sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Pé diabético : Pesquisadores da UFC criam meias com tecidos que podem ajudar no tratamento

 Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveu um tecido de fibra de carbono com um liberador de óxido nítrico (NO), substância que tem funções anti-inflamatórias, antimicrobianas e de redução de dor. 



Modelado em formato de meias, o item tem potencial para ser utilizado no tratamento do pé diabético, uma das complicações mais comuns do diabetes mellitus.

Em abril deste ano, a criação recebeu a carta-patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo informações da Agência UFC, essa é a patente de número 57 da Universidade.

Após essa fase inicial, o produto desenvolvido pela equipe precisa passar por estudos mais robustos. Além de observar pontos como a concentração de nitroprussiato e o uso de outras fibras, é necessário realizar testes clínicos. O objetivo é comprovar a utilidade e a capacidade de tratar feridas crônicas, especificamente o pé diabético.

A iniciativa tem como autores Pedro Martins da Silva Filho, que trabalhou na pesquisa durante o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Química (PGQUIM) da UFC, Isaac Lucas Araujo Lopes, bolsista do programa Empreende UFC, e os professores Elisane Longhinotti, Eduardo Henrique Silva de Sousa e Luiz Gonzaga de Franca Lopes.

fonte: diariodonordeste

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

UECE descobre óleo essencial para o tratamento de diabetes

Uece descobre óleo essencial para o tratamento de diabetes

A pesquisa é inédita e conta com autoria dos pesquisadores Francisco Walber Silva, Vânia Ceccatto, Aline Alice Albuquerque, Morgana Oquendo, Flávio Henrique Macedo, Kerly Shamyra Alves, José Henrique Leal Cardoso e Andrelina Souza

" É a patente da utilização de óleo essencial da planta croton zehntneri, também muito conhecida como canela de cunhã, encontrada principalmente no Nordeste. A nossa patente lida exatamente com a utilização desse óleo para a preparação, possivelmente em composição farmacêutica, no tratamento de neuropatias, mais especificamente a neuropatia devido ao diabetes, a neuropatia diabética. Então, nós desenvolvemos esse estudo, utilizamos óleo essencial em uma determinada concentração e conseguimos ver que o tratamento com óleo essencial dessa planta conseguiu reverter ou, pelo menos, atenuar, alguns problemas que o diabetes pode provocar devido à neuropatia em gânglios nervosos e em troncos nervosos", explica Francisco Walber, que é o autor principal da tese de doutorado que resultou na patente.

Conforme o professor Henrique Leal, orientador da pesquisa da Uece e um dos autores da patente, a neuropatia diabética é um problema grave e comum. Ainda segundo o pesquisador, a cada 30 segundos uma pessoa tem um membro inferior amputado devido ao diabetes.

"A complicação mais grave do diabetes frequentemente é a neuropatia, que ocorre principalmente como lesão aos nervos mais longos do corpo, sendo um deles o nervo ciático, que vai desde a coluna até o pé. Esse nervo é atacado inicialmente no pé e depois essa lesão vai progredindo em direção às partes mais centrais do corpo. Então, esse é um acometimento muito grave, causando hipersensibilidade e até anestesia. A pessoa tropeça, fere o pé e não sente, sendo que no diabetes a cicatrização é mais difícil. Isso gera frequentemente um problema muito conhecido que é o pé diabético, em que a pessoa desenvolve úlceras no pé de difícil tratamento e de difícil cicatrização", disse. 

SUBSTÂNCIAS DE BAIXO CUSTO

Andrelina Souza, também inventora da pesquisa, explica o porquê da escolha desta planta. 

"A proposta do nosso trabalho sempre foi descobrir substâncias que tivessem baixo custo, com pequena toxicidade, que fossem eficazes no tratamento da neuropatia diabética. Essa descoberta, para nós, é mais do que gratificante, uma vez que a gente já vem trabalhando com isso há muito tempo, e nós conseguimos mostrar, através de estudos científicos, que a croton zehntneri é uma planta rica em óleos essenciais, tem um rendimento muito grande, de fácil extração e que é baixo custo. Isso torna o medicamento mais acessível à sociedade", disse. 

fonte: texto do diáriodonordeste em12/08.2024


Solenidade da Assunção de Maria à Glória celeste

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA A GLÓRIA CELESTE

 Texto bíblico: Lc 1, 39 - 56

 Parece ser contrário à Bíblia crer tenha Maria subido ao céu em corpo e alma, no que aliás, consiste a essência da solenidade que a Igreja neste domingo celebra, se Cristo afirmou: “E no entanto, ninguém subiu ao céu senão aquele que do céu desceu, o filho do homem.” (Jo 3, 13) Cristo, porém, quando tais palavras pronunciou, não tinha ainda subido ao céu com nossa carne glorificada!

É de fé que Cristo subiu ao céu, conforme se lê nos Atos dos Apóstolos. É de fé também, que sua mãe subiu igualmente, assim o cremos nós. Se subiu o que se fez homem no seio daquela que fora desde sempre predestinada para ser sua mãe, nada mais natural que também subisse após a morte a genitora de Deus, a que o anjo saudara como plena de graça, a que Isabel chamara de a mãe do seu Senhor.

Se Maria era ela própria um céu, em cujo seio habitou aquele no qual habita corporalmente toda a plenitude da divindade, nada mais natural do que ter ido para o céu em corpo e alma aquela que fora inteiramente santificada com uma graça especial e preservada de todo pecado, em vista da sublime missão de mãe do redentor do gênero humano.

Adão, princípio e cabeça da humanidade que nele caiu, foi condenado a morrer, e nós, seus descendentes, por causa do pecado original, já nascemos condenados a uma morte inapelável da qual ninguém escapa, e para a qual estamos todos caminhando dia após dia. A morte, portanto, pela qual todos sem exceção havemos de passar, é pena do pecado. Quem nasce pecador, fatalmente morrerá!

A virgem de Nazaré, no entanto, tendo sido preservada daquela negra mácula manchados pela qual todos nascemos, não poderia por isso mesmo, passar pela dolorosa experiência da morte – pena do pecado. Se, pois, a santa virgem mãe de Deus, não experimentou a humilhação do sepulcro pela qual todos haveremos de passar, o corpo que o filho eterno do Pai habitou e sua alma, ambos, subiram glorificados ao céu quando de sua morte.

Aquele corpo que foi inundado e invadido pela presença santificadora da eterna palavra do Pai, aquela a quem o anjo dissera: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra”, finalmente, o corpo do qual Deus mesmo quis se servir para assumir ele próprio um corpo, não poderia nem deveria de modo algum ser reduzido a pó, e convinha fosse preservado da humilhante decomposição de que mortal algum se livra, pelo poder de Deus, e fosse depois da sua feliz morte, imediatamente glorificado no céu.

A escolhida para ser mãe de Deus foi por ele glorificada. Foi por um incomparável mistério de graça superabundante concedida a Maria pela inefável Trindade divina que ela foi preservada do pecado de Adão, não cometeu pecado algum durante a sua vida, concebeu o filho de Deus feito homem em seu seio puríssimo sem ter perdido a sua integridade virginal e permaneceu virgem após o seu parto singular, caso único na história da humanidade.

Hoje, recebe a excelsa filha de Sião, o tabernáculo vivo em que habitou o unigênito filho do Pai eterno, a homenagem que a Igreja com justiça lhe presta, a ela por meio de quem nos veio a eterna salvação prometida por Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, sendo seu verdadeiro filho, a quis com ele glorificada no céu em sua alma sem pecado e no seu corpo sem mancha.

Santa mãe de Deus, vós que estais no céu como soberana rainha ao lado daquele que neste mundo quis ser vosso filho, lembrai-vos de nós que humildemente recorremos a vós e não desprezeis, vo-lo pedimos, as súplicas que em nossas necessidades e tribulações vos dirigimos. Amém.

Dom Samuel Dantas (OSB)

 

 


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

35 anos de Atuação do Instituto José Marrocos de Pesquisas e Estudos Sócioculturais (IPESC)

 Aconteceu na RFFSA - Centro Cultural Daniel Walker ontem à noite, a comemoração dos 35 anos de atuação do Instituto José Marrocos de Pesquisas e Estudos Socioculturais (IPESC), fundado em 1989, pelos professores e pesquisadores, Daniel Walker, José Boaventura, José Bendimar, Renato Casimiro, Francisca Anselmo, Maria Loureto, Renato Dantas. Outros colaboradores de outras instituições e cidades, como Regis Lopes, Luitgarde Oliveira e Gilmar de Carvalho.

A programação 

Prof. Tereza Neuma recebendo a homenagem ao esposo  Prof. Daniel Walker ( in memorian)
Recebeu importante apoio de Mons. Francisco Murilo Barreto, Irmã Annette Dumoulin e Irmã Ana Teresa. O IPESC tem contribuído com produções e relatos sobre o Cariri e com o acolhimento que se faz necessário aos pesquisadores e estudiosos que se debruçam sobre a história da região, culturas e religiosidade.

No final do evento foram entregues aos fundadores presentes e aos familiares dos fundadores (in memoriam).
Fotos gentilmente cedidas por Aluizio Filho e Roberto Júnior



professores Tereza Neuma Marques, Océlio e José Carlos Santos
Familiares Professor Bendimar 
Professores Tereza Siqueira e Renato Casimiro 





segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Estudante da UFC é finalista nos novos talentos de moda autoral do país

 Artur Leovegildo, estudante do curso de Design Universidade Federal do Cariri (UFCA), é um dos 10 finalistas do terceiro Desafio Sou Algodão + Casa de Criadores: concurso nacional que revela novos talentos da Moda autoral do país.

Artur Leovegildo produziu uma coleção inspirada na Beata Maria de Araújo, protagonista do Milagre da Hóstia, em Juazeiro do Norte. O episódio ficou conhecido como o primeiro milagre de Padre Cícero, quando uma hóstia teria se transformado em sangue na boca da beata, ao receber a comunhão feita pelo religioso.


Intitulada “Exposição de fatos extraordinários”, o estudante foi desafiado a criar uma coleção cápsula com seis peças, todas compostas por, pelo menos, 70% de algodão entre tecidos e malhas. Para o estudante, a coleção cápsula pode ser vista como uma forma inovadora de revisitar a história da Beata Maria de Araújo: “É algo que sai do convencional e acredito que possa despertar a curiosidade das pessoas sobre o assunto, [além de] levar o nome dela [para outros lugares], uma personagem de fundamental importância para história do Cariri”, afirmou.

fonte:sitemiseria.com