sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lançado livro sobre ICVC


Realizou-se, hoje, às 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste, a solenidade de lançamento do livro 38 Anos do ICVC, organizado pelos escritores Renato Casimiro e Rosário Lustosa. A obra, comemorativa dos 38 anos de fundação do Instituto Cultural do Vale Caririense, faz uma retrospectiva da história do Instituto fundado em 22 de setembro de 1974 pelo saudoso escritor e professor Joaryvar Macedo, que dirigiu a entidade desde a sua fundação até 1983, quando se afastou para ocupar o cargo de Secretário de Cultura do Estado do Ceará, passando, então, a residir em Fortaleza, sendo substituído pelo então vice-presidente, Daniel Walker. Nos seus 38 anos, o ICVC foi dirigido por 12 presidentes, em dezessete mandatos, conforme se apresenta abaixo:  1974 a 1977 -  Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo);  1978 a 1980 - Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo); 981 a 1983 - Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo); 1983 - Daniel Walker Almeida Marques; 1983 a 1986 - Manoel Lacerda Neto; 1987 a 1989 - Antonio Renato Soares de Casimiro; 1990 a 1992 - Antonio Renato Soares de Casimiro; 1992 a 1994 – Aguinaldo Carlos de Sousa 1995 a 1997 – Antônio Arnaldo Onofre de Alencar; 1999 a 2000 – Jucier Lima de Sousa; 2001 a 2003 – Erasmo Barbosa Mendonça; 2003 a 2005 – Erasmo Barbosa Mendonça; 2005 a 2007 - Geraldo Menezes Barbosa; 2007 a 2009 – Antônio Arnaldo Onofre de Alencar; 2009 a 2010 - José Ferreira Gonçalves; 2010 a 2011 - Hugo de Melo Rodrigues; 2011 a 2014 - Maria do Rosário Lustosa da Cruz.
A primeira Diretoria do ICVC foi assim constituída:
Período: 27.10.1974 a 1977; Eleição: 22.09.1974; Posse: 27.10.1974 Composição:
Coordenador Geral: Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo); Vice Coordenadoras: Maria Alacoque Bezerra de Figueiredo e Maria Antélvia Cândido;
Responsáveis pela Secretaria: Francisco Renato Sousa Dantas (Maria do Socorro Pereira Gondim), e Lindalva Rodrigues de Alencar Suliano (Francisca Alves Teles Costa); Responsáveis pela Tesouraria: José dos Anjos Dias e Álbis Irapuan Pimentel; Responsáveis pela Biblioteca: Maria Zélia Pinheiro de Melo e Joaquina Gonçalves de Santana (Generosa Ferreira Alencar); Responsáveis pelas Publicações: Joaquim Lobo de Macedo, Maria Bezerra de Menezes e Nair Silva; Comissão de Admissão de Sócios: Maria Sílmia Sobreira da Silveira, Álbis Irapuan Pimentel, Francisco Renato Sousa Dantas (Maria do Socorro Macedo Pinto). Obs.: Antes do fim do período, em razão de alterações nos Estatutos e pela reorganização da instituição, a nomenclatura dos cargos ficou assim substituída: Coordenador Geral (Presidente); Vice-Coordenador (1º. e 2°. Vice Presidentes); Responsáveis pela Secretaria (1º. e 2º. Secretários); Responsáveis pela Tesouraria (1º. e 2º. Tesoureiros), Responsáveis pelas Publicações (Comissão de Publicações). Também neste período foram criadas as seguintes Comissões: Comissão de Sindicância e Finanças: Daniel Walker Almeida Marques, Gilberto Magalhães Sobreira e Ângelo Borges Leal Neto; Comissão de Relações Públicas: Luiz Carlos de Lima, Raimundo Macedo Pinto e Nair Silva.
Atualmente o Instituto Cultural do Vale Caririense é administrado pela seguinte Diretoria:
DÉCIMA SÉTIMA DIRETORIA
Período: 2011 a 2014; Eleição e Posse: 23.09.2011 Composição:
Presidente: Maria do Rosário Lustosa da Cruz
1º. Vice Presidente: Joaquim Edvan Pires
2º. Vice Presidente: Pedro Ernesto Filho
1º. Secretário: Diercélia Maria de Almeida Costa Lima
2º. Secretário: Antonio Pereira de Figueiredo
1º. Tesoureiro: Antonio Alves dos Santos
2º. Tesoureiro: Maria José de Sales
1º. Bibliotecário: Merandolina Ferreira Barros
2º Bibliotecário: Francisco Barbosa Sobrinho
Oradores: Geraldo Menezes Barbosa e Antônio Arnaldo Onofre de Alencar
Comissão de Publicações: Erasmo Barbosa Mendonça, Francisco Moreira de Oliveira e Francisco Luiz Soares
Comissão de Sindicância e Finanças: Aguinaldo Carlos de Sousa, Polyana Silva Coimbra Cruz e Maria do Socorro Pereira Gondim
Comissão de Relações Públicas: Emane Tavares Monteiro, Hugo de Melo Rodrigues e Osmar da Silva Cavalcante
Comissão de Eventos: Hélio Bezerra de Mendonça, Ieda Sobreira e Simone Grangeiro




Shopping sem livraria


A Livraria Nobel desocupou o local onde funcionava no Cariri Garden Shopping e está de mudança para outro prédio, localizado na Av. Padre Cícero, próximo a San Remo e também do Cariri Garden Shopping. É uma pena, pois shopping sem livraria não tem graça. Mas, felizmente, segundo informações prestadas pela direção do shopping estão sendo feitas gestões no sentido de trazer outra livraria para o local.  Se isso não acontecer, Juazeiro dará um péssimo exemplo de atraso cultural, no tocante à leitura. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mais liberdade de Imprensa: CONSELHO APROVA PROPOSTA CONTRA PROIBIÇÃO DE BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS


O Conselho de Comunicação Social, instalado no Congresso Nacional, aprovou nesta segunda-feira (3) proposta que acaba com a proibição de veicular ou publicar biografias que não sejam autorizadas pelos biografados. A proposta também sugere que um juiz não poderá decidir pelo recolhimento ou impedir a circulação de obras biográficas depois que elas já estiverem sendo comercializadas. O Conselho de Comunicação Social é formado por membros e funcionários de empresas de comunicação e da sociedade civil, com o objetivo de auxiliar os parlamentares em questões relacionadas à mídia por meio de estudos, pareceres e recomendações. Pelo texto, a ausência de autorização não impediria a realização da biografia de pessoas cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública. O texto não acaba com a possibilidade de eventuais indenizações aos biografados se houver ilícitos ou irregularidades na elaboração da obra --mas diz que não deve haver prejuízos à sua circulação. "Ao juiz, fica vedado o recolhimento da obra. Depois se discute a indenização. Isso está em sintonia com a Corte Interamericana de Justiça. A privacidade de uma pessoa notória é diferente da privacidade de uma pessoa comum. Precisamos reconhecer os direitos da personalidade, mas precisamos também reconhecer o direito à realização de biografias que hoje se encontra restrito", disse o relator da proposta, o advogado Ronaldo Lemos. As mudanças se aplicariam, segundo o relator, às pessoas públicas ou cuja trajetória "pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade". "Para o indivíduo comum, vale a regra de que prevalece o direito à privacidade. Mas a esfera da privacidade de uma pessoa pública é menor", disse Lemos. O texto do relator, que é colunista da Folha e diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e do Creative Commons no Brasil, previa a elaboração de uma proposta legislativa para tramitar no Congresso com as mudanças. O conselho decidiu, porém, apenas encaminhar a proposta como recomendação aos presidentes da Câmara e do Senado -- sem formalizar um texto para tramitar no Congresso, onde já correm três projetos sobre o tema.
A maioria dos conselheiros entendeu que não é atribuição do órgão elaborar propostas legislativas. "Não fomos chamados para tanto e que não temos competência para apresentar emendas a um projeto de lei", disse o conselheiro Alexandre Jobim. Pela legislação atual, uma publicação pode ser proibida caso o biografado não a autorize. Recentemente, a comercialização de uma biografia do cantor Roberto Carlos, já pronta, foi proibida após decisão judicial. "Nos EUA, Michael Jackson e Barack Obama têm 160 biografias publicadas cada um. Discursos considerados problemáticos devem ser respondidos com mais discursos, e não com a proibição", disse Lemos. A proposta de Lemos preserva o direito do biografado de ingressar com ação judicial civil se houver abuso ou má-fé na elaboração da obra --ou se os autores adotarem meios ilícitos na divulgação, transmissão, exposição, publicação ou utilização de escritos, palavras e imagens de terceiros. A proibição de biografias não autorizadas também é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal, que questiona a constitucionalidade do artigo, por violar a liberdade de expressão. O conselho não tem competência para discutir essa ação.

RECOMENDAÇÃO
Com a decisão, o relator também vai encaminhar a proposta como recomendação aos deputados autores dos três projetos de lei que tramitam no Congresso sobre o tema. Os parlamentares podem, ou não, adotar a proposta sugerida pelo conselho. Um dos projetos, de autoria do deputado Newton Lima Neto (PT-SP), altera o Código Civil para derrubar a proibição e determinar que a falta de autorização do biografado, sozinha, não pode impedir a publicação da obra.

Fonte: Gabriela Guerreiro, Folha de S.Paulo, 03.12.2012

Secretário de Padre Cícero tem biografia em livro de escritor pernambucano



Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros

Autoridade na cultura do Nordeste do Brasil, o historiador Frederico Pernambucano de Mello nos apresenta o livro Benjamin Abrahão: entre anjos e cangaceiros (Escrituras Editora), que traz a biografia do secretário particular do padre Cícero, do Juazeiro, de 1917 a 1934, além de fotógrafo autorizado do cangaceiro Lampião, tendo acompanhado os diferentes bandos de que este dispunha em sete Estados do Nordeste, no meado de 1936, creditando-se como responsável pela mais completa documentação do cangaço jamais obtida, ao incorporar a imagem cinematográfica às velhas fotografias conhecidas.

A obra é ensaio interdisciplinar que ocupou boa parte da vida do autor, e também um livro de arte, com dezenas de fotografias e de fotogramas históricos da trajetória do sírio Benjamin Abrahão Calil Botto -- um “conterrâneo de Jesus”, como se declarava, por conta do nascimento em Belém, na Terra Santa --, que desembarcou no Porto do Recife em 1915, aos 15 anos de idade, fugindo da Grande Guerra, para trilhar uma aventura extraordinária pelos sertões do Brasil setentrional.

No livro, Pernambucano de Mello, reconhecido por Gilberto Freyre, já em 1984, como “mestre de mestres em assuntos de cangaço”, apresenta pesquisa profunda, feita ao longo de 40 anos. Pela primeira vez, é divulgado o conteúdo da caderneta de campo deixada por Benjamin Abrahão, recolhida pela polícia no momento de seu assassinato com 42 punhaladas, no começo de 1938, no sertão de Pernambuco, aos 37 anos de idade. Cobrindo os anos da missão sobre o cangaço, a caderneta abrange o período 1935-1937, com lançamentos alternados em português e em árabe, assim impusesse a necessidade de sigilo sobre o assunto. O historiador trabalhou por três anos, com dois professores de árabe, traduzindo, ponto a ponto, o conteúdo averbado -- muitas vezes resultante de conversas noite adentro com Lampião, Maria Bonita e outros cangaceiros -- que são relatos que matam polêmicas e contestam versões atuais sobre fatos e figuras das décadas de 1910, 1920 e 1930, como o polêmico Floro Bartolomeu da Costa e a apregoada amizade entre Lampião e o padre Cícero, além de informações que dizem respeito ao real combate do Batalhão Patriótico à Coluna Prestes, para o qual traz entrevista inédita que fez com Prestes, em 1983, no Recife.

Particularmente importante, pela originalidade, é a revelação da matriz setecentista e estrangeira do pensamento social brasileiro dos anos 1930 sobre o cangaço, presente, sobretudo no chamado romance nordestino, tendente a culpar a sociedade e a desculpar os excessos dos protagonistas do fenômeno. O mesmo se diga sobre a revelação, de todo desconhecida até o presente, dos esforços de apropriação internacional do apelo épico que o tema encerra, por parte das facções travadas em luta de morte ao longo da década aludida: o Reich alemão contra o Soviete russo, Hitler contra Stalin, ao tempo em que Lampião dava as cartas na caatinga.

O livro traz ainda apêndice com a reprodução de importantes documentos, colhidos em pesquisa que contou com o apoio de muitos colaboradores e instituições, como a Fundação Joaquim Nabuco, do Recife, a Cinemateca Brasileira de São Paulo, os arquivos Renato Casimiro/Daniel Walker, do Juazeiro, e da antiga Aba-Film, de Fortaleza, ambos do Ceará, entre outros.

Sobre o autor:
FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELLO possui formação em história e direito. Na Fundação Joaquim Nabuco, do Ministério da Educação, integrou a equipe do sociólogo Gilberto Freyre, de 1972 a 1987, período em que se especializou no estudo da cultura da região Nordeste do Brasil, tendo publicado os seguintes livros: Rota batida: escritos de lazer e de ofício, Recife, Edições Pirata, 1983; Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil, Recife, Editora Massangana/ Fundação Joaquim Nabuco, 1985 [ora em 5ª edição pelo selo A Girafa, de São Paulo]; Quem foi Lampião, Recife-Zürich, Stähli Edition, 1993 [ora em 3ª edição]; A guerra total de Canudos, Recife-Zürich, Stähli Edition, 1997 [ora em 3ª edição pela A Girafa]; Delmiro Gouveia: desenvolvimento com impulso de preservação ambiental, Recife, Editora Massangana/ Fundação Joaquim Nabuco-CHESF, 1998; Guararapes: uma visita às origens da Pátria, Recife, Editora Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 2002; Tragédia dos blindados: a Revolução de 30 no Recife, Recife, Editora Massangana/Fundação Joaquim Nabuco, 2007; Estrelas de couro: a estética do cangaço, São Paulo, Escrituras Editora, 2010, livro finalista do Prêmio Jabuti de 2011, nas categorias projeto gráfico e ciências humanas.  É membro dos Institutos Históricos de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, e da Academia de História Militar Terrestre, tendo sido curador internacional da Fundação Bienal de São Paulo para a Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 Anos, São Paulo, 2000, e presidente da União Brasileira de Escritores – Seção de Pernambuco.  Na Academia Pernambucana de Letras, ocupa a cadeira 36 desde o ano de 1988. Pela originalidade de seus estudos, pelo volume da obra que produziu, e por se dedicar a aspectos de nossa história considerados ásperos e de pesquisa difícil, tem sido considerado o “historiador do Brasil profundo”, na palavra do professor Nelson Aguilar.
  
carmen barreto – comunicação e imprensa – imprensa@escrituras.com.br
escrituras editora e distribuidora de livros ltda.
rua maestro callia, 123 – vila mariana - 04012-100 - são paulo, SP
Telefones: (11) 5904-4499 (PABX) /5904-4492 (direto)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CEARÁ: LIDERANÇA DO RANKING DA REGIÃO NORDESTE


Criado pelo Sistema FIRJAN para acompanhar a evolução socioeconômica dos 5.565 municípios brasileiros, o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) revelou em sua quinta edição, com dados de 2010, que o estado do Ceará não só confirmou a classificação de desenvolvimento moderado, como manteve a liderança do ranking da região Nordeste, avançando ainda duas posições no ranking entre os estados brasileiros (10º lugar). Dos 184 municípios cearenses, 64,1% apresentam desenvolvimento moderado, enquanto 34,8% permanecem em patamar de desenvolvimento regular. No Ceará, nenhum município foi classificado como baixo desenvolvimento e apenas dois alcançaram a classificação de alto grau de desenvolvimento: Eusébio e São Gonçalo do Amarante. Em 2010, 73 (40%) das cidades cearenses apresentaram crescimento do IFDM nas três áreas de desenvolvimento. A melhora em Educação e Saúde no estado foi expressiva e generalizada nos seus municípios, sendo que 183 avançaram em Educação (99,5%) e 148 em Saúde (80,5%), enquanto Emprego & Renda apresentou crescimento em 87 cidades (47%). Com periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional, o IFDM considera três áreas de desenvolvimento - Emprego & Renda, Educação e Saúde - e utiliza-se de estatísticas oficiais divulgadas pelos Ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. Em 2012, os dados oficiais mais recentes disponíveis são de 2010, o que possibilitou uma análise detalhada das transformações sociais que marcaram o Brasil na primeira década dos anos 2000. O estudo começou em 2008, comparando os anos de 2005 e 2000, e permite determinar com precisão se a melhora ocorrida em determinado município foi decorrente de medidas políticas ou apenas reflexo da queda de outro município. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.

Eusébio e São Gonçalo do Amarante: únicas cidades cearenses com alto grau de desenvolvimento

Entre os dez maiores IFDMs cearenses, apenas dois (Juazeiro do Norte e Sobral) não apresentaram evolução entre 2009 e 2010. A vertente Emprego & Renda foi responsável pela inclusão de quatro municípios no ranking dos dez maiores IFDMs do estado: São Gonçalo do Amarante, Russas, Barbalha e Caucaia. Influenciado pelo investimento em Saúde e Educação, Eusébio manteve a liderança no estado em 2010. A lista completa do Top 10 do Ceará é composta pelas seguintes cidades: Eusébio (0,8315); São Gonçalo do Amarante (0,8055); Maracanaú (0,7895); Fortaleza (0,7880); Juazeiro do Norte (0,7442); Horizonte (0,7413); Sobral (0,7404); Russas (0,7325); Barbalha (0,7206) e Caucaia (0,7193). As duas primeiras são as únicas a atingir alto grau de desenvolvimento no estado. No outro extremo, cinco municípios permaneceram entre os dez menores IFDMs do Ceará, apenas alternando posições: Tarrafas (subiu do último lugar para a posição 177; Mombaça (manteve-se na posição 179); Ibaretama (caiu da 177 para a 181), enquanto Martinópole (182ª posição) e Chaval (183ª) trocaram de colocação. Em uma análise da década, entre 2000 e 2010, é importante destacar os municípios que mais avançaram em termos socioeconômicos: No topo da tabela aparece São Gonçalo do Amarante, que com grande variação em Emprego & Renda galgou 118 colocações no ranking cearense.

Fonte: http://www.firjan.org.br/data/pages/2C908CEC3B4DD6E3013B528D90260E3D.htm

Carta Aberta da Secretária Sônia Luz


Ao ser convidada pelo Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte, Dr. Santana, para ser gestora da Educação Pública fui motivada a aceitar por três razões: em primeiro lugar os argumentos do Prefeito que queria acertar como chefe do poder executivo frente às dificuldades que a pasta se encontrava naquela época; em segundo, pelo resultado da avaliação financeira da educação realizada por empresa especializada que sinalizava viabilidade em curto prazo, por último meu sentimento de pertencimento ao município concebido desde a década de 70 quando aqui estive implantando e coordenando o PLIMEC conhecido como “Projeto Juazeiro”.

Aos 16 de Dezembro de 2010, assumi o compromisso de ser gestora como uma missão e a partir daí com os demais companheiros que integram a grande equipe técnica operacional da SME abraçamos e nos determinamos em contribuir na construção de políticas públicas pautada na qualidade social da Educação, no modelo de gestão participativa a partir da concepção da Educação como Direito de todos. Ao sair, elenco alguns avanços obtidos:
·  Curso de Formação de Gestores Executivos;
·  Formação continuada dos professores;
· Aquisição de insumos tais como: materiais didáticos e paradidáticos, tecnológicos, merenda escolar e transporte escolar;
· Implantação de ouvidoria embora embrionária que abriu espaço de diálogo e aconselhamento aos alunos, família e escola;

· Valorização do profissional do magistério, através do estabelecimento de novas relações pautadas na meritocracia, e no reconhecimento de valores e talentos de professores e demais servidores;

·  Os resultados oficiais positivos obtidos no IDEB e SPAECE, destacando o nível: verde escuro;

· A implantação do Projeto “Interação Pedagógica” e as Superintendências como protagonista no acompanhamento da gestão escolar.

Hoje, ao me despedir, consciente do dever cumprido, expresso minha amizade por todos que convivi diuturnamente durante estes dois últimos anos, e deixo a certeza de mantê-los vivos em minha memória.

Meus agradecimentos aos companheiros Secretários que partilharam das ações intersetoriais entre as políticas publicas locais; aos Conselheiros Municipais de Educação e aos demais Conselhos, ao Sindicato dos Servidores-SISEMJUN; a CREDE 19, a FUNDETEC, a UVA, a Univ. Patativa do Assaré, a FJN e demais parceiros que contribuíram para a Formação dos Professores.

Meu especial reconhecimento à UNDIME cujo trabalho vem fortalecendo a atuação dos gestores frente à gestão do Sistema Educacional nos Municípios.

Agradeço a Deus, a Mãe de Jesus e ao Patrono desta Cidade, Pe Cícero, pelo fortalecimento da minha fé na luta pela construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

SONIA LUZ MONTEIRO OLIVEIRA