quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

No tempo em que havia festa dançante em Juazeiro

Essa notícia, de 1949,  é do tempo em que a sociedade juazeirense podia realizar festa dançante:
Hoje a realidade é outra. A cidade não tem nenhum clube social em franca atividade e festa dançante com homem trajando terno completo e mulher de vestido longo, nem pensar! Esse tempo jamais voltará!

Imposto de renda 2013: último lote terá duas datas de pagamento

Os dois pagamentos somam R$ 3,433 milhões creditados a 3.834 pessoas de 49 municípios do Cariri e do Centro-Sul cearenses: na segunda (16/12), R$ 753,8 mil serão pagos a 870 declarantes;  na sexta-feira (20/12) R$ 2,679 milhões vão restituir 2.964 declarantes, inclusive aqueles que retificaram declarações e saíram da malha fiscal somente em dezembro. 

A Receita Federal creditará segunda-feira, 16/12, e sexta-feira, 20/12, respectivamente, R$ 753.859,40 e R$ 2.679.813,63 em contas bancárias de 870 e 2.964 declarantes das regiões Cariri e Centro-Sul cearenses. Para saber se teve restituição liberada, o contribuinte deve, a partir das 9h de segunda-feira, acessar a página http://www.receita.fazenda.gov.br ; ligar 146 (Receitafone); ou cadastrar seu celular para receber gratuitamente mensagem SMS, informando que a restituição está disponível. 

Após confirmar que sua restituição integra o lote de dezembro e, eventualmente, o valor não for creditado em uma das duas datas, o contribuinte deve contatar a Central de Atendimento do Banco do Brasil por meio do telefone 0800-729-0001 para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.
Nos primeiros onze meses do ano, 1.168 declarantes não tiveram restituições creditadas automaticamente, ao não informar ou informar com erro sua conta bancária na declaração. Os erros mais comuns são: declarar conta fechada, inativa, conta de titular com CPF diferente ao do declarante ou com erros de digitação.

Balanço de 2013 -  Até 20/12/2013, a 21.536 declarantes do Cariri e Centro-Sul terão sido restituídos R$ 21,116 milhões. O último lote do ano, dividido em duas datas de pagamento, destinado preferencialmente a restituir declarantes do exercício 2013, também é composto por 28 declarantes, dos exercícios 2009 a 2012, totalizando R$ 92.472,37 em restituições creditadas.

Malha fiscal 2013 - Por outro lado, 2.079 declarações do exercício 2013 seguem retidas em malha fiscal, popularmente conhecida como malha fina, totalizando R$ 4,001 milhões em restituições com pagamento suspenso. Para sanear a pendência, o contribuinte deve entrar página da Receita na Internet, e criar um código de acesso ao Centro de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), que disponibiliza o extrato do processamento da declaração e aponta o motivo pelo qual foi retida. 

A omissão de rendimentos responde por 59% das declarações na malha fina. Isso significa que ao menos 1.224 declarantes resolveriam sua pendência com a Receita, pela Internet, bastando para isso transmitir declaração retificadora que inclua salários, aluguéis, pensões alimentícias, ações judiciais, etc. recebidos pelo titular ou dependentes, porém omitidos da primeira declaração transmitida. Ao omitir rendimentos, o declarante, no ano seguinte, é notificado a pagar a diferença de imposto acrescida de juros e multa de 75%. 

Para entrar no e-CAC, é preciso gerar um código de acesso a partir  dos números de recibos de entrega das declarações enviadas em 2013 e 2012. Ao passo que para enviar declaração retificadora, é exigido apenas o número do recibo da última declaração transmitida em 2013. 
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Malha Fina: Mais de 2 mil pessoas ainda têm de prestar contas à Receita

Das 71.780 declarações transmitidas em 49 municípios abrangidos pela Receita Federal em Juazeiro do Norte, cerca de 2,9%, ou 2079 declarantes, seguem retidos na malha fina; São R$ 4,001 milhões em restituições suspensas em 2013 até a resolução de pendências

De cada dez retidos, seis resolvem a pendência com o envio de retificadora que inclua rendimentos omitidos do(a) titular ou de dependentes; e outros dois (20%) terão de comprovar, em 2014, despesas declaradas com previdência, pensão alimentícia e despesas médicas

A Receita Federal do Brasil em Juazeiro do Norte informa que 2.079 contribuintes – 2,9% das declarações enviadas em 2013 tiveram pendências em seu processamento e estão retidas em malha fiscal, o que impediu a restituição de R$ 4,001 milhões em 2013. O índice de declarantes retido cresceu 33% em relação a 2012, quando 1.563 pessoas foram retidas.

Das declarações enviadas das 49 cidades do Cariri e do Centro Sul do Ceará em 2013, cerca de 59% (1.224 pessoas) encontram-se retidas por omissão de rendimentos, isto é, não declarar todos os rendimentos recebidos pelo titular (50,1%) ou por seus dependentes (8,75%) em 2012.

Esses 1.224 declarantes podem resolver sua pendência com a Receita Federal, bastando para isso transmitir uma declaração retificadora que inclua salários, pensões, aluguéis, ações judiciais, entre outros rendimentos recebidos pelo(a) titular e seus dependentes, em 2012, porém omitidos quando da transmissão da declaração à Receita em 2013.

Resolva sua pendência no e-CAC – É o que já fizeram 3.803 declarantes do Cariri e do Centro-Sul que enviaram declaração retificadora desde abril. Há oito meses, encontra-se disponível, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), o extrato de processamento das declarações 2013. Nele, é indicado o motivo por que a declaração foi retida e, se for o caso, é dada orientação a fim de corrigir erros e omissões através da retificadora.

Para entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), disponível na página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) é preciso gerar um código de acesso a partir dos dois recibos de entrega das declarações 2013 e 2012. Ao passo que para enviar declaração retificadora, é exigido somente o número do recibo da última declaração transmitida em 2013.

Multas de 150% -  A Receita Federal também alerta  para a necessidade de retificação, caso o declarante não disponha de comprovantes das despesas médicas, com dependentes e instrução, com previdência oficial e privada, pensão alimentícia e livro-caixa.  A partir de 2014, 10% dos declarantes retidos (209) serão intimados a comprovar o pagamento de despesas médicas; 5,7% de previdência oficial e privada (119); e 4,3% de pensão alimentícia (90).

A inclusão de um recibo “frio”, a fim de reduzir o imposto a pagar ou aumentar o imposto a restituir, sujeita o declarante ao pagamento de multas entre 75 e 150% sobre a diferença de imposto não paga. A Receita pode exigir tanto comprovação da efetiva realização do serviço, por exames e receituário médico, quanto a prova do efetivo pagamento, por meio de cheques nominais, comprovante de cartão de crédito/débito ou extratos bancários compatíveis com os pagamentos declarados de previdência, pensão alimentícia e serviços médicos. 

Mais informações para a imprensa: http://www.receita.fazenda.gov.br/irpf2013 ou na assessoria de comunicação da Receita em Juazeiro do Norte, tel. (88) 3102-6961. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Beanôra Gondim Pereira: 100 Anos


Segunda-Feira, 09 de dezembro, os familiares de Beanôra Gondim Pereira comemoram o centenário do seu nascimento. Beanôra, foi a 5ª esposa do romeiro Aureliano Pereira da Silva. Nasceu a 09 de dezembro de 1913. Era natural de Jardim (CE) e filha de Alexandrino Manoel da Purificação e de Maria Caminha Gondim da Purificação. Antes de concluir o curso ginasial foi professora, por serem poucas, na sua época, as moças diplomadas, em Jardim sua terra natal. Além da educação regular teve também formação educacional com professor particular, como era costume nessa época. Beanôra era irmã de Lidia Gondim Pereira, 4ª esposa de Aureliano Pereira da Silva.
            Cristã fervorosa era muito presente na Capela do Socorro, onde costumava fazer suas orações e participar da Santa Missa. Foi Associada da Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de quem era muito devota. Em setembro de 1980, já doente, acometida do câncer que ceifaria prematuramente sua vida, poucos dias depois, participou da Festa da sua Padroeira querida, Nossa Senhora das Dores, todas as noites, como costumava fazer todos os  anos. Fiel praticante da Palavra de Deus, teve o cuidado de, desde cedo, ser a primeira catequista da sua família, ensinando a rezar e encaminhando a todos para a vivência da fé católica que ela abraçara durante toda sua vida.
Das tarefas domésticas constava também a educação dos filhos e enteados, aos quais auxiliava nas atividades escolares. Era muito cuidadosa com a educação de todos.
Foi um exemplo de solidariedade para com os familiares e com sua vizinhança, sempre oferecendo seus préstimos a quem dele precisava. 
Foi mãe de 9 (nove) dos 36 (trinta e seis) filhos de Aureliano Pereira da Silva. Estes legaram-lhe um total de 26 netos e 16 bisnetos.
  Viveu 66 anos e viu, no ano de 1956, aos 43 anos de idade, se concretizar a profecia do Padre Cícero, de que o seu esposo seria pai de 36 filhos, com o nascimento de Francisco Gondim Pereira, seu último filho.
  Faleceu no dia 04 de novembro de 1980 e foi sepultada no Cemitério do Socorro, ao lado do seu querido esposo.
São seus filhos:
Maria do Socorro Pereira Gondim Alves, Professora;
José Pereira Gondim, Farmacêutico Bioquímico e Industrial, Jornalista e Escritor;
Maria Terezinha Gondim Pinheiro, Professora;
Antônio Gondim Pereira (falecido);
Cícera Gondim Pereira (falecida);
Cícero Gondim Pereira, Empresário;
Maria Luiza Gondim Pereira de Souza, Professora e Empresária;
Máira Gondim Pereira Calou, Professora e Empresária;
Francisco Gondim Pereira, Advogado e Corretor de Imóveis, Consultor em Direito Imobiliário, com Escritório de Advocacia Imobiliária (Gondim Imóveis Ltda.), nesta cidade.
Viveu uma vida modesta, mas grandiosa porque muito honrada. Tornou-se Juazeirense autêntica e muito engrandeceu essa cidade.
  Os familiares de Beanôra Gondim Pereira sentem-se privilegiados e felizes pelo exemplo de vida dessa matriarca querida, que pela simplicidade de sua conduta, pela firmeza de seu caráter soube ser uma boa cristã e modelo de mãe. 
Mamãe a gratidão de todos nós, seus filhos e descendentes pelo legado que nos deixou.
Maria do Socorro Pereira Gondim Alves             
   Beanôra Gondim Pereira e  seu esposo Aureliano Pereira da Silva.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sedição de Juazeiro: vai começar a comemoração

A Prefeitura Municipal através da comissão que organiza os centenários que ocorrerão em 2014 está anunciando a programação de abertura da Sedição de Juazeiro, rotulada oficialmente pela comissão de Centenário da Revolução de Juazeiro - Início da Guerra de 1914. Como a Sedição ocorreu ainda em 1913, exatamente no mês de dezembro, a comissão achou por bem iniciar a comemoração centenária partir daí e elaborou a seguinte programação:

PROGRAMAÇÃO
Data: 9 de dezembro de 2014
05:00 horas - Alvorada Festiva nos principais pontos de Juazeiro
08:00 horas - Hasteamento das bandeiras na Praça Dirceu de Figueiredo (Prefeitura Municipal)
-Hino Nacional Brasileiro
-Hino Municipal de Juazeiro do Norte
-Palavra do Idealizador das Comemorações (Prof. Geová Magalhães Sobreira)
-Palavra da Secretária de Cultura e Romaria (Marli Bezerra)
-Palavra do Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte (Dr. Raimundo Macedo)
08:30 horas - Cortejo de Grupos de Tradição e Comunidade (Percurso: Rua São Pedro, saindo da Praça da Prefeitura, até a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores)
09:30 horas - Minuto de Silêncio em homenagem aos Mortos da Guerra de 1914
-Local: Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores
09:31 horas - Salva de Tiros (Policia Militar)
-Local: Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores
09:41 horas - Revoada de balões com crianças das Escolas Públicas Municipais
-Participação de Grupo de Fanfarra
-Local: Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores
10:00 horas - Missa Solene: Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores - Participação do Coral do Orfanato Jesus Maria José.
17:00 horas - Tenda dos Saberes-Temática Local: Praça do Socorro
18:00 horas - Lançamento do filme "Nordestes Emergentes Estação Cariri" Local: Praça Padre Cícero



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Falecimento de Neide Pereira Nobre

Comunicamos o falecimento de Maria Neide Pereira Nobre, juazeirense e afilhada de Padre Cícero Romão Baptista, ocorrido em 01.12.2013,  em Fortaleza, onde estava radicada desde 1959. Nascida em 02.12.1927 fez seus estudos no município de Juazeiro onde se formou na Escola Normal Rural. Foi professora e enveredou na politica na gestão do seu tio José Monteiro de Macedo  tendo  se candidatado para vereador sendo a mais votada. Mulher de grandes virtudes   contraiu núpcias com o  juazeirense e ex-combatente Jose Pereira Nobre (Dezinho) em 02.02.1949, de cuja união nasceram seis filhos: Regina Helena e Regina Neide (gêmeas), Gláucia Maria, Rosângela Maria, Maria Ariane e César Wagner. Em Fortaleza trabalhou no INSS ajudando a todos que a ela recorriam em busca de ajuda; grande mulher, esposa abnegada, mãe exemplar, filha excelente junto com o marido conseguiu criar e  educar todos os filhos. Há dez anos estava com Alzheimer, doença que a privou do convívio dos amigos. Dona Neide padeceu resignada e heroicamente e durante todo o tempo em que esteve doente se viu cercada do carinho dos familiares e amigos. Segundo contou sua filha Regina Helena,  ela não acordou no domingo,  véspera do seu aniversário e teve uma parada cardíaca, vindo a falecer.

Disse Renato Casimiro:
Não podia ser maior este sentimento de perda - uma perda tão longamente anunciada, que por infortúnio de saúde levara Neide a não mais ser aquela criatura maravilhosa, alegre, destemida, solidária em tantas horas. Muitos de nós a conhecemos como uma servidora, uma pessoa que se empenhava em fazer o bem, em ajudar, em promover. E o fazia com a graça e a alegria de quem, verdadeiramente só sentia prazer em agir deste modo. Samaritana, no sentido cristão de sua própria prática religiosa e cidadã. Foi um grande privilégio ter conhecido e até mesmo convivido com ela por algum tempo. Neide era, por assim dizer, um plural de pessoa, alguém que se desdobrava em muitas, tal era a sua ansiedade e a alegria em servir, em prestar o auxilio necessário, em colaborar para minimizar dificuldades, dores e sofrimentos. Era, assim, muitas em uma só. Já vinha fazendo falta. Vai continuar fazendo falta. Destas que sempre nos deixarão muitas saudades. Quem puder contar pelo menos uma pequena história de Neide, verá que esta saudade é imensa e nem cabe em nós, de tão grande.
Neste foto Neide é vista em primeiro plano, de roupa preta, assistindo à missa do dia 20


Novo livro sobre o Caldeirão

A Universidade Patativa do Assaré, sediada em Juazeiro do Norte, e a Editora IMEPH, de Fortaleza, estão convidando para a solenidade de lançamento do livro José Lourenço, O beato perseguido, escrito pela professora Maia Loureto de Lima. A solenidade ocorrerá a partir das 19h do dia 5  próximo no Memorial Padre Cícero e faz parte da programação elaborada para comemorar os 13 anos de fundação da Universidade Patativa do Assaré. A programação completa é a seguinte:
- Apresentação do Projeto Ecosisco
- Apresentação do vídeo em comemoração aos 13 anos de realizações da Upa
- Lançamento do livro de Loureto
- Tributo ao poeta Patativa do Assaré 

O livro 
O CALDEIRÃO NA VISÃO DE UM PERSONAGEM
Daniel Walker
“A verdadeira história da humanidade é a história das elites” 
Esta frase tinturada do mais extremo e profundo preconceito foi inserida pelo tenente Góis no relatório que remeteu às autoridades polícias, através do qual o governo conseguiu os subsídios que precisava para ordenar o massacre da comunidade do Caldeirão do beato José Lourenço. Para consecução desse objetivo solerte e hoje execrado pela história, foi urdida uma trama muito bem planejada envolvendo a Polícia Militar do Ceará, a Igreja, o Governo e a Imprensa e na qual a missão de cada parte foi executada conforme o planejado. Assim, todos, de comum acordo desencadearam intensa campanha de difamação, insuflando o povo cearense contra uma comunidade de gente pacífica, ordeira e operosa, que vivia na prática do cooperativismo e espelhada no binômio “oração e trabalho”, preconizado pelo Padre Cícero e posto em prática pelo líder da comunidade, o beato José Lourenço. Por isso, por conta da campanha difamatória durante muito tempo os livros cuidaram de mostrar as versões distorcidas dos opressores e inimigos do Caldeirão, pois não havia interesse em contar a verdadeira história dos oprimidos e dos derrotados no covarde ataque à comunidade do Caldeirão, senão a farsa que motivou o ataque seria fatalmente descoberta. Este livro da professora juazeirense Maria Loureto de Lima relata a história das vítimas do Caldeirão. São relatos verdadeiros, insuspeitos, ditados por figuras reais, entre elas seu pai, Eleutério, dona Marina Gurgel e seu Moisés Alves, pessoas que viveram lá e sofreram na pele a fúria da polícia agressora. A obra tem uma grande novidade: pela primeira vez é feito um relato substancial do que se pode chamar de O Caldeirão II criado pelo beato José Lourenço no Sítio União, em Exu, PE, com os remanescentes do Caldeirão e seguindo os mesmos princípios da original. No vizinho estado de Pernambuco, onde o preconceito não existiu, os habitantes do Caldeirão tiveram outra forma de tratamento, como tão bem está relatado no livro. Loureto também mostra um perfil mais bem acabado do seu avô, Severino Tavares, o maior apologista do Caldeirão. Neste texto a dimensão dada a Severino é a de um homem temente a Deus, que teve uma transformação radical em sua vida graças aos conselhos prodigiosos do Padre Cícero, e não a do homem truculento e carrasco tão divulgada pela corrente dos algozes do beato José Lourenço e dos inimigos da comunidade do Caldeirão. Com este trabalho, ansiosamente esperado pelos estudiosos e curiosos pelo assunto, a autora cede espaço para que as vítimas da chacina do Caldeirão falem, expressem o seu clamor, mostrem o seu sofrimento, enfim, façam vir à tona a sua verdadeira história, escrita com o derramamento de sangue inocente e lágrimas de sofrimento. É o grito incontido dos aflitos contra a agressão policial injusta que culminou com a extinção da mais bem sucedida comunidade igualitária de que se tem notícia nos sertões do Brasil. Uma obra inspirada nos ensinamentos do Padre Cícero e cujo executor, o beato José Lourenço, a Igreja um dia terá de pedir perdão.