sábado, 8 de novembro de 2025
Concurso : Altares de fé e devoção
Programação do Jubileu Mariano Diocesano e a inauguração do Monumento de Nossa Senhora de Fátima, em Crato.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Muita gente está vibrando com a reconciliação da Igreja com o Padre Cícero, anunciada domingo passado pelo Bispo do Crato, e já pensa em sua beatificação. É claro que a Diocese do Crato não está pensando nisso, pelo menos por enquanto. Mas que o caminha agora está aberto, disso não há a menor dúvida. Antes e durante mais de um século com a pecha de punido com a suspensão de ordens e banido da Igreja como embusteiro, seu nome jamais poderia compor uma lista para uma possível beatificação. Dentro desse contexto era absolutamente impossível. Porém, doravante com a ficha limpa na Igreja que finalmente reconheceu e agora exalta as suas virtudes e o apresenta como modelo, tudo fica mais fácil e é possível, sim, se pensar, mais tarde na sua beatificação. É prudente ninguém alimentar esperança de que isso aconteça logo, pois lá no Vaticano, como se sabe, parece que os cardeais não costumam primar pela rapidez em suas decisões. Mas por outro lado, não será bom cultivar o pessimismo nem descartar nenhuma possibilidade, pois como o Papa Francisco é imprevisível pode haver alguma surpresa. Se depender de milagres, dizem os devotos mais ardorosos do Padre Cícero, não vai ter problema algum porque eles são abundantes e não será difícil comprová-los. Dom Fernando certamente já deve estar prevenido porque sabe que, se a cobrança da reabilitação depois consumada em reconciliação foi intensa, mais ainda o será quando a beatificação porventura estiver em curso. Na verdade, como é visível, os devotos do Padre Cícero só vão sossegar mesmo, quando ele for canonizado, com direito a altar nas igrejas, pois de fato é como tal que muitos sempre o consideram. Na minha opinião, a reconciliação do Padre Cícero abre caminho para sua beatificação que depois abrirá caminho para sua canonização. A resposta a isso só o tempo dirá.
“Reabilitação é recuperação de ordens que estavam suspensas. Reconciliação
é apagar qualquer oposição a ação do Padre Cícero. A Diocese de Crato deu
entrada ao processo de reabilitação pelo fato de o Padre Cícero ter morrido
suspenso de ordem, porém como o padre já havia falecido e as punições cessadas,
não tinha o que o Papa reabilitar. A Reconciliação é mais ampla que a
Reabilitação pois, é uma aceitação e reconhecimento dos frutos feitos através
das romarias e devoção ao padre Cícero, propiciando uma maior aproximação dos
romeiros com toda a Igreja Católica”
Daniel Walker, escritor e pesquisador
da vida do Padre Cícero, em agosto de 2016.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
REFLEXÃO SOBRE FINADOS
Dom Samuel, OSB
A santa Igreja, porém, instruída pelo que o
Deus Trindade lhe revelou acerca desta coisa misteriosa que desde os distantes
primórdios da humanidade inquieta e preocupa os seres humanos, mesmo os que
preferem não pensar nela de modo algum, empurrando-a para debaixo do tapete,
nos ensina que a morte entrou neste mundo por causa da inveja do diabo assim
como pelo pecado de Adão. A este respeito lê-se no livro da Sabedoria: “Pela
inveja do diabo a morte entrou no mundo.” (Sb 2, 24)
Consumada
a transgressão do primeiro homem no paraíso terreal, Deus lhe disse: “Tu és pó
e ao pó hás de tornar.” Desde este infausto momento, todos os descendentes do
primeiro casal que passou por este mundo nascem inapelavelmente condenados a
morrer, de modo que passados uns poucos anos, o que sucedeu a Eva e a Adão,
sucederá igualmente a cada um de nós.
Faça
alguém o que quiser e fizer, mas ninguém escapará desta palavra da Escritura:
“Ordenado ao homem morrer uma só vez.” (Hb, 9, 27)
Para
os que pensam que com a morte tudo se acaba, nada havendo depois dela, resta
apenas viver, não obstante a precariedade e brevidade da existência mortal.
Quem assim pensa, não se preocupa em viver bem, mas tão somente em viver, seja
lá de que modo for. As consequências de um tal modo de conceber a vida muitos
só as experimentarão quando já não houver mais tempo para se endireitar os
caminhos tortuosos e para se mudar de vida. Quem, todavia, olha para a morte
iluminado pela luz sobrenatural da fé, sabe que precisa, enquanto ainda há
tempo, preocupar-se com três coisas, todas elas ligadas umas as outras. Deve preocupar-se em viver bem para morrer
bem, porque sabe que vivendo bem, morrerá bem e morrendo bem, terá por graça de
Deus uma eternidade feliz.
Foi
pelo pecado que a morte entrou no mundo e é por causa do pecado que o ser
humano morre para Deus e se precipita na ruina eterna, se acaso nele morrer
endurecido, sem arrependimento sincero e verdadeiro.
Neste
dia dois de novembro, devemos sim pensar nos que já foram, naqueles cujas almas
já estão na eternidade, mas convém também pensar que um dia chegará a nossa vez
de sair do tempo e adentrar no além morte, donde nunca mais sairemos.
Se
é forçoso morrer, é sábio e sensato que ao menos de quando em vez, reservemos
um tempo para pensar na morte, pedindo a Deus nos conceda em sua imensa
misericórdia paterna a graça inestimável de uma boa e santa morte, a graça das
graças, segundo juízo de homens doutos e entendidos, e da qual depende nada
mais nada menos do que uma eternidade que tocará a cada um de nós. Não nos esqueçamos, todavia, que para bem
morrer, é preciso viver bem. Eis porque devemos nos esforçar para viver bem, do
que há de resultar uma morte boa e por consequência necessária uma eternidade
felicíssima junto do Pai, do Filho e do Espírito Santo, aos quais sejam dadas
toda honra, glória e louvor agora e pelos séculos dos séculos. Amém.
Postado por Tereza Neuma Macedo Marques
















