segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Jota Alcides e Luiz Carlos lançam livros

Os jornalista Jota alvides e Luiz Carlos de Lima estão com dois novos livros da praça. Jota lançou "O último Repórter Esso com Edson de Almeida", no qual narra a trajetória do maior sucesso do radiojornalismo brasileiro, e Luiz, "Caminhos & Atalhos" que é segundo o próprio autor "um resumo de reflexões captadas tanto da realidade quanto do pensamento ficcionista.



JOTA ALCIDES é Posgraduado pela Universidade de Brasília em Gestão de Tecnologia da Informação. Fez Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco. Ocupou funções importantes na imprensa do Recife. Foi redator do Diário de Pernambuco, noticiarista do Rádio Clube de Pernambuco, Editor da Rádio Capibaribe do Recife, Editor Executivo da TV Jornal do Commércio, Editor-Chefe da Rede Globo de Televisão no Nordeste e Diretor de Redação do Jornal do Commércio, um dos principais do Brasil. Desde 1979 em Brasília, foi chefe de comunicação social do Ministério da Educação e Cultura (Gestão do ministro e acadêmico Eduardo Portella), Editor e Secretário de Redação da Radiobrás e Editor-Chefe do Correio Braziliense, um dos maiores e mais influentes jornais brasileiros. Em 2001, fundou em Brasília o semanário de opinião Fatorama, primeiro Jornal Fast-News do Brasil, do qual é diretor-geral. Começou sua carreira na imprensa em Juazeiro do Norte (Ceará) em 1967, na Rádio Progresso de Juazeiro e na Tribuna de Juazeiro. É membro da Associação Brasileira de Imprensa e da União Brasileira de Escritores. Este é o seu 12° livro, O Último Repórter Esso, comemorando 45 anos de jornalismo.


LUIZ CARLOS DE LIMA. De formação superior, licenciado em Ciências Biológicas, especializado em planejamento escolar, jornalista, professor e escritor. Foi professore de Química da Escola de 2º Grau Governador Adauto Bezerra Mais de 45 anos em atividades de comunicação em Juazeiro do Norte. Começou na Rádio Iracema de Juazeiro. Foi narrador esportivo, campeão de audiência, comentarista esportivo e publicitário. Durante algum tempo, colaborou com o jornal O Povo, de Fortaleza e foi colunista em vários jornais da imprensa juazeirense.. Manteve por 27 anos um programa de debates sobre variedades no rádio juazeirense. Atualmente atua na televisão como apresentador (juntamente com Dr. Vasques Landim) do programa Tribuna Livre, no Canal 13 (TV Verde Vale) Seu primeiro livro foi "Surfando nas ondas do Rádio".



sábado, 18 de agosto de 2012

Celebrada missa do sétimo dia de Filomeno Araruna


Realizou-se na tarde hoje (17h) na Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória a celebração da missa do sétimo dia de Filomeno Moreira Araruna, diretor da ABA Cultural, instituição que foi objeto de matéria neste site no dia 4 de julho de 2012 e um dos mais empolgados fãs do cantor Roberto Carlos. Ele fundou um fã clube para o seu ídolo e do qual mantinha um acervo invejável com quase tudo que diz respeito ao eterno rei da Jovem Guarda. Filomeno faleceu no dia 11 passado, aos 63 anos de idade, vítima de complicações oriundas de litíase vesicular. Era pessoa bastante conhecida em nossa cidade, notadamente no bairro Novo Juazeiro, onde residia e mantinha em funcionamento em sua própria residência a ABA Cultural, entidade cultural que presta relevantes serviços à comunidade daquele bairro e de bairros vizinhos, como Tiradentes e Betolândia, oferecendo serviços de biblioteca, videoteca e internet para pesquisas escolares.  Paralelamente a essa atividade, ele também prestava serviços como voluntário ao Mosteiro de Nossa Senhora da Vitória estando ultimamente empenhado com muito afinco na campanha da telha, promoção idealizada para angariar fundos para execução da cobertura da igreja. Por uma feliz coincidência, no dia de hoje Filomeno completaria 63 anos de idade e a missa em sufrágio de sua alma foi celebrada no interior da capela em construção, sendo a primeira a ser celebrada no local, um verdadeiro presente de aniversário para ele.  Sua esposa, Eridna, espera poder continuar desenvolvendo os serviços da ABA Cultural e para tanto vai precisar de apoio, principalmente do poder público municipal. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

INTERIOR DO NORDESTE DEVE GANHAR NOVOS VOOS



Aeroporto de Patrolina
Quatro companhias aéreas vão construir novas rotas entre as cidades do interior e as capitais do Nordeste: Azul/Trip, Passaredo, Avianca e Voa Brasil, conforme acordado em reunião na terça-feira, dia 7, na sede da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife. O centro das rotas (HUB) será a cidade de Petrolina (PE), onde acontecerão trocas de aeronaves. A próxima reunião acontecerá no dia 13 de setembro. A assessoria de Imprensa da Sudene informou que a construção das linhas aéreas nas cidades do interior entre si e com as capitais faz parte de um projeto maior que ainda será anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. Os municípios que serão contemplados na primeira fase do projeto são: Imperatriz (MA), Parnaíba (PI), Juazeiro do Norte (CE), Petrolina (PE), Campina Grande (PB), Mossoró (RN), Paulo Afonso, Barreiras, Ilhéus e Porto Seguro (BA), Linhares (ES) e Montes Claros (MG). Na segunda etapa do projeto serão contemplados os municípios de Balsas (MA), Bananeiras e São Raimundo Nonato (PI), Arco Verde (PE), Jipoca e Aracati (CE), Patos (PB), Lençóis (MA), Vitória da Conquista e Luiz Eduardo Magalhães (BA). Também participaram da reunião secretários de turismo e representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e de Bancos públicos como o BNB e BNDES. As quatro companhias que criarão os voos fazem parte do consórcio que atua na aviação executiva da região. O objetivo é estruturar uma malha aérea que permita a ligação direta entre todas as capitais nordestinas e algumas cidades do interior. O executivo da Sudene, Adonias Oliveira, informou que alguns dos pontos discutidos na reunião foram a necessidades como financiamento para a compra de novas aeronaves pelas empresas, melhoria na infraestrutura dos acessos e dos aeroportos; cumprimento da Lei do uso do Solo, protegendo os aeroportos de construção de imóveis próximos aos equipamentos; política de redução de tributos, em especial, dos combustíveis de aviação. A intenção é fazer com que essa nova malha aérea esteja sendo colocada em prática já na próxima estação de verão, no final deste ano, início de 2013. Um dos principais trunfos que serão expostos para as companhias aéreas será a pujança da economia do Nordeste, a segunda da América Latina e com imenso potencial de crescimento. 


Nota da Editoria:
Indiscutivelmente, o Aeroporto Internacional de Petrolina é a escolha acertada para este projeto de um centro de rotas pelo interior do Nordeste. Transcrevemos abaixo uma rápida síntese sobre este aeroporto. Gostaríamos também de enfatizar que não é mais perdoável a omissão de nossas classes política e empresarial sobre as melhorias que estão na pauta da atualização funcional do Aeroporto Regional do Cariri. Deixamos de pontuar coisas como acesso, ampliação da pista, módulos operacionais, estacionamento, etc, para não se tornar enfadonho sobre o que já tem sido mencionado ad nauseam. Juazeiro do Norte, como sede deste aeródromo, vai necessitar de grande apoio para esta empreitada, uma vez que é o terceiro na lista dos aeroportos nordestinos, como grande desempenho.  
O Aeroporto Internacional de Petrolina/Senador Nilo Coelho é um aeroporto que serve ao município de Petrolina, Lagoa Grande, Afrânio e Dormentes, em Pernambuco, e também ao município de Juazeiro, Casa Nova, Sobradinho e Curaçá, na Bahia. O Aeroporto de Petrolina possui a segunda maior pista de aterrissagem do Nordeste com 3.250 metros. Se firma como um dos principais do Nordeste, impulsionado pela produção do Vale do São Francisco, maior exportador de frutas do Brasil e responsável pela maior taxa de crescimento econômico da Região. São quatro as companhias aéreas que operam com voos regulares no aeroporto: a GOL Linhas Aéreas,TAM Linhas Aéreas, Avianca Brasil e a TRIP Linhas Aéreas. As obras, encerradas em outubro de 2004, também foram responsáveis pelo reforço asfáltico da pista e do pátio de aeronaves, ampliado para 18.212 metros quadrados, com cinco posições de estacionamento para aviões de grande porte. O terminal de cargas do Aeroporto de Petrolina, com dois mil metros quadrados, está preparado para atender a demanda de exportação de frutas da região. A estrutura é toda preparada para atender à produção perecível, com seis câmeras frigoríficas, com capacidade de armazenamento de 17 mil caixas cada uma, e dois túneis de resfriamento. O novo terminal de passageiros do Aeroporto de Petrolina – Senador Nilo Coelho é totalmente climatizado, com equipamentos de segurança modernos, como o circuito interno de TV e o sistema informativo de voo, além de 18 pontos comerciais dentro do conceito de Aeroshopping. O aeroporto tem lanchonetes, restaurante, lojas de artesanato e de produtos regionais, locadoras de veículos e terminal de saque eletrônico. (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1254529)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Duas colunas do jornalismo de 35 anos atrás


NEM TUDO É FOFOCA
HEDELITA

Esse Tibério tem saída para tudo: quando indagado pelas novidades "QUENTES" da cidade ele respondeu:"-Só o tempo".

O nosso amigo Lemos que por muitos anos gerenciou o "PUMA", inaugurou recentemente a "CANTINA DO LEMOS", localizada na Rua Alencar Peixoto, 48l. Disse-nos o Lemos que para quem deseja pechinchar o lugar é ideal.

A Associação Comercial de Juazeiro do Norte vai homenagear o sr. José Siebra na próxima quinta-feira as 20 horas. O local será provavelmente a AABB.

Hoje o "nat" do primeiro aninho da garotinha Patrícia, filha do casal Joãozinho e Francisquinha. Felicidade total.

Neste 22 do corrente, a festa do JUBILEU DE OURO da Prof. Amália Xavier de Olivei ra. 50 anos de sacerdócio a frente do magistério juazeirense. Só a criação da primeira Escola Normal Rural do País e a pesquisa  em torno com Padre Cícero, no livro "O PADRE CÍCERO QUE EU CONHECI", já justifica plenamente as homenagens.

Rádio Iracema hoje aniversariando. 26 anos de pioneirismo em Juazeiro. A coluna se congratula com todos os que fazem o rádio na Iracema. Desde o gerente Coelho Alves, até o contínuo Nadiê. Uma família da pesada fazendo um rádio super-moderno. Nosso abraço ao Alcely, Cícero Antônio, Luís Carlos, Zermar Bernardes, Osmar Honorato, Dalva Mendonça, Geraldo Alves, Escurinho, Maciel Silva, etc.

Novembro, segundo Darim, é recheado de aniversário. Daqui de casa a família Balbino é quase todinha de novembro: senão vejamos: Francisca Cláudia-dia 4, Francisco Claudiney, dia 8; Claudette Maria, hoje, 15, e Natinha-a esposa, dia 22 próximo. As comemorações estão sendo feitas todas no dia hoje com um passeio no CALDAS, com a patota do jornal "O ESTADO DO CARIRI", onde o Balbino é Secretário e Redator-Chefe.

Festa de Aniversário do Treze Atlético Juazeirense, encerrada com um   baile es petacular. À meia noite foram entregues ao Sr. Antonio Fernandes Coimbra-MASCOTE) e sr. Oliveiro Fontes, os títulos de SÓCIOS HONORÁRIOS.
  Ilustrando nossa coluna, o dr. José Afonso de Oliveira, grande benemérito e incentivador deste jornal desde os primórdios de sua existência. Jose Afonso e Wilton Bezerra (este foi agraciado com um troféu pela sua dedicação ao desporto, transmitindo com exclusividade para o Ceará, a decisão do certame Paulista e o amistoso da Seleção Brasileira) estão agora numa jogada espetacular: a vinda do Fluminense do Rio de Janeiro, para o próximo dia 27, no ROMEIRÂO.

Hoje aniversario da Iracema. Apesar sua modesta posição, sem alardes, sem tomar partidarismos, a pioneira tem merecido o respeito de quantos a escutam. Com a Araripe, Educadora, Progresso e Salamanca, faz a história que o CRP começou. De Coelho Alves ao continuo, aquele abraço.

Afinal de contas, de quem é mesmo a paternidade da estrada que liga Barbalha a Jardim? Essa pergunta eu deixo com os senhores deputados da área, pois o Governador disse naquela semana de novembro de 1976 que era o grande advogado daquela via asfáltica.

Farias Brito, segundo o Deputado Deusimar Maciel, terá um hospital. Creio que esse trabalho é devido também a grande e heróica luta do Prefeito João Matias.

Casas Populares já iniciada. A preparação do terreno  indica que no próximo dia 22 teremos o mundo oficial declarando aberta a grande maratona. Construção de 440 novas residências.

O Major Erivano Cruz fez uma visita a este colunista e garantiu que voltaria em breve para uma noitada oferecida aos vereadores. O local: Brejão.

Vicente Fechine, o Secretário de Obras, tem se revelado muito eficiente. Apenas seria de bom alvitre que Sua Excelência fosse mais ousado.

Verdadeira extorsão a bolsa popular, desrespeito as leis que regem o assunta, e acima de tudo abuso pronunciado por parte de um dos seus dirigentes, foi o que presenciamos com a Churrascaria Gaúcha. O preço exorbitante ferindo as leis da SUNAB e ainda por cima, a ousadia de um dos seus responsáveis em macular o direito da imprensa em publicar fatos dessa importância A Câmara de Vereadores precisa ver esses fatos. Apelamos para o destemor e o valor parlamentar do ilustre camarista Viana Neto.

Nota do editor do Portal de Juazeiro: Estas duas colunas foram publicadas na mesma edição do dia 15 de novembro de 1977 do jornal O Estado Cariri. 
Hedelita veio de Fortaleza para Juazeiro onde militou por algum tempo na imprensa. Depois retornou a capital cearense, onde foi assessora de José Afonso. 
O colunista de Radiografia,  J.C.Pimentel, é José Carlos Pimentel, hoje advogado exercendo a função de assessor jurídico do Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte. A vantagem de publicar essas coisas da imprensa antiga de nossa cidade é que a gente resgata fatos interessantes e relembra de nomes que muitas vezes estão relegados ao esquecimento.  Agora, por exemplo, é tão bom relembrar nomes como os de Tibério Cesar, que foi durante muito tempo a grande figura do Centro Estudantal Juazeirense, vereador e jornalista, editor de vários jornais; José Afonso de Oliveira, o grande gerente do Bando Industrial do Cariri, grande desportistas, responsável pela vinda a Juazeiro de várias equipes de peso do futebol brasileiro; e a Cantina do Lemos, quem ainda se lembra? Também é bom para se lembrar como era que se fazia colunismo social em Juazeiro naquele tempo. Isso é matéria para ser estudada no curso de jornalismo da UFC Cariri.
As matérias acima estão no jornal O Estado do Cariri cuja edição faz parte do acervo de Wilton Bezerra, gentilmente doado ao Portal de Juazeiro.


domingo, 5 de agosto de 2012

Basílica inaugura melhoramentos


Uma série de melhoramentos está sendo realizada na Basílica de Nossa Senhora das Dores tendo em vista oferecer maior comodidade no atendimento aos fieis e turistas. Os anexos como Círculo Operário e Museu Monsenhor Murilo foram reformados e a La Pietà está gora em novo local, no pátio interno, ao lado do auditório do Círculo Operário. A Secretaria Paroquial ganhou novo e moderno visual e agora está em condições de atender melhor aos visitantes que a procuram para marcar missas, batizados etc.
La Pietà e novas cadeiras do auditório do Círculo Operário São José
Novas fachadas do Círculo Operário, da Casa Paroquial e do Museu Monsenhor Murilo

Recepção da Secretaria Paroquial


Músico juazeirense faleceu em Campo Grande



Faleceu no dia 2 próximo passado, aos 57 anos de idade, em Campo Grande, MS, onde residia, o músico juazeirense  Raimundo José Bento Tavares, cujo nome artístico é Castelo. Ele nasceu em Juazeiro do Norte em 4 de abril de 1955. Aqui trabalhou numa fábrica de cítaras e por conta do trabalho frequentemente viajava acompanhando os vendedores de cítara, pois era um excelente afinador do instrumento. De tanto ver os outros tocar, terminou aprendendo, sozinho, a tocar cítara. Depois evoluiu passando a tocar também piano e harpa, um instrumento de 32 cordas que requer muita habilidade. Em Campo Grande gravou vários CDs com belíssimas faixas os quais vem obtendo boa aceitação. Castelo morreu sem ter podido realizar o grande desejo de retornar a terra natal para um concerto, onde mostraria aos seus conterrâneos toda a sua maestria com o instrumento que o projetou na música. Numa matéria publicada neste Portal em 20.11.2010, chegamos a fazer a sugestão à Comissão do Centenário para incluí-lo numa programação junto com outros artistas juazeirense que estavam fazendo sucesso fora, mas não houve interesse por parte da municipalidade. 

sábado, 4 de agosto de 2012

OS MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS - Sávio Leite Pereira







A revista inglesa Sight and Sound, destinada aos amantes de Cinema e Música, publica, a cada década, uma lista com os dez melhores filmes de todos os tempos, escolhidos por um colegiado de críticos cinematográficos do mundo inteiro, o que lhe dá peso e importância cultural. O fato de a lista ser apresentada ininterruptamente a cada dez anos acresce de significado a sua elaboração, não apenas pela tradicionalidade mas, também, pela oportunidade de comparação que proporciona aos adeptos da sétima arte, mesmo levando-se em conta a mobilidade natural na composição do quadro de votantes. 



A primeira lista surgiu em 1952 e restou assim constituída: 

1 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
2 – Luzes da cidade (City lights), de Charles Chaplin. EUA-1931; 
3 – Em busca do ouro (The gold rush), de Chaplin. EUA-1925; 
4 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
5 – Intolerância (Intolerance), de Griffith. EUA-1916; 
6 – Louisiana story, de Robert Flaherty. EUA-1948; 
7 – Ouro e maldição (Greed), de Erich von Stroheim. EUA-1923; 
8– Trágico amanhecer (Le jour se lève), de Marcel Carné. França-1939; 
9 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Desencanto (Brief encounter), de David Lean. Inglaterra-1945; 
10 – O milhão (Le million), de René Clair. França-1931; 
10 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939. 




Ligeira predominância do cinema europeu (7 x 5) sobre o americano. Chaplin, no esplendor de sua influência artística. Forte ressonância do impacto de obras recentes (3). Pelo menos uma delas, Louisiana story, agora totalmente esquecida. A lista é visivelmente conservadora, mas a imensa maioria das obras selecionadas ainda hoje tem méritos reconhecidos entre os cinéfilos mais exigentes. 



A segunda lista, divulgada em 1962, ficou assim: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
3 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
4 – Ouro e maldição (Greed), de Erich von Stroheim. EUA-1923; 
5 – Contos da lua vaga (Ugetsu monogatari), de Mizoguchi. Japão-1953; 
6 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
7 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
8 – Ivã, o terrível (Ivan Groznyi), de Eisenstein. URSS-1944; 
9– La terra trema – episódio del mare, de Luchino Visconti. Itália-1947; 
10– L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934. 


Cidadão Kane, omitido na lista anterior, entrou logo em primeiro lugar e desde então é uma das raras unanimidades cinematográficas como obra-prima. Apenas dois dos filmes estreantes no rol foram produzidos após a confecção da primeira relação, o que pode sugerir uma certa instabilidade nos critérios seletivos, para dizer o mínimo. Somente quatro conseguiram a proeza de figurar nas duas listas. Um olhar retrospectivo permite avaliar que a indicação de A aventura foi precipitada, visivelmente influenciada pela densidade cultural do diretor Antonioni à época. Uma espécie de modismo intelectual. A predileção pelo cinema europeu ganhou bastante visibilidade (7 x 2). O cinema de Carlitos sai da evidência entre os 10 mais, para não mais retornar. Pelo menos até 2012. 



Em 1972 foi publicada a terceira lista: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
4 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
5 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
6 – Quando duas mulheres pecam (Persona), de Ingmar Bergman. Suécia-1966; 
7 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
8 – A general (The general), de Buster Keaton. EUA-1926; 
9 – Soberba (The magnificent Ambersons), de O.Welles. EUA-1942; 
10 – Contos da lua vaga (Ugetsu monogatari), de Mizoguchi. Japão-1953; 
10 – Morangos silvestres (Smultronstället), de Ingmar Bergman. Suécia-1957. 
Permanecem cinco filmes da lista de 62 e estréiam cinco, três dos quais poderiam ter figurado em seleção anterior, o que reforça a sugestão de que os critérios de escolha são maleáveis e de que o reconhecimento tardio de obras-primas é quase uma regra fixa. O martírio de Joana D´Arc retorna, depois de omitido em 62. Forma-se um trio granítico: Cidadão Kane, A regra do jogo e O encouraçado Potemkin consolidam-se como clássicos indiscutíveis, praticamente unânimes. Aparentemente, A general foi descoberto tardiamente pela crítica. Bergman se apresenta no auge da criatividade e do poder de convencimento, emplacando duas obras. O prestígio de Welles arrasta o pesado e antiquado melodrama Soberba para a relação. O predomínio do cinema europeu permanece esmagador (7 x 3). 


Passada mais uma década, foram selecionadas em 1982 as seguintes películas: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957; 
4 – Cantando na chuva (Singin´ in the rain), de Gene Kelly e Stanley Donen. EUA-1952; 
5 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
6 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
7 – A aventura (L´avventura), de Michelangelo Antonioni. Itália-1959; 
8 – Soberba (The magnificent Ambersons), de O.Welles. EUA-1942; 
9 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
10 – A general (The general), de Buster Keaton. EUA-1926; 
10 – Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956. 



A lista mais estável em relação à anterior, até aqui, com sete permanências e apenas quatro estréias, todas dos anos 50, produzidas antes da confecção da lista anterior e, via de consequência, atrasadamente valorizadas. A inserção de Um corpo que cai, obra de valor artístico discutível, é uma surpresa negativa. Pela primeira vez, inversão na predominância: cinema americano 6 x 4 cinema europeu. O trio de granito se mantém incólume. A aventura, que estreou em 2° lugar em 62, cai mais uma posição e se despede do topo dos Melhores. 



Mais uma década se passa e surge a seleção de 1992: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
3 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
4 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
5 – Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956; 
6 – L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934; 
7 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
8 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
9 – Canção da estrada (Pather Panchali), de Satyajit Ray. Índia-1955; 
10 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968. 


Recorde negativo de estréias: apenas três, com sete permanências. O fato mais curioso é o retorno de O martírio de Joana D´Arc novamente em década ímpar (52,72 e 92). Outra curiosidade é a volta de L´Atalante, depois de 30 anos. Como explicar? Idiossincrasias da crítica. Para não variar, 92 marca também a descoberta tardia de Ozu e de Ray. Para se ter uma idéia precisa, Canção da estrada é uma obra fortemente influenciada pelo neo-realismo italiano. Por que apenas quatro décadas depois de realizado ingressa em um rol de melhores? Assinala principalmente a estréia na lista do gênio Stanley Kubrick, a cujo talento a crítica finalmente se rende, com mais de vinte anos de atraso. Mas 2001 ainda está deslocado, em um modesto 10° lugar. Geograficamente, a lista se equilibra: quatro americanos, quatro europeus e dois asiáticos. 



Pela primeira vez, a revista também divulga outra lista. confeccionada exclusivamente por diretores de cinema: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
3 – Touro indomável (Raging Bull), de Martins Scorsese. EUA-1980; 
4 – A estrada da vida (La strada), de F. Fellini. Itália-1954; 
5 – L´Atalante, de Jean Vigo. França-1934; 
6 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
7 – Tempos modernos (Modern times), de Chaplin. EUA-1936; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de Francis Ford Coppola.EUA-1975; 
10 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Rashomon, de Akira Kurosawa. Japão-1950; 
10 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957. 
Apenas três filmes coincidem nas duas relações: Cidadão Kane, Um corpo que cai e O martírio de Joana D´Arc. A lista dos diretores prestigia flagrantemente três cineastas: Coppola, Kurosawa e Fellini, e recupera Chaplin, esquecido pelos críticos. Touro indomável é afoita e precocemente alçado à condição de obra-prima. 


Dez anos após, foram divulgadas as listas de 2002: 

A dos críticos: 
1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
3 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
4 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de F.F.Coppola.EUA-1975; 
5 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
6 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
7 – O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin), de Eisenstein.URSS-1925; 
8 – Aurora (Sunrise), de Friedrich Wilhem Murnau. EUA-1927; 
9 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
10 – Cantando na chuva (Singin´ in the rain), de Gene Kelly e Stanley Donen. EUA-1952. 

Seis permanências, inclusive o indefectível trio de granito. Retornam Cantando na chuva e Oito e meio. Apenas três estréias: O poderoso chefão, partes I e II, e Aurora, produzido há seis décadas! 2001 em ascensão, destinado a ocupar futuramente o topo da lista. Um corpo que cai também no rumo ascendente, opção discutível porque sequer é o melhor da produção de Hitchcock, bastando relembrar, por exemplo, Intriga internacional. Forte predominância do cinema americano: 6 x 3. 


A escolha dos diretores: 

1 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
2 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
O poderoso chefão, parte II (The Godfather, part II), de F.F.Coppola.EUA-1975; 
3 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
4 – Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean. Inglaterra-1962; 
5 – Doutor Fantástico (Dr. Strangelove), de Stanley Kubrick. EUA/Ing-1964; 
6 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948; 
7 – Touro indomável (Raging Bull), de Martins Scorsese. EUA-1980; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – Rashomon, de Akira Kurosawa. Japão-1950; 
10 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
10 – Os sete samurais (Shichinin no samurai), de Akira Kurosawa.Japão-1957. 
Agora são seis os filmes coincidentes nas duas listagens. Oito, destes doze filmes, repetem a inclusão na relação anterior dos diretores e quatro são estreantes. Dois deles, Lawrence da Arábia e Doutor Fantástico são inéditos em qualquer das listas anteriores. Ladrões de bicicleta, ausente das listas dos críticos desde 1962, volta a ser lembrado. 


Ontem, indefectivelmente, foram apresentadas as relações de 2012: 

A dos Críticos da Sight and Sound: 
1 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
2 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
3 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
4 – A regra do jogo (La règle du jeu), de Jean Renoir. França-1939; 
5 – Aurora (Sunrise), de Friedrich Wilhem Murnau. EUA-1927; 
6 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
7 –Rastros de ódio (The searchers), de John Ford. EUA-1956; 
8 – O Homem da câmera (Chelovek s kino-apparatom/Man with a Movie Camera), de Dziga Vertov. URSS-1929; 
9 – O martírio de Joana D´Arc (La passion de Jeanne D´Arc), de C. Dreyer. França-1928; 
10 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 


Novo recorde negativo de estréias: apenas um filme. Pela primeira vez se desfaz o trio granítico: O Encouraçado Potemkin se despede da lista. Cidadão Kane deixa o topo, permutado por Um corpo que cai, demonstração cabal de que a crítica cinematográfica não é uma instituição confiável.. Rastros de Òdio retoma seu posto, depois de omitido na lista de 2002. O martírio de Joana D´Arc, de Dreyer, retorna com mudança no título. Para não variar, mais uma vez em década ímpar, alternada. Uma esquisita coincidência.O filme estreante, O homem da câmera, é obra soviética de 1929. Um documentário inventivo e vanguardista, cultuado desde sempre, mas que chega à lista após exatos 83 anos de sua realização! Saiba-se lá por que... Um empate inédito, 5x5, entre filmes americanos e estrangeiros. 



Diretores convidados:

1 – Era uma vez em Tóquio-Tokyo story (Tokyo monogatari), de Yasujiro Ozu. Japão-1953; 
2 – 2001, Odisséia no espaço (2001: a space odissey), de Stanley Kubrick. EUA-1968; 
2 – Cidadão Kane (Citizen Kane), de Orson Welles. EUA-1941; 
4 – Fellini Oito e meio (8 ½ - Otto e mezzo), de Federico Fellini. Itália-1963; 
5 – Taxi Driver – motorista de táxi (Taxi Driver), de Martin Scorsese. EUA-1976;

6 – Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola. EUA-1979; 

7 – O poderoso chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola. EUA-1973; 
8 – Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock. EUA-1958; 
9 – O Espelho (Zerkalo), de Andrei Tarkovsky. URSS-1972;

10 – Ladrões de bicicleta (Ladri di biciclette), de Vitório De Sica. Itália-1948. 

Cinco filmes participam de ambas as listas. Três obras, todas dos anos 70, são estreantes em quaisquer das listas desde 1952 2001, uma odisséia no espaço, o melhor filme já feito, finalmente se aproxima do seu lugar predestinado. Constata-se que apenas 34 filmes diferentes foram votados nas sete elaborações dos críticos, o que, apesar de alguns escorregões óbvios, denota uma boa dose de coerência, como se a preferência dos especialistas do mundo inteiro repousasse em cima de um núcleo pouco flexível de obras-primas imutáveis, permanentes. Por outro lado, observadas minuciosamente todas as listas, de críticos e diretores, conclui-se que a obra mais recente é Apocalypse now, de 1979. Será que nos últimos 30 e poucos anos a cinematografia mundial foi incapaz de criar um filme excelente, capaz de figurar ao lado dessas obras-primas? É pouco provável. 


Juazeiro do Norte, 03 de agosto de 2012. 

Sávio Leite Pereira
NOTA DA EDITORIA: Recebemos por e-mail esta excelente resenha do Dr. Sávio Leite Pereira. Irretocável, sobretudo no seu elevado senso de cinéfilo e crítico de cinema. Desejamos agradecer-lhe pela remessa e por isto nos apressamos em divulgá-la. Contudo, nos permita, ao lidar com tantas listas, e mesmo não aderindo à tentação de indicar os melhores do mundo, não nos furtamos em relacionar os 43 filmes destas listas para aproximar uma visão destas tendências, a partir do número de menções que estas películas ganharam em tantas décadas, em ordem decrescente, como aparece na tabela abaixo. Muito grato (Renato Casimiro).