraço ao Alcely, Cícero Antônio, Luís Carlos, Zermar Bernardes, Osmar Honorato, Dalva Mendonça, Geraldo Alves, Escurinho, Maciel Silva, etc.

Novembro, segundo Darim, é recheado de aniversário. Daqui de casa a família Balbino é quase todinha de novembro: senão vejamos: Francisca Cláudia-dia 4, Francisco Claudiney, dia 8; Claudette Maria, hoje, 15, e Natinha-a esposa, dia 22 próximo. As comemorações estão sendo feitas todas no dia hoje com um passeio no CALDAS, com a patota do jornal "O ESTADO DO CARIRI", onde o Balbino é Secretário e Redator-Chefe.

Festa de Aniversário do Treze Atlético Juazeirense, encerrada com um   baile es petacular. À meia noite foram entregues ao Sr. Antonio Fernandes Coimbra-MASCOTE) e sr. Oliveiro Fontes, os títulos de SÓCIOS HONORÁRIOS.
  Ilustrando nossa coluna, o dr. José Afonso de Oliveira, grande benemérito e incentivador deste jornal desde os primórdios de sua existência. Jose Afonso e Wilton Bezerra (este foi agraciado com um troféu pela sua dedicação ao desporto, transmitindo com exclusividade para o Ceará, a decisão do certame Paulista e o amistoso da Seleção Brasileira) estão agora numa jogada espetacular: a vinda do Fluminense do Rio de Janeiro, para o próximo dia 27, no ROMEIRÂO.

Hoje aniversario da Iracema. Apesar sua modesta posição, sem alardes, sem tomar partidarismos, a pioneira tem merecido o respeito de quantos a escutam. Com a Araripe, Educadora, Progresso e Salamanca, faz a história que o CRP começou. De Coelho Alves ao continuo, aquele abraço.

Afinal de contas, de quem é mesmo a paternidade da estrada que liga Barbalha a Jardim? Essa pergunta eu deixo com os senhores deputados da área, pois o Governador disse naquela semana de novembro de 1976 que era o grande advogado daquela via asfáltica.

Farias Brito, segundo o Deputado Deusimar Maciel, terá um hospital. Creio que esse trabalho é devido também a grande e heróica luta do Prefeito João Matias.

Casas Populares já iniciada. A preparação do terreno  indica que no próximo dia 22 teremos o mundo oficial declarando aberta a grande maratona. Construção de 440 novas residências.

O Major Erivano Cruz fez uma visita a este colunista e garantiu que voltaria em breve para uma noitada oferecida aos vereadores. O local: Brejão.

Vicente Fechine, o Secretário de Obras, tem se revelado muito eficiente. Apenas seria de bom alvitre que Sua Excelência fosse mais ousado.

Verdadeira extorsão a bolsa popular, desrespeito as leis que regem o assunta, e acima de tudo abuso pronunciado por parte de um dos seus dirigentes, foi o que presenciamos com a Churrascaria Gaúcha. O preço exorbitante ferindo as leis da SUNAB e ainda por cima, a ousadia de um dos seus responsáveis em macular o direito da imprensa em publicar fatos dessa importância A Câmara de Vereadores precisa ver esses fatos. Apelamos para o destemor e o valor parlamentar do ilustre camarista Viana Neto.

Nota do editor do Portal de Juazeiro: Estas duas colunas foram publicadas na mesma edição do dia 15 de novembro de 1977 do jornal O Estado Cariri. 
Hedelita veio de Fortaleza para Juazeiro onde militou por algum tempo na imprensa. Depois retornou a capital cearense, onde foi assessora de José Afonso. 
O colunista de Radiografia,  J.C.Pimentel, é José Carlos Pimentel, hoje advogado exercendo a função de assessor jurídico do Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte. A vantagem de publicar essas coisas da imprensa antiga de nossa cidade é que a gente resgata fatos interessantes e relembra de nomes que muitas vezes estão relegados ao esquecimento.  Agora, por exemplo, é tão bom relembrar nomes como os de Tibério Cesar, que foi durante muito tempo a grande figura do Centro Estudantal Juazeirense, vereador e jornalista, editor de vários jornais; José Afonso de Oliveira, o grande gerente do Bando Industrial do Cariri, grande desportistas, responsável pela vinda a Juazeiro de várias equipes de peso do futebol brasileiro; e a Cantina do Lemos, quem ainda se lembra? Também é bom para se lembrar como era que se fazia colunismo social em Juazeiro naquele tempo. Isso é matéria para ser estudada no curso de jornalismo da UFC Cariri.
As matérias acima estão no jornal O Estado do Cariri cuja edição faz parte do acervo de Wilton Bezerra, gentilmente doado ao Portal de Juazeiro.


domingo, 5 de agosto de 2012

Basílica inaugura melhoramentos


Uma série de melhoramentos está sendo realizada na Basílica de Nossa Senhora das Dores tendo em vista oferecer maior comodidade no atendimento aos fieis e turistas. Os anexos como Círculo Operário e Museu Monsenhor Murilo foram reformados e a La Pietà está gora em novo local, no pátio interno, ao lado do auditório do Círculo Operário. A Secretaria Paroquial ganhou novo e moderno visual e agora está em condições de atender melhor aos visitantes que a procuram para marcar missas, batizados etc.
La Pietà e novas cadeiras do auditório do Círculo Operário São José
Novas fachadas do Círculo Operário, da Casa Paroquial e do Museu Monsenhor Murilo

Recepção da Secretaria Paroquial


Músico juazeirense faleceu em Campo Grande



Faleceu no dia 2 próximo passado, aos 57 anos de idade, em Campo Grande, MS, onde residia, o músico juazeirense  Raimundo José Bento Tavares, cujo nome artístico é Castelo. Ele nasceu em Juazeiro do Norte em 4 de abril de 1955. Aqui trabalhou numa fábrica de cítaras e por conta do trabalho frequentemente viajava acompanhando os vendedores de cítara, pois era um excelente afinador do instrumento. De tanto ver os outros tocar, terminou aprendendo, sozinho, a tocar cítara. Depois evoluiu passando a tocar também piano e harpa, um instrumento de 32 cordas que requer muita habilidade. Em Campo Grande gravou vários CDs com belíssimas faixas os quais vem obtendo boa aceitação. Castelo morreu sem ter podido realizar o grande desejo de retornar a terra natal para um concerto, onde mostraria aos seus conterrâneos toda a sua maestria com o instrumento que o projetou na música. Numa matéria publicada neste Portal em 20.11.2010, chegamos a fazer a sugestão à Comissão do Centenário para incluí-lo numa programação junto com outros artistas juazeirense que estavam fazendo sucesso fora, mas não houve interesse por parte da municipalidade. 

sábado, 4 de agosto de 2012

OS MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS - Sávio Leite Pereira







A revista inglesa Sight and Sound, destinada aos amantes de Cinema e Música, publica, a cada década, uma lista com os dez melhores filmes de todos os tempos, escolhidos por um colegiado de críticos cinematográficos do mundo inteiro, o que lhe dá peso e importância cultural. O fato de a lista ser apresentada ininterruptamente a cada dez anos acresce de significado a sua elaboração, não apenas pela tradicionalidade mas, também, pela oportunidade de comparação que proporciona aos adeptos da sétima arte, mesmo levando-se em conta a mobilidade natural na composição do quadro de votantes. 



A primeira lista surgiu em 1952 e restou assim constituída: 

1 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
2 – Luzes da cidade (City lights), de Charles Chaplin. EUA-1931; 
3 – Em busca do ouro (The gold rush), de Chaplin. EUA-1925; 
4 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
5 – Intolerância (Intolerance), de Griffith. EUA-1916; 
6 – Louisiana story, de Robert Flaherty. EUA-1948; 
7 – Ouro e maldição (Greed), de Erich von Stroheim. EUA-1923; 
8– Trágico amanhecer (Le jour se lève), de Marcel Carné. França-1939; 
9 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Desencanto (Brief encounter), de David Lean. Inglaterra-1945; 
10 – O milhão (Le million), de René Clair. França-1931; 
10 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939. 




Ligeira predominância do cinema europeu (7 x 5) sobre o americano. Chaplin, no esplendor de sua influência artística. Forte ressonância do impacto de obras recentes (3). Pelo menos uma delas, Louisiana story, agora totalmente esquecida. A lista é visivelmente conservadora, mas a imensa maioria das obras selecionadas ainda hoje tem méritos reconhecidos entre os cinéfilos mais exigentes. 



A segunda lista, divulgada em 1962, ficou assim: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
3 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
4 – Ouro e maldição (Greed), de Erich von Stroheim. EUA-1923; 
5 – Contos da lua vaga (Ugetsu monogatari), de Mizoguchi. Japão-1953; 
6 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
7 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
8 – Ivã, o terrível (Ivan Groznyi), de Eisenstein. URSS-1944; 
9– La terra trema – episódio del mare, de Luchino Visconti. Itália-1947; 
10– L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934. 


Cidadão Kane, omitido na lista anterior, entrou logo em primeiro lugar e desde então é uma das raras unanimidades cinematográficas como obra-prima. Apenas dois dos filmes estreantes no rol foram produzidos após a confecção da primeira relação, o que pode sugerir uma certa instabilidade nos critérios seletivos, para dizer o mínimo. Somente quatro conseguiram a proeza de figurar nas duas listas. Um olhar retrospectivo permite avaliar que a indicação de A aventura foi precipitada, visivelmente influenciada pela densidade cultural do diretor Antonioni à época. Uma espécie de modismo intelectual. A predileção pelo cinema europeu ganhou bastante visibilidade (7 x 2). O cinema de Carlitos sai da evidência entre os 10 mais, para não mais retornar. Pelo menos até 2012. 



Em 1972 foi publicada a terceira lista: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
4 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
5 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
6 – Quando duas mulheres pecam (Persona), de Ingmar Bergman. Suécia-1966; 
7 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
8 – A general (The general), de Buster Keaton. EUA-1926; 
9 – Soberba (The magnificent Ambersons), de O.Welles. EUA-1942; 
10 – Contos da lua vaga (Ugetsu monogatari), de Mizoguchi. Japão-1953; 
10 – Morangos silvestres (Smultronstället), de Ingmar Bergman. Suécia-1957. 
Permanecem cinco filmes da lista de 62 e estréiam cinco, três dos quais poderiam ter figurado em seleção anterior, o que reforça a sugestão de que os critérios de escolha são maleáveis e de que o reconhecimento tardio de obras-primas é quase uma regra fixa. O martírio de Joana D´Arc retorna, depois de omitido em 62. Forma-se um trio granítico: Cidadão Kane, A regra do jogo e O encouraçado Potemkin consolidam-se como clássicos indiscutíveis, praticamente unânimes. Aparentemente, A general foi descoberto tardiamente pela crítica. Bergman se apresenta no auge da criatividade e do poder de convencimento, emplacando duas obras. O prestígio de Welles arrasta o pesado e antiquado melodrama Soberba para a relação. O predomínio do cinema europeu permanece esmagador (7 x 3). 


Passada mais uma década, foram selecionadas em 1982 as seguintes películas: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957; 
4 – Cantando na chuva (Singin´ in the rain), de Gene Kelly e Stanley Donen. EUA-1952; 
5 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
6 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
7 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
8 – Soberba (The magnificent Ambersons), de O.Welles. EUA-1942; 
9 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
10 – A general (The general), de Buster Keaton. EUA-1926; 
10 – Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956. 



A lista mais estável em relação à anterior, até aqui, com sete permanências e apenas quatro estréias, todas dos anos 50, produzidas antes da confecção da lista anterior e, via de consequência, atrasadamente valorizadas. A inserção de Um corpo que cai, obra de valor artístico discutível, é uma surpresa negativa. Pela primeira vez, inversão na predominância: cinema americano 6 x 4 cinema europeu. O trio de granito se mantém incólume. A aventura, que estreou em 2° lugar em 62, cai mais uma posição e se despede do topo dos Melhores. 



Mais uma década se passa e surge a seleção de 1992: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
4 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
5 – Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956; 
6 – L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934; 
7 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
8 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
9 – Canção da estrada (Pather Panchali), de Satyajit Ray. Índia-1955; 
10 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968. 


Recorde negativo de estréias: apenas três, com sete permanências. O fato mais curioso é o retorno de O martírio de Joana D´Arc novamente em década ímpar (52,72 e 92). Outra curiosidade é a volta de L´Atalante, depois de 30 anos. Como explicar? Idiossincrasias da crítica. Para não variar, 92 marca também a descoberta tardia de Ozu e de Ray. Para se ter uma idéia precisa, Canção da estrada é uma obra fortemente influenciada pelo neo-realismo italiano. Por que apenas quatro décadas depois de realizado ingressa em um rol de melhores? Assinala principalmente a estréia na lista do gênio Stanley Kubrick, a cujo talento a crítica finalmente se rende, com mais de vinte anos de atraso. Mas 2001 ainda está deslocado, em um modesto 10° lugar. Geograficamente, a lista se equilibra: quatro americanos, quatro europeus e dois asiáticos. 



Pela primeira vez, a revista também divulga outra lista. confeccionada exclusivamente por diretores de cinema: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
3 – Touro indomável (Raging Bull), de Martins Scorsese. EUA-1980; 
4 – A estrada da vida (La strada), de F. Fellini. Itália-1954; 
5 – L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934; 
6 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
7 – Tempos modernos (Modern times), de Chaplin. EUA-1936; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de Francis Ford Coppola.EUA-1975; 
10 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Rashomon, de Akira Kurosawa. Japão-1950; 
10 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957. 
Apenas três filmes coincidem nas duas relações: Cidadão Kane, Um corpo que cai e O martírio de Joana D´Arc. A lista dos diretores prestigia flagrantemente três cineastas: Coppola, Kurosawa e Fellini, e recupera Chaplin, esquecido pelos críticos. Touro indomável é afoita e precocemente alçado à condição de obra-prima. 


Dez anos após, foram divulgadas as listas de 2002: 

A dos críticos: 
1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
3 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
4 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de F.F.Coppola.EUA-1975; 
5 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
6 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
7 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
8 – Aurora (Sunrise), de Friedrich Wilhem Murnau. EUA-1927; 
9 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
10 – Cantando na chuva (Singin´ in the rain), de Gene Kelly e Stanley Donen. EUA-1952. 

Seis permanências, inclusive o indefectível trio de granito. Retornam Cantando na chuva e Oito e meio. Apenas três estréias: O poderoso chefão, partes I e II, e Aurora, produzido há seis décadas! 2001 em ascensão, destinado a ocupar futuramente o topo da lista. Um corpo que cai também no rumo ascendente, opção discutível porque sequer é o melhor da produção de Hitchcock, bastando relembrar, por exemplo, Intriga internacional. Forte predominância do cinema americano: 6 x 3. 


A escolha dos diretores: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de F.F.Coppola.EUA-1975; 
3 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
4 – Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean. Inglaterra-1962; 
5 – Doutor Fantástico (Dr. Strangelove), de Stanley Kubrick. EUA/Ing-1964; 
6 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
7 – Touro indomável (Raging Bull), de Martins Scorsese. EUA-1980; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – Rashomon, de Akira Kurosawa. Japão-1950; 
10 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
10 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957. 
Agora são seis os filmes coincidentes nas duas listagens. Oito, destes doze filmes, repetem a inclusão na relação anterior dos diretores e quatro são estreantes. Dois deles, Lawrence da Arábia e Doutor Fantástico são inéditos em qualquer das listas anteriores. Ladrões de bicicleta, ausente das listas dos críticos desde 1962, volta a ser lembrado. 


Ontem, indefectivelmente, foram apresentadas as relações de 2012: 

A dos Críticos da Sight and Sound: 
1 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
2 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
3 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
4 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
5 – Aurora (Sunrise), de Friedrich Wilhem Murnau. EUA-1927; 
6 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
7 –Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956; 
8 – O Homem da câmera (Chelovek s kino-apparatom/Man with a Movie Camera), de Dziga Vertov. URSS-1929; 
9 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 


Novo recorde negativo de estréias: apenas um filme. Pela primeira vez se desfaz o trio granítico: O Encouraçado Potemkin se despede da lista. Cidadão Kane deixa o topo, permutado por Um corpo que cai, demonstração cabal de que a crítica cinematográfica não é uma instituição confiável.. Rastros de Òdio retoma seu posto, depois de omitido na lista de 2002. O martírio de Joana D´Arc, de Dreyer, retorna com mudança no título. Para não variar, mais uma vez em década ímpar, alternada. Uma esquisita coincidência.O filme estreante, O homem da câmera, é obra soviética de 1929. Um documentário inventivo e vanguardista, cultuado desde sempre, mas que chega à lista após exatos 83 anos de sua realização! Saiba-se lá por que... Um empate inédito, 5x5, entre filmes americanos e estrangeiros. 



Diretores convidados:

1 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
2 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
2 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
4 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
5 – Taxi Driver – motorista de táxi (Taxi Driver), de Martin Scorsese. EUA-1976;

6 – Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola. EUA-1979; 

7 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – O Espelho (Zerkalo), de Andrei Tarkovsky. URSS-1972;

10 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948. 

Cinco filmes participam de ambas as listas. Três obras, todas dos anos 70, são estreantes em quaisquer das listas desde 1952 2001, uma odisséia no espaço, o melhor filme já feito, finalmente se aproxima do seu lugar predestinado. Constata-se que apenas 34 filmes diferentes foram votados nas sete elaborações dos críticos, o que, apesar de alguns escorregões óbvios, denota uma boa dose de coerência, como se a preferência dos especialistas do mundo inteiro repousasse em cima de um núcleo pouco flexível de obras-primas imutáveis, permanentes. Por outro lado, observadas minuciosamente todas as listas, de críticos e diretores, conclui-se que a obra mais recente é Apocalypse now, de 1979. Será que nos últimos 30 e poucos anos a cinematografia mundial foi incapaz de criar um filme excelente, capaz de figurar ao lado dessas obras-primas? É pouco provável. 


Juazeiro do Norte, 03 de agosto de 2012. 

Sávio Leite Pereira
NOTA DA EDITORIA: Recebemos por e-mail esta excelente resenha do Dr. Sávio Leite Pereira. Irretocável, sobretudo no seu elevado senso de cinéfilo e crítico de cinema. Desejamos agradecer-lhe pela remessa e por isto nos apressamos em divulgá-la. Contudo, nos permita, ao lidar com tantas listas, e mesmo não aderindo à tentação de indicar os melhores do mundo, não nos furtamos em relacionar os 43 filmes destas listas para aproximar uma visão destas tendências, a partir do número de menções que estas películas ganharam em tantas décadas, em ordem decrescente, como aparece na tabela abaixo. Muito grato (Renato Casimiro).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ESTÁCIO TEM R$ 250 MILHÕES PARA NOVAS AQUISIÇÕES


Durante dois dias, cerca de 750 profissionais ligados ao Grupo Estácio, instituição de ensino superior privado, estiveram reunidos no Rio de Janeiro para conhecer os números do desempenho da empresa e os planos futuros, que incluem continua valorização do professor, investimento em melhorias físicas e curriculares.
“A Estácio vai ser o melhor grupo de ensino superior do país”. A declaração do presidente do Conselho Administrativo da instituição, Eduardo Alcalay, na abertura do 4º Fórum Anual de Docentes da Estácio, realizado de 2 a 3 de agosto no Rio de Janeiro, mostra que recursos para isso não faltam. A Estácio tem em caixa recursos da ordem de R$ 250 milhões para ser investidos na aquisição de instituições de ensino em todo o país e R$ 103 milhões para ser utilizados na melhoria física e de currículo de suas unidades. Hoje, as faculdades do grupo reúnem 284.200 alunos e 7,4 mil professores. A grande virada na base de alunos, segundo presidente da instituição, Rogério Melzi, ocorreu ano passado, quando passaram de 210 mil alunos (2010) para 284,2 mil alunos (2011). Os próximos passos incluem ampliar a pós-graduação e avançar nas fusões e aquisições de forma sustentável. No evento do Rio, Fortaleza foi apontada pelo presidente da Estácio, Rogério Melzi, como exemplo de eficiência educacional e de gestão não só para o Nordeste, mas para todo o Brasil. “De todas as unidades da Estácio no país, a que mais se aproximou em resultados do que a gente sonhou foi a de Fortaleza”, afirma. Segundo Melzi, os resultados - tanto em planejamento de crescimento como a parte acadêmica - levaram a faculdade a ser transformada pelo MEC em centro universitário. “Em um ou dois anos o número de alunos mais que dobrou. E o Ceará é um estado em que estamos tendo um bom desenvolvimento. Em Juazeiro do Norte também estamos tendo esse mesmo desempenho”. Apesar de não confirmar oficialmente, a Estácio deverá ampliar para o interior cearense. Em Fortaleza, já foi anunciado que o número de campi será elevado de dois para quatro – os locais ainda são mantidos em sigilo. Mas no interior, a princípio o presidente da instituição diz que o natural é começar essa expansão pelo Cariri, onde já possuem uma faculdade de Medicina. Mas não descarta que uma nova unidade possa ser aberta noutra redigido, devido ao forte crescimento do Estado. Perguntado sobre Sobral, afirmou que há possibilidade que a o novo campus seja lá.

O ENCONTRO
Durante dois dias, o Grupo Estácio reuniu aproximadamente 550 professores da instituição – de um universo de 7 mil docentes – que foram os mais bem avaliados no país, num evento no Rio de Janeiro. No encontro, especialistas abordaram o cenário da educação superior no país e as práticas que levaram a excelência da educação em outros países, como China. Dentre os convidados estava Fátima Freire Dowbor, filha do educador Paulo Freire. Fátima atualmente faz assessoria pedagógica a escolas e atua em cursos para formação de professores. Segundo ela, hoje, a grande maioria dos professores desembarcam na pedagogia sem desejo, sem vontade de ser educador. “Essa é uma das grandes pedras no processo de formação do professor”, diz. Paula Caleffi, diretora de Ensino da Estácio, diz que estão no evento os melhores professores e gestores do grupo em todo o país. “Tentamos trazer 5% do corpo docente de cada uma de nossas faculdades. A escolha é feita através de critérios pré-estabelecidos como ter avaliação acima de 4, tem que estar a pelo menos um ano na Estácio e ter um número significativo de turmas. A partir daí, os gestores das faculdades selecionam e indicam os nomes”.

ESTÁCIO SE EXPANDE COM AQUISIÇÃO DE NOVAS FACULDADES
Com 73 campi em 38 cidades de 19 Estados do país, a Estácio está investindo cada vez mais em expansão. Somente este ano, R$ 50 milhões foram aplicados apenas em aquisições de faculdades em todo o Brasil. Os recursos são oriundos de um empréstimo de R$ 250 milhões, obtidos pela instituição em 2011 junto ao IFC-International Finance Corporation (ramo do setor privado do Banco Mundial- Bird), exclusivamente para ser aplicado nessas aquisições. Ontem, durante o 4º Fórum Anual de Docentes da Estácio, no Rio de Janeiro, o presidente da Estácio, Rogério Melzi, anunciou que haviam acabado de incorporar ao grupo a Faculdades Rio-grandenses (Fargs). Com esta unidade, a Estácio adquire, somente em 2012, cinco faculdades em todo o país. “Pegamos este empréstimo para pagar em 10 anos. Em 2011 adquirimos quatro instituições e os recursos nos permitirão continuar fazendo essas aquisições pelos próximos três anos”, admite. Melzi explica que o objetivo é incorporar de 20 mil a 25 mil alunos nesse período. “Mas pode acontecer de incorporarmos mais”. A Estácio, segundo ele, quer estar fisicamente em todos os estados do país. Hoje, encontra-se em 19 unidades da Federação. A Estácio também está investindo este ano R$ 103 milhões de recursos próprios (não contados aqui os gastos com aquisições). Somente em infraestrutura está sendo aplicado R$ 33 milhões, R$ 20 milhões em Tecnologia da Informação (TI) e R$ 17,5 milhões em modelo de ensino. “A Estácio se preparou para crescer. Estamos adquirindo essas instituições pra colocar profissionais que as transformem numa faculdade melhor”, diz.

INADIMPLÊNCIA
A Estácio possui uma inadimplência que cresce ao longo do semestre e chega a 40%. “Chega mas não termina o semestre, porque não renovamos a matrícula. Aí, ela cai para 10%”, afirma Melzi. A medida é necessária porque esta inadimplência alta é muito perigosa. Segundo ele, com o FIES não há justificativa para um aluno afirmar que não tem condições de pagar o ensino superior. Se isso não acontecer, a lei permite que a instituições negative o aluno na Serasa e SPC. Ele conclui o semestre mas, para continuar, só quitando as mensalidades. Apesar do crescimento, Melzi admite que Norte e Nordeste são as regiões onde a inadimplência é mais alta. Com relação à ociosidade das vagas ela é muito pouca. “No Norte e Nordeste quase não existe. Acompanhamos cada curso nosso para poder casar demanda e oferta junto ao MEC”, afirma.

(O POVO, 03.08.2012)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Diácono Aureliano de Sousa Gondim será ordenado presbítero amanhã


Em cerimônia a ser realizada amanhã, 4 de agosto de 2012, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato, será ordenado presbítero o diácono juazeireense Aureliano de Sousa Gondim. No mesmo dia, às 19 h, na Igreja Matriz do Menino Jesus de Praga, no Novo Juazeiro, ele celebrará sua primeira missa.  

Biografia:
Nascido em Juazeiro do Norte, aos 25 dias do mês de setembro do ano de 1981, o Padre Aureliano de Sousa Gondim é filho de Francisco Gondim Pereira e Maria Gilma Andrade de Sousa. No dia 09 de janeiro de 1982, foi batizado na igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, tendo o Padre José Alves de Oliveira como celebrante, e os seus tios, Francisco de Paula Pinheiro Gomes e Maria Terezinha Gondim Pinheiro como padrinhos. Em 15 de novembro de 1994, juntamente com o seu irmão Daniel Victor, celebrou a sua primeira eucaristia na igreja do Menino Jesus de Praga. No dia 08 de janeiro de 1998, recebeu o sacramento da crisma, em celebração presidida pelo então bispo diocesano, Dom Newton Holanda Gurgel e tendo como padrinho, o querido, Padre José Alves de Oliveira. Aos 10 anos de idade, ao participar da santa missa na igreja matriz do Menino Jesus de Praga, sentiu o desejo de fazer parte do grupo de coroinhas da Paróquia. Com a aprovação dos seus pais, procurou o Padre José Alves de Oliveira para ingressar no mencionado grupo. Sua participação como coroinha, foi apenas o início do que passaria a ser a sua vocação.  No ano de 1996, participou de seu primeiro encontro vocacional no Centro de Expansão Dom Vicente Matos. Encontro este, que se tornou rotina nos anos subsequentes. Em 1997, com 16 anos, inicia na Paróquia Menino Jesus de Praga as atividades da Infância Missionária que naquele ano começava a despontar em nossa Diocese, sob a coordenação diocesana do Padre Roserlândio e da Irmã Daniela. Em dezembro de 1998, convidado pelo então seminarista Adalmiran, passou a apresentar um programa de rádio na extinta FM Santa Quitéria. O programa “FORTES NA FÉ” era exibido sempre nas manhãs de domingo. No ano de 2000, passou a apresentar outros programas de cunho religioso na Rádio Comunitária Padre Cícero, hoje Rádio Educativa Salesiana Padre Cícero. Programas apresentados por quase oito anos. Sua formação básica foi realizada em Juazeiro nas escolas: O Pequeno Grande (1985 a 1992), Monteiro Lobato (1993), Sossego da Mamãe (1994 a 1997) e Escola Técnica Federal (1998 a 2000), hoje Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. No dia 23 de fevereiro de 2001, o jovem Aureliano ingressou no Seminário Diocesano São José, em Crato, onde fez o curso Propedêutico e de Filosofia. De 2008 a 2011, realizou os seus estudos de Teologia no Seminário Maior Interdiocesano Sagrado Coração de Jesus, em Teresina-PI. O Padre Aureliano tem uma história de vida muito peculiar que se confunde com a história de nossa querida Juazeiro do Norte. Seu avô paterno (Aureliano Pereira) foi amigo do Padre Cícero Romão Batista. Veio da cidade de Atalaia-AL, ainda com 7 anos de idade, acompanhado de seus pais para aqui fixar residência. Fez história como comerciante, pai de família e ilustre amigo romeiro. Certamente uma página bastante promissora na história deste jovem sacerdote que ainda tem a alegria de homenagear o avô recebendo o seu nome. Diante desta experiência romeira e de uma bonita tradição familiar, o Padre Aureliano viverá as primícias de seu ministério sacerdotal, juntamente com outros sacerdotes, como vigário paroquial da Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores.