segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Prefeito eleito vai reformar Praça Padre Cícero

O prefeito eleito, Arnon Bezerra, já anunciou uma das suas primeiras obras: a reforma da Praça Padre Cícero. Atualmente o mais tradicional cartão postal de Juazeiro está matando de vergonha a população pelo triste estado de abandono em que se encontra. Feia, piso horrível, canteiros sem flores, grama descuidada, bancos com pintura estragada e pés de benjamim apodrecendo. Arnon já ouviu várias opiniões e chegou à conclusão de que realmente todos querem ver a nossa principal praça com um novo visual. O prefeito eleito, conforme deduziu das sugestões recebidas, pretende deixar a Praça Padre Cícero com o visual que ela apresentava nos anos 60, 70 e até meados de 80, quando, então, sofreu sua mais cruel e radical reforma, que foi executada pelo prefeito da época. Na verdade, será uma espécie de restauração, pois a Praça Padre Cícero que está na memória da maioria da população é aquela do começo dos anos 60, quando tinha piso em mosaico, bancos de marmorite (inclusive os grandes do Vasco e da Seleção Brasileira de 1958) com propagandas comerciais, estátua do Padre Cícero com acesso por todos os lados e onde as pessoas passeavam sempre em linha reta, e verde, muito verde. Essa é a praça que todos querem de volta. O local tem tudo para ser novamente muito aprazível, com muito verde, pois água não é problema, porque tem lá um poço profundo conseguido pelo Padre Cícero em 1917. Só falta mesmo é plantar flores e ter um zelador permanente para cuidar. Você é a favor? O prefeito eleito quer ouvir mais sugestões. 
Veja nas fotos abaixo como era a Praça Almirante Alexandrino/Padre Cícero nos anos 60.





sábado, 29 de outubro de 2016

Dois falecimentos

Hoje tomei conhecimento do falecimento de duas conhecidas: Orlandina  Menezes e Dona Helena Almeida Leandro. Orlandina foi diretora da Escola Virgílio Távora, muito conhecida por seu jeito brincalhão, pessoa muito querida por todos. Era viúva do cantor Fernando Menezes. Dona Helena morou muito anos na Rua Santa Rosa e ultimamente morava na Casa do Idoso. Ambas morreram ontem. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Professora de escola municipal juazeirense conquista prêmio nacional com projeto sobre a questão do desperdício

A professora Francisca Fernanda dos Santos da Escola do Rotary, pertencente à rede municipal de Juazeiro do Norte, conquistou um prêmio em nível nacional com o projeto intitulado: "Desperdício, quem paga a conta?". Esta semana, ela esteve em Curitiba (PR) e se fez acompanhar do assessor da secretaria municipal de educação, Geraldo Alves, para acompanhar a divulgação do prêmio Ação Destaque promovido pelo Sistema Educação, Família e Escola (SEFE).

O anúncio do resultado com a vitória juazeirense causou muita alegria e a professora recebeu premiação em dinheiro, junto com o reconhecimento para a escola. Fernanda explicou que o conteúdo foi intensamente trabalhado em sala junto aos alunos do segundo ano e além da escola a exemplo de uma aula de campo no aterro sanitário de Juazeiro com direito a uma palestra do Superintendente da AMAJU, Eraldo Oliveira, que acompanhou a turma.

Como se não bastasse, a busca de parcerias com a Faculdade Juazeiro do Norte (FJN), a Universidade Leão Sampaio e o envolvimento dos pais. O projeto resultou até na criação de uma horta na escola num trabalho com os alunos em nome da alimentação saudável e o aproveitamento integral dos alimentos até para que valorizem mais. Fernanda revelou que já era uma preocupação sua trabalhar essa questão por ver que não existe uma cultura e o problema do desperdício termina sendo uma questão social.

Desta forma, foi se aprofundado cada vez mais nessa problemática do destino final do lixo, o mau aproveitamento, o desperdício de água e energia elétrica nos estabelecimentos de ensino e nos lares, dentre outros detalhes. Segundo ela, o tema foi muito bem trabalhado tanto na sala de aula quanto fora num processo de conscientização em que todos se envolveram, se preocuparam e trataram de interagir mais entre si. 


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Palestras técnicas para o setor hoteleiro em Juazeiro

A Hotelaria cearense se prepara para passar por transformações, tanto na concepção de negócios, como na necessidade de profissionalização da atividade. Antevendo estes cenários, principalmente com relação ao aperfeiçoamento da gestão, o Sebrae Ceará e o Sindihotéis Ceará estarão lançando no mês de novembro o Projeto “Escola de Negócios para a Hotelaria”.

Em parceria com o SEBRAE e com o apoio da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA, o Sindihotéis Ceará definiu um plano de ação durante encontro entre o diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto, do presidente do Sindihotéis Ceará, Manoel Cardoso Linhares, e da gestora estadual do Projeto de Turismo do Sebrae Ceará, Evelyne Tabosa, o projeto prevê a realização de seminários na maioria das regiões do estado, onde serão debatidas as principais demandas por capacitações reivindicadas pelos gestores.

Neste sentido, o SindHotéis Ceará, com apoio da FBHA, em parceria com o Sebrae promovem entre os dias 7 e 10 novembro uma série de palestras técnicas voltadas para o setor de hotelaria. O tema escolhido é   “Ameaças e Oportunidades do Ambiente Legal para empresas de Hospedagem e Alimentação”.  No dia 8 de novembro haverá palestra  em Juazeiro do Norte  partir das 17h no auditório do Sebrae. 
Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/

Curso de Filosofia Clínica


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Miss Reinado Internacional de Las Culturas tem juazeirense Débora Agra como representante do Brasil

A jovem juazeirense Déborah Sarah Rodrigues Tavares Agra, de 18 anos, que morou dois anos no Espirito Santo, onde foi eleita MISS FOTOGENIA VENDA NOVA DO IMIGRANTE 2015, depois aclamada MISS TEEN GLOBAL BEAUTY ESPÍRITO SANTO 2016, e também MISS BRASIL REINADO DE LAS CULTURAS 2016, no Rio de Janeiro, está no momento participando em Corrientes Argentina, como representante do Brasil, do certamente para escolha da MISS REINADO INTERNACIONAL DE LAS CULTURAS. Este evento teve início no dia 21 passado e vai até 31 de outubro de 2016, com a participação de 40 países. A competição avalia além da beleza as manifestações culturais de cada país participante. No caso da juazeirense, ela vai mostrar como ponto cultural as tradicionais manifestações juninas do Nordeste. 

Rio vive ‘febre nordestina’, com Padre Cícero e cordel

Rio - A cultura nordestina está mais arretada do que nunca no Rio. Oxente! Não sabe? Tudo graças aos maiores símbolos do sertão: Padre Cícero e o cordel (gênero literário popular escrito na forma rimada). As novidades emanam do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecido como Feira de São Cristóvão ou dos Paraíbas, o mais importante polo da cultura nordestina em terras fluminenses, por onde passam por mês pelo menos 300 mil visitantes.


Mestre Egídio parou de estudar aos 13 anos, mas diz ter lido mais de 500 livros. 'Já registrei 40'
Severino Silva

No museu, dedicado ao candidato a santo mais popular do Brasil, estudantes e professores das universidades Federal Rural (UFRRJ), com apoio da Estácio de Sá, fazem o levantamento das relíquias de Padim Ciço. O mesmo espaço já exibe mostra permanente de José João dos Santos, o Mestre Azulão, 82 anos, o mais antigo do Rio, e recebe diariamente Francisco Egídio Aires Campos, o Mestre Egídio, 72. Egídio é um dos maiores cordelistas da atualidade. Lá também está sendo feito censo para se constatar a estimativa de que 1,5 milhão de nordestinos vivem no Rio.

“Estamos sempre em ebulição, cheios de boas novas. Faz parte da nossa alma”, gaba-se o jornalista Marcelo Fraga, gestor do museu e curador do maior catálogo de documentos, objetos pessoais, roupas comuns, batinas, cálices, terços, fotos, móveis e cartas de Padre Cícero, supostamente com mais de 10 mil itens. “É o maior acervo fora do Nordeste”, atesta Marcelo, adiantando que em breve será lançado na feira o primeiro livro de cordel em braille do planeta.

Elis Regina Barbosa Angelo, professora do Departamento de Administração e Turismo da UFRRJ, que coordena os estudantes, diz que a iniciativa de inventariar os pertences de Padre Cícero faz parte do Projeto Leituras do Patrimônio Cultural de Padre Cícero em Outros Territórios.

“Esperamos que o nosso trabalho possa servir como fonte de pesquisas, ajude a preservar a memória de Padim Ciço, e, de quebra, a renovar, por meio das obras, a fé das pessoas que passarem pelo museu”, comenta.

O levantamento também inclui objetos de pessoas que conviveram com Padre Cícero, como a beata Generosa Alencar, que foi sua governanta. Há inúmeras cartas confidenciais dela. Segundo Marcelo, que prepara também o lançamento de 16 livros sobre Padre Cícero, todos os escritos guardados a sete chaves estão sendo digitalizados. Padre Cícero Romão Batista morreu em 1934, aos 90 anos, sem ter os direitos sacerdotais restabelecidos pela Igreja, que o excomungou, pelo bispo do Ceará, dom Joaquim Vieira, acusado de manipular a fé. Ele não conseguiu fazer com que a Igreja reconhecesse o ‘milagre da hóstia’ — comunhões dadas por ele à beata Maria de Araújo, que teria testemunhado a transformação de hóstias em sangue na hora da comunhão. 


Obras de José João dos Santos, o Mestre Azulão, 82, o mais antigo do Rio
Severino Silva

Maior cordel do mundo e lançamento de livro em braille
Bem falante, o cearense Francisco Egídio Aires Campos, de 72 anos, de Juazeiro do Norte, um dos maiores cordelistas do Brasil, tornou-se o xodó do Museu de Padre Cícero. De quinta a domingo, Mestre Egídio, como é conhecido, e que há sete anos ficou cego pela diabetes, recebe o público para vender seus livretos e bater bons e longos papos.

“Adoro o Rio”, diz, reclamando apenas das “crateras” que encontra nas calçadas, a caminho de casa, em São Januário. “Já caí várias vezes. Mas o bairro parece a extensão do Nordeste. Me sinto em casa”, elogia, lembrando que a Igreja de São Januário é a única do país que ostenta imagem de Padre Cícero.

Animado, Egídio, o quinto de nove irmãos e pai de dez filhos, luta para incluir o cordel em homenagem ao tio-avô, Manoel Arruda, com 833 estrofes e 398 páginas, no Guinnes Book, o livro dos recordes. “Duvido se tem maior”, desafia o poeta, que parou de estudar aos 13 anos. “Sou autodidata em conhecimento”, garante ele, lembrando que tem 40 livros já publicados. “Tenho ainda mais três mil contos, poesias e cordéis para registrar”, revela.

O estudante de Direito da Estácio Felipe Duarte, 26, diz tirar lições de vida diárias com Egídio. “É uma dádiva”, define.

Inspirados em Egídio, Dalinda Catunda, Gonçalo da Silva e Maria Rosário Pinto, da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), editam o primeiro livro em sistema braille. “Em breve, a obra Cordelizando a Inclusão – Literatura de Cordel em Braille, estará disponível”, adianta Dalinda.

A sete chaves
No Museu de Padre Cícero, e em cofres de bancos, protegidos por alarmes e câmeras, repousam raridades, como cadernetas de anotações de despesas em mercados; cópia da segunda via do título de eleitor, com a data da última vez que ele votou (em 1º de maio de 1929); além de outros documentos e fotos, como a que foi tirada no velório de um amigo.

“E vastas e preciosas informações sobre consciência ecológica. Temos material suficiente para produzir, por exemplo, livros de receitas de Padim de chás de ervas mediciais. Padre Cícero é atual o tempo todo”, diz Marcelo Fraga.
Fonte: http://odia.ig.com.br/ 
FRANCISCO EDSON ALVES