sexta-feira, 23 de outubro de 2015

La Favorita vai deixar saudade, mas se eterniza na história de Juazeiro

Na noite do próximo dia 2 de novembro a tradicional pizzaria La Favorita encerrará suas atividades em Juazeiro do Norte, depois de 32 anos de gloriosa existência. Ao longo dessas mais de três décadas ela marcou uma página na história juazeirense operando com muito profissionalismo e competência nos ramos de gastronomia (sua principal finalidade), social, cultural e de lazer, pois de fato a La Favorita foi tudo isso ao mesmo tempo. Em suas dependências seus assíduos frequentadores tiveram oportunidade de saborear  uma boa pizza, uma suculenta feijoada, desfrutar da variedade do seu self service, ouvir boas músicas ao vivo, assistir a inesquecíveis shows de cantores e humoristas famosos, dançar ao som de músicas de época e participar de eventos programados para alegrar as festas de Natal, Ano Novo,  carnaval, temporadas de Copa do Mundo, disputa de campeonatos brasileiros e até de lançamentos de livros. Por isso é que a La Favorita se incorporou à vida da cidade como sede de grandes eventos além da sua atividade específica que sempre foi a gastronomia. Nenhuma empresa do ramo até hoje fez tanto em Juazeiro quanto ela. Por isso, o encerramento das suas atividades deixa sem dúvida uma lacuna e uma saudade que todos vão ter que suportar. 

Histórico
A pizzaria La Favorita foi fundada por Domingos Mendonça. Logo após concluir seu curso de Administração ele pensou em montar algum negócio em Juazeiro e sua escolha foi a gastronomia, mais particularmente o ramo de pizzaria que despontava como grande sucesso em todo o Brasil.  Com não tinha capital suficiente para bancar o empreendimento sozinho, associou-se a seu irmão Hildeberto Mendonça e Francisco Araújo e assim, em 15 de outubro de 1983, nascia a Pizzaria La Favorita, localizada na Praça Padre Cícero, no cruzamento das Ruas Padre Cícero e Cruzeiro, no prédio histórico onde no passado foi a residência do agropecuarista Doroteu Sobreira. Pelo sabor incomparável da sua pizza e a presteza do atendimento o local tornou-se rapidamente num grande ponto de encontro das famílias juazeirenses. Nos domingos, logo após a missa das 19 horas na Matriz de Nossa Senhora das Dores, suas mesas eram rapidamente ocupadas por imensa multidão. O negócio prosperou além do esperado e assim, Domingos adquiriu suporte financeiro para expandir o negócio sozinho. Fundou uma filial na Rua Leão XIII com São Candido; com a chegada do Cariri Shopping marcou presença lá por um ano e como o local da sede inicial na Praça Padre Cícero já não comportava a grande clientela adquiriu um terreno na Lagoa Seca e lá construiu  uma pizzaria mais ampla e mais confortável, uma verdadeira casa de eventos cujo sucesso a consagrou. Mas a La Favorita não se restringiu apenas a Juazeiro do Norte. Aproveitando a grife do nome ela inaugurou uma espécie de unidade móvel  para marcar presença em outras cidades da redondeza, em eventos especiais. Era desse modo que se fazia presente na festa de Santo Antônio, de Barbalha, e na ExpoCrato, sempre com uma excelente frequência de turistas, políticos e ilustres visitantes como o rei do baião Luiz Gonzaga. Era também uma gratidão aos seus frequentadores dessas cidades que sempre se deslocavam de suas terras de origem para prestigiar a La Favorita em Juazeiro. Assim, durante essas festas tradicionais, em vez de os seus assíduos frequentadores dessas cidades virem a Juazeiro a La Favorita ia para suas cidades, prestigiando os eventos e contemplando seus frequentadores. Também na cidade de Crato Domingos em parceria com o amigo Dr. Marcelo Uchoa fundou outra importante firma, A Choupana. O incremento das atividades passou a exigir uma maior presença da esposa de Domingos. Antes, em virtude de suas atividades como professora pública do Estado e coordenadora da Febemce, Gorete não podia ajudar muito, embora sempre marcasse presença nos feriados e fins de semanas, ajudando na administração do negócio. Mas depois que se aposentou, em 2003, passou a ajudar seu marido agora em tempo integral, porque a La Favorita não era apenas uma pizzaria, mas também um grande centro de gastronomia com restaurante aberto ao público diariamente, com self service e atividades culturais e artísticas. 

Eventos
Ao logo de seus 32 anos de existência a La Favorita teve oportunidade de brindar seus frequentadores com a apresentação de grandes astros da música brasileira, shows com humoristas e música ao vivo com cantores da região, destacando-se entre outros as presenças de Nelson Gonçalves, Antônio Marcos, Paulinho Pedra Azul, Luiz Fidelis, J. Farias, Jevan Siqueira, Melquíades, Marquinhos Jazz e Bossa Nova, Gilliard, Bartô Galeno, Eudes Braga, Guilherme Silva, Cila Braz, Elias de Paula, Miro Wagner, Hugo Linard, Os Águias, Fábio Carneirinho, Ítalo e Reno, Eugênio Leandro, Ciceu, Fran e Felix, Cícero Gnomo, Gildário do Assaré, Alan Duarte, Paulo Façanha, Joãozinho do Exu, Alcimar Monteiro, Muniz Chaves, Caio Doman, Deborah Calou, Claudio Nucci, Patrick Dimon e Carlos Magno, João Martins Som, Banda Arquivo, Originais da Terra, Maninho e Banda, Carlinhos, Bida, Eraldo Fernandes, cover de roberto Carlos e dos Beatles, o violeiro Pedro Bandeira acompanhado de ouros violeiros da região. 
Dentre os humoristas podem ser citados João Cláudio Moreno, Falcão, Zé Modesto, Rosicleia, Meirinha, Shaulin, Spanta, Adamastor, Seu Batista, Paulo Diogenes dentre outros. 
No Natal, Ano Novo, carnaval e Dia da Criança o ambiente era ricamente ornamentado para festejar em grande estilo essas festas tradicionais tão ao gosto das famílias caririenses que compareciam em massa. A feijoada do sábado era muito apreciada. Durante a realização dos jogos do Brasil na Copa do Mundo era lá que os torcedores mais exaltados vibravam com os gols  marcados pela seleção canarinho. E até mesmo nos anos de eleição era lá que os candidatos  comemoravam com seus eleitores a vitória nas urnas. Assim era a La Favorita: um ambiente familiar  onde todos se confraternizavam. Sua ausência vai deixar saudade, mas seu nome brilhará para sempre nas páginas da história de Juazeiro. 

Programação de encerramento
A La Favorita encerrará suas atividades como pizzaria e praça de eventos em 2 de novembro, mas o serf service dominical ficará  funcionando até o fim do ano. 
No dia 24 de outubro haverá um show com Maninho e Banda e Os Águias de Barbalha.
No dia 31  de outubro: Noite com  cantores variados, cada um tocando e cantando seu gênero respectivo.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
 
 Neste prédio nasceu a La Favorita
 

 


  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 




domingo, 18 de outubro de 2015

Juazeiro: cidade do automóvel

Com PIB de R$ 2,4 bilhões, Juazeiro do Norte, Cidade que mais cresce no Ceará e Metrópole do Cariri, 265 mil habitantes, está apresentando três fortes indicadores do seu desenvolvimento econômico em plena recessão que paralisa o Brasil: Juazeiro tem o mais dinâmico mercado da construção civil do interior do Nordeste com grandes construções em andamento, é a cidade que está gerando mais empregos no interior do Estado e acaba de ter sua frota motorizada ampliada para mais de 100 mil veículos, a maior do interior do Ceará com expressivo e permanente crescimento nos últimos dez anos. Em 2005, Juazeiro já tinha a maior frota do interior, mas segundo o Detran-Ce era de apenas 30.363 veículos. Seguiam-se atrás do Juazeiro, no ranking, Sobral, 28.781 veículos; Caucaia, 19.420; Maracanau, 19.412; Crato, 19.390; Iguatu, 14.192;Crateús, 10.477;Itapipoca, 10.127; e Limoeiro do Norte, 9.907 veículos. Somada, essa frota das nove cidades em 2005 era de 155.569 veículos, sendo 20 % do Juazeiro. Dez anos depois, o Detran-CE confirma,em seu mais recente levantamento deste 2015 a liderança absoluta do Juazeiro no ranking do interior com 100.848 veículos. Seguem atrás do Juazeiro: Sobral, 80.577; Caucaia, 76.632; Maracanaú, 69.778; Crato, 44.259; Iguatu, 43.007; Russas, 32.077; Itapipoca, 31.194; e Tianguá, 30.161 veículos. Somada, essa frota das nove cidades neste 2015 é de 518.733 veículos, sendo 20% do Juazeiro, num total de 184 municípios. Nesses últimos dez anos, a frota motorizada do Juazeiro adicionou mais 70 mil veículos e tem hoje 100.848 veiculos mais do que o dobro da segunda maior cidade do Cariri, Crato, com 44.259 veículos.Juazeiro é também o campeão do interior em frota de motocicletas: são 47.503 motos circulando na cidade.Curiosamente, há dez anos,em 2005, Juazeiro tinha apenas dois mil veículos a mais do que Sobral;hoje, em 2015,a vantagem do Juazeiro sobre Sobral é de 20 mil veículos; Juazeiro tinha, há dez anos, em 2005, 10.951 veículos a mais do que Crato, segunda cidade mais importante do Cariri; hoje, em 2015, a vantagem do Juazeiro sobre Crato é de 56.544 veículos. O crescimento da frota motorizada do Juazeiro acompanha o crescimento da frota motorizada das cidades mais desenvolvidas do País.De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), nos últimos dez anos, a frota de veículos (ônibus, carros, caminhões etc.) cresceu 119%. Considerando o resultado do Censo IBGE 2010, o país tem uma média de um carro para cada 2,94 habitantes.Em Brasília, essa média é de um carro para cada 2 habitantes. No Juazeiro,essa média é de um veículo para cada 2,6 habitantes. Estudo do Ipea aponta que "nas cidades com população acima de sessenta mil habitantes, por exemplo, a frota circulante no ano de 2007 era de vinte milhões de veículos, sendo 15,2 milhões automóveis e veículos comerciais leves (75,2%)". "Isso é resultado de uma política de Estado de  valorização do automóvel", avalia Nazareno Affonso, coordenador geral da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). "O Estado brasileiro fez uma opção, com legitimidade social, de universalizar o acesso ao uso de automóvel. Com as medidas de incentivo - que não são pequenas -, temos mais carros na rua, a velocidade do transporte diminui e as pessoas andam mais devagar de ônibus e, estes, por sua vez, gastam mais combustível".Essa transformação, acelerada recentemente por uma estratégia do governo federal de manter o crescimento econômico com o estímulo à indústria automobilística, em especial por meio da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), já ocorre há muito tempo. Entre 1977 e 2005, segundo o relatório do Ipea, houve queda no uso do transporte público (de 68% para 51% do total de viagens motorizadas) e aumento no uso do automóvel (de 32% para 49%) nas grandes cidades brasileiras. Com isso, o automóvel está no centro da mobilidade urbana. É o que já acontece no Juazeiro. Dai a necessidade de as autoridades do Juazeiro terem uma preocupação permanente com adoção de medidas que facilitem o deslocamento diário da população: asfaltamento de ruas, alargamento de avenidas, renovação da frota de ônibus, implantação de estacionamentos periféricos ao centro e construção de viadutos. A ideologia de valorização do automóvel é uma faceta incontestável do desenvolvimento do Juazeiro, já transformado em Cidade do Automóvel. (Fonte: www.juanorte.com - Jota alcides)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Grande perda para Juazeiro: morreu Dr. Mauro Sampaio

A cidade de Juazeiro do Norte foi sacudida hoje pela manhã com a triste notícia do falecimento aos 88 anos de idade  do seu ex-prefeito Dr. José Mauro Castelo Branco Sampaio. O fato ocorreu em São Paulo onde ele estava  em tratamento de saúde. O corpo  deverá chegar a Juazeiro amanhã, por volta das 8 horas, em voo da Avianca. 
MÉDICO
Dr. Mauro Sampaio foi durante toda a sua vida profissional um médico humanitarista, o médico dos pobres, como era cognominado. Seu consultório localizado na Rua Padre Cícero vivia sempre repleto de clientes, especialmente pessoas pobres da periferia da cidade que encontravam nele o profissional caridoso que receitava e operava de graça. Na medicina ele fundou as bases para ingresso na vida política.
POLÍTICO
Possuidor de extensa e brilhante carreira política, Dr. Mauro morre deixando um legado que jamais será esquecido pela população juazeirense. Lançado pela Família Bezerra ele foi eleito prefeito do município para o período de 1967 a 1970, tendo como vice-prefeito o Sr. José Teófilo Machado. Nesta sua primeira administração deixou duas marcas indeléveis: o Estádio O Romeirão (que tem seu nome) e o Monumento do Padre Cícero, construído na Colina do Horto e até hoje o principal cartão-postal de Juazeiro do Norte. Mas deixou também uma grande obra educacional: a construção do Ginásio Municipal Dr. Antônio Xavier de Oliveira, que foi durante muito tempo um dos mais importantes educandários públicos desta cidade. Ao deixar a prefeitura em seu primeiro mandato ele já estava consolidado como  liderança política no município e formou seu próprio grupo. Assim seguindo os passos do pai (Dr. Leão Sampaio) se elegeu deputado federal no pleito de 1974, obtendo expressiva votação em Juazeiro do Norte. Graças a sua brilhante ação parlamentar foi reconduzido ao cargo de deputado federal por mais quatro mandatos, sendo o último em 1995. Participou da constituinte de 1988, onde propôs 48 emendas, 16 delas aprovadas. Todos concordam que ele foi o maior de todos os deputados federais de Juazeiro, tendo se notabilizado pelo grande volume de verbas  alocadas para o município. Encerrada sua carreira como deputado federal ele retorna à prefeitura para um segundo mandato (1996-2000) e mais uma vez deixou marcas em sua administração. Construiu o Museu Vivo do Padre Cícero no Casarão do Horto e abriu o caminho para a expansão do polo universitário de Juazeiro contribuindo de maneira decisiva para a fundação da Faculdade Leão Sampaio e a Faculdade de Medicina. Em sua longa e vitoriosa vida política Dr. Mauro  patrocinou a carreira de muitos amigos que conseguiram com o seu apoio se eleger vereador, prefeito e deputado. Por tudo isso sua morte está sendo muito sentida não só em Juazeiro, mas em toda a região do Cariri onde seu nome brilha como estrela de primeira grandeza na constelação politica. Diferentemente do que vem ocorrendo ultimamente, ele sai da politica sem ter se locupletado a custa do poder. Quando deixou a prefeitura em seu primeiro mandato recebeu de presente dos seus amigos e admiradores um automóvel Opala, fato inédito na política local, em sinal de agradecimento pela sua fecunda administração. Mauro Sampaio morreu deixando seu nome na Galeria dos Melhores Prefeitos de Juazeiro. Esta cidade lhe deve muito.  
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
















História da construção do Monumento de Padre Cícero - Por Aldemir Sobreira
No início de 1967, fomos entrevistar o recém-eleito prefeito de Juazeiro do Norte, Dr. Mauro Sampaio. Ele estava dando um banho, como administrador. Certo dia, no início da sua gestão, Mauro me deu uma carona e, durante o trajeto até a prefeitura, me disse que um beato havia dado uma sugestão para construção de uma herma, lá no Horto. Seria uma forma de homenagear o Padre Cícero...
- O que você acha disso?
- Que herma, que nada, Doutor Mauro! Meu "padim" merece mais do que um simples busto, lá no Horto. Vamos construir é um monumento! Você tem todas as condições para realizar uma obra capaz de ser um ponto de referência da gratidão do povo de Juazeiro ao seu grande benfeitor; mais do que um projeto turístico de grande envergadura, capaz de eternizar, na memória regional, a gratidão dos juazeirenses e de todos os romeiros...
- É caro! Disse o Dr. Mauro.
- Que nada, Mauro, quanto a isso, o Gumercindo Ferreira tira de letra. Na base da administração direta.
- Você tem quem faça o projeto?
- Ainda não, mas isso é fácil. Na próxima viagem a Fortaleza, vamos atrás de um escultor e está tudo resolvido. Não conseguimos encontrar nenhum escultor disponível, em Fortaleza. Nesse meio tempo aconteceu um fato interessante. A Faculdade de Filosofia do Crato estava organizando uma Exposição de Artes Plásticas e fomos convidados, pelo seu Diretor, professor José Newton Alves, para integrar a Comissão Julgadora, juntamente com as professoras Maria dos Remédios e Sílmia Sobreira. Ao final da abertura da exposição, tivemos a oportunidade de adquirir uma das obras premiadas: O primeiro lugar, um quadro de Abrãao Batista, retratando o Cristo. Quando estávamos na fila, para adquirir uma outra peça premiada, uma estátua da Mulher Rendeira, saindo da própria almofada, muito original, uma apressada senhora furou a fila e adquiriu a obra. Cheguei diante do escultor laureado, sorrindo.
- É duro ser cavalheiro! Perdi a chance de adquirir a sua mulher rendeira e, quando já ia me retirar, caiu a ficha.
- Você seria capaz de construir uma estátua, um monumento?
- É minha praia, disse ele. Meteu a mão no bolso interno do seu paletó e retirou um maço de fotos: Monumento do Jegue de Patos; Monumento do Vaqueiro etc...
- Você acaba de ser "intimado" para construir o monumento do Padre Cícero, lá em Juazeiro!
E o talentoso artista plástico, o pernambucano, Armando Lacerda, representante comercial da Cinzano, construtor de monumentos, por esse Nordeste, rindo, aceitou a incumbência. Chico Bento, empresário de transportes e amigo do Armando, prontificou-se em levá-lo a Juazeiro, na segunda-feira. Quando Armando Lacerda chegou à prefeitura, já vinha com uma proposta definida em mente. O monumento teria 7 metros de altura, fora a base... Um assombro! Acertou os detalhes da matéria-prima, um barro preto lá de Barbalha, para construção do protótipo. Numa noite de quinta-feira, fomos à casa do Armando, para ver o protótipo. A primeira dama, Dayse Sampaio, doutor Mauro e eu. Uma surpresa! Armando havia optado para erguer uma estátua de 12 metros e não 7. O modelo do protótipo media 1,20m. Esse modelo foi presenteado ao Doutor Mauro. O passo seguinte era arranjar um local adequado para iniciar a montagem do modelo da estátua. Um amplo galpão. O velho armazém da antiga usina de algodão da P. Machado, na Rua São Paulo, esquina com a São Francisco. Foi o escolhido e apro-vado. Durante a construção da modelagem da estátua, Armando Lacerda tomou uma decisão surpreendente. O modelo foi redimensionado para ter 17 metros, fora base, e não mais os 12 metros, imaginados anterior-mente. O engenheiro Rômulo Ayres Montenegro ficou encarregado de realizar os cálculos de engenharia da base e da estátua. O resultado foi além do esperado e o doutor Mauro inaugurou o monumento, no início de novembro de 1969. 
(Na montagem fotográfica abaixo, com imagens do saudoso fotógrafo Raimundo Oliveira Gonçalves, vemos a estrutura do monumento em construção e o prefeito Dr. Mauro Sampaio acompanhado do escultor do monumento, Armando Lacerda).


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Falecimento do tenente-coronel Rômulo Macedo de Figueiredo

Faleceu na manhã de hoje em São Paulo, onde estava em tratamento de saúde há vários meses, o tenente-coronel engenheiro (exército) José Rômulo Macedo de Figueiredo. Ele nasceu em Juazeiro, filho do falecido empresário Valdo Figueiredo, proprietário das Lojas Credilar.  Ingressou na carreira militar na qual atingiu o posto de tenente-coronel. Era formado também em engenharia e exerceu o magistério por muito tempo, até mesmo depois de reformado, quando, residindo em Fortaleza foi professor do curso de Engenharia da UNIFOR.  Ultimamente estava residindo em Recife. O corpo será transladado para Juazeiro e o velório e sepultamento serão no Anjo da Guarda, amanhã às 9h. 

Método utilizado na UTI Neonatal do Hospital São Lucas será apresentado na França

A coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Municipal São Lucas de Juazeiro, Lilianny Medeiros Pereira foi convidada e vai ministrar um curso de Neonatologia em Lyon na França nos dias 10 e 11 de outubro. Ela acabou de publicar artigo numa revista internacional apresentando os casos que passaram por àquela unidade e os resultados satisfatórios advindos da terapia denominada Método Padovan de Reorganização Neurofuncional a qual recupera sequelas neurológicas de recém-nascidos.

É exatamente essa prática que motivou o convite e já existe, também, interesse por parte de profissionais de saúde noutras regiões do Brasil e no México. O Metodo Padovan foi posto em prática poucos meses após o prefeito Raimundo Macedo inaugurar a UTI Neonatal do Hospital São Lucas. A Doutora Lilianny passou a aplicar a terapia com ótimos resultados e, depois, pediu a contratação da fisioterapeuta Samara Bezerra Sales junto à Secretaria de Saúde no que foi atendida.

Daí promoveu treinamento com uma técnica de enfermagem para ajudar no desenvolvimento diariamente do método junto aos bebês ali internados com todo o apoio da prefeitura. O trabalho foi se difundindo gerando cada vez mais o interesse em conhecer a prática e os resultados na área da neonatologia em Juazeiro. Segundo a pediatra e neonatologista, Lilianny Medeiros, será uma grande oportunidade para levar além fronteiras o nome da cidade e do serviço desenvolvido num hospital público municipal.  (ASCOM/PMJN)