Faleceu no final da tarde hoje, na Clínica São José, onde se encontrava hospitalizada há mais de três meses, a professora Teresinha Boaventura de Sousa, mais conhecida como Teca. Ela nasceu em Caririaçu, Ceará, mais foi em Juazeiro que passou a maior parte de sua vida, onde concluiu o Normal Pedagógico no Ginásio Monsenhor Macedo. Depois fez licenciatura em Letras na Faculdade de Filosofia do Crato. Foi professora em nossa cidade tendo lecionado no Ginásio Monsenhor Macedo, Colégio Menezes Pimentel, Escola José Bezerra, Escola Adauto Bezerra,
Escola Amália Xavier de Oliveira, Escola de Segundo Grau Governador Adauto Bezerra, Ginásio São Francisco e Centro Educacional Professor Moreira de Sousa, no qual se aposentou. Alegre e comunicativa, Teca muito cedo granjeou a amizade dos alunos e dos colegas de magistério, sendo sempre muito querida. O velório será no Anjo da Guarda, onde haverá missa de corpo presente, amanhã, 9, às 14h, e depois o corpo seguirá para Caririaçu, onde haverá o sepultamento.
Nota do Editor: Não quero guardar na memória os últimos meses de vida de Teca, pois isto foi a sua via crucis. Isso eu faço questão de apagar para sempre. As recordações que quero lembrar serão as do tempo em que lecionamos no Centro Educacional Professor Moreira de Sousa. Lá formamos um grande grupo de colegas do qual faziam parte, entre outros, os seguintes colegas: Padre Murilo, Dr. Limeira, Dr. Ivan Barros, Edênia, Helcídia, Nininha, Célia, Celmar, Ivonete, Eunice Arrais, Mazé, Marialva, Teresa Borges, Marlúcia, Dilma, Deuva, Georgina, Aleida, Everado, Valmir, Débora, Gorete, Nilmar, Rita Lucena, Teles. Nossa amizade era uma coisa pura, coisa de irmãos. Às vezes algumas colegas de magistério do Moreira de Sousa ficavam escandalizadas quando nos via de mãos dadas ou então eu com a mão no ombro dela. Uma delas, um dia chegou a censurar: Teca, Neuma não tem ciúmes de vocês? E ela respondeu com firmeza: Eu sou a única amiga que tem autorização de Neuma para andar com o marido dela do jeito que eu quiser. E Padre Murilo que fez o casamento deles também deu autorização! Essa é a Teca de caráter forte que eu conheci e gostava. Nossa amizade começou nos anos 70, no Moreira de Sousa, mas eu já conhecia seu irmão José Boaventura, que eu chamava carinhosamente apenas de Boa, pois fomos colegas de trabalho na Rádio Iracema, onde éramos locutores e na Faculdade de Filosofia do Crato, depois Urca, onde lecionávamos. Rapidamente essa amizade ela estendeu também para minha esposa, Neuma, e daí por diante nos tornamos um trio inseparável, ao qual se incorporaram também as irmãs dela, Lilia e Dora. Íamos a sua casa com certa frequência. E as conversas duravam horas a fio, sempre recheadas de boas gargalhadas. Quando seu João Boaventura, o pai dela, era vivo, chegamos a ter boas conversas com ele. E nós sempre comentávamos sobre o amor filial do tamanho do Mundo que ela devota a ele. Estivemos ao lado da sua família quando seu João morreu. Também nos falávamos muito por telefone. Quando Neuma tomava a iniciativa e fazia a ligação, eu falava depois para encerrar a conversa. E quando eu ligava, Neuma encerrava a conversa. Éramos sempre assim: um trio inseparável. Depois de aposentados continuamos a nossa sólida amizade. Ela era presença certa e indispensável em nossa casa, no aniversário de Neuma, quando se reuniam as amigas e colegas de escola da aniversariante, entre as quais estavam suas irmãs Lilia e Dora, que ensinavam na Escola Maria Amelia, onde Neuma era vice-diretora. Sempre que morria um conhecido nosso, lá estávamos nos encontrando no velório, e nessas ocasiões a presença do amigo Aguinaldo Carlos era uma constante. Já na fase crítica da sua doença, seu irmão Luís sempre que vinha de Fortaleza me pedia: Cuide de Teca como se fosse sua irmã. E eu respondia: Vá tranquilo. Isso eu faço com o maior prazer. Dividi com ela os momentos de tristeza com os falecimentos de seus entes queridos, como seus pais, seus irmãos (José Boaventura e Graça) e ela fez o mesmo quando meus pais faleceram. Sempre fomos muito solidários nos momentos de tristeza e alegria. Eu e minha esposa sempre fomos considerados como amigos-irmãos dela. Por isso, a morte de Teca nos deixa entristecidos, mas ao mesmo tempo resignados porque Deus a chamou, aliviando seu sofrimento. Sua lembrança ficará para sempre em nossos corações.
Teca: Quando se encontrar com Padre Murilo diga que estamos com saudades e dê também um forte abraço no Boa. Um dia, quando Deus determinar, nos encontraremos todos na Eternidade!
Tchau, Amiga!
Escola Amália Xavier de Oliveira, Escola de Segundo Grau Governador Adauto Bezerra, Ginásio São Francisco e Centro Educacional Professor Moreira de Sousa, no qual se aposentou. Alegre e comunicativa, Teca muito cedo granjeou a amizade dos alunos e dos colegas de magistério, sendo sempre muito querida. O velório será no Anjo da Guarda, onde haverá missa de corpo presente, amanhã, 9, às 14h, e depois o corpo seguirá para Caririaçu, onde haverá o sepultamento.
Nota do Editor: Não quero guardar na memória os últimos meses de vida de Teca, pois isto foi a sua via crucis. Isso eu faço questão de apagar para sempre. As recordações que quero lembrar serão as do tempo em que lecionamos no Centro Educacional Professor Moreira de Sousa. Lá formamos um grande grupo de colegas do qual faziam parte, entre outros, os seguintes colegas: Padre Murilo, Dr. Limeira, Dr. Ivan Barros, Edênia, Helcídia, Nininha, Célia, Celmar, Ivonete, Eunice Arrais, Mazé, Marialva, Teresa Borges, Marlúcia, Dilma, Deuva, Georgina, Aleida, Everado, Valmir, Débora, Gorete, Nilmar, Rita Lucena, Teles. Nossa amizade era uma coisa pura, coisa de irmãos. Às vezes algumas colegas de magistério do Moreira de Sousa ficavam escandalizadas quando nos via de mãos dadas ou então eu com a mão no ombro dela. Uma delas, um dia chegou a censurar: Teca, Neuma não tem ciúmes de vocês? E ela respondeu com firmeza: Eu sou a única amiga que tem autorização de Neuma para andar com o marido dela do jeito que eu quiser. E Padre Murilo que fez o casamento deles também deu autorização! Essa é a Teca de caráter forte que eu conheci e gostava. Nossa amizade começou nos anos 70, no Moreira de Sousa, mas eu já conhecia seu irmão José Boaventura, que eu chamava carinhosamente apenas de Boa, pois fomos colegas de trabalho na Rádio Iracema, onde éramos locutores e na Faculdade de Filosofia do Crato, depois Urca, onde lecionávamos. Rapidamente essa amizade ela estendeu também para minha esposa, Neuma, e daí por diante nos tornamos um trio inseparável, ao qual se incorporaram também as irmãs dela, Lilia e Dora. Íamos a sua casa com certa frequência. E as conversas duravam horas a fio, sempre recheadas de boas gargalhadas. Quando seu João Boaventura, o pai dela, era vivo, chegamos a ter boas conversas com ele. E nós sempre comentávamos sobre o amor filial do tamanho do Mundo que ela devota a ele. Estivemos ao lado da sua família quando seu João morreu. Também nos falávamos muito por telefone. Quando Neuma tomava a iniciativa e fazia a ligação, eu falava depois para encerrar a conversa. E quando eu ligava, Neuma encerrava a conversa. Éramos sempre assim: um trio inseparável. Depois de aposentados continuamos a nossa sólida amizade. Ela era presença certa e indispensável em nossa casa, no aniversário de Neuma, quando se reuniam as amigas e colegas de escola da aniversariante, entre as quais estavam suas irmãs Lilia e Dora, que ensinavam na Escola Maria Amelia, onde Neuma era vice-diretora. Sempre que morria um conhecido nosso, lá estávamos nos encontrando no velório, e nessas ocasiões a presença do amigo Aguinaldo Carlos era uma constante. Já na fase crítica da sua doença, seu irmão Luís sempre que vinha de Fortaleza me pedia: Cuide de Teca como se fosse sua irmã. E eu respondia: Vá tranquilo. Isso eu faço com o maior prazer. Dividi com ela os momentos de tristeza com os falecimentos de seus entes queridos, como seus pais, seus irmãos (José Boaventura e Graça) e ela fez o mesmo quando meus pais faleceram. Sempre fomos muito solidários nos momentos de tristeza e alegria. Eu e minha esposa sempre fomos considerados como amigos-irmãos dela. Por isso, a morte de Teca nos deixa entristecidos, mas ao mesmo tempo resignados porque Deus a chamou, aliviando seu sofrimento. Sua lembrança ficará para sempre em nossos corações.
Teca: Quando se encontrar com Padre Murilo diga que estamos com saudades e dê também um forte abraço no Boa. Um dia, quando Deus determinar, nos encontraremos todos na Eternidade!
Tchau, Amiga!




