quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fundação Casa Grande com dois grandes lançamentos

A Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri está com dois grandes lançamentos através da sua Editora: o livro Icasa do meu coração, com texto e ilustrações de Alemberg Quindins e o CD Sertão Sonoro com trilha musical e entrevistas com grandes nomes do artesanato e cultura popular da região do Cariri. O livro acompanha pôster do Icasa. As duas publicações estão à venda em vários locais, como a Livraria Nobel e a locadora de vídeos Solaris.   



Sobre o livro assim escreveu o autor:
Meu nome é Alemberg e esse ao meu lado e meu filho Pedro. Posso dizer que o responsável por essa historia que vocês vão ler é ele!
No inicio de 2009, Pedro ainda tinha 6 anos de idade e percebi que além de gostar de bola, tinha nascido canhoto, igual a um irmão meu, que era lateral esquerdo. Quanto a mim, desde os cinco anos minha posição sempre foi goleiro. Um tio meu dizia: "Tanta posição para esse menino jogar e ele escolheu logo a mais dificil!"
Bem, mas voltando ao assunto do Pedro... O responsabilizo, porque foi a habilidade de sua canhota que me fez matriculá-lo na escolinha de futebol do Icasa e, consequentemente, conduzir todos lá de casa ao estádio Romeirão para torcer pelo "Verdão do Cariri."
Este livro não tem outro anseio que não seja o de retratar cenas já vistas, e histórias já contadas... Ele foi feito para icasianos de todas as idades, assim como eu e o meu filho Pedro.
Alemberg Quindins.

Este livro é dedicado a memória de:
José Feijó de Sá - Presidente da Indústria e Comercio de Algodão S/A - ICASA;
Teodoro de Jesus Germano - Presidente do Icasa Sport Clube;
Praxedes Ferreira da Silva -Técnico do Icasa Sport Clube e a todos os jogadores que deram inicio ao Icasa S. C.
Agradecimento ao Sr. Jaime Melo
 FICHA TÉCNICA:
Gravuras e textos: Alemberg Quindins
Desenhos Familia Icasiana 1 e 2 Filipinho Alves
Arte final (ilustrações): Ana Sewi Limaverde Lima
Projeto Grafico, editoragao eletrônica e arte-final: Roberto Matos Amorim
Revisão gramatical: Elizângela Cordeiro Adriana Nuvens
Revisão Geral: Rosiane Limaverde


Adiada inauguração da UPA do Limoeiro

A inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que foi construída e vai funcionar 24 horas no bairro Limoeiro, não será mais nesta sexta-feira, dia 9 de maio, como estava previsto. O motivo do adiamento para a próxima semana foi a incompatibilidade na agenda do Secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, e o desejo do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, vir a Juazeiro do Norte participar da solenidade como disse o prefeito Raimundo Macedo. 
Desta forma, o atendimento no Hospital Tasso Jereissati vai prosseguir normalmente em seu local de origem na Rua São Pedro. A transferência temporária dos funcionários para a UPA só vai ocorrer quando da inauguração desta. Segundo o Secretário de Saúde de Juazeiro, Plácido Basílio, o Hospital Tasso Jereissati passará por uma ampla reestruturação, a fim de ganhar condições de promover cirurgias especializadas. Ele lembra que, atualmente, Juazeiro não tem onde fazê-las e fica transportando os pacientes para cidades vizinhas representando um prejuízo em termos de recursos na saúde do município.(ASCOM/PMJN)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Avenida vai receber posteamento

A Avenida Virgílio (que dá acesso ao aeroporto) vai receber postes de iluminação nos canteiros centrais do primeiro trecho duplicado. O trecho ganhou galerias de drenagens pluviais nas laterais, asfaltamento e ciclovias entre os canteiros centrais a fim de garantir mais segurança aos ciclistas. Os canteiros já receberam pintura e estão prontos para acolher o posteamento. Outra iniciativa para breve será a implantação das sinalizações verticais e horizontais no trecho de 1 km entre o aeroporto e a Avenida Manoel Coelho de Alencar que está sendo recuperada. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Saiu no www.miseria.com.br: Mulher mais idosa de Juazeiro completa hoje 109 anos e quer ir domingo ao Horto

Demontier Tenório

Julia Amélia da Conceição é a mulher mais
 idosa de Juazeiro do Norte.
 (Foto: Chinês/Agência Miséria)
A aposentada Julia Amélia da Conceição completa 109 anos nesta segunda-feira e se constitui na mulher mais idosa de Juazeiro do Norte. Este ano não haverá festas, pois sua casa na Rua do Limoeiro, 1549 em frente à Rua Vereador Antonio Brás (Casas Populares) encontra-se em reforma. Como a poeira é muita, ela vai passar a data de seu aniversário na casa de uma amiga, mas já foi logo adiantando que, domingo (11) pretende ir até a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto.

No ano passado ainda houve o corte do bolo e o canto de parabéns o que não será possível este ano. Bastante católica e fervorosa devota de Padre Cícero, Dona Julia reclamou para a sobrinha Ivani Pereira da Silva, de 43 anos - que cuida da mesma - o fato de, há dois anos, não ir ao Horto o que pretende voltar a fazê-lo domingo. Não imaginem, entretanto, que seja a pé já que “umas dores na perna” impedem a peregrinação além da visão que não lhe permite enxergar direito.

Mesmo assim é bastante lúcida e animada. A aniversariante costuma brincar dizendo que vai atingir uma marca recorde quem sabe até de mulher mais idosa do mundo o que não está longe. No último dia 5 de março, a japonesa Misao Okawa completou 116 anos e há um ano obteve o reconhecimento oficial do "Livro Guinness de Recordes". A recordista nasceu em 1898 e diz que o segredo da longevidade é comer de maneira saudável.

Não é diferente com Dona Julia que adora todo tipo de frutas apesar de não dispensar uma boa galinha caipira. Ela só não se constitui na mulher mais idosa do Cariri por conta da aposentada Maria Erundina da Conceição, a Mãe Deru, que, no último dia 22 de janeiro completou 112 anos em Mauriti. O site Miséria segue aberto a informações dos seus internautas sobre pessoas com idades parecidas em nível de Cariri e até no âmbito do estado. 


A aposentada Julia Amélia da Conceição é bastante lúcida e animada. (Foto: Chinês/Agência Miséria)
Dona Julia nasceu no dia 5 de maio de 1905 no município de Santana do Ipanema (AL) e lembra muitos fatos da história juazeirense. Seus pais eram agricultores e sempre visitavam Juazeiro em romaria diante da fé no Padre Cícero. Em fevereiro de 1925 ela tinha 20 anos quando desembarcou para morar por aqui, cujo município tinha só 14 anos de emancipação e o Padre Cícero ainda viveria mais oito anos pela frente. 

Dona Julia disse ter conhecido o sacerdote, porém jamais conversou com ele apesar de ir sempre à sua casa, como recordou, constantemente repleta de fiéis. Ela costumava ficar olhando para o mesmo, principalmente quando saía à janela. Uma das principais lembranças foi o dia da sua morte. "Nunca vi tanta tristeza e o movimento aqui era grande com a chegada de gente de todo lugar", recorda acrescentando ter assistido ao enterro do sacerdote.

  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Historiadora juazeirense defende tese sobre beata Maria de Araújo:Cem anos da beata mestiça

O Padre Cícero não é o único candidato a santo em Juazeiro do Norte, no Ceará. Passados cem anos de sua morte, ocorre, nos meios acadêmicos e também em sua terra natal, uma espécie de ressurreição do prestígio da beata “mestiça de cabelos quase carapinhos” Maria de Araújo (1862-1914). Há duas semanas, sua saga foi resgatada na defesa de tese de doutorado “Incêndios da alma”, de Edianne Nobre, no curso de História Social da UFRJ. Também este ano a prefeitura de Juazeiro inaugurou praça com seu nome. 

Em 1889, numa missa celebrada pelo próprio Padim Ciço, uma hóstia na boca da beata teria se transformado em sangue. O “milagre”, que se repetiu dezenas de vezes, foi atestado por médicos da cidade. Mas tanto ela como o padre milagreiro foram depois desautorizados pelo Vaticano, e os restos mortais de Maria de Araújo chegaram a ser retirados da Capela do Socorro e enterrados em local ignorado. 

Aqui, Edianne troca dois dedos de prosa com Ana Cláudia Guimarães, devota do jornalismo. 

Por que Maria de Araújo ficou esquecida? 

No Relatório da Santa Sé publicado em 1898, ela é chamada de “pseudomística, fabricante de milagres e inventora de imposturas”. A partir daí, uma série de condenações é imposta a ela, inclusive a proibição à população de se falar sobre os milagres. Ou seja, o processo de esquecimento da figura de Maria já começou no tempo dos seus contemporâneos. 

Qual é a importância que ela poderia ter tido para o povo de Juazeiro? 

Durante muito tempo, a beata ficou relegada ao segundo plano dentro da História de Juazeiro. Na produção historiográfica, ela só ressurgiu em 1989 no III Simpósio Internacional do Padre Cícero. É muito difícil dizer que importância ela teria para o povo de Juazeiro, uma vez que a memória sobre ela é muito escassa e sempre relacionada ao Padre Cícero. 

Como era a relação dela com Padre Cícero? 

Criança, ela conheceu o Padre Cícero (18 anos mais velho). Ele perdeu suas ordens sacerdotais porque defendeu não só os seus milagres, mas também por defendê-la. Eu poderia dizer que o Padre Cícero só se tornou quem ele é para o povo por causa da beata. 

Edianne Nobre nasceu em 1984, na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Possui graduação em História pela Universidade Regional do Cariri (2007), Mestrado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2010). Com a tese acima ela se doutorou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro onde desenvolveu a pesquisa: "Beatas, misticas e visionárias: um estudo dos relatos misticos das religiosas leigas do Cariri cearense (1891-1895)". 

Lançamento de livro sobre Padre Cícero na Livraria Nobel

“Ciço na guerra dos rebeldes” – O Padre Cícero de Flávio Paiva
É claro que os romeirinhos do Padre Cícero são íntimos do santo e sabem que a batina preta fechada até o pescoço, o cajado de patriarca bíblico e o semblante cerrado das imagens não correspondem completamente àquele homem que aproximou Deus da dura labuta dos viventes nordestinos.
Cícero
Também, para quem não conhece a história do moço rebelde, que não se enquadrava aos rigores de uma igreja mais preocupada com seus ritos do que com as almas sofredores, achará que Cícero Romão Batista era apenas um fanático a conduzir outros fanáticos.
Santo popular
É a humanização desse santo popular, que desnecessita da canonização do Vaticano para entronizar-se nos altares e nos corações de seus fiéis, que se vê em Ciço na guerra dos rebeldes (editora Cortez), de Flávio Paiva.
Ecologia
Defensor das matas e dos bichos, conselheiro e consolador, um amigo a quem se pode sempre apelar (pois continua intercedendo no céu), aquele que nunca abandonou a fé em Deus e nem nos homens: esse é o Padre Cícero que Paiva apresenta a jovens e adultos, em um texto que, garanto, depois de começado não há como deixar de prosseguir.
Fonte: Blog do Plínio Bortolotti - 

O AUTOR. Flávio Paiva é colunista semanal do jornal O POVO, desde 21/08/2013.
É autor de livros nas áreas de cultura, cidadania, gestão compartilhada, mobilização social, memória e infância, dentre os quais: Como braços de equilibristas (Edições UFC, 2001), Mobilização social no Ceará (Edições Demócrito Rocha, 2002), Anel de barbante – ensaios de cultura e cidadania (Omni Editora, 2005), Os cinco elementos da gestão compartilhada (Qualitymark Editora, 2001), Eu era assim – Infância Cultura e Consumismo (Cortez Editora, 2009) e Toinzinho e Socorro - uma intensa e fervorosa flor (Independente, 2011).
Para crianças escreveu e compôs, Flor de maravilha – vinte histórias e vinte músicas (2004), Benedito Bacurau – o pássaro que não nasceu de um ovo (2005), A festa do Saci (2007), Titico achou um anzol, aventura com aves e animais da caatinga (2007), Fortaleza – de dunas andantes a cidade banhada de sol (2005) e A casa do meu melhor amigo (2010), todos editados pela Cortez Editora. Em 2009, publicou Jangadeiro Pequenino (poesia), pelas Edições Demócrito Rocha, e em 2011 integra o livro Saci – 7 autores 7 histórias, da editora Mundo Mirim, organizado pelo jornalista Mouzar Benedito.
O autor tem participado também de ensaios em coletâneas, a exemplo da Rumos Brasil da Música: pensamentos e reflexões (Itaú Cultural, 2006), ONGs no Brasil – perfil de um mundo em mudança (Fundação Konrad Adenauer/Abong, 2003), Ceará de corpo e alma – um olhar contemporâneo sobre a Terra da Luz (Relume Dumará, 2002), Na trilha do disco – relatos sobre a indústria fonográfica no Brasil (E-papers, 2010) e Guia Cultural Brasileiro (Editora SESC SP, 2010).
Como coordenador editorial e organizador publicou Terra Feita de Gente – Uma História de Emancipação Social no Ceará (Raiz e Antena, 2003) e Parece que foi amanhã – as ideias que levaram ao futuro o empresário, patriarca e cidadão José Macêdo (Omni, 2009).
Nas três últimas décadas Flávio Paiva tem participado intensamente de ações culturais e de cidadania, a exemplo da sua atuação como: Conselheiro do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador – Cetra; Membro efetivo do Grupo de Cultura e Identidade, do Planejamento Estratégico da Região Metropolitana de Fortaleza – Planefor; Coordenador do Fórum pelo Fortalecimento da Música Plural Brasileira; Integrante do grupo de formulação e articulação do Pacto de Cooperação do Ceará; Membro-fundador e consultor de Comunicação e Cultura do Instituto Equatorial de Cultura Contemporânea; Conselheiro eleito do Movimento Pró-Mudanças e conselheiro do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.
Por seu trabalho como jornalista, escritor e ativista cultural, Flávio Paiva tem recebido várias premiações e manifestações de reconhecimento público, tais como: o Título de Cidadão de Fortaleza – Câmara Municipal de Fortaleza; a Medalha Capistrano de Abreu, instituída por ocasião do sesquicentenário de nascimento do célebre historiador brasileiro, nascido no Ceará – Prefeitura Municipal de Maranguape; a menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e Anistia Internacional; a Comenda do Dia da Cultura e da Ciência – Fundação de Cultura, Esporte e Turismo, Funcet/Prefeitura Municipal de Fortaleza; e a condecoração do Conservatório Alberto Nepomuceno por seu trabalho musical dirigido à criança. Em 2010, foi escolhido como um dos 30 cearenses mais influentes pela Revista Fale!, de Fortaleza.
Graduado em Comunicação Social (UFC) é especialista em Gestão da Comunicação nas Organizações (UFC). Trabalha desde 1988 como Secretário-Executivo de Comunicação no grupo J.Macêdo. Foi assessor de comunicação da Administração Estadual da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC (1982/1985), repórter, redator e editor-adjunto no Segundo Caderno do jornal O Povo (1985/1987), editor e redator da coluna Apóstrofo e da tira de HQ Naftalinas (em parceria com Válber Benevides), no jornal O Povo (1986/1988), articulista do caderno Vida & Arte, do jornal O Povo (1999/2003). Em 19/03/2005 estreou como colunista do Diário do Nordeste, onde escreveu até 11/07/2013. Flávio Paiva é Técnico em Turismo, pela Escola Técnica Federal do Ceará (1976/1979), fez o Ensino Fundamental no Ginásio Sant'Anna (1970/1975) e nas Escolas Reunidas de Independência (1966/1969).