sábado, 20 de abril de 2024

EU SOU O BOM PASTOR - Quarto domingo do tempo Pascal

 Quarto domingo do tempo pascal

Texto bíblico: Jo 10, 11 – 18  (21 de Abril)

 

“Eu sou o bom pastor”, disse Jesus. Na época em que nosso Senhor e Salvador tais palavras pronunciou, se havia algo que não faltava em Israel e no mundo conhecido de então como aliás também nos dias que correm, era maus pastores.

O autor da carta aos Hebreus chama Jesus de “o grande pastor das ovelhas”(Hb 13, 20) e o apóstolo Pedro a ele se refere como o pastor e guarda de nossas almas.”(1Pd 2, 25)

Jesus mesmo nos disse por qual razão ele era o bom pastor. “O bom pastor se despoja da vida por suas ovelhas. Eu me despojo da vida pelas ovelhas.” Isso fez Jesus, o bom pastor, pelas suas ovelhas. Para as salvar, nasceu como um de nós, sofreu atrozmente e morreu pregado numa cruz esgotado pelas dores mais cruciantes que uma imaginação pode conceber. Os maus pastores, porém, dos quais este mundo está repleto, que é que normalmente fazem eles, bem ao contrário do que fez o bom pastor Jesus? Jesus mesmo o disse, e com palavras tão claras que nem se precisa comentá-las. “O mercenário, que não é verdadeiramente pastor, ao ver chegar o lobo abandona as ovelhas e foge e o lobo se apodera delas e as dispersa. É que ele é mercenário e pouco lhe importam as ovelhas.” E com o que se importa o que não é pastor, mas tão só inescrupuloso mercenário senão apenas com sua própria sorte e com o seu bem estar pessoal? Trata-se de alguém que vive das ovelhas, não, porém para elas, como deveriam fazer quantos optaram pelo exercício do ministério pastoral.

Muito antes que Jesus o dissesse, já Deus queixara-se amargamente do péssimo comportamento de muitos maus pastores que noutros tempos viveram. Ouçamos algumas destas queixas, aplicáveis a muitos que hodiernamente exercem a função de pastores no corpo de Cristo, que é a Igreja.

“Ovelhas desgarradas...seus pastores desviaram-nas; fizeram-nas errar pelos montes.” (Jr 50, 6) Pela boca deste mesmo profeta Deus diz: “os pastores estão embrutecidos, não procuram o Senhor. São incompetentes e todo o rebanho ficou disperso.” (Jr 10, 21) Lê-se no profeta Ezequiel que as “ovelhas se dispersaram por falta de pastor.” Queixa-se Deus ainda por boca de Ezequiel que o rebanho foi depredado porque “meus pastores não foram em busca do meu rebanho, mas se apascentaram a si mesmos, sem apascentar o rebanho.” (Ez 34, 8 – 9) E não é exatamente o que fazem hoje muitos que tem apenas o nome de pastores?

Cristo Jesus é o nosso bom pastor. Tendo-o por guia, nada nos há de faltar jamais; é ele que nos faz deitar em verdes pastagens; ele que as águas repousantes nos conduz, é ele que sempre estará conosco, ainda que tenhamos de andar por um vale de sombra e de morte. É ele que faz servir uma mesa abundante em face de nossos adversários; é ele enfim que perfuma a nossa cabeça com o sagrado óleo da alegria.” (salmo 22)

Como nos tempos sombrios em que viveu o santo profeta Ezequiel, há muitas ovelhas que estão dispersas, sem contar aquelas que estão prestes a se dispersar. Há ovelhas famintas que precisam ser nutridas com o salutar alimento da divina palavra; há ovelhas doentes que precisam de cura urgente; há ovelhas cegas cujos olhos precisam ser abertos para que enxerguem a “luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo.”

Os textos bíblicos são claríssimos. Deus culpa e responsabiliza os pastores ruins pela dispersão do rebanho, mas, para não faltarmos com à verdade, deve-se dizer que muito do que se diz das ovelhas vale também para os que as pastoreiam: há pastores, e oxalá que apenas fossem poucos, que andam dispersos, cegos, famintos e gravemente doentes, talvez porque se afastaram do grande e supremo pastor, para o qual urge que retornem o quanto antes. Se as ovelhas andam dispersas, não nos deve causar estranheza que dispersos estejam os que as pastoreiam, de acordo com conhecido ditado: “Rebanho disperso, pastor mais disperso ainda.”

São Pedro, o primeiro pastor supremo da Igreja, a quem nosso Senhor entregou as chaves do reino, assim diz a todos os pastores de todos os tempos: “Apascentai o rebanho de Deus que vos é confiado, velando por ele como Deus o quer; não por cobiça mas por dedicação.” (1 Pd 5, 2 e ss) O que São Paulo disse aos anciãos da Igreja de Éfeso, tomem-no para si os que tem a delicada missão de pastorear uma porção do povo de Deus:  “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho de cuja guarda o Espírito Santo vos constituiu responsáveis. Apascentai a Igreja de Deus que ele adquiriu para si com o seu próprio sangue.’ (At 20, 28)

Pastores, ouvi com atenção o que Deus voz diz. Cuidai de vós e muito mais do rebanho que vos foi confiado. Não vos esqueçais nunca de que um dia tereis de prestar contas estreitíssimas do que tiverdes feito com as ovelhas que vos foram confiadas ao grande pastor delas e vosso também.

Colaboração : Dom Samuel 

terça-feira, 16 de abril de 2024

Ceará : ultrapassa a marca de 50% de suas reservas hídricas com 64 reservatórios vertendo.

Após as reservas hídricas do Ceará ultrapassarem a marca de 50% da capacidade total do estado, o número de açudes sangrando simultaneamente continua a aumentar, atingindo, nesta segunda-feira (15), um total de 64 reservatórios vertendo. Só no último final de semana, sete açudes registraram sangria, incluindo o Açude Benguê, em Aiuaba, que não transbordava há 13 anos.


Além do Açude Benguê, os açudes Olho d’Água, Cachoeira, Santo Antônio de Russas e Ubaldinho sangraram neste fim de semana. Já o Maranguapinho, na Região Metropolitana de Fortaleza, e Riacho do Sangue, Solonópole, atingiram o ponto de sangria nesta segunda (15) , evidenciando os bons aportes aos reservatórios em algumas regiões do estado.

Níveis confortáveis

Com um volume total de mais de 9,5 bilhões de metros cúbicos nos reservatórios, o número de açudes vertendo em 2024 já supera o registrado no ano anterior se comparado a esta mesma data. Atualmente, além dos 64 açudes gerenciados pela Cogerh que estão vertendo, 14 reservatórios operam com mais de 90% de sua capacidade total.

Outras bacias hidrográficas da região norte do Estado mantêm ótimo nível volumétrico, com o Coreaú em 98%, o Acaraú em 95% e o Litoral com 100% da capacidade total acumulada.

Em alerta

Apesar desses avanços, a realidade na bacia hidrográfica dos Sertões de Crateús contrasta com menos de 23% de sua capacidade hídrica acumulada. Outros 26 reservatórios do Ceará apresentam volumes abaixo de 30% de sua capacidade, “destacando os desafios persistentes impostos pelo clima semiárido da região, com chuvas distribuídas de forma irregular no tempo e espaço”, conforme destacou Tércio Tavares, diretor de Operações da Cogerh.

Castanhão

O maior reservatório do Ceará, o Castanhão, ultrapassou o volume de 30% da capacidade de armazenamento. Há um ano, o açude estava exatamente com 30% de volume. Em 2023, foi a primeira vez que o reservatório passou desta marca desde 2014.

Pensando em avançar em um modelo sustentável para as múltiplas demandas do Açude Castanhão, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) irá realizar, no dia 19 de abril, o 3º Seminário do Projeto “Capacidade de Suporte do Açude Castanhão”, momento onde serão compartilhados os resultados da pesquisa feita pela Companhia em parceria com a UFC, sobre a qualidade da água e os múltiplos usos do Castanhão.

fonte: cogerh

 

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Festa de Lançamento da ExpoCrato lança programação arrojada

       Com 56 bandas e mais de 70 horas de shows, a Expocrato 2024 vai ocorrer dos dias 13 a 21 de julho, no Parque de Exposições Pedro Felício, na cidade de Crato, sul do Ceará.




A novidade este ano é que a festa vai ganhar uma área área totalmente gratuita, acessível aos mais diversos públicos. Todas as noites, com exceção da segunda-feira (15), haverá shows no Parque.


O lançamento oficial da Expocrato 2024 ocorreu na última sexta-feira, dia 12 de abril. Nesse evento aberto ao público, diversos artistas se apresentaram, incluindo Caninana, John John, Luiz Fidelis, Fábio Carneirinho, Davi Barros e Raphael Belo Xote, entre outros.


Essa edição da Expocrato também marca os 80 anos desde a primeira vez que a feira agropecuária ocorre desde 1944

cantor e compositor Luiz Fidelis e Fábio Carneirinho

Curso de Fotografia gratuito em Crato pela MIS

 O Museu da Imagem e do Som do Ceará dá início ao seu programa “Trilhas do MIS: um percurso de imagem e som”, que prevê uma série de ações que buscam interiorizar as atividades formativas e de composição de acervo do MIS, levando-as para outras regiões do Ceará. A primeira atividade, que acontece em parceria com o Centro Cultural do Cariri, no Crato, será o curso “Um retrato do Ceará: prática de fotografia documental contemporânea”, com o renomado fotógrafo César Barreto.



A formação acontece nos dias 18, 19, 20, 22 e 23 de abril, das 14h30 às 17h30. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 15 de abril, pelo Sympla (link nos stories). Serão disponibilizadas 15 vagas e é necessário possuir câmera ou celular de boa resolução e acesso a computador para tratamento de imagens.

O resultado das inscrições será divulgado no dia 16 de abril. O MIS e o Centro Cultural do Cariri integram a Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com gestão parceira do Instituto Mirante de Cultura e Arte.

Em um mundo onde a fotografia digital se tornou predominante e os processos automatizados geram imagens em grande escala, é fundamental compreender o que constitui uma documentação fotográfica nos tempos modernos. Esta oficina propõe explorar essa temática, oferecendo ferramentas para utilizar os recursos disponíveis de forma confiável, preservando a história e capturando a essência contemporânea do Ceará.

O conteúdo inclui um breve histórico da fotografia documental brasileira, a evolução técnica da imagem fílmica para os sensores digitais, limites técnicos e controles na edição de imagens brutas, entre outros. Serão abordados elementos diversos, como paisagens, elementos urbanos e figuras humanas. O curso prevê ainda práticas de campo, onde os participantes terão a oportunidade de testar variáveis técnicas, compreendendo aspectos espaciais e ambientais, além de explorar a anexação de dados. Também será abordado o processamento de imagens utilizando softwares gratuitos.

fonte: gazetadocariri.com

domingo, 14 de abril de 2024

Barbalha lança edital para ornamentação da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha 2024

 

A Prefeitura de Barbalha, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), lançou hoje, 08, torna público o edital de chamamento público para seleção de propostas visando à realização dos trabalhos de ornamentação da cidade para a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha 2024. 


A iniciativa tem como objetivo contemplar a parceria com uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos, para a confecção, montagem, manutenção e desmontagem da decoração em diversos pontos da cidade.

O edital, regido pela Lei nº 13.019/14, busca selecionar uma única proposta, observando a ordem de classificação e a disponibilidade orçamentária para a celebração do termo de colaboração. O prazo para a entrega do envelope com o formulário preenchido inicia no dia 16/04 e vai até o dia 19/04. A divulgação do resultado preliminar sairá no dia 24/04.

Os trabalhos de ornamentação estão previstos para ocorrer entre os dias 06 de maio à 28 de junho de 2024, em locais como Largo das Igrejas do Rosário e Matriz, Rua do Vídeo, Rua da Matriz, Marco Zero, entrada da cidade, Praça Monsenhor Murilo, Av. Salustiano Canuto de Sousa, Av. Cel. João Coelho, Praça do Centenário, Rotatória da descida do Caldas, Largo da estátua de Santo Antônio e parque da cidade, conforme especificações do edital.

Acesse o edital através do link: https://www.barbalha.ce.gov.br/publicacoes.php?id=641


sexta-feira, 12 de abril de 2024

TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO PASCAL Texto bíblico: Lc 24, 35 – 48

TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO PASCAL

Texto bíblico: Lc 24, 35 – 48

14 de abril

 

Domingo passado escutamos Jesus censurar a Tomé por não ter crido no testemunho dos que lhe disseram: “vimos o Senhor!”  Neste domingo, lemos que Jesus, aparecendo aos apóstolos, lhes perguntou: “Qual o motivo dessa perturbação e por que se levantam essas objeções em vossos corações?”

O evangelista São Lucas escreveu que “espantados e cheios de medo, eles pensaram que estavam vendo um espírito.” Por qual razão será que aqueles homens estavam perturbados? Por qual razão levantavam-se tantas objeções naqueles pobres e amedrontados corações?

Na passagem proposta pela Igreja neste domingo à nossa consideração não há uma resposta explícita, mas nem se precisa pensar muito para se descobrir qual teria sido a resposta dada pelo próprio Jesus se ele mesmo quisesse responder à pergunta por ele feita aos apóstolos.

Qual o motivo dessa perturbação e por que se levantam essas objeções em vossos corações, perguntou-lhes Jesus. Nós  poderíamos responder com toda tranquilidade, sem medo de dizer alguma impropriedade inconveniente: a falta de fé.

A causa tanto da perturbação quanto das objeções só podia ser esta: falta de fé!

Efetivamente, quando esta luz divina e sobrenatural falta ou é pequena demais, o resultado só pode ser o que se lê no trecho bíblico deste domingo: perturbação e o surgimento de uma série de objeções de todo tipo em nossos corações, das quais uma das mais comuns e frequentes pode ser a dúvida sobre o fato da ressurreição do Senhor.

O ser humano a quem uma fé sólida, sadia, robusta e esclarecida não ilumina e instrui condena-se a vagar sem rumo nem direção enquanto peregrina neste mundo, sem saber donde veio, ignorando que faz aqui e o que é mais trágico, sem fazer a menor ideia de para onde está indo.

Ao olhar atentamente para dentro de si mesmo, ao refletir seriamente sobre a vida em geral e a sua em particular, descobre-se como um ser profundamente perturbado por uma série de questões fundamentais para as quais não consegue encontrar respostas satisfatórias, e não raro cheio de objeções.

Quanto a falta de fé é capaz de gerar toda sorte de perturbação na mente, no coração e na vida sabem-no muitíssimo bem todos quantos dela carecem! Sem que a luz da fé ilumine e esclareça, de quanta confusão não nos tornamos vítimas impotentes!  Que o digam os apóstolos, os quais chegaram a pensar fosse Jesus que lhes aparecera corporalmente um espírito.  Ora, se é próprio de um espírito ser invisível, o que então lhes apareceu, claro está que não poderia de modo algum ser um espírito.

É realmente bem grande a dureza do pobre coração humano. Jesus aparece aos seus íntimos e lhes diz cheio de amor: “A paz esteja convosco”, e ei-los espantados e cheios de medo; o Senhor lhes mostra, compadecido de sua cegueira, as mãos e o pés, dizendo-lhes: “tocai-me, olhai”, e eles ainda permanecem incrédulos, como anotou São Lucas em seu relato sobre tal episódio.

Hoje, irmãos e irmãs, como outrora aos apóstolos, Jesus dirige-se a nós e nos pergunta: qual o motivo dessa perturbação e por que se levantam essas objeções em vossos corações?

Nos perturbamos com bastante frequência por causa disto ou daquilo? Das duas uma: ou é que não temos fé nenhuma, ou a que supomos ter é tão pequena que não nos permite viver sem ser continuamente assaltados por perturbações e objeções, e é precisamente por tal motivo que amiúde nos perturbamos e com frequência levantam-se objeções em nossos corações.

Creiamos com fé firme na ressurreição do Senhor e a certeza tomará o lugar da perturbação. Creiamos com fé sólida e não haverá qualquer espécie de objeção, por espinhosa que nos possa parecer, que não seja logo dissipada pelo fulgurante clarão da fé. Amém.

Dom Samuel 


quinta-feira, 11 de abril de 2024

Chegada do Padre Cicero em Juazeiro faz 152 anos

 Padre Cícero, então com  28 anos, veio a  Juazeiro do Norte no Natal de 1871 como  convidado para rezar a tradicional Missa do Galo na vila Tabuleiro Grande. O  pároco, nascido no Crato , havia sido ordenado a menos de um ano, se mostrou sensível  a pequena vila  ,  onde encontrara um povo humilde , mas como parada numa passagem aos pés de Juazeiro no Cariri, após sonho , entendeu sua missão :" E você Cícero , tome conta deles"    assim como sua figura carismática e de jeito simples impressionou os moradores. Pouco mais de um ano depois, em 11 de abril de 1872, o religioso se tornou vigário da capela no pequeno vilarejo. 


A partir de então, padre Cícero se transformou em um guia religioso e figura de relevo dentro da política e sociedade local, sendo inclusive eleito como o primeiro prefeito da história juazeirense. Uma passagem importante e que serviu para firmá-lo de vez como um “santo popular” entre os nordestinos aconteceu no dia 1º de março de 1889 quando, durante uma missa, ao dar a comunhão à beata Maria de Araújo, a hóstia teria se transformado em sangue.