terça-feira, 23 de março de 2010

DEBATE SOBRE PADRE CÍCERO NA UFC

Uma Mesa Redonda seqüenciou na noite desta segunda-feira, no Campus Cariri da UFC (Universidade Federal do Ceará), a programação da 28ª Semana do Padre Cícero em comemoração aos 166 anos do sacerdote. O tema central foi “Padre Cícero, Padroeiro das Florestas” e atraiu dezenas de alunos lotando o auditório daquele estabelecimento de ensino. A abordagem central coube ao biólogo e professor da Universidade Regional do Cariri (Urca), Francisco Cunha.
A acolhida aos participantes foi feita pelo coordenador do Campus, Ricardo Ness, seguido pelo Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, que falou sobre a programação da Semana do Padre Cícero. Na mesa presidida pelo professor Daniel Walker e tendo como debatedor o engenheiro agrônomo e aluno do curso de Filosofia da UFC, William Brito, o palestrante definiu o Padre Cícero como um homem que se preocupava com a segurança alimentar das pessoas.
O professor Francisco Cunha chamou a atenção para outra preocupação do sacerdote que era a explosão demográfica e a necessidade do desenvolvimento, mas respeitando os limites com aproveitamento racional dos recursos naturais. Na opinião dele, o Cariri é uma região abençoada e apontou a experiência do Caldeirão do Beato José Lourenço como um “novo modelo em função da terra”. Observou ainda que, de um “vila paupérrima”, Juazeiro se tornou, em pouco tempo, numa das cidades mais importantes do Nordeste.
O palestrante estimou que, nos últimos quatro anos, os investimentos entre públicos e privados em Juazeiro e no Cariri foram da ordem de R$ 1 bilhão. A programação da Semana do Padre Cícero reserva para as 18h30min desta terça-feira, dia 23, apresentação de filmes e a inauguração do relógio remissivo do Centenário na Praça Padre Cícero. Às 20 horas, no adro da Capela do Socorro, o lançamento do romance “A Mulher Sem Túmulo”, de Nilze Costa e Silva.
Logo depois começa a XXII Seresta de Padre Cícero com a participação de 22 seresteiros homenageando o sacerdote. Convidados pelo município, 166 famílias juazeirenses levarão seus bolos para serem cortados a meia-noite em meio a um show pirotécnico, canto de parabéns e oferta do “Caldo da Nair”. Os destaques do dia 24 de março ficarão por conta da celebração de Missa, Corrida Padre Cícero entre Crato e Juazeiro e a tradicional Procissão das Flores.(Foto e texto de Demontier Tenório)

terça-feira, 16 de março de 2010

ESCOLHIDA LOGOMARCA DO CENTENÁRIO


A proposta vencedora e que se tornará a logomarca oficial do Centenário de Juazeiro do Norte é de um artista plástico do município. Cícero Reginaldo Farias da Silva, de 37 anos, residente na Rua Todos os Santos, 334 (Centro) concorreu com mais 85 proposições oriundas de São Paulo, Fortaleza, Recife, Juazeiro, Crato e outras localidades. Reginaldo não escondeu a alegria da vitória e o orgulho de ter uma arte sua escolhida para uma festa tão importante como a dos 100 anos de Juazeiro. Doravante, o trabalho dele vai figurar em todas as peças referentes às comemorações que estão sendo preparados pelo município.
Reginaldo explica a concepção da logomarca a partir da utilização da estátua de Padre Cícero como destaque. Segundo ele, a cor dourada do número 100 enfatiza a grandiosidade, importância e beleza do evento que representará um marco na história de Juazeiro. Quanto ao laço que contém a inscrição “Centenário de Juazeiro do Norte”, diz representar a união de vários elementos como a reprodução da ladeira do Horto, as fitas utilizadas pelos romeiros e a lembrança da hospitalidade dos juazeirenses.
Explica ainda que a fita vermelha sugere um laço que “abraça apaixonadamente” todas as imagens da logomarca, indicando que Juazeiro está sendo reverenciado e cuidado com dedicação. Uma das imagens envolvidas pelo laço, conforme Reginaldo, remete à linha do tempo com referências ao Juazeiro primitivo, a Igreja Matriz, um cruzeiro indicando a religiosidade e dois pés de Juazeiro, árvore que deu nome à cidade. Os envelopes foram aberto pela comissão no dia 4 de março na Casa Paroquial.
Antes, o advogado Jônio Sampaio teceu comentários e deu explicações sobre o edital. A comissão não teve acesso aos nomes dos candidatos na hora de analisar cada proposta. Algumas delas foram desclassificadas previamente por não atender a todas as exigências. O presidente da comissão, Geraldo Menezes Barbosa, coordenou os trabalhos que durou um dia inteiro. Já o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, manifestou satisfação mediante a quantidade e o nível das propostas.(Demontier Tenório)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PROCISSÃO DAS CANDEIAS 2010

 
  
 
Fotos clicadas no momento em que a procisssão passava pelas Ruas Santa Luzia e São Pedro em direção à Basílica de Nossa Senhora das Dores. (Fotos de Daniel Walker)

ROMEIROS RECEBEM ÁRVORE DO CENTENÁRIO

Foram distribuídas com os romeiros na Romaria das Candeia, encerrada ontem, 2, três mil mudas de juazeiro, árvore símbolo desta cidade.  A repercussão foi das mais positivas e a procura superou a oferta, segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos. Ele é, também, Coordenador Executivo da Comissão Organizadora do Centenário que tocou a iniciativa.
      O projeto é uma parceria com a Fundação Mussambê, Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos de Juazeiro e Governo do Estado. Coube a irmã Annette Dumoulin, que integra a Comissão da festa pelos 100 anos de Juazeiro, apresentar o projeto antes da benção das mudas na Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. Ela fez referências aos famosos conselhos ecológicos de Padre Cícero em que um deles sugere a plantação de árvores e a intenção é espalhar Juazeiros por todos os lugares.
       É o que vai fazer dona Eunice Maria de Lima, de 81 anos, residente em Maceió (AL), que sustentava com orgulho a muda de Juazeiro para plantar em seu quintal. O jovem Rondene Pereira, de 39 anos, mora no município de Olho D água das Flores (AL) e, também, recebeu prometendo que vai cuidar muito bem da planta. Para Esmerita Maria da Conceição, de 78, residente em Flexeiras (AL), será uma árvore abençoada “por ser de Juazeiro”. (Demontier Tenório)

RELIQUIAS DE DOM BOSCO EM JUAZEIRO


 
A urna contendo as relíquias de Dom Bosco na Capela do Socorrro

 
Prefeito Manuel Santana inaugura placa comemorativa da visita das relíquias de Dom Bosco no Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Nas demais fotos mostram a urna nos Salesianos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

FALECIMENTO DE BRANDÃO E ELIAS - Arimatéia Macêdo



Diariamente ver-se na mídia, em suas diversas faces, sobre acontecimentos os mais variados possíveis. Uns mais, e outros menos tristes. Porém todos nos deixam marcas. Especialmente quando envolvem pessoas.
Nesta semana eu recebi duas notícias imensamente tristes. A morte de Brandão e de Elias. Fiquei estarrecido com a brutalidade que sobreveio a Elias. Lembrei logo da tragédia semelhante que acometeu Januário Macêdo, meu pai. E estou chocado e sem acreditar até agora com a prematuridade ocorrida com Brandão.
Manoel Elias de Sousa e Francisco Brandão Araújo. Esses dois nomes não serão esquecidos jamais por mim, nem por quem os conheceram em suas vidas particulares, nem em seus momentos sociais. Especialmente na Loja Maçônica Cavalheiros Spartanos, em Juazeiro do Norte, Ceará.
Elias era um maçom dos mais entusiasmados. Ritualística Maçônica era seu mais forte trunfo dentro da Maçonaria. Era bonito vir Elias trabalhando e instruindo-nos dentro da Loja Maçônica. Sua desenvoltura era impecável. Como ex-militar não era prá menos. É tanto que galgou todos os cargos e degraus dentro da entidade Maçonaria. Inclusive o de presidente de nossa Loja.
Já Brandão era também um exímio maçom. Transpôs todos os níveis hierárquicos na Maçonaria. E a nossa Loja tem muito que se lembrar quando este estava na direção dos trabalhos como seu presidente. Incentivou e apoio a criação do Bethel dentre outras iniciativas. Era tolerante até demais. Emocionava-se com a mais simples das atitude. Era muito amável.
Ambos deixaram lacunas imensas em seus seios familiares, e em seus círculos de amizade. Tanto Elias como Brandão deixaram seus filhos ou formados ou na faculdade para tal fim.
Elias era um advogado e administrou vários órgãos públicos. Muito conhecido. E Brandão sempre foi um comerciante, e dos bons.
Esses dois deixaram muitos ensinamentos. A Loja Cavalheiros Spartanos sentirá muito a falta desses dois grandes maçons. Tenho absoluta certeza que não esquecerei os debates que tivemos. Às vezes com os mesmos argumentos, outras vezes não. Mas no final sempre nos entendíamos.
Tenho uma certeza indubitável que a Loja Cavalheiros Spartanos N. 85, de Juazeiro do Norte, na qual tive a honra de ser inserido no meio dos maçons, nunca mais será a mesma. Mesmo não mais estando eu presente às quintas-feiras já imagino como será hoje a abertura dos trabalhos sem estas duas luzes. Hoje o malhete emitirá um som triste.
Arimatéia Macêdo – www.arimateia.com – Janeiro de 2009