domingo, 1 de março de 2026

Engenheiro Daniel Walker Jr debate " O futuro da Engenharia e seus impactos no setor produtivo" dia 05 as 9:35h., na rádio CBN Cariri 93.5 FM

Neste dia 05 na Rádio CBNN Cariri as 9hs:35 Convidamos voce para participar do debate com o tema: "Discussão sobre o futuro da Engenharia e seus impactos no setor produtivo" com a palavra o engenheiro Daniel Walker Junior.

Povos Kariri : Registros arqueológicos apontam grupos com tradições agrícolas e ceramistas

Entender o Cariri de hoje exige um mergulho profundo nas raízes de quem primeiro habitou este solo, os Kariri, cujo nome significa silencioso, mas cuja presença ecoa em nossa identidade até os dias atuais. Essa grande nação ocupava vastas áreas entre os rios São Francisco e Parnaíba, encontrando no sul do Ceará o refúgio ideal com fontes de água abundantes e solo fértil para prosperar. Registros arqueológicos apontam que grupos com tradições agrícolas e ceramistas já ocupavam a nossa região há pelo menos 2.400 anos. Entre 1683 e 1713, os Kariri lideraram a Confederação dos Bárbaros, um dos maiores movimentos de resistência do Nordeste contra a invasão colonial e a escravidão. A memória desse povo permanece cravada na terra através de artes rupestres, cerâmicas utilitárias e urnas funerárias encontradas em sítios arqueológicos por todo o território caririense. Ao recriarmos a imagem desse guerreiro com base em achados históricos, vemos um povo que utilizava o corpo como tela, aplicando urucum, jenipapo e gordura animal para criar padrões de proteção e distinção social. No cotidiano, vestiam tangas e adornos feitos de fibras naturais como o tucum e a palha de ouricuri, aproveitando cada recurso da floresta com maestria. Eram exímios tecelões e mantinham rituais espirituais profundos como o Toré, sempre acompanhados pelo som de maracás e a conexão sagrada com elementos da natureza, como a Jurema. Valorizar a história dos primeiros habitantes é respeitar a força que sustenta o Sul do Ceará. Para continuar mergulhando nestas e em outras narrativas que definem a nossa região, acompanhe o Cariri Insights. fonte: #Kariri #HistóriaDoCariri #ArqueologiaV

A nova frequência da BandNews FM chega ao Cariri Cearense nesta segunda feira dia 03 de março

INAUGURAÇÃO • Com estreia oficial marcada para o dia 16 de março, começa a operar nesta segunda-feira (2) a nova frequência da BandNews FM, que chega ao Cariri Cearense. O objetivo é levar informação ágil, análise e credibilidade à rotina dos moradores do triângulo Crajubar: Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, além de Abaiara, Brejo Santo e Missão Velha. No dia 16, a âncora e diretora de jornalismo da emissora, Sheila Magalhães, vai apresentar o Jornal BandNews FM diretamente da cidade-sede, enquanto Carla Bigatto e Luiz Megale comandam o programa nos estúdios, em São Paulo. A edição local será apresentada por Nonato Albuquerque e Petrick Lacerda. Para Amanda Andrade, diretora nacional de Desenvolvimento Comercial e Rede do Grupo Bandeirantes de Comunicação, a ampliação do sinal é resultado do modelo dinâmico de jornalismo que se tornou referência no país. “A chegada à região do Cariri representa um movimento estratégico que fortalece a existência da BandNews FM no interior do estado e aumenta o acesso da população a conteúdo jornalístico qualificado e confiável. A expansão reafirma o compromisso em crescer de forma estruturada, abrangendo as principais capitais brasileiras e consolidando seu posicionamento como uma marca de larga escala com força local, conectada às realidades e aos interesses de cada lugar onde atua”, avalia a executiva. A frequência 97,5 MHz impactará mais de 620 mil habitantes na área de cobertura. Com a nova afiliada, a rádio soma 12 praças em suas duas décadas de história, ultrapassando 70 milhões de ouvintes em potencial nos quatro cantos do país.

Ministério Público cobra regularização das dívidas da Prefeitura de Juazeiro com a PREVIJUNO que já ultrapassa R$ 114,7 milhões

O Ministério Público do Ceará (MPCE) deu 10 dias para que a Prefeitura de Juazeiro do Norte apresente um cronograma de regularização das dívidas do Fundo de Previdência Social dos Servidores Municipais (Previjuno), que já ultrapassa R$ 114,7 milhões.
O procedimento foi instaurado nesta semana pela 15ª Promotoria de Justiça, que oficiou a Procuradoria Geral do Município (PGM) e a Secretaria de Finanças (Sefiin). De acordo com o órgão ministerial, foi constatada a ausência sistemática de repasses ao órgão previdenciário de valores destinados à amortização da dívida de 2023 a 2025. Diante disso, o MP cobrou que o Executivo atualize a situação do anteprojeto de lei que oficializa a adesão do município ao parcelamento especial de débitos previdenciários, autorizado recentemente pela Emenda Constitucional nº 136/2025. fonte:miseria.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

FELIZ DIA DO MILAGRE!!! 1º DE MARÇO : Uma hóstia se transformou em sangue na boca de uma beata

DIA DO MILAGRE EM JUAZEIRO
Dia primeiro de março é dia do Milagre do Juazeiro, foi na manhã do dia 01/03/1889 que aconteceu esse evento sobrenatural, uma hóstia se transformou em sangue na boca de uma beata. Estamos celebrando 137 anos do fato fundador do município de Juazeiro do Norte. O fenômeno do milagre da hóstia com a Beata Maria de Araújo e o Padre Cícero projetou internacionalmente a cidade de Juazeiro do Norte e fez as romarias, com as romarias veio toda identidade cultural, a raiz da cultura de tradição e da religiosidade mística popular.
Um fenômeno sobrenatural não acontece em qualquer lugar, o milagre revelou o lugar sagrado, místico, e de grande vibração espiritual que compõe lugares nomeados pela tradição como, locais onde simbolicamente Jesus passou, como o Horto e Santo Sepulcro, com toda energia geológica das pedras, entre elas, a Pedra do Pecado e Pedra da Coluna, as rochas mais antigas do Cariri, além de oferecer vista panorâmica do vale é um centro de energia do planeta, que canaliza com o universo e a grande divindade suprema. Encontramos também as pequenas capelas, o túmulo do Beato Manoel João, trilhas místicas, a estátua do Padre Cícero localizada onde, na época do milagre, havia uma grande árvore sagrada para os nativos e visitantes, no pé do Horto corre o rio salgadinho, hoje poluído, mas na época do milagre era as águas correntes que lavavam corpo e áurea dos romeiros, como preparação para a grande experiência mística. Toda a cidade de Juazeiro do Norte, compreende um espaço místico, lugares visíveis e invisíveis, conhecidos e desconhecidos, e que a partir do fenômeno do milagre da hóstia, ficou evidenciado, com a tradição das romarias, que acontecem durante todo o ano, desde 1889, e só acontecem, por se realiza curas milagrosas, experiências místicas sobrenaturais e revelações de autoconhecimento, como aconteceu com o próprio Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e tantos outros nomes históricos e anônimos, pois Juazeiro é uma espaço sagrado de grande vibração, fundamental para a meditação e o crescimento espiritual. Celebrar o dia 01/03/2026 é fortalecer a nossa cultura e identidade, abrindo toda potencialidade local para que as pessoas conheçam a história e possam vivenciar também essa maravilha espiritual que é viver ou visitar Juazeiro do Norte, a Beata Maria de Araújo e o Padre Cícero são os importantes protagonistas dessa potente história que revelou um lugar místico e que até os dias atuais é o cenário para pessoas se redimirem e buscarem a perseverança dos justos. A Beata Maria de Araújo, foi silenciada durante a vida e após sua morte, com toda sua importância no fenômeno que deu origem às romarias e consolidou as bases para a formação da Cidade de Juazeiro do Norte e contribuindo para o crescimento de toda a região. Atualmente precisamos conhecer a Beata e divulgar seu nome e legado, porque ela continua sendo um grande potencial para a cultura, religiosidade e economia criativa de toda região do Cariri, promover a sua memória é fortalecer a nossa identidade cultural e histórica; o que é fundamental para reparar os erros do passado e as injustiças impostas no logo processo de silenciamento de sua memória. Temos a Lei N° 4.866, DE 30 DE MAIO DE 2018 que institui o dia 01 de março como o Dia do Milagre na Cidade de Juazeiro do Norte. Então viva o dia primeiro de março, feliz dia do milagre! colaborador: texto do Ms JOSÉ ANDRÉ DE ANDRADE

Encontro marca centenário da passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião em Juazeiro do Norte de 03 a 05 de março

MEMÓRIA CENTENÁRIA Um evento programado para os dias 3 e 4 de março, no Centro Cultural Daniel Walker, antiga Estação Ferroviária, em Juazeiro do Norte, marcará o centenário da passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, pelo município. O encontro entre o cangaceiro e Padre Cícero ocorreu em 4 de março de 1926, no sobrado onde residia o poeta João Mendes de Oliveira.

Com palestras e mesas de debate voltadas à análise histórica do episódio, a programação será realizada das 9h às 19h, reunindo pesquisadores e estudiosos para discutir os desdobramentos políticos e sociais da visita de Lampião à cidade. E dentro da programação da abertura do evento a Professora Tereza Neuma Macedo Marques nossa administradora do www.portaldejuazeiro receberá a comenda de Mérito Cultural que desde já parabenizamos pela justa homenagem
O evento é promovido pelo seminário Cariri Cangaço, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. fonte: portalmiseria e ascom PMJN

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Registramos o falecimento o professor Geová Magalhães Sobreira neste dia 24 de fevereiro

Lamentamos, com pesar, o falecimento do professor Geová Magalhães Sobreira, um professor que muito contribuiu para a memória e cultura do Cariri, e se dedicou a pesquisar e escrever sobre a história de Juazeiro do Norte.
Economista e escritor, o Professor Geová Magalhães Sobreira pesquisou amplamente e foi reconhecido como o maior colecionador de xilogravuras do Brasil. Deu destaque a preservação da memória histórica cultural do Cariri, conntando que seu acervo inclui documentos históricos sobre o Padre Cícero, obras de arte popular caririense e muitos registros sobre o teatrólogo cearense B. de Paiva.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

 ASSINATURA DO CONTRATO COM A LADRILHO EDITORA, PARA A 2ª EDIÇÃO DO LIVRO, LAMPIÃO E SUA FALSA PATENTE DE CAPITÃO, AUTORIA DE DANIEL WALKER                                                                            

Foi assinado ontem (20/02) o contrato entre a Ladrilhos Editora e D. Tereza Neuma Macedo Marques, viúva do historiador Daniel Walker. 

Ao longo de uma carreira extensa, Daniel Walker contribuiu de modo indelével para a preservação e o entendimento da História de Juazeiro do Norte.

 Em 2026, a Ladrilhos irá publicar a segunda edição de Lampião e sua falsa patente de Capitão, última obra de Daniel Walker, cuja reedição chega no centenário da passagem de Lampião e seu bando por Juazeiro do Norte. 

Eu, enquanto amigo e admirador de Daniel e de sua obra, sinto-me feliz e grato pela confiança depositada por D. Tereza Neuma e dos seus filhos, Michel e Daniel Junior.

Texto de Roberto Junior

Postado por Tereza Neuma

                   

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

                     SE O BRASIL FOSSE UMA FAMÍLIA...

                                             Francisco Demontieux Fernandes (Jornalista).


Aprendemos na escola que o Brasil é uma república federativa com 26 estados e o distrito federal. Até aí tudo bem, mas, se cada um desses entes federados fosse alguém de carne e osso, formando uma família, como seria essa gente?

A mãe, obviamente, seria a Bahia. Uma mãe com imensa prole gerada depois de sucessivas desilusões amorosas, com filhos e filhas que a visitam esporadicamente e, no lar materno, comem, bebem, dormem e deixam a casa na maior bagunça e com vaso sanitário entupido quando vão embora pedindo dinheiro para completar a passagem e deixando-a cheia de saudades e mais dívidas.

O pai seria S. Paulo. Um pai que se acha provedor e autossuficiente, mas reclama até na hora de reajustar a pensão alimentícia de sua exclusiva responsabilidade.

A avó seria Minas Gerais, daquelas vovozonas que empaturram os netos de pão de queijo, doce de leite e enche, de cachaça, o bucho dos adultos.

O avô seria o Rio Grande do Sul. Tradicionalista, cheio de histórias e segredos, que nos visita sempre na companhia dos netos: Santa Catarina, que se julga europeia, mas zerou na prova de redação e só atingiu 200 pontos no último ENEM e o neto Paraná, aquele que vem para o churrasco trazendo apenas 3 latas de Itaipava, bebe todo estoque de haineken e ainda sai falando mal da gente.

O Rio de Janeiro seria aquele tio que era rico, ficou pobre e agora vive fugindo dos agiotas, mas não perde a pose, tanto que recentemente comprou financiada uma camioneta em 96 parcelas, mas já atrasou a primeira.

O Espírito Santo seria aquele primo generoso que emprestou o cartão de crédito ao tio Rio de Janeiro e agora está com nome sujo no SERASA.

O Ceará seria aquele tio que nos visita trazendo delícias como carne de sol, queijo coalho, rapadura de coco, doce de buriti, cajuína e uma rede cheia de varandas.

A Paraíba seria aquela irmã fofoqueira que quando contestada não assume nada e diz: NEGO.

Pernambuco seria aquele irmão valentão que não leva desaforo para casa.

Alagoas seria aquela cunhada, que há 10 anos foi morar na baixada fluminense, ficou só 2 meses por lá, voltou e até agora só fala chiando.

Sergipe seria aquele sobrinho baixinho e gorducho que fica furioso quando comparado a um toco de amarrar jegue.

O Rio Grande do Norte seria aquele cunhado diabético e hipertenso, que exagera no refrigerante e no sal, corre para a UPA e pede atestado médico para apresentar no trabalho.

O Piauí seria aquele irmão bacana que a gente só lembra dele na hora de pedir um favor.

O Maranhão seria aquele primo que ganhou muito dinheiro na Serra Pelada, torrou tudo na farra com carteado e cabarés e agora, na liseira, tenta se aposentar como garimpeiro.

Goiás seria aquela prima bonitona que se casou com um fazendeiro rico, depois que o velho adotou Tocantins, o filho que ela teve quando adolescente.  

Mato Grosso e seu irmão gêmeo Mato Grosso do Sul seriam aqueles primos que ganharam dinheiro grilando terras e agora se escondem dos oficiais de Justiça.

Rondônia seria aquela prima que casou com um caminhoneiro e agora ninguém sabe onde ela foi parar.

O Acre seria aquele primo que a gente sabe que existe, mas, mora tão longe que ninguém nunca o viu.

Amazona seria aquela prima que, de férias, foi passear na floresta, experimentou um chá chamado Santo Daime e por último foi vista cruzando a fronteira do México com os Estados Unidos.

O Pará seria aquele cunhado esperto que não visitava ninguém, foi morar muito distante e liga todo final de mês, de olho na herança, perguntando pela saúde do sogro e da sogra. Essa alma quer reza.

E Brasília? Seria aquela primeira neta, xodó da família inteira, que teve 2 filhos na adolescência, Amapá e Roraima, criados pela avó desde que saíram da maternidade, mas quando repreendidos reagem de forma exaltada: “Você não é minha mãe”. A primeira neta estudou em bons colégios, tinha perspectivas de futuro brilhante, mas vive drogada e prostituída nas mãos de traficantes de influência e ladrões de verbas do orçamento secreto.

Agora desafio o leitor a identificar alguém de sua própria família no meio deste clã chamado Brasil. Na minha, encontrei vários.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


domingo, 15 de fevereiro de 2026

                   

                   SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                                                          Texto bíblico: Mt 5, 17 – 37

                                                                                          Data: 15 de fevereiro

                                                                                          Dom Samuel Dantas 

Longo texto...texto longo(...)

A lei proibia o homicídio, e Jesus proíbe o encolerizar-se contra o próximo; a lei proibia o adultério, e Jesus proíbe cobiçar uma mulher; a lei concedia ao homem o direito de repudiar sua mulher em alguns casos previstos, dando-lhe um certificado de repúdio, mas Jesus ensina que quem repudiar sua mulher, salvo no caso de união ilícita, expõe-na ao adultério. Por fim, acerca do juramento, a lei dispunha uma coisa, mas o seu divino autor, o supremo legislador ensina outra bem diversa: em hipótese alguma se deve jurar.

O sentido da passagem evangélica deste domingo está contido nas suas palavras iniciais: “Não penseis que vim suprimir a lei ou os profetas. Não vim suprimir, mas cumprir.” Não se deve pensar, o que seria um grave erro de funestas consequências, que Jesus, o Filho de Deus, veio abolir a lei antiga dada por Deus a Moisés no Sinai substituindo-a por uma nova. Não se trata disso!

O que na lei de Moisés se condenava, na nova lei também se condena; o que foi proibido na antiga lei, também é proibido na Nova lei de Cristo. O adultério é pecado na lei e é pecado no Evangelho; o adultério é crime na lei de Moisés e crime no Evangelho de Cristo. Na lei proíbe-se o juramento, e no Evangelho, acha-se, a mesma condenação  pois, também Cristo, o novo Moisés, proibiu, formalmente que se jurasse.

Neste caso, qual é a diferença entre o que está escrito na lei de Moisés e o que Cristo ensinou? A diferença está no que o Senhor Jesus acrescentou com sua autoridade divina e que não constava na antiga lei.

Tomemos como exemplo ilustrativo para melhor compreensão do que estamos dizendo o que estava formalmente disposto na lei mosaica acerca do adultério, e que era: “Não cometerás adultério.” Eis o que estava escrito na lei. Acaso o Filho de Deus disse que doravante o adultério poderia ser cometido porque ele não era mais pecado? Claro está que não!

Não se lê, todavia, na lei antiga que “qualquer um que olha para uma mulher cobiçando-a no seu coração já cometeu adultério com ela.” (Mt 5, 28) Isto não estava escrito, mas a partir de Cristo também isto é pecado, não sendo doravante necessário que um homem tenha íntima relação com uma mulher para incorrer no grave delito de adultério.

Assim, não cometer adultério é lei, mas não olhar para uma mulher cobiçando-a em seu coração é Evangelho de Cristo.

Em matéria de perfeição, o Evangelho é bem mais exigente do que a lei. Não adulterar, conforme o disposto na lei é sem dúvida uma grande coisa, mas não é tudo nem basta. O Senhor Jesus nos pede mais e exige que façamos bem mais do que aquilo que está escrito na lei, a qual é santa, justa e boa.

Homicídio é pecado manifesto, mas na nova lei de Cristo, que não derroga nem suprime a antiga, mas apenas condu-la a sua perfeição, encolerizar-se contra o próximo, conquanto menos grave que o homicídio, também o é.

Para entrarmos no reino dos céus deve nossa justiça ultrapassar a dos escribas e dos fariseus, e para ultrapassa-la não é suficiente não matar: precisamos não nos encolerizar; não é bastante não cometer adultério, precisamos evitar cobiçar com o coração.

 A lei permitia ao homem repudiar sua mulher, despedindo-a, mas Jesus é claro: “o que Deus uniu por sua bênção, não separe o homem.”

Se a lei e os profetas se cumpriram em Cristo, como ele então a suprimiria? Não disse ele que era preciso que em sua mesma pessoa se cumprisse o que estava escrito na lei dada por Deus a Moisés e a seu povo?  Em suma, o autor da lei não poderia jamais aboli-la, mas apenas dar-lhe pleno cumprimento, que aliás foi o que ele fez.


Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

                                                                  
Juazeiro lembra hoje 80 anos da morte do Beato José Lourenço do Caldeirão da Santa Cruz

      Como forma de homenagem póstuma, esse portal de notícias lembra exatos 80 anos da morte do Beato José Lourenço, que transcorre nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro. José Lourenço Gomes da Silva nasceu em outubro de 1872 em Pilões (PB) e morreu no dia 12 de fevereiro de 1946 em Exú (PE) aos 73 anos. Ele chegou ao Juazeiro em 1890 com 18 anos na companhia dos pais e três irmãos quando conheceu Padre Cícero época das repetidas transformações da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo.

     Foi em terras indicadas pelo sacerdote, no ano de 1926 no Sítio Baixa Dantas em Crato e no Caldeirão dos Jesuítas, que ele criou um modelo de agricultura coletiva, onde tudo que era produzido era partilhado com todos. Foi essa liderança do Beato José Lourenço que passou a incomodar muitos a partir do próprio Floro Bartolomeu o qual chegou a mandar prendê-lo. Com a morte de Padre Cícero, as hostilidades aumentaram contra o beato e seu povo até a dizimação do Caldeirão já reunindo milhares de pessoas.

     Na madrugada do dia 11 de maio de 1937 dois aviões e 200 soldados destruíram o povoado e metralharam os colonos, dizimando aquele povo pacífico cerca de três anos após a morte de Padre Cícero. Os que não morreram na hora foram caçados por policiais e jagunços a serviço dos coronéis e muitos morreram degolados. Após ver a destruição do seu projeto, o Beato José Lourenço foi embora para Exu (PE), aonde tentou idêntica iniciativa sem êxito no Sítio União e ali morreu vítima da peste bubônica.

      Denominado Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, era uma fazenda na Serra do Araripe mais precisamente no Distrito de Santa Fé, onde o beato reuniu seguidores de vários estados e muitos até encaminhados pelo próprio Padre Cícero. Baseado na orientação do sacerdote, passou a desenvolver o projeto baseado na oração e no trabalho. Durante dez anos a comunidade se transformou num local de fartura e alimento para a alma.

       Entretanto, os poderosos passaram a rejeitar a iniciativa enxergando como atitude comunista e deflagrando um processo de combate. Por sua verve comunitária e fraterna, o beato era antipatizado pelos coronéis que se sentia incomodados e considerando um “mau exemplo” semelhante a Canudos (BA). Após a morte no Pernambuco, o corpo do beato foi trazido a Juazeiro e deveria ter sido velado na Capela de São Miguel, mas o vigário Monsenhor Juviniano Barreto, não aceitou a entrada do corpo e nem a missa. 

      Nisso, o velório do Beato José Lourenço teve que ser improvisado em frente à capela e em meio a uma chuva forte durante a madrugada. Porém terminou sepultado no Cemitério do Socorro após arrombarem uma porta lateral. Ainda hoje existe toda uma auréola de respeito ao túmulo do beato José Lourenço bem ao lado da Capela do Socorro. O acesso de remanescentes do Caldeirão à lápide somente ocorre com os pés descalços e dizem que o túmulo é lavado com perfumes.

Crédito do portalmiseria Demontieux Tenório

Foto: Cariri das Antigas

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

                                                                                                   Imagem do Google

QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                                       Texto bíblico: Mt 5, 13 – 16

                                             Data: 8 de fevereiro

                                               Dom Samuel Dantas

 Que éramos nós, irmãos e irmãs, antes que nos chamasse por pura bondade a verdadeira e eterna luz senão apenas trevas e escuridão? Onde estávamos nós mergulhados antes que o Senhor Jesus nos iluminasse senão no fundo de um abismo trevoso? Antes de ser chamado e liberto pela graça de Cristo um ser humano só pode ser treva e nada mais que treva!

Assim, ou nos ilumina aquele que é a verdadeira luz ou nosso destino é permanecer na treva ou para ser mais exato, ser treva!

Hoje ouvimos Cristo dizer aos apóstolos umas palavras que devemos tomar como sendo dirigidas a nós também, seus discípulos. “Vós sois o sal da terra”, e logo em seguida: “vós sois a luz do mundo.”

Antes de terem sido chamados, aqueles homens eram insípidos e vazios; eram treva e viviam na treva. Não tinham sabor algum e por isso ou não serviam para nada ou então, o que dá no mesmo, serviam para muito pouco. Se depois vieram a se tornar o sal da terra, isso só ocorreu porque um dia o Senhor lhes disse: “vinde em meu seguimento e eu farei de vós pescadores de homens.” Eles, lemos no Evangelho, tendo-o escutado, puseram-se imediatamente a segui-lo.

Antes que Cristo os escolhesse e para junto de si os chamasse, eles eram trevas. Tornaram-se luz porque creram na luz, porque a seguiram e porque aderiram a ela.

O apóstolo João escreveu em sua primeira carta que “Deus é luz e que nele não há resquício algum de treva”. Nós, porém, mesmo os que cremos e fomos iluminados por aquele que disse: “eu sou a luz do mundo” somos uma mescla confusa de luz e de treva. Não há descendente algum de Adão e Eva em cujo interior não haja algum tipo de treva, ainda que pequena.

Com bastante frequência, se nos observarmos bem veremos que muitos dos nossos pensamentos, palavras, ações e intenções são densas e profundas trevas. Há em todos nós sem exceção a luz e a treva, o bem e o mal, o belo e o horrendo, a possibilidade de fazer o certo e a de fazer o errado.

Devemos ser o sal da terra, mas isso só será possível se nos ajudar quem disse: “vós sois o sal da terra.” Ninguém se torna sal por si mesmo, mas é tornado sal por aquele cujo poder que opera em nós e capaz de fazer infinitamente além do que podemos pedir e imaginar. Devemos ser luz, mas para que cheguemos a brilhar, precisamos da graça daquele que nos assegurou: “sem mim, nada podeis fazer”.

É Cristo e somente ele que converte o insípido sal, dando-lhe poder de salgar; é Cristo e apenas ele que transforma as trevas em luz. A grande e eterna luz que desceu a este abismo de escuridão que é o mundo, te diz hoje, te diz agora: tu és o sal da terra; tu és a luz do mundo. Sal, salga; luz, ilumina!

“Outrora éreis trevas; agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.” (Ef 5, 8) “Todos, com efeito, sois filhos da luz, filhos do dia.” (1Ts 5, 5) Por fim, Paulo exorta-nos a que “rejeitemos as obras das trevas e revistamos as armas da luz.” (Rm 13, 12)

“A luz veio ao mundo”(Jo 3, 14) disse o Senhor Jesus falando de si próprio, já que ele é a grande luz. E hoje, essa luz que destruiu a morte e trouxe a luz e a vida em abundância(2Tm 1, 10) nos diz: “Vós sois a luz do mundo.” Unidos a luz, crendo na luz, amando a luz, obedecendo a luz nós seremos luz, brilhando neste mundo de trevas como astros resplandecentes. Amém.

 

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Dia 06 de fevereiro : 68 anos da Chegada do Padre Murilo como Vigário da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores em Juazeiro do Norte

68 anos da chegada de Mons. Murilo como vigário da Mãe das Dores em Juazeiro. A vida, escola onde não há férias, como nos ensina a observação de para choque de caminhão, Vai, lentamente , nos propondo maneiras novas de comportamento. -" para onde tu irás,fulano"? Sempre escutei: " só não quero ir para o ginásio do Crato, só não quero ficar em Juazeiro " Foi na Festa de São Sebastião, da Capela do Brejo-Seco, junto a conterrâneos e parentes, que Mons. Lima abriu o bico e disse que o Bispo lhe dava o jovem barbalhense, como auxiliar. A partir dessas notícias, não tivemos mais tranquilidade. Á Colônia barbalhense em Juazeiro é organizada influente e representativa, porém, sem bairrismo. Acomodou-se cedo. Juazeiro é receptivo. Tempo houve em que o padre, o prefeito, o promotor, o juiz de Juazeiro eram barbalhenses que emprestavam seus talentos à terra do padre Cícero. "Cheguei em Juazeiro no dia 06 de fevereiro de 1958, primeira quinta-feira do mês, às 15:00 hs, sendo logo levado de início ao confessionário, lugar que tomei como espaço para exercer o apostolado do perdão e misericórdia de Deus. Conduziram-me meu pai, tio Zuzinha e minha prima Leda Correia que me ofereceram seu jeep e sua amizade. Antes da volta para as confissões, depois de jantar na residência do Mons. Lima, à Rua Dr. Floro, as associações deram boas vindas ao cooperador. Agradeci e lhes disse que estava aqui, não porque quisesse, tivesse pedido, manifestasse vontade, mas porque o Bispo me havia designado. Quero mostrar o aspecto teólogico do envio. Não me entenderam bem e, depois, sugeriram-me tentasse dar explicações. Recusei-me. Esta preocupação de não acomodar a pastoral às bajulações e subserviência marcaria meu comportamento, até hoje. Pago caro, porque sou refratário à turibulação e acapachamento. À noite, diante do Santíssimo Sacramento, como todas as demais quintas-feiras, coloquei ao Senhor minha consagração a este povo. A hora Santa foi rezada sem som, ao seco. Aquelas palavras -" As oliveiras do Horto refletem ao pálido clarão da lua uma sombra sinistra. É noite. Jesus está Só!" Adaptava-as à minha situação, pedindo a Nossa Senhora das Dores que me ajudasse a ser fiel. Não foi Juazeiro que me fez devoto de Nossa Senhora das Dores. Já a amava, muito. Baía, minha tia mais velha, mãe cristã em Barbalha, já me ensinava a vê-la forte, ao pé da Cruz. A partir daquele primeiro instante, fui doado ou emprestado à Paróquia, para servir. O paroquiato com Mons. Lima durou, em termo de provisão canônica de 28 de janeiro de 1958, com chegada a Juazeiro, à tarde de 6 de fevereiro de 1958, até maio de 1962, quando Mons. Lima não gozou mais de saúde necessária para garantir a tarefa e as obrigações se acumularam na pessoa do padre Murilo. Entretanto, Mons. Lima continuou provisionado pároco até a minha nomeação como vigário ecônomo, datada de 28 de fevereiro de 1976. A partir de então, assumi, de direito e de fato, a condução paroquial de Nossa Senhora das Dores, na galeria de seus eméritos guias espirituais:- Mons. Esmeraldo, Mons. Macedo, Mons. Lima, Mons. Juviniano." Sá Barreto, Francisco Murilo. Testemunho, Serviço e Fidelidade. 1998. Colaborador : Elias Romeiro

Romaria das Candeias 2026 - Pequeno histórico de uma grande romaria em todas as proporções

Romaria de Nossa Senhora das Candeias - 2026 Fonte: Sala informação Romeiro da Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, Juazeiro do Norte - Ceará. 1° Alagoas: 17.875; 2° Pernambuco: 12.905; 3° Paraiba: 7. 067; 4° Rio Grande do Norte: 5.788; 5° Sergipe: 1.096; 6° Piauí: 761; 7° Maranhão: 358; 8° Bahia: 338; 9° Ceará: 115; 10° São Paulo: 5 11° Amazonas: 4; 12° Tocantins: 3; 13° Rio de Janeiro: 1. Total: 46.361 Como diria Monsenhor Murilo , esse numero registrado representava aproximadamente 10% do total de romeiros.
fotos anntes e appós acender as velas na capela so Socorro
Andor da Mãe das Candeias ( foto à tarde e a noite )
Romeiros perdidos, saúde atendida, transito complicado...Muitos grupos patrocinados pelas prefeituras, ranchos e pousadas lotadas, ruas tomadas de barracas e gente. Os romeiros agora ampliam suas romarias conhecendo o Cariri e além dos passeios ao Balneário do Caldas em Barbalha e na estátua de Santo Anntonio, agora também registram a ida ao monumento de Nossa Senhora de Fátima no Crato e da Beata Benigna em Santana do Cariri. Com isso a vocação da Diocese romeira se estabelece de forma a todo Cariri fortalecendo cada vez mais o turismo religioso, além de consumir gastronomicamente, abastecer transportes, souvenirs entre outros. A Região em si prospera. Juazeiro é um shopping aberto. VEndas anunnciadass aos gritos para atrair os clientes, quentinhas, Sutiens, cadeiras, velas, colchas, espetinhos, parques, lixo, muito lixo, ruas interditadas, encontros, cervejas, sorrisos, abraços festivos, orações, familias, promessas, andarilhos, bicicletas, pedintes, procissão, gente de joelho, caminhos de fé... Uma romeira faz seu apeloem forma de benndito para observarem a exploração junto aos romeiros. È nesse enncontro do profano e do religioso que a familia de Deus se congraça testemunha e serve de testemunho de fé genuina sem atropelos, apenas sendo guiados e guiando... Encerra-se com a linda romaria das Luzes. Sao milhões de labaredas que aquecem o planeta e os corações... Adeus , adeus , adeus Maria... Essa romaria também trouxe um amargo sabor de adeus a tantas Marias e José, Sebastião e Francisco, pois, no retorno, quase em casa, um onibus na curva da morte tombou e nos seus escombros, Capotamento aconteceu em trecho da AL-220, em São José da Tapera. Entre mortos estão idosos e crianças.esperanças , e silencio. Após o capotamento, a perícia e as equipes de socorro constataram a morte de 15 pessoas no local. Outra pessoa, um menino de 4 anos, morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento de Santana do Ipanema. Alagoanos nossos irmãos, familiares e amigos, recebam nosso abraço fraterno. As almas de Adelmo José de Oliveira, 52 anos Claudiana Maria da Silva Bastos, 45 anos Cleusa Simão Lima, 63 anos Cícero Barbosa de Lima, 71 anos Edivania da Silva Lima, 39 anos Francisco Izidoro da Silva, 71 anos Jamilly da Silva Bastos, 5 anos José Caio de Oliveira Souza, 15 anos José Welliton Barbosa Louriano, 39 anos Josefa Madalena de Alcântara, 67 anos Luiz Miguel Alcântara, 4 anos Maria do Socorro Santos, 73 anos Maria Gorete Rodrigues Izidoro da Silva, 38 anos Maria Manuella de Souza Oliveira, 5 anos Vandete Maria da Silva, 60 anos Sebastião Vieira de Morais Neto, 55 anos a luz perpétua, o resplendor.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

                                     ENCERRAMENTO DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS 2026, COM O TEMA "EU SOU A MÃE DA SANTA ESPERANÇA" 

           
         

  

 
  
    
  
 
                                           
   


Imagens retiradas da "TV Mãe das Dores" do vídeo: "Encerramento da Romaria de Nossa Senhora das Candeias 2026"

Postado por: Heloísa López







 

sábado, 31 de janeiro de 2026

 

                                               Imagem do Google

     QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

                                             Texto bíblico: Mt 5, 1 – 12

                                                   Data: primeiro de fevereiro

                                        Dom Samuel Dantas

 

Se o Senhor Jesus tivesse dito: felizes os que choram, eles são consolados; felizes os que tem fome e sede de justiça, eles são saciados; felizes os corações puros, eles veem a Deus, qualquer cristão poderia e com toda razão dizer-lhe que não é exatamente isso que se vê neste mundo, onde quase nunca os que choram são consolados, e nem os que tem fome e sede de justiça são saciados. Bem ao contrário, o que qualquer um vê é os chorosos chorando desconsolados e os que tem fome e sede de justiça insaciados.

Ao dizer, porém, que os que choram agora neste mundo e nesta vida serão consolados quis o Senhor dar-nos a entender que consolo e saciedade estão reservados para o futuro e não para o breve agora da vida presente. Jesus deixou bem claro que ninguém deve espera muito nem desta vida nem deste mundo, podendo-se ir um pouco mais longe e dizer-se que ninguém deve esperar nada de ninguém, já que quem no fundo é um puro nada, nada tem a dar a ninguém, no fim das contas.

A felicidade que nos foi prometida, convençamo-nos bem disso, pois assim é por soberana vontade de Deus, é para depois e não para agora. É inútil procura-la aqui, pois ela por aqui não se encontra. Só a encontraremos na eternidade junto de Deus: é somente aí que ela se encontra e perderá tempo e gastará energia à toa quem a procurar onde ela não pode estar.

Felizes somos desde já pela divina esperança de que um dia seremos felizes, mas de fato e de verdade só seremos quando atingirmos o fim sublime para o qual fomos criados. Eis porque a resposta mais sábia que podemos dar a quem nos perguntar: és feliz, deve ser esta: não sou agora e ainda mas espero sê-lo quando chegar ao reino de Deus, amém! Graças a Deus em nome do Senhor Jesus.

 

 Postado por Tereza Neuma Macedo Marques


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 

Tia Lourdes, sua história de vida, rica em ensinamentos e sabedoria, hoje despede-se do plano terreno.   


Filha de João Marques da Silva e de Maria Carmina da Conceição, Lourdes Marques, nasceu no dia 25 de janeiro de 1929 em Juazeiro do Norte, na Quadra São Vicente, próximo da Rua do Salgadinho, hoje chamada de Trav. Maria Gonçalves, ou Praça do Memorial. Ela conta que quando tinha de três a quatro anos, ia com seus pais  para escutar os conselhos do Padim Cícero, quando ele pregava em sua residência, na Rua São José, onde hoje funciona o Museu Padre Cícero. Em suas palavras ela diz: “Eu ficava bem quietinha, calada, em obediência aos meus pais, porque eles ensinavam que quando os mais velhos estavam falando criança tinha que ficar calada. Minha mãe sentava no chão,  me colocava no colo, e eu adormecia. Quando Padim Cícero terminava o sermão, ela me acordava, e a gente ia para casa. Era gente demais, o quarteirão ficava praticamente lotado. Minha mãe contava que meu pai recorria a ele para pedir a opinião sobre um determinado trabalho, um aconselhamento na verdade. Lembro do dia de sua morte. Do caixão em cima da janela para o povo ver. Gente gritando, chorando, o luto, o clamor abalou o Juazeiro. Tecidos e mais tecidos pretos foram comprados para vestir a população em luto pela morte do seu maior benfeitor.” O tempo foi passando e Lourdes na companhia de seus oito irmãos. Vicente, Lia, Duca, Tonho, Zeca, Ciada, Cila e Maroly aproveitaram na medida do possível a infância, porque mesmo crianças já ajudavam nos afazeres domésticos as mulheres e os homens ajudavam o pai como ajudantes de pedreiro. Quando criança, ela contou que deu uma topada e arrancou a cabeça do dedo naquela época não existia antibiótica, usava somente uma pomada amarela para cicatrizar, mas doía demais. E à noite quando deitava era que doía, então começava a chorar não deixando os irmãos dormirem.  Duca e Tonho não  suportavam vê-la chorando e o que faziam, deixavam-no no quintal e fechavam a porta. O choro aumentava ainda mais, além da dor e o medo do escuro! São memórias que ela ainda guarda presente e que me confidenciou. A primeira Eucaristia fez com a idade de 11 anos. E sempre alimentou um grande desejo de participar de uma Lapinha, como cigana, porque achava linda a roupa toda colorida. Sua mãe, porém, sempre dava uma desculpa alegando que não dava certo. Até que ela descobriu que a roupa da sua primeira comunhão daria certo para ser a lua e dessa vez sua mãe permitiu. E ela com sua lucidez e um sorriso cativante canta para nós o versinho da lua: 
“Sou a lua que dos astros venho
A lapinha de Belém
Sou a lua do alto da princesa 
Que adorna imensa grandeza
Sou a lua que dos astros venho, 
A lapinha de Belém.”

Algumas vezes ia ficar com Lia em Missão Velha e lá aprendeu a fazer bainha de vestidos, de calças e os primeiros ensaios na arte de bordar à mão. No ano de 1950 casou com Luiz de Souza Lima, tendo treze filhos, oito homens: Luilson, Lázaro, Luiz Filho, Lailson, Lairton, Lécio, Luzivaldo e Luiz Carlos; e cinco mulheres: Luciene, Luzenilde, Luzeneide, Luzilânia e Maria do Carmo. Os nomes foram escolhidos pelo pai, com exceção de Maria do Carmo, que teve seu nome ligado a uma promessa feita a Nossa Senhora do Carmo. O parto era de alto risco e Luordes  se apegou com muita fé pedindo a intercessão de nossa Senhora e como foi atendida, batizou a filha com o nome de Maria do Carmo. Assim, com exceção deste, os nomes dos demais filhos do casal começam sempre com a letra L. Como os negócios de Luiz não iam muito bem, ele resolveu ir trabalhar fora e levando junto seu filho mais velho, Luilson, para morar em Belo Horizonte. Lá conseguiu trabalho e mandou buscar a família.  Lourdes  ficou com medo de levar uma família tão numerosa, ela e os doze filhos,  e decidiu não ir.  Mandou dizer para Luiz que ele mandasse o sustento dos filhos e ela iria também trabalhar para ajudar no sustento da família. Começou a vender calçados, perfumes, acompanhada de seu filho, Luiz Filho. As filhas cuidavam dos afazeres domésticos e dos irmãos menores. Entretanto, a despesa era alta, aluguel para pagar e débitos nas bodegas, então, sua irmã,  Maroly, que estava morando sozinha após a morte da mãe, dona Carmina, convidou-a para morar com ela, na mesma casa que ela nasceu. Sem nenhuma cerimônia aceitou o convite e mudou-se definitivamente com os filhos, e é nesta casa que reside até hoje. O marido Luiz não quis acordo e resolveu nunca mais voltar para o convívio da família em Juazeiro, chegando a falecer por lá. As dificuldades, os filhos para estudar, fardamentos, livros, remédios, muitas despesas, enfim. Lia, sua irmã, como forma de ajudá-la levou para morar com ela mais uma filha, Luzilânia, porque Luciene já morava com ela. Maroly, sua irmã caçula trabalhava no escritório de seu Severino Alves, na loja A Vencedora, e contribuía financeiramente. Zeca, seu irmão que morava bem próximo, na Rua da Conceição soube das suas preocupações e disse: “Lourdes, todo sábado à tarde, quando eu voltar da feira de Barbalha, venha ou mande um dos meninos buscar uma mesada que darei para ajudar”. Lourdes acrescenta:  Por muitos anos recebi essa contribuição do meu irmão tão generoso. Mas, mesmo assim faltava dinheiro porque as despesas eram altas demais por causa da família numerosa. Lourdes conta ainda que dona Marlúcia Almeida, vizinha do seu irmão Zeca, fabricava e ainda fabrica confecções me ofereceu para dar o abanhado, pregar botões e casear as confecções que ela fabricava. Aceitei e junto com Nilde, Neide e Lânia ficávamos até tarde da noite executando esse trabalho, que nos ajudou bastante. Também ajudei muitas vezes a De Jesus Batista preparando caldo nos eventos políticos. E foi graças a esses meus préstimos que consegui um contrato no Estado e no Município como Merendeira e Auxiliar de Serviços. Trabalhei na Escola do Menor; Escola 3 de junho; Grupo Padre Cícero e Secretária de Educação. Ministrei no ano de 1979 Alfabetização Funcional pelo Mobral”. E haja coisa, como ela mesmo diz. Sem contar com os bordados, fuxico, crochê, panos de prato e ponto de cruz. É uma verdadeira artista com as mãos. Ela faz um desabafo: “Até hoje não deixo de fazer algumas coisinhas, apesar das meninas não gostarem muito, porque eu fico com dor de cabeça por ficar com a cabeça abaixada. Não consigo parar; é de mim, ficar fazendo alguma coisa, se não fizer fico triste”. Apreciadora de eventos no Memorial, como palestras, apresentação de festivais escolares, show de cantores etc. faz questão de estar presente. Convidada por famílias amigas para participar da Renovação do Coração de Jesus, não falta. Ela conta mais da sua vida: “Faço parte do Apostolado da Oração há muitos anos e fui incentivada por minha irmã, Lia, para me associar. No mês de junho consagrado ao Sagrado Coração de Jesus compareço diariamente acompanhada de uma filha para fazer minha hora de guarda como manda os preceitos do associado. Estive presente na despedida de Lia da Presidência dessa entidade na qual ela esteve à frente durante quarenta e oito anos, entregando para Marinalva. Faço parte como associada da Irmandade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Sou uma pessoa feliz, abençoada por Deus e por Nossa Senhora das Dores e Padim Cícero”. Ela é avó de dezessete netos, sendo oito homens: Luilson Junior, Fabiano, Davi, Jardel, Jailson, Ítalo, Tiago e Hariel; e nove mulheres: Patrícia, Tatyana, Girlene (falecida), Magdalene, Magnólia, Laís, Vitória, Bruna e Héren. Bisnetos tem nove: cinco homens, Uriel, Henrique, Pedro André, João Miguel e Luiz Arthur; quatro mulheres: Mayana, Samira, Nicole e Melissa. Em minhas observações, como sobrinha por afinidade, porque ela é a única tia viva de Daniel, meu esposo, por parte do seu pai, Zeca Marques, percebi ao longo da minha convivência com ela, tratar-se de uma pessoa muito simpática, amável, carismática. Em todos os lugares onde trabalhou deixou sua marca de boa funcionária e boa amiga. É uma excelente contadora de histórias, se deixa encantar nas narrativas. Várias vezes foi entrevistada pelos meios de comunicação para narrar o que sabe e o que viu a respeito do Padre Cícero. Toda a família tem uma verdadeira admiração por ela, por tudo que passou e venceu. Os filhos se sentem orgulhosos desta mãe tão abnegada e batalhadora que hoje comemora oitenta e nove anos com uma lucidez maravilhosa e a vaidade não fica de lado, sempre anda muito arrumada, não dispensa os brincos, o batom e o rouge, como ela diz rindo. Que grande dádiva de Deus, que Ele a abençoe lhe proporcionando mais anos de vida para alegria e felicidade dos que a cercam. Parabéns tia Lourdes! Meus e do meu esposo Daniel, seu sobrinho. Todos nós lhe queremos muito bem. Felicidades! 

                


                                  
                                                            
                 

       

  

   
                                                             
                                                                                                         

                          

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Explicação: A história dela foi contada em um pequeno livrinho por ocasião dos seus 90 anos, ocorrido  em dem 25 de janeiro de 2018 e publicado no portaldejuazeiro.com. E estou publicando hoje, acrescido de mais fotos por por ocasião do seu falecimento na noite de ontem, 29 de janeiro de 2026. 
Uma das suas características era a vaidade, como gostava de andar arrumada, com o cabelo cortado do seu agrado e de batom. Não perdia nenhuma oportunidade de participar de eventos, de momentos familiares. E recebia com muita alegria os sobrinhos que ele tanto amava. 
Sabemos que o seu encontro com o Sagrado Coração de Jesus e com Nossa Mãe das Dores e o nosso padim Padre Cícero foi muito emocionante. Fica em paz tia Lourdes e pede a Deus por nós.

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques