domingo, 23 de agosto de 2026

 


             VIGÉSIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM

Texto bíblico: Mt 16, 13 – 20

Data: 23 de agosto

Dom Samuel Dantas, OSB

 Se o inferno até hoje não conseguiu destruir a Igreja fundada por Cristo, é de se crer que todas as suas tentativas presentes e futuras também não conseguirão destruí-la. Se a Igreja devesse cair, pelo que lhe aconteceu ao longo dos séculos, já teria caído há muito tempo!

Voltaire, pensador francês iluminista, inimigo declarado e violento da fé cristã escreveu com acerto que o “cristianismo deve mesmo ser divino, pois do contrário, não teria resistido a tantos absurdos”.  Essa palavra é exata e pode ser perfeitamente aplicada a Igreja, edificada sobre a fé de Pedro, e cuja indestrutibilidade Jesus anunciou com as palavras que sintetizam admiravelmente a passagem evangélica deste domingo: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Quando lemos esta passagem bíblica, normalmente pensamos nas palavras ditas por Cristo a Pedro, estabelecendo-o pedra sobre a qual edificou a sua igreja, sendo o próprio Cristo o fundamento principal desta construção espiritual e sobrenatural, mas bem mais importante do que aquilo que foi dito ao primeiro pastor supremo da Igreja, é o que Jesus disse acerca da mesma Igreja, sendo esta naturalmente maior do que Pedro, isto é, que as potências da morte não haveriam de prevalecer contra ela. A verdade desta palavra é tão evidente, que um simples olhar para a história da mesma Igreja a confirma. Apesar das perseguições que teve de suportar desde a sua distante origem, apesar dos muitos escândalos que se verificaram dentro de suas próprias paredes, causados por aqueles que deveriam dar bom testemunho, apesar de tantas incompreensões, calúnias e injustiças de que foi vítima, ela permanece de pé, por que foi dito por quem a fundou e a estabeleceu como luz das nações: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, e o poder da morte não a destruirá, por mais que invista contra ela.

O inferno bem que tentou destruí-la e arruína-la, mas tudo em vão! Continua tentando, mas a Igreja, assistida por seu divino fundador e conduzida pelo Espirito Santo que é a sua alma sobrenatural, a tudo tem resistido, sempre triunfando dos muitos combates que nunca deixou de travar contra inimigos poderosos e perseguidores cruéis. E a razão pela qual o inferno não consegue prevalecer contra ela é uma só: a promessa indefectível feita por aquele que não pode mentir nem enganar, porque é Deus e a verdade suprema e eterna. Confiando nesta palavra segue a Igreja peregrina neste mundo em meio as consolações de Deus rumo à pátria eterna.

Mataram Cristo, mas ele ressuscitou três dias depois, conforme dissera. O inferno, que não dá tréguas a Igreja nem de dia nem de noite, a persegue sem cessar, por meio dos seus aliados que a odeiam e se erguem contra ela, mas a Igreja, a semelhança de Cristo, firme permanece.  

Postado por Tereza Neuma Macedo Marques

 


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